Capa do romance Marcas do Passado

Marcas do Passado

8.7 / 10.0
No inverno rigoroso de 1954, em Rio Claro, Elisabete enfrenta um parto solitário e angustiante. Vítima da crueldade e das traições de José, ela questiona como pôde acreditar em um amor marcado por violência. Enquanto a pequena Carolina nasce em um lar sem alegria, o breve olhar de ternura do pai não apaga as dificuldades futuras. Diante de um cenário de dor e segredos, a menina será forçada a amadurecer precocemente para sobreviver aos tempos sombrios que virão.

Marcas do Passado Capítulo 1

Agosto de 1954, um inverno como jamais foi visto naquela cidade, uma casa simples no interior da cidade, município de Rio Claro, bairro de Santa Cruz a senhora Elisabete está com muita dor, chora, pois não sabe como será sua vida após o nascimento da criança, o medo e a angustia é estampada em sua face. Em seu pensamento vinha apenas uma coisa como isso foi acontece como será agora, como foi acreditar na conversa de um homem, mal, cruel como Jose. Foi só uma ilusão tudo que aconteceu, como pode existir amor, quando tem briga, surras, mentira e traição. Elisabete não tinha motivo para estar feliz, ela apenas queria que aquela dor acabasse logo. José da sala ouve um choro de criança e corre para o quarto para conhecer sua filha a pequena Catarina, nome que ele havia escolhido a muito tempo caso fosse uma menina, José toma a pequena Catarina nos braços e a olha com olhar de ternura, a menina que acaba de nascer. Catarina uma criança negra, porem linda cada traço de seu rosto parecia ter sido esculpido a mão, olhos lindos e negros como uma jabuticaba, lábios finos e muito marcante, bochecha arredondada e queixo fino, sua feição não era de uma criança negra comum, Catarina tinha algo diferente uma beleza incomum era como se Deus havia feito com suas próprias mão e entregado a Elisabete como um presente. Porém o destino da pequena Catarina escondia muitas mudança e caminhos que iria lhe surpreender de forma extraordinária. Elisabete apenas descansava com os olhos fechado cansada das suas 18 horas de trabalho de parto.

Apesar de todo o sofrimento havia amor no coração de Elisabete por Catarina ainda que fosse pouco, por que infelizmente ela olhava a menina e lembrava-se de José e tudo que ele fez para ela. Jose embrulhou a criança em umas mantas velhas e mau cheirosas e saiu pela noite de inverno com Catarina no colo. Catarina era só um bebe inocente sem culpa do lhe havia acontecido no passado de seu pai e de sua mãe, não sabia nada da vida estava à mercê de Jose um homem que não era muito de confiança, que havia deixado muitas marcas em Elisabete, marcas profunda que o tempo jamais iria apagar.

