
Luanna Sensual
Capítulo 2
Emaranhados, parte I
Luanna se despia incansavelmente para ele, a sétima vez em dois dias.
- Como pude chegar a esse ponto?
- Será que ele vale tanto sacrifício?
Essas perguntas vinham a sua mente, enquanto simulava mais um orgasmo e mais uma quantia era deposita em sua conta bancária.
- Tenho que ir embora.
- Já tenho dinheiro suficiente.
Essas conclusões e perguntas, passavam silenciosamente e despercebidamente, saiu do recinto que estava há dois dias.
Ligou para seu primo.
- Já tenho a quantia, o que faremos?
“03/01/2020
O mundo caminha para obscuridade,
Em prol de tantos estudos,
Tentei prevalecer na sociedade,
Mas eram todos hipócritas,
Inescrupulosos,
Mal caráter,
Já não sobrevivia sem a máscara do prazer,
Não sei o motivo, mas faço sempre por Ele,
Que a cada vez mais, se afunda,
E em seus olhares, que trocamos
Naquele belo dia,
Percebia,
Que ele estava imerso em um plano maléfico,
O salvarei,
Não só pela sedução, mas pela intuição
Ass.: Luanna Muniz”
Emaranhados, parte II
“De sabedoria categórica,
E plausível, como ele despertou
Esse enigma,
Buscou ajudas nos meios mais modernos
E sofisticados,
Mas estava nele, em seu interior”
Luanna já iria assinar outro poema memorial, quando ele acorda.
- Obrigado, pelo que fizeste a minha pessoa.
***
- Como havia dito, a herança é dela, ela passou em meu nome, para administrar, comprei umas terras para seu marido que gostava de lavoura, cultivar e ela citou se em uma emergência, que seria usada ao seu favor.
- Como vocês conseguiram essa fortuna, você nunca me falou?
- Isso é outro assunto.
O primo de Luanna chegara da esbornia, havia conhecida uma mulher tão linda na sala de estar, - será que estaria a me esperar? Em meio a tontura do álcool, houve sussurros, gemidos, gritos, eram seus pais novamente, esse áudio já era repetitivo de quanto chegava da bebedeira, mas não sabia certamente, se eram os seus pais, ou se eram as lembranças das noites, que se desmanchavam com a amnésia alcoólica.
Luanna, sentou-se na porta da casa, durante a noite, ficou pensando, - Quais caminhos irei seguir. Em uma analogia as ruas que lhe eram desconhecidas, naquela nova cidade.
Nunca pensou que mudaria de rotina, até as leituras românticas e poéticas, hoje se pôs de lado, seu pai sempre a incentivou na educação, dava sua vida por ela, assim como sua mãe, mas uma coisa era muito estranha em suas análises. – De onde vieram aqueles familiares?
A imagem de sua tia, se repetia, tentava encontrar traços semelhantes, mas o luxo cobriu todo tipo de resquícios de semelhanças.
***
- Outra vez bêbado, e com o quarto todo vomitado?
- Para quê pago seus estudos, para beber?
Ele acordou completamente com dor de cabeça, como se alguém tivesse o espancando com uma marreta. Tentou voltar a dormir, em poucas análises e com sono.
- Mesma ladainha. Virou novamente na cama.
Dormia em meio ao vômito, não estava preocupado com isso.
- Acorda desgraçado. Gritou seu pai.
- Vai lavar essa porcaria.
Seu coração começou a flamejar de ira e raiva, levantou-se, pisou no vômito escorregou caindo nele.
- Não aguenta nem se levantar, que inseto. Falou por último seu paterno fechando a porta.
“- Que merda, estou”. Concluiu novamente.
A secretária do lar, esperou seus país saírem, para ela entrar no quarto, o herdeiro estava no banho, enquanto limpava o vômito do patrão, ela era uma senhora, de considerável idade, mas sentia uma bondade vinda no coração daquele moço que fazia as coisas por ele com o amor puro, que nem era conhecia.
- Obrigado Regina, mais uma vez, você foi um anjo.
- Se aguentar comer, tem um belo café da manhã.
Ele agradeceu novamente, na verdade ele não queria comer nada, só sair daquela esfera pesada, bebia para aliviar, n’outro dia era um peso.
- Vou comer fora, mas agradeço de grandão.
Falou beijando a testa dela.
Ao sair de sua casa, ligou para um amigo.
- Cara, eu não aguento nem beber água e você quer que te leve lá.
Tentou outro.
Todos de ressaca.
Ele encontrava-se em pé trêmulo.
Voltou a dormir.
Luanna acordara com a visita de seus tios em sua casa, com vários envelopes, aparentando ser dinheiro, não engoliu seus familiares esse dia, deu um bom dia por educação, voltou a sentar na porta.
Um vizinho sorria alegremente, toda vez que a via, toda vez pensava em criar coragem e falar com ela, mas sentia-se tímido.
- De onde saiu esse mulherão, perguntava.
Luanna sentiu fome, em menção de entrar em sua casa, seus tios saíram, despedindo e olhando severamente para aquela mulher, menina ou adolescente, os olhares da sua tia refletiam um horror capaz de atrair o satanás, fora o que sentiu.
Finalmente entrou em sua casa, sentiu aquele cheiro novamente, um cheiro horrível que ela comparava ao de enxofre, dando continuidade ao terror que seguiu.
Por instinto, percebe que entrou no quarto, ao invés da cozinha.
Percebe a bíblia aberta e a lê.
“Mil cairão ao teu lado,
Dez mil a tua direita,
Mas tu não serás atingido,
“
Prosseguiu em seu hábito de escrita.
“Senhor guarde-me, do laço do passarinheiro,
Da peste perniciosa”
Se sentiu confusa, em meio a um deja vú.
Quando ouviu seus pais tossindo fortemente.
A irmã da sua mãe só tinha aberto um envelope o qual continha, uma quantia razoável, ao abrir os demais, estavam intactos.
- Será minha salvação, a de todos. Pensaram o casal.
Porém o dinheiro virara gás, os intoxicando.
E morrendo-os.
Luanna tentou desesperadamente abrir a porta, quando pediu ajuda ao seu vizinho, que foi de imediato ajudar, quando a porta fora arrombada, os seus pais estavam totalmente roxos e mortos.
O mundo desabou perante Luanna, que flechada do destino.
Ele nem percebeu, a chegada da ambulância, a preparação do velório o velório, o enterro, tudo estava passando tão rápido em sua mente.
Que quando percebeu olhou os que havia escrito, o deja vu, fazia um certo sentido.
Você pode gostar





