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Capa do romance Luxúria por uma noite

Luxúria por uma noite

Ela não conseguia decidir. Quando ele estava entre suas pernas, gemendo seu nome, ela não se importava. Sua mãe sempre a advertiu sobre homens como ele. O - bad boy. - O cara que vai te foder e te esquecer em um piscar de olhos. Mas quando você se apaixona por alguém, as coisas raramente são simples. Eles estavam fazendo amor ou apenas fodendo intensamente um ao outro? Ela só tinha certeza de uma coisa. Ela aproveitaria cada segundo com ele. ... e aguentaria cada centímetro. Kara: Não acredito que estou fazendo isso Kara: Estou com tanto medo, Meg Megan: Kara Megan: pense bem nisso!!! Megan: e se Max disser não?! Kara: Eu tenho que tentar Kara: Tô cansada de esconder a verdade Megan: ok... Megan: não importa o que aconteça... Megan: eu te amo. Kara: (emoji de coração) Kara: Eu sei, Meg Kara: Vamos torcer para que Max sinta o mesmo KARA Kara entregou sua carteirinha de estudante ao funcionário da universidade. Prendeu a respiração e olhou para o refeitório, onde sabia que encontraria Max. Mesmo tendo pago pela refeição, agora a comida era a última coisa na mente de Kara. Ela estava prestes a dizer a Max, seu melhor amigo desde o primeiro ano, que sentia algo por ele. Talvez fosse só um crush. Talvez fosse algo mais. Mas Kara sabia de uma coisa com certeza - ela estava cansada de esconder isso. Desde que Max voltou para Minnesota, depois de estudar um período fora do estado na Universidade do Texas, ela estava tentando encontrar uma maneira de dizer a ele. Deveria tentar algum grande gesto romântico? Ou deixá-lo dar o primeiro passo? E se ele não sentisse o mesmo por ela? Kara finalmente decidiu que usaria suas palavras. Ela só esperava que finalmente tivesse coragem suficiente para fazer isso. Quando entrou no refeitório, cheio de estudantes universitários desnutridos, ela logo o avistou. Aff. O menino era lindo. Um grande sorriso travesso, olhos castanhos comoventes e um corpo atlético, embora um tanto compacto - ele era tudo que Kara sempre quis. Seu - Cara Certo. - Seu cavaleiro de armadura brilhante. O escolhido. Ela acenou para ele e ele sorriu, acenando de volta. Aqui vai, ela pensou.
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Capítulo 2

