
Luanna Sensual
Capítulo 3
Emerson Muniz, não tirava os olhos de sua prima, aquele sofrimento estava o atingindo severamente, tentou conversar com ela, uma tentativa de dissipar a dor e distraí-la, porém ela estava área, os olhares distantes, mareados, haviam entupido ela de entorpecentes como uma forma de fortaleza na hora da dor, para não sentir todo aquele moinho em seu peito, apertando-a, suas últimas memórias tinham sido levada a outro lado da consciência, a do esquecimento, principalmente em um pensar que deduzia que fora seus tios que mataram seus pais, não poderia afirmar sem provas, quando Emerson vai em sua direção novamente.
- Luanna te ver chorando parte meu coração, como posso te ajudar?
- Seja meu cúmplice.
Falou de forma tonta, inocente, mais no fundo ela queria um aliado, para colocar seus tios na cadeia, o filho nunca concordaria com aquela intenção, deixou de lado, por anos esse pensamento.
- O que você quis dizer com cumplicidade.
Ela não desejaria explicar absolutamente nada, como uma forma de evasiva, o convida.
- Venha comigo.
E o beija ardentemente e calorosamente, esse foi seu primeiro beijo na vida, o beijo de uma mulher que está iscando um peixe para suas tentações.
O Vizinho Queiroz Fontoura, o que dera o resgate primeiro, não tirava os olhos do casal que se beijavam, despercebidamente, das poucas pessoas que encontravam no velório.
- Não sei como irei sustentar, como alimentar, continuar os estudos, queria tanto ir para a faculdade.
- Não se preocupe com isso, você é uma guerreira, terá tudo isso no momento correto, tente procurar emprego. Emerson falava tais palavras procurando outra brecha para outro beijo.
Partiu para o enterro, ver uma cova dupla de duas fortalezas em nossas vidas, não era fácil para ninguém, nem para os piores dos homens, uma morte, duas, ao mesmo tempo, das únicas pessoas que a amparavam, ela era ainda uma criança, totalmente dependente de seus pais, quando a janela do caixão é aberta, para verem os rostos pela última vez, o pranto de Luanna Muniz, fizera desaparecer todo resquícios de vingança.
Os poucos aglomerados se dissipavam.
Fora quando Emerson, seu primo, partiu em direção aos pais.
- Vocês irão ter que ajudar financeiramente, Luanna.
O Jovem tão sonhador, tão estudioso, tão esbornio, falou em tom de inocência, como se o dinheiro que eles possuíam, não fizesse falta.
Os olhares de seus país, fora um olhar onde o branco dos olhos se preencheu de negro, juntamente com toda uma energia que ele sentira. Aquele era uma das piores negativas que pode ter em sua vida, sua mãe completou.
- Irei arrumar um emprego para ela, como faxineira em nossa casa.
Alguma coisa não fazia sentido, pensava inquietante o primo de Luanna, o correto seria ela estudar, continuar indo à universidade, sua família tinha condição, qual seria a causa de tanta mesquinhez da parte deles.
Pensou novamente em Luanna olhou para a carneira dos seus tios, estava tão solitária, tristonha, só um homem estava próximo a ela, ele se aproximou também.
- Luanna, você aceita trabalhar como faxineira em nossa casa?
Claro que esse não era o seu grande sonho, mas não tinha uma alternativa.
- Vamos eu te levo para casa, só irei avisar meus pais.
“A fortuna toda é dela”
Captou essas palavras quando chegou próximo aos seus pais, que estavam desconsertados com a chegada repentina do filho.
- Irei levar a prima na casa dela, talvez fique por lá.
- Não vá ser preciso, leve diretamente para nossa casa, quando ela estiver disposta, começa a trabalhar, durante o tempo livre do colégio.
Seus pais não estavam sendo coerentes, não condizia com o pensar dedutivo e intuitivo de uma família com o brasão de direitos, de cumprir os deveres e as leis, estavam com a opção certa, mais uma pulga atrás da orelha o inquietava.
Aquele vizinho ficara olhando o enterro todo para ela.
- Bela mulher, algo me diz, que tu terás que ficar sozinha, batalhar sozinha, não aceite ajuda de estranhos.
O Vizinho gostaria mesmo de perguntar seu nome, paquerar ela, tocar uma música no violão e declarar as mais belas poesias.
Mas como uma mensagem mediúnica, foram aquelas palavras que saíram da boca dele.
- Por quê? Perguntou Luanna, prevendo maldade.
Nesse momento chega o primo, Emerson.
- Luanna, teremos que ir para nossa casa, vai ser melhor para você. O filho repetidamente fazia a função voluntária de seus pais.
Luanna havia se decidido entre os dois.
Optou pelo conselho que ouviu por último.
- Agradeça aos meus tios, ficarei em casa me virando.
Sem entender, Emerson só concorda.
- Não quis vir mãe. Falou o filho.
Como um ar de deboche, concluiu: - Ingrata.
O Vizinho gostaria de recapitular o que falou, mas fugira a mente, percebeu que aquela bela mulher, já estava tomando um ar sensual, capaz de deixar louco qualquer homem, de mendigos a imperadores. Prosseguiu seu caminho, lembrou que moravam perto, e deram carona.
Luanna no caminho todo estava chorosa, sem vontade para nada, o mundo desabou, o céu caiu, seu corpo havia uma tonelada para se mexer, o vizinho, Queiroz, respeitou o silêncio no caminho, deixando-a na porta.
Quando chegaram, notou que seu primo já estava na porta esperando.
Os dois entraram e despediram daquele cordial vizinho.
- Posso estar sendo precipitado. Mas quer casar comigo?
- Ainda não tenho idade.
- Eu só quero te dar uma vida confortável.
- Não se importe com isso.
Emerson levou seus lábios em direção ao dela.
Uma malícia estava crescendo nela, - será minha beleza motivo de uma iniciativa tresloucada? Ou será que posso seduzir e não me preocupar em trabalho, ou até mesmo usá-lo.
Na primeira tentativa de beijo de Emerson ela desviou.
Analisou mais alguns pontos, sorriu maleficamente.
Beijou ardentemente, com todo calor que havia no corpo e continuaram a se beijar, beijos que envolviam, apertos, abraços, carícias, toques, mas não houve sexo.
- Sim, senhora, está na casa da prima. Um homem do lado de fora telefonou para Eduarda a mãe de Emerson.
Ele nunca quis sair dali, não seria bom dormir na primeira noite, naquele instante com ela, devido as todas as circunstâncias, por cavalheirismo, se retirou.
Quando chegou em sua casa, uns homens de branco o esperavam.
Era o resgaste, estavam o levando para uma clínica psiquiátrica.
- É para seu bem meu filho, para parar de beber. Falava sua mãe em desespero.
Ele lutava contra os homens que o conteve o amarrando e colocando na ambulância.
Luanna, deixou de lado do sentimento de manipulação, iria viver esse romance, o amor com seu primo que brotou no peito como uma flor que desabrocha na primavera, ela percebeu um olhar puro dele, quando esperava na porta, vindo do cemitério. – Ele é capaz de tudo por mim.
Você pode gostar