Continue Lendo

Marcas do Passado de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance A Noz Que Matou Meu Mundo
8.5
No aniversário de Leo, a negligência de Helena e Pedro causou a morte do menino por alergia a nozes. Em vez de luto, a protagonista enfrenta acusações cruéis da sogra e o abandono do marido. Quando Pedro pede o divórcio e tenta roubar a herança de Leo alegando instabilidade mental dela, a dor se transforma em fúria. Decidida a não ser destruída por essa família desumana, ela contrata uma advogada de elite para iniciar uma guerra judicial implacável.
Capa do romance Amor antes do pôr do sol
9.2
Após três anos, ela retorna e acaba nos braços de Chi Yan. Ele não a reconhece, mas fica obcecado pela mulher que conheceu naquela noite. Ao questioná-lo sobre o antigo noivado, ele a rejeita friamente, alegando que os votos foram apenas para confortá-la durante um tratamento. Decidida a esquecê-lo, ela tenta partir, mas Chi Yan se desespera. Ajoelhado, ele implora que ela fique, mas ela o ignora, lembrando que agora é apenas sua irmã.
Capa do romance FOGO e PAIXÁO
9.2
Alice viu sua vida mudar após uma viagem a Las Vegas com Bianca e Lucy. Após uma noite intensa de cassinos e bebidas, ela acorda casada com um desconhecido de olhos verdes. Ele lhe faz uma proposta absurda, que ela recusa de imediato. Contudo, a morte repentina de seus pais a deixa na miséria e prestes a perder o lar. Sem recursos e desesperada, a jovem mimada precisa decidir: aceitará o acordo do marido misterioso ou enfrentará a dura realidade das ruas?
Capa do romance Mil Vezes Você
9.4
Allegra Bianchi quase se perdeu em um romance tóxico com um influenciador na Itália. Buscando cura, ela foge para Paris para recomeçar entre telas e cafés. Na Cidade Luz, seu caminho cruza com o de Lucca Moreau, um violinista enigmático que também carrega as marcas de um passado difícil. Enquanto exploram ruas históricas e redescobrem a liberdade, esses dois corações feridos buscam reconstrução. Uma história sensível sobre amizade, arte e a coragem de se ouvir novamente.
Capa do romance O motorista da CEO arrogante
9.1
A vida de Pablo tornou-se uma sucessão de tragédias. Após enfrentar perdas dolorosas e ver-se sem recursos financeiros ou perspectivas de trabalho, ele atinge o limite da desesperança. Sua última oportunidade de sobrevivência surge através de uma vaga inesperada: atuar como motorista particular para uma CEO extremamente arrogante. Agora, ele precisará lidar com o temperamento difícil da patroa enquanto tenta reconstruir seu futuro do zero.
Capa do romance Pecadora
9.4
Eu ri, deitada ao lado da minha irmã, ambas apertadas na minha cama de solteiro, como costumávamos fazer nas manhãs de domingo. Era engraçado como Rebeca sempre me fazia sentir livre e solta como normalmente eu não era. Eu sempre tinha sido tímida e quieta; ela, extrovertida e espalhafatosa. - Você​ri?​-​Ela​me​empurrou​com​o​ombro, pressionando-me contra a parede. Empurrei-a de volta, e ela quase caiu. Gargalhamos. Então ela envolveu minha cintura com um braço e ergueu o rosto, olhando para mim e dizendo, inesperadamente: - Estou grávida. Gelei, muda. Virei minha cabeça sobre o travesseiro e busquei os olhos dela, pensando ser mais uma brincadeira. Mas ela estava séria. Deixou a cabeça cair no meu travesseiro e ficamos nos encarando. Senti medo por ela. Minha irmã é quase dois anos mais velha do que eu, mas ainda assim tinha só dezoito anos. Ameacei chorar, mas me segurei. Murmurei, angustiada: - Meu Deus... - Deus não tem nada a ver com isso, Isabel. Ou talvez tenha... - Ela deu de ombros. - Você vai ser titia. - Rebeca, você sabe que isso vai ser uma tragédia aqui em casa. - Eu me ergui e me sentei, tensa. - Papai e mamãe... - Vão querer me matar. Ou melhor, me casar - brincou ela, de novo. Ela se sentou também, passando a mão pelo cabelo curto, na altura do pescoço, em cachos desconexos. Era totalmente diferente do meu, que passava da cintura, como fora o dela um dia, antes de se revoltar e cortar tudo, episódio que quase lhe custara uma surra do nosso pai. - Casar com quem? Quem é o pai do bebê? - Como vou saber, Isa? - debochou ela. - Pode ser qualquer um dos dez ou vinte com quem transei nos últimos tempos. - Ah, Rebeca! - Segurei suas mãos, nervosa. Não concordava com muitas das loucuras dela, mas, no fundo, eu a entendia. E me preocupava, por sua causa e por nossos pais. - Você faz isso só para confrontar os dois! - Faço porque quero! Sou livre! Sou maior de idade e trabalho. Vou contar a eles sobre a gravidez, alugar um quarto e sair daqui. Vou me livrar dessa loucura toda! - Não é loucura. - Tentei justificar. - Papai é pastor e... - Loucura! - repetiu, irritada. - Opressão! É isso o que ele faz com essa igreja que ele criou. Isso não é religião, Isabel. Deus não é essa infelicidade toda que somos obrigadas a suportar. Conheço muita, muita gente cristã que está longe de viver oprimida como nós. Uma parte de mim pensava como ela. Mas, criada desde pequena de maneira rígida, eu tinha medo daqueles pensamentos. Temia também pela salvação da minha irmã, que eu amava mais do que tudo. - Escute... - Coloquei a mão em seu rosto, com carinho e preocupação. - Não precisa dessa revolta toda. Você se machuca e magoa nossos pais, Rebeca. Pode falar o que quiser sem... - Falar o que quero? Desde quando? Não me faça rir, Isa! - Ela suspirou, mas não se afastou. - Sabe que eles não aceitam! É aquela religião maldita deles. - Não diga isso - briguei com ela. - É a nossa religião!
Capítulos
Leia agora
Compartilhar