Capa do romance A filha mimada do Mafioso

A filha mimada do Mafioso

9.6 / 10.0
Lupita sempre teve tudo o que quis, até a morte de seu pai, que trouxe a tona diversos processos que ele sofria por corrupção e desvio de dinheiro da empresa que ele trabalhava. Agora, a jovem de apenas vinte e dois anos se ver sem ter onde morar,até que lhe surge uma oportunidade duvidosa: Leiloar sua virgindade, e pegar o dinheiro em seguida sumir no mundo. ela só não esperava que o homem que arrematou seria Gael, o segundo marido de sua mãe, e pai da sua irmã mais nova. Agora, totalmente Arrematada ela pertencia a ele, até a noite que ele resolvesse tê-la em sua cama

A filha mimada do Mafioso Capítulo 1

Lupita

'Eu vi, gostei, serviu comprei.''

Esse é meu lema.

Mais uma vez acordei cedo, sabia que tinha um compromisso naquele dia. Eu devia tomar um banho e ir ao shopping conferir os lançamentos das bolsas de coro que eram as minhas favorita. Papai tinha viajado hoje pela madrugada e havia deixado o cartão corporativo black comigo. Um cartão que ele dizia que era igual o amor que ele sentia por mim, Era totalmente sem limites. Eu sou ninguém nada mais e nada menos que conhecida como jovem Lupita de Santos. Cabelos longos negros bem lisos, pele bronzeada e olhos claros. Sobrancelhas bem feitas de micropigmentação. Ah sim, e meus cílios que eu tinha que fazer a manutenção. Eu me olhava no espelho e via minha beleza. Costumava sempre ser bastante vaidosa, tudo o que eu gostava eu tinha. Sempre foi assim. Namorados? Nunca precisei, meu pai me dava tudo, eu não perdia tempo com algo tão superfluo como o ''amor''

Um banho na minha banheira de espuma, e agora eu saia de pele limpinha e hidratada. Passando meu perfume caro e me vesti, com os cabelos soltos e com uma calça Jeans de marca italiana, e uma camisa azul ciganinha que mostrava bem meus ombros. Claro, eu estava bem naquele dia, e feliz iria ficar quando chegasse no shopping.

Alastor, meu motorista particular me levou, foi cerca de vinte e cinco minutos. ódio daquele caminho. A minha sorte que o ar condicionado do carro. Eu olhava todo movimento pela janela. — Me perguntava se esse pessoal pegava esse trânsito todo dia para trabalhar — deveria ter uma lei onde não devesse existir esse trânsito todo.

Depois de um bom tempo — e eu quase cair adormecida no carro — Alastor me chamou gentilmente. Eu sorri para ele.ao despertar.

— Já chegamos ao shopping. — Diz ele em um tom gentil.

— Obrigada Alastor — falo com animação e um sorriso nos lábios.

Com uma GUCCI em mãos e um cartão black sem limites dentro, nada me abalaria. Eu já tinha meu destino, ver as bolsas com lançamento de couro legitimos.

Eu estava caminhando com calma, quando de repente vejo a figura dele. Aquele homem alto, charmoso. Porém irritante. Gael, esse era seu nome. Vê-lo tão cedo no shopping parecia até castigo. Porém eu sabia que ele era um homem rico, um magnata. Não tinha mais o que fazer? Abaixei bem a cabeça e fui caminhando direto para a loja, assim não tinha que vê-lo, e se ele me visse seria de longe.

Tantas bolsas, a vitrine tinha bolsas em promoção. Mas claro não era dessas que eu comprava. jamais, eu sempre preferia as mais caras, promoção era uma palavra de pecado para mim, afinal eu sempre poderia ter o melhor. Eu já era conhecida na loja, e tinha uma vendedora favorita.

— Cintía, eu quero ver os novos lançamentos. Meu pai terá novos eventos e eu quero ir com a melhor bolsa. — Falava em um tom calmo e gentil.

— Claro, temos diversos modelos. Temos a coleção nova que ainda nem saiu da caixa, pode adquirir antes de todas.

Aquilo me parecia interessante. Ter algo antes de todos. Meus olhos deviam estar brilhando diante da alegria!

A bolsa foi escolhida, junto com a carteira. Eram perfeitas. em um tom verde neutro com pequenos detalhes. Eu estava indo pagar a bolsa, e segurando a sacola qual ela estava. Quando coloquei minha senha e esperei a leitura da máquina, fiquei conversando com Cíntia.

— Você sempre compra todas as bolsas. Isso que eu chamo de meta de vida.

— É como uma terapia para mim, maldito o dia que chegar e eu não poder comprar uma nova Gucci.

Trocamos risos, e durante isso a moça do caixa me encarava.

— Senhora, lamento informar mas... — Ela deu um silêncio, que era constrangedor — seu cartão foi recusado.

Eu tinha alguns pesadelos, e aquele momento estava parecendo exatamente como um deles.

— Perdão?

— O cartão da senhora foi recusado.

Ela só podia estar de brincadeira, Dei algumas risadas e ela sorriu, aparentemente constrangida.

— Só pode está brincando..

— Então... — Ela olhou para Cíntia que foi dando a volta ao balcão, até chegar no caixa.

— Realmente dona Lupita, deu recusado.

— Só pode ser algum piada — Começo a gesticular — Esse é um cartão Black, corporativo sem limite.

— Lamento. Deve ter acontecido alguma coisa no banco, as vezes dá algum problema...

Cíntia tentava me consolar, mas isso era imperdoável, Como isso podia ter acontecido? Mordi meu lábio inferior e encarei a moça.

— Tudo bem, pode ter sido. Será que, não podem guardar a bolsa até eu resolver esse problema?

Como uma boa cliente, elas me trataarm bem, Afinal eu já havia gastado fortunas naquela loja.

— Algum problema?

Ergui a cabeça automaticamente para cima, revirando os olhos o maximo que eu podia ao ouvir a voz de Gael. Depois me virei de frente a ele, aquele homem alto de pele preta. Eu gostava dele, claro. Mas nunca consegui aceitar ele com minha mãe, ainda mais depois que ela chegou a falecer.

— Arg. — Grunhi.

— Tudo bem por aqui Lupita?

— Está sim. É só uma idiotice do banco que eu espero resolver assim que chegar em casa. cartão foi recusado, deve ter sido algum erro no sistema deles.

— Um cartão black não costuma ser recusado nem ter problemas. — Ele diz olhando para mim com atenção, e em seguida enfia as mãos no bolso direito, tirando a carteira e seu cartão black com uma faixa dourada. — Pode usar o meu.

— Sério?

— Claro. Fica como presente de aniversário.

''Queria um presente desse'' ouço em murmuros.

— Obrigada Gael, é muita gentileza sua. — Falo em um tom mais dócil pegando o cartão

Em seguida ele passa na maquina e me acompanha até fora.

— Aí, depois me fala o que aconteceu com o cartão do seu pai. Não é comum os cartões black darem problema assim do nada.

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