De nada, — disse ele, carrancudo. Kara ficou atordoada quando viu seu olhar vagar para baixo, para seu decote. Ele estava olhando para ela? Seus lábios curvados pareciam sugerir que ele não sentia nada além de desdém por ela. — Ah, hmm, obrigada?, — ela disse, atrapalhada. Esta resposta não pareceu impressioná-lo. Ele a empurrou de lado e se virou para a entrada do supermercado. — Fuja daqui, garotinha, — ele sibilou. Então, endireitando a jaqueta, ele entrou na loja, deixando-a boquiaberta atrás dele. Demorou alguns minutos para seu cérebro funcionar novamente. Ela ainda podia vê-lo descendo o corredor de suprimentos médicos. Estava fascinada com a maneira como ele parecia elevar-se sobre tudo e todos. Bem quando ela estava prestes a se virar, ela o viu parar bem no meio do corredor e se virar em sua direção. Ele estava olhando diretamente para ela. Merda. Kara tentou esconder que estava olhando para ele, mas não conseguiu evitar que seus olhos voltassem para o rosto dele. Mesmo à distância, ele parecia agressivo e feroz. Envergonhada, Kara agarrou suas sacolas e correu para pegar o ônibus de volta para casa. Quem quer que fosse, Kara poderia dizer que ele era problema. Melhor que ela o esquecesse imediatamente, especialmente depois do que ela acabara de passar com Max. Mas de alguma forma, a imagem daqueles olhos azul-gelo se recusava a deixar a mente de Kara. *** Ela acabara de abrir o Netflix e um pote de sorvete, preparada para começar seu festival de séries e comilança, 24 horas por dia, 7 dias por semana, quando Megan invadiu o quarto. — Saia da cama, amiga. Você não vai fazer essa tal de festa da autopiedade. Kara suspirou. Megan era a melhor colega de casa e amiga que uma garota poderia pedir, mas agora, Kara só queria ficar sozinha. Ela já havia mandado uma mensagem para ela contando o que tinha acontecido com Max, e dizer que Megan não estava surpresa, seria um eufemismo. — Eu nunca gostei daquele cara, Max, — Megan disse com uma carranca. — Eu nunca entendi o que você vê nele. — Talvez porque você não gosta de caras?, — Kara respondeu com um sorriso irônico. Megan era lésbica e tinha muito orgulho disso. Com seus quadris curvos, seu cabelo ruivo despenteado e olhos azuis escuros, ela era a definição de ‘dar água na boca’. Se você gostasse desse tipo de coisa. — Tanto faz, vamos, levante-se, — disse ela, agarrando o laptop de Kara e fechando-o. — Temos trabalho a fazer. — O que você quer dizer?, — Kara perguntou, carrancuda. De jeito nenhum ela iria trabalhar agora. — Limpeza. Temos um convidado vindo. Eu não te disse? — O QUÊ?! — Kara exclamou. — Quem?! — Ah, merda, — disse Megan, fazendo uma careta quando percebeu que havia se esquecido de mencionar isso. — Meu primo. Ele só precisa de um lugar para dormir por alguns dias. — Primo?, — Kara perguntou, incrédula. — Tipo, um homem hospedado em nosso apartamento? A última coisa no mundo que Kara precisava era de um homem em seu espaço pessoal. Esta noite toda deveria ser sobre ela ficar algum tempo sozinha e esquecer que o sexo oposto existia. E no que diz respeito aos apartamentos da faculdade, este não era o maior nem o mais luxuoso. — Não é grande coisa, Kara, — disse Megan. — Vai ser como se ele nem estivesse aqui, ele prometeu. Não vai ficar no nosso caminho. Kara cruzou os braços, ainda furiosa por Megan não tê-la consultado primeiro. 'Quem é esse primo, afinal? Ele é legal? — Ehhh, — disse Megan, coçando o pescoço. — Para ser sincera, não o vejo desde que tínhamos treze anos. E eu me lembro dele sendo meio idiota. — Meg, você está brincando comigo?, — Kara deixou escapar. — Diga a ele que você mudou de ideia! — Eu não posso, Kara, — disse Megan. — Ele disse que foi despejado ou algo assim e... eleja é a ovelha negra da família. Sou a única pessoa que sobrou para ele. Kara olhou para baixo, não queria ser responsável por esse cara acabar na rua. Principalmente se ele fosse importante para Megan. — Tudo bem, mas se ele for esquisito, vou expulsá-lo, ok? Megan sorriu e beijou Kara na bochecha. — Sim! Você é a melhor. Não se preocupe. Ele vai se comportar, tenho certeza disso. E bom mesmo, Kara pensou. A ideia de um cara, um estranho, dormindo tão perto de sua cama... uma cama que ela nunca havia compartilhado com nenhum garoto, era esmagadora, para dizer o mínimo. 'Quando ele chega aqui?, — Kara perguntou. De repente houve uma batida distante na porta da frente, e os olhos de Kara se arregalaram. — Isso é... Megan sorriu. — Vem, vamos dizer oi! Um momento depois as duas estavam na porta da frente do apartamento, e Kara olhou para baixo quando lembrou que estava usando shorts curtos e uma regata. Merda! Tarde demais para se trocar, agora. Quando a porta se abriu e ela se preparou para esboçar um sorriso e encontrar o primo de Megan, mas seus olhos se arregalaram em descrença. Não podia ser... — Você, — ele rosnou. Era o homem alto e sexy com o maxilar lapidado, que ela encontrou no supermercado. Será que é mesmo o primo de Megan? Ele deu um sorriso perverso e Kara sentiu que seus joelhos poderiam ceder. Só olhar para ele era o suficiente para fazer sua respiração vacilar. Como ela poderia viver sob o mesmo teto que ele? Como dormir, sabendo que ele estava a apenas alguns passos de distância? Tudo o que Kara foi capaz de produzir foram duas palavras: Oh. Ow. Capítulo 2 VOANDO FAÍSCAS ADAM Cacete, Adam pensou. Era ela. A garota desajeitada que trombou nele no supermercado. Quais eram as chances disso? O cabelo preto intenso caído ao redor de seu rosto. O perfeito par de lábios, carnudos e escuros, estava parcialmente aberto. Acima deles, um conjunto de olhos verde-oliva que contrastavam brilhantemente com sua pele. Seus olhos percorreram o resto de seu corpo. Sim, era ela mesmo. Adam não se esqueceria daquele corpo gostoso nem em um milhão de anos. Por um segundo, ele tentou se lembrar de suas prioridades. Ficar na casa de sua prima Megan não significava ir atrás de uma desconhecida qualquer. Significava ficar quieto, sumido. Precisava ter certeza de que Crawford e seus capangas não o encontrariam depois da merda que ele fez. Seu mundo era de dinheiro difícil, violência implacável, e morte, caso você não fosse cuidadoso. Um segredo que ele fez questão de guardar de Megan e de todos na família. Um segredo que ele precisaria continuar guardando, agora. Adam considerou novamente a garota à sua frente, lambendo os lábios. Ela estava vestindo uma blusa simples e shorts surrados. Era a roupa mais desfavorável que ele já vira. E, no entanto, ela era a criatura mais sexy que ele poderia ter imaginado. De repente suas calças ficaram muito apertadas. Ele olhou de volta para o rosto dela. E viu os olhos dela se arregalarem em reconhecimento. Então, ela se lembra de mim também. Ele sorriu. A voz de Megan quebrou o silêncio. — Adam, Kara. Kara, Adam. Quando nenhum deles respondeu, Megan estreitou os olhos e olhou para eles. — O quê? Vocês dois já se conheciam? Adam respondeu antes que ela pudesse negar. — Sua colega de quarto perdeu o equilíbrio e caiu em mim no supermercado. Ele viu a cor subir em suas bochechas. Ele endureceu ainda mais. — Eu não caí em você. A voz dela enviou um choque pelo corpo dele. Ríspida, assertiva e sexy pra caralho. — Claro que você caiu, — ele disse de forma debochada, como se não tivesse qualquer consequência. O desconforto em suas calças era a única evidência do quanto ela o estava afetando de verdade. As mulheres nunca o afetavam assim. Nunca. Então, por que seu corpo estava agindo como o de um filho da puta de um garoto de treze anos com tesão? — Foi você quem me atropelou, — disse ela com altivez, com as bochechas ainda mais vermelhas. Como ela ficaria com aquele rubor bem entre os seios? Ou entre suas pernas? Porra.

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