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Capa do romance Mãe por contrato

Mãe por contrato

Catrina levava uma vida simples até receber uma oferta inesperada de um magnata influente: assumir o papel de mãe de seus filhos. Assombrado pelo luto e convencido de que nunca mais amaria, ele aceita o desafio da jovem para conquistar o afeto dela. Agora, o bilionário enfrenta um dilema complexo, tentando despertar o amor em Catrina sem ceder à tentação de entregar o próprio coração, enquanto lutam contra a forte atração que surge entre eles.
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Capítulo 3

Não tive notícias de John desde minha ida à sua casa na semana passada. Acho que devo ter assustado ele com toda a minha trágica história. O que eu tinha na cabeça no momento em que contei para ele tudo aquilo?

Estava organizando o depósito e pensando sobre isso quando Will apareceu na porta me chamando:

— Um cliente seu acabou de chegar.

— Já estou indo. Quem é?

Quando me viro esperando sua resposta, vejo que ele já não está mais na porta. Coloco a prancheta sobre a pilha de caixas e antes de sair, dou uma olhada na minha roupa para conferir se não me sujei, afinal, não quero passar vergonha na frente dos meus clientes.

Saio do depósito à procura de algum rosto familiar. Olho para a direita e não vejo ninguém, mas quando volto meu rosto para a esquerda, encontro duas silhuetas familiares de costas para mim.

— Boa tarde. — digo ao me aproximar.

Eles se viram, Mason ao me ver se aproxima e abraça minhas pernas.

— Não pensei que te veria tão alegre aqui na galeria depois da última vez.

— Da última vez ele ainda não te conhecia. — O pai sorridente responde.

— Fico feliz em saber que mudei tanto a percepção dele. Como vocês estão?

— Estamos bem, tia. — Mason responde antes que o pai o possa fazer.

— Dessa vez não trouxeram Noah, ele está bem?

— Está sim, ele ficou em casa com a babá. Mason queria dar uma volta, estamos apenas dando uma saída rápida. — Explica o pai.

— Que bom... Em que posso ajudar? Quer dar uma olhadinha em algo especial hoje?

— Na verdade, nós viemos aqui para ver você.

— Sério?

— Sim, nós queremos te fazer um convite. — Outra vez o pequeno não deixa o pai continuar, ansioso.

— Que seria? — pergunto curiosa diante da animação dele.

— Sábado é aniversário de Mason, vamos passar o dia no parque, depois voltaremos para casa e daremos início a festa. Gostaríamos que você fosse com a gente.

— Seria um prazer acompanhá-los.

— Então, posso te buscar no sábado de manhã?

— Pode sim, só confirma o horário pra mim depois.

— Está bem, nós vamos indo então...

— Tudo bem, agradeço por lembrarem de mim.

— Como se pudéssemos esquecer. — Ele diz antes de beijar minha bochecha e sair segurando a mão de seu filho. O que será que ele quis dizer com isso?

***

Como planejado, no Sábado pela manhã, John veio me buscar com os meninos, seguimos cedo para o parque da cidade. O dia foi maravilhoso, nos divertimos muito. Dividimos a atenção entre os meninos, nos brinquedos mais aventureiros John ia com Mason e eu ficava com Noah, já nos mais “tranquilos” nós trocamos de lugar. De alguma forma, John estava sempre me incluindo nas brincadeiras deles, mesmo eu não sendo parte da família. Hora ou outra eu me pegava observando o carinho e atenção dele, John é certamente um bom pai, eles são uma boa família.

Quando chegou a hora de ir para casa, Mason ficou emburrado. Bastou lembrá-lo da festa que o aguardava que tudo se normalizou. Antes de deixarmos o parque, John pediu para que tirasse uma foto, peguei o celular dele e me afastei para capturar os três juntos. John sorriu e me chamou de volta, disse que queria nós quatro na foto. Sorri tímida, virei a câmera e tirei a foto. Mostrei-a para John, olhei para ela por mais tempo que deveria. Nós pareciamos uma família, por um momento me peguei desejando que fôssemos uma.

