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Capa do romance Me apaixonei pelo meu amigo mafioso

Me apaixonei pelo meu amigo mafioso

Massimo Greco, futuro Capo da máfia siciliana, precisa se casar para assumir o poder, mas rejeita as herdeiras da organização. Alena Giordano, uma garçonete de 19 anos, fica desabrigada após ser expulsa de casa pela tia. Quando os dois se tornam amigos, surge uma solução inusitada proposta pela irmã de Massimo: um casamento de conveniência. O acordo resolve os problemas de ambos, mas a convivência sob o mesmo teto pode transformar essa amizade em algo real.
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Capítulo 2

E adivinhem só? Hoje estou aqui sentado nessa mesa rodeados de conselheiros, um bando de velhos idiotas. Uns me olham de canto sem entender minha presença, outros já devem suspeitar. Encaro todos com meu olhar mortal não deixando nenhum deles me intimidar, afinal não fui criado para abaixar a cabeça para esses vermes que finge serem alguém na nossa organização. Meu pai está sentado na sua cadeira na ponta da mesa, Giuseppe está ao seu lado, o subchefe Mattia do outro, o lugar de Tommaso está vazio pois ainda não me sentei, eu gostava de um belo suspense e assim por diante está Lorenzo, Alessandro, Nicolo, Fausto,  Agostino e Donato. Todos eles são um pouco mais velhos que eu que tenho quase trinta anos. Fui modesto em dizer pouco, pois cada um ali tinhas filhos criados e doidos para entregarem sua filhas para um mafioso como eu. Eu tinha dó de cada uma dela por terem pais escrotos e eu nunca permitiria que meu pai fizeste isso com um irmã minha se caso tivesse. E me lembro da pobre Alena.

Meu pai acena para que eu me sente na única cadeira vazia e vejo os olhares julgadores me encararem.

- O que significa isso Riccardo? – Vejo o velho Nicolo perguntar antes mesmo da reunião começar e ainda chamar meu pai pelo nome ao invés de chefe ou Don.

- Eu sou o Don dessa família Nicolo – sorrio ao ouvir a resposta do meu pai - Vocês queriam um Caporegime, e eu estou lhe dando um. – Meu pai fala sarcástico, meu velho as vezes conseguia se superar. Deixo um sorriso escapar.

- Massimo? Sério? Seu filho? – Alessandro outro velho pergunta olhando de mim para meu pai.

- Qual é Alessandro? Quem você indicaria? – pergunto também sendo sarcástico. Eu não queria essa merda mas também não abaixaria a cabeça – Seu filho? Qual deles? Leonardo? Ou Rafaello? – ergo minha sobrancelha e solto uma gargalhada – Isso sim seria uma grande merda  – finalizo.

- Massimo – meu pai me repreende olhando pra mim que continuo a rir. 

- Massimo é competente, nunca deixou ninguém cuidar das suas obrigações, sempre consegue lidar seja lá qual for o problema, consegue arrancar informação de um traidor como ninguém mais – ouço Giuseppe cita todos os meus bons feitos -  acho que dentro das opção que temos ninguém seria mais adequado do que ele. – ele finaliza.

- Eu também concordo – agora foi a vez de Mattia – por mais irresponsável que seja na sua vida pessoal – me viro para ele assim que ouço – ele nunca desapontou nas missões ou desobedeceu uma ordem – continuo a encarar sem entender o que ele quis dizer sobre a minha vida pessoal que não lhe interessa.

- O problema não é esse – Nicolo torna a falar – todos aqui sabem que para ser um capo ter que ser um homem casado ou pelo menos que esteja com um casamento em andamento.

- Exato – Fausto que estava calado até agora resolve falar – e todos aqui sabem que Massimo tem uma “vida” bastante agitada – ele levanta os dedos e faz aspas na palavra vida. Solto uma risada alta fazendo todos olhares para mim.

 - Que grande merda – digo – E quem vocês indicariam? Até onde sei nenhum dos filhos de “vocês” – faço aspas igual Fausto fez na palavra vocês e olho para ele – são casados.

- Meu filho Vitório está de casamento em andamento – cita Agostino e não deixo de rir. 

- Ah sim verdade – torno a falar – e como foi a operação que ele estava supervisionando? – pergunto erguendo a sobrancelha.

- Todos aqui já sabem o que aconteceu Massimo, ele caiu numa emboscada – Agostino fala – assim como Tommaso.

- Aham sei, muito estranho também mas na emboscada de Tommaso ele teve a vida acabada  – digo.

- O que você está insinuando Massimo? – Agostino altera a voz e se levanta da mesa.

- Basta!! – meu pai grita batendo as mãos na mesa e se levantando também – Eu ainda dou as ordens por aqui – e olha não só para mim como para Agostino.

