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Capa do romance Depois que Meu Marido me Traiu, Casei-me com o Maior Rival Dele

Depois que Meu Marido me Traiu, Casei-me com o Maior Rival Dele

Fui a esposa ideal, mas a traição de Juliano Bragança veio com humilhação pública e agressão física. Após ser abandonada ferida sob a chuva, sofri um grave acidente. No limite da vida, fui salva por Alexandre Vargas, o maior rival do meu marido. Ele me ofereceu mais que socorro: deu-me o poder da vingança. Agora, desprezo as joias de Juliano e me uno ao seu inimigo para destruir o império Bragança, peça por peça, até que não reste nada além de ruínas.
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Capítulo 2

O sol da manhã era um mentiroso. Ele brilhava através das cortinas, radiante e alegre, fingindo que o mundo não tinha acabado na noite anterior.

Vivian estava de pé na frente de Julian, suas mãos ágeis enquanto amarrava a gravata dele. Era um nó Windsor. Perfeito. Simétrico. Assim como o casamento deles parecia ser.

"Você está bonito", disse ela. A mentira tinha gosto de cinzas em sua língua.

Julian checou o relógio. "Vou chegar tarde hoje à noite. Jantar de negócios no The Obsidian Club. Não me espere acordada."

The Obsidian Club. Era um estabelecimento exclusivo para membros, seleto, sombrio e notoriamente discreto.

"Claro", disse Vivian, alisando a lapela dele. "Boa sorte com os... negócios."

Ele beijou sua bochecha. Foi um selinho seco e superficial. "Você é uma boa esposa, Vivian."

Ele saiu.

Assim que a porta da frente se fechou com um clique, o sorriso de Vivian desapareceu. Ela caminhou até a ilha da cozinha e abriu seu laptop. Não entrou em suas redes sociais. Ela acessou a conta bancária que Julian pensava que ela não tinha acesso — a conta conjunta secundária que ele usava para "imprevistos".

Lá estava. Uma reserva no The Obsidian Club.

Camarote VIP 4. Dois convidados.

Vivian fechou o laptop. Suas mãos tremiam, mas não de medo. De raiva. Uma raiva fria e calculista. Mas ela não podia demonstrar. Ainda não. Se o confrontasse agora, ele distorceria tudo. Ele a chamaria de paranoica. Ele a cortaria antes que ela tivesse o suficiente para enterrá-lo.

Ela subiu e se trocou. Não vestiu os vestidos em tons pastel que Julian gostava. Ela escolheu um vestido preto discreto, algo que se misturaria às sombras. Ela calçou os saltos, mas guardou um par de sapatilhas na bolsa.

Ela dirigiu até o clube. Não usou o manobrista. Estacionou na mesma rua, mais para baixo, apertando o casaco contra o corpo.

Ela entrou pela entrada lateral, deslizando uma nota de cem dólares para a hostess de quem ficara amiga meses antes, durante um evento de caridade.

"Estou apenas procurando meu marido", Vivian sussurrou, fingindo um tremor na voz. "Quero fazer uma surpresa para ele."

A hostess assentiu com compaixão e apontou para a área VIP. "Camarote 4, Sra. Kensington."

Vivian não foi para o camarote. Ela foi para o mezanino com vista para os camarotes semiprivativos abaixo. A iluminação era fraca, as sombras, profundas.

Ela ficou nas sombras, olhando para baixo.

E lá estava ele.

Julian estava sentado em um sofá de veludo. Mas ele não estava em uma reunião.

Ao lado dele, sentada, estava uma garota. Ela parecia jovem, dolorosamente jovem. Tinha cabelos loiros e longos que caíam em cascata pelas costas. Usava um vestido vermelho que era pouco mais que um pedaço de tecido.

Scarlett Sharp.

Vivian a reconheceu das colunas sociais. A filha ambiciosa do império Sharp, uma família conhecida por sua ascensão implacável.

O braço de Julian estava jogado sobre o encosto do sofá, seus dedos brincando com as pontas do cabelo de Scarlett. Seus amigos — homens que Vivian havia recebido em jantares, homens que haviam comido sua comida e bebido seu vinho — estavam sentados ao redor deles, rindo.

"Então esta é a nova musa, Julian?", um deles zombou. "E a esposa?"

Julian riu. Foi um som cruel. "Vivian? Ela está em casa tricotando ou sei lá o que ela faz. Já a Scarlett... a Scarlett é cheia de vida."

Scarlett deu uma risadinha e se inclinou para ele, apoiando a cabeça em seu ombro. "Ah, Julian, você é terrível."

Vivian sentiu um golpe físico no peito. Não era o coração partido. Era o choque do puro desrespeito.

Ela agarrou o corrimão. O metal cravou em suas palmas. Ela respirou fundo.

Ela pegou o celular. Suas mãos tremiam, mas ela o firmou contra a cortina de veludo.

Gravar.

Ela capturou tudo. A mão na coxa. O beijo no pescoço. A zombaria. Cada pixel era um prego em seu caixão.

"Eu não sou uma qualquer! Julian, diga a ela!", Scarlett guinchou em resposta a algo que um dos homens disse, embora Vivian não conseguisse ouvir o contexto.

"Esta é a Scarlett", Julian anunciou, sua voz chegando até o mezanino. "Ela é filha de Garrett Sharp. Ela é... como uma irmã mais nova para mim. Estou apenas cuidando dela."

"Uma irmã com quem você dorme?", Mark riu.

Julian não negou. Apenas deu um sorriso de canto e tomou um gole de sua bebida.

Vivian parou a gravação. Era o suficiente. Era mais do que suficiente.

Ela queria gritar. Queria descer correndo e acabar com os dois. Mas ela era Vivian Kensington. A "boa esposa". A "esposa fraca".

Ela virou nos calcanhares e foi embora. Não fez nenhum som. Saiu furtivamente pela porta lateral, passando pela hostess solidária, e encontrou o ar frio da noite.

Ela entrou no carro. O silêncio era ensurdecedor. Não ligou o motor imediatamente. Apenas ficou sentada ali, com a testa apoiada no volante.

Um soluço escapou de sua garganta. Apenas um. Depois outro. Ela se permitiu chorar por exatos cinco minutos. Checou o relógio. Cinco minutos era tudo o que ele teria dela.

Ela enxugou o rosto, checou a maquiagem no espelho retrovisor e ligou o carro.

Quando Julian chegou em casa, três horas depois, Vivian estava na cama, fingindo dormir. Ela o ouviu escovar os dentes, ouviu-o cantarolar uma melodia que tinha ouvido no clube.

Ele não fazia ideia. Achava que ela estava segura em sua ignorância. Ele se achava o caçador.

Ele estava enganado.

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