
Mais do Que Uma Criada: A Vingança de Lia
Capítulo 2
Naquela tarde, o sol de Lisboa estava forte, mas eu sentia um frio que vinha de dentro dos ossos.
O meu telemóvel vibrou com uma mensagem do meu marido, Pedro.
"Lia, a avó caiu. Está no hospital. Preciso de ti aqui."
A minha sogra, a quem ele chamava de avó por hábito de infância, era a matriarca da família Almeida.
Uma mulher que me desprezava abertamente desde o dia em que me casei com o seu neto favorito.
Respondi imediatamente, a minha mão a tremer um pouco.
"Estou a ir para aí. Em que hospital estão?"
Silêncio. Nenhuma resposta.
Liguei-lhe. A chamada foi para o correio de voz. Liguei outra vez. E outra. Nada.
O meu coração começou a bater mais depressa. Agarrei na minha mala, as chaves do carro já na mão, e corri para a porta.
Eu sabia o que isto significava. Era mais um dos seus testes cruéis, uma forma de me humilhar.
Eles estavam no Hospital da Luz, o hospital privado que a família sempre usou.
Era óbvio.
Mas o silêncio de Pedro era uma arma. Ele queria que eu entrasse em pânico, que me sentisse excluída, que chegasse lá a parecer uma tola desesperada.
Não lhe ia dar esse prazer.
Respirei fundo, forcei-me a acalmar e saí de casa.
Você pode gostar