Chegamos na casa de John e já estava tudo pronto. O tema escolhido para a festa foi Madagascar, a empresa escolhida para a festa foi impecável, estava tudo na mais perfeita ordem. Não tive muito tempo para ver tudo, porém isso não passou despercebido, então voltei para o quarto em que eu havia dormido há alguns dias para me arrumar.

Em pouco mais de meia hora já estávamos todos prontos, aguardando os convidados no andar debaixo.

— Onde eu devo ficar? — Pergunto a John depois de ouvir outro elogio feito, assim que ele pega minha mão quando chego ao fim da escada.

— Ao meu lado.

— Isso pode pegar mal com a família de sua esposa.

— Primeiro, sou viúvo. Segundo, em pouco tempo irão embora, nem irão perceber.

— E se perceberem? E quanto aos demais, não sou a mãe dele, todos sabem! Vão achar que temos algo.

— Então temos! — ele sorri maliciosamente — Pelo menos hoje, a Srta. será a mãe de meus filhos.

John tinha razão, a família de sua esposa veio, não ficaram por muito tempo, esperaram apenas os parabéns. Não pude deixar de notar alguns olhares em minha direção, os ignorei assim como John.

Mason e Noah já dormiram há mais ou menos umas duas horas, restaram apenas adultos, a maioria sócios do trabalho de John. Sentamos exaustos no sofá após nos despedirmos do último convidado.  Olho para ele que está de olhos fechados ao meu lado.

— Acho melhor eu ir para você se deitar, imagino como esteja cansado.

Ele abre os olhos rapidamente

— Ir? Para onde?

— Pra casa. Para onde mais iria? — sorrio de sua cara.

— Eu quero falar sobre algo com você, antes da gente ir.

— Tudo bem. Pode falar.

Ele não diz nada, apenas levanta, vai até seu escritório e retorna com uma pilha razoável de papéis e me entrega. Olho para a papelada sem entender, por que ele estaria me entregando todos esses papéis? Leio a primeira folha na qual diz: "CONTRATO DE CONFIDENCIALIDADE", o que não ajuda em nada em minha confusão mental, então passo para a segunda "CONTRATO DE RESPONSABILIDADES", então para a terceira “BONIFICAÇÃO”.

— O que é isso?

— Catrina, eu quero que você seja a mãe dos meus filhos.

— Como? Eu não entendo.

— Eu quero que você aceite o papel de mãe dos meus filhos. Eu sou viúvo como você sabe, moro sozinho com eles e alguns empregados. Eles precisam de mais do que isso, eles precisam de uma mãe, eles precisam ser amados e de alguém para amar.

— Nós nos conhecemos há pouco mais de uma semana, você tem certeza do que está me pedindo?

— Você tem sido maravilhosa com eles desde que nós nos conhecemos! Hoje você foi perfeita! Você fez Mason ficar mais feliz que nunca! Então, eu tenho certeza! O que me diz, você aceita?

— Eu... eu não sei... Eu preciso pensar!

— Tire um tempo pra pensar, fique com isso, entenda e depois decida. Meus filhos precisam de uma mãe. E eu te acho perfeita.

— Olha, muito obrigada... eu agora preciso ir. — Sorrio sem graça, pois eu não faço ideia do que dizer.

Ele concorda, me leva até o carro e logo, para minha casa. Seguimos o caminho sem falar nada, ele até tenta puxar assunto, estou pensativa demais para entender o que ele diz, na minha cabeça só passa a pergunta: POR QUE EU?

— Chegamos. — ele sorri e me olha - Obrigado por hoje, Catrina.

— Por que eu? — pergunto, colocando para fora a única coisa em que tenho pensado.

— Porque você foi ótima com eles desde o primeiro momento, eu sei que estou pedindo muito, eu não quero que se case comigo logo de cara, vamos nos encontrar como pessoas normais para nos conhecermos. Eu não posso prometer sentimentos da minha parte, mas nós temos uma atração muito forte, temos muito para dar certo.

— Casar? Não era pra eu ser mãe deles? Apenas exercer um papel?

— Sim, pra dar certo, você precisa ser minha esposa.

— Eu preciso pensar, espero que entenda.

Ele concorda e eu desço do carro. Entro em casa, sem dar tempo para que ele me alcance ou diga mais nada. Estou tão confusa, pelo visto uma longa noite vem por aí…

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