- Mas você sabe que o conselho tem que está de acordo – Lorenzo que ainda não havia dito nada fala.

- Tudo bem então – meu pai olha para todos – citem um nome que seja tão competente quanto Massimo e abrimos uma votação – meu pai pega todos de surpresa, ele sabia que ninguém ali tinha um nome por isso sugeriu – pelo visto não temos, então está decidido. Massimo é o novo capo e assunto encerrado – volta a se sentar – e a questão do casamento ele já está resolvendo isso – ele me olha na esperança de eu realmente está resolvendo. O que não estou e nem pretendo tão cedo.

- E quem será a esposa dele? – Nicolo pergunta. 

- Tem que ser uma das nossas filhas pelo menos  – diz Alessandro e dou outra risada.

- Nem fudendo que vocês vão escolher a minha esposa – falo – isso é uma coisa minha – me levanto.

- Tem que ser alguém para selar nossa união – Nicolo diz olhando para meu pai.

- Foda-se – me direciono para porta – pra mim isso aqui já deu – e saio. 

Ouço meu pai me chamar mas não volto atrás e já sei que vou ouvir um monte depois por ter lhe dado as costas e faltar com respeito numa decisão tão importante. Mas dane-se não ia ficar ouvindo aqueles idiota que não cuidam da própria vida e querem cuidar da minha.

Saio da sala de reunião que reservamos em casa para nossas reuniões e vou para o bar que mais frequento desde quando voltei dos Estados Unidos. Foi lá que conheci a adorável e linda Alena e nos tornamos amigos. 

Ela começou a trabalhar lá no ano passado quando havia completado seus dezoito anos, como Andrea havia me dito e ela depois confirmou, Alena tinha uma história de vida bastante complicada e eu conseguia entender muito bem, conforme foi passando os meses nos aproximamos bastante se tornando uma amiga, uma amiga mesmo, mesmo eu não tendo amigas mulheres pois nunca dava certo. No começo Alena era tímida e falava pouco apenas o necessário, sempre que chegava eu me sentava onde ela estava atendendo, pois eu gostava da companhia dela e a conversa fluía naturalmente, mesmo no começo ela falando pouco. Alena era uma atendente incrível e porra linda demais, nunca nos envolvemos até porque ela é muito mais nova que eu, tinha idade para ser minha irmã e eu já tinha problema demais na minha vida.

  Alena tem um beleza natural, ela tem os cabelos escuros e meio ondulados, usa uma franja que eu acho um charme, seus olhos tem a cor de castanho quase mel apesar de nunca ter visto fora do bar, pele clara apesar de não ver muito por falta de luz suficiente dentro daquele ambiente escuro, sempre usava seu uniforme preto que escondia seu corpo mas que mesmo assim eu conseguia ver a sua beleza e um corpo vantajoso para a idade que tinha. Dezenove anos uma criança ao meus olhos. 

Ela tem uma irmã gêmea, a Aleda, as duas tem a personalidade totalmente diferente. Enquanto Alena é tímida e na dela, Aleda é extrovertida e para frente, fora isso as duas era confundível. Eu mesmo vivia confundido elas e Aleda sempre tentava me prega peças. Assim como agora que chego e me deparo com alguma delas próximo ao balcão.

- Alena ou Aleda? – pergunto  assim que me aproximo do balcão e foi assim que Andrea me ensinou para poder identificar-la e vejo um delas vindo na minha direção.

- Não sei – ela responde e até a voz era igual, não conseguia mesmo identifica-lá apenas pela aparecia.

- Qual minha bebida favorita? – pergunto e Alena saberia responder porque são um ano de atendimento e ele sempre me recebia com meu bom e velho whisky. É só pela forma que falou eu já sabia que era Aleda mas quis prosseguir.

- Como você é chato Massimo – Aleda responde e volta com a sua personalidade.

- Onde está a sua irmã? – pergunto me sentando no balcão. Vejo ela se afastando e chamando por Alena.

- Alena seu cliente favorito, bonitão e gostosão está aqui – ouço ela dizer ainda olhando pra mim e pisca, dou um sorriso porque já havia me acostumado da maneira como ela se referia a mim.

Aleda não tinha jeito e era sempre assim o que deixava sua irmã morrendo de vergonha. Assim que ela aparece com alguns fardos de bebida empilhados sorrir tímida para mim. 

- Favorito, bonitão e gostosão? – pergunto e vejo ela corar.

- Oi – ela diz e eu sorrio para ela.

- Oi – respondo.

- Não liga para o que Aleda fala – diz sem olhar para mim.

- Eu não ligo – respondo e agora posso ver seus olhos em mim. 

- O que te fez aparecer em plena quarta por aqui? – ela pergunta já colocando as bebidas sobre uma pia.

- Tive um dia de merda – falo vendo ela abrir os fardos.

- Qual o problema dessa vez Massimo? – pergunta – Aceita seu whisky duplo? – já emenda com outra.

- Sim, claro – respondo e ela para preparando minha bebida.

- O que foi agora Massimo? Mas um caso das suas mulheres rebelde? – insisti já me entregando a bebida e eu não aguento e dou risada, sim ela sabia dos meus casos mais terríveis quando as belas não aceitava ser apenas uma noite.

- Falando desse jeito até parece que está com ciúmes.  – Resolvo brincar.

- Ciúmes? Eu? – vejo ela novamente corar – Porque eu sentiria ciúmes de você? O temido Massimo Greco, que não tem coração. 

- Não sei, me diz você – digo a encarando e levanto uma sobrancelha. 

- Bom.. quem está com problema aqui é você, não me venha querer mudar a situação para mim – Alena desconversa e eu não deixo de sorrir.

- Está certo – falo e pauso ainda olhando para Alena - meu pai ainda com aquela história que tenho que me casar  – bebo um gole do whisky enquanto vejo ela arrumar as bebidas na geladeira grande atrás dela. 

Hoje o bar não está tão movimentado como das outras vezes que estive aqui, estava muito mais tranquilo e a música mais baixa. O ambiente não era de muito luxo igual os da boate da famiglia, mas só pela companhia eu gostava de vim aqui. Eu nunca me importei muito com o luxo, mas sim pela boa bebida e tranquilidade, nesse bar eu encontrava tudo que eu queria.

- Ah Massimo talvez ele tenha razão sobre isso – a encaro.

- Tá maluca Alena? Você me conhece há o que? Um ano? E quantas vezes já me viu com a mesma mulher? – questiono.

- Massimo por isso mesmo, você tem que sossega e assumir o seu lugar – bufo. 

- É sério isso? Até você? – digo já bebendo todo meu whisky e levantando – Vim até aqui para ter um pouco de paz e não para ter mais dor de cabeça. 

- Calma aí Max – ela diz envergonhada – me desculpa não queria me meter – se aproxima do balcão e toca minha mão, e levo meus olhos até a mão dela – eu não vou mais me meter – diz toda sem graça.

- Desculpa eu por ter sido rude – digo e torno a me sentar – como eu disse, um dia de merda. 

- Está desculpado – ela sorrir – mais uma? – pergunta olhando para meu copo.

- Por favor – digo e vejo ela encher. 

Precisava relaxa e eu só conseguia fazer isso quando estava aqui e podia desabafar com Alena, mas toda aquela pressão estava me deixando nervoso o que quase descontei nela. O dono do bar não falava nada porque eu sempre deixava um boa grana e uma gorjeta enorme para Alena, na verdade eu pagava pela a companhia dela só que ela não sabia. Não estou dizendo que era como uma prostituta, jamais, mas eu gostava da sua amizade, além dela tinha o Andrea que agora além do meu melhor amigo era meu segurança pessoal.

- E o que você decidiu? – Alena pergunta voltando ao assunto.

- Não tenho escolha Alena, agora preciso arrumar uma esposa – passo a mão no meus cabelos. 

- Boa sorte – ela diz e entrega o drink de um casal que está do lado. Nem percebi que estavam ali.

- Vou precisar – bebo novamente. 

- Sabia que ia te encontrar aqui – Andrea se aproxima – Oi Alena – ele cumprimenta nossa amiga, porque além de minha amiga ela também era amiga dele até antes de mim.

- Oi Andrea – ela sorrir. 

- Cara seu pai está te procurando – ele fala e bebo mais um gole.

- Meu pai, meu pai – resmungo – Está vendo Alena? Nem assumir minha posição e já me procuram o tempo todo – falo engolindo toda minha bebida e me levanto – te vejo na sexta? – pergunto a ela.

- Estarei aqui no mesmo horário – brinca e sorrir.

- Até breve Alena e da um oi para Aleda – meu amigo sempre zoa a irmã dela. As vezes até desconfio que tem um certo interesse na gêmea mal humorada.

Acompanho meu amigo até a saída e vejo um comboio de segurança a minha espera e não podia acreditar naquilo, nunca precisei de tanto homens assim e sempre soube me virar. 

- Qual é Andrea pra que tudo isso? Ele mandou uma escolta com medo que eu fugisse? – falo o encarando.

- Não!! Esses serão seus seguranças a partir de agora.

- Mas eu não preciso de tudo isso, eu sei me cuidar sozinho – esbravejo.

- Não é bem assim agora Max, você sempre teve alguém querendo sua cabeça, mas agora com certeza terá até recompensa para ela numa bandeja – meu melhor amigo diz – de ouro se possível – brinca com a minha morte.

- Que tente, vamos ver quantas bandeja iremos encher de cabeças – falo e entro no meu carro com Andrea no meu encalço.

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