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Capa do romance Loucamente Amor

Loucamente Amor

Após um sumiço de oito anos e sem deixar rastros, Ethan Handler ressurge inesperadamente na vida de Margot Clarke. O choque é total quando ela descobre que o vínculo entre eles ainda é o de marido e mulher. Agora, para superarem as mágoas do passado e redescobrirem o amor, ambos precisarão se entregar a uma honestidade profunda. Entre incertezas e reencontros, eles buscam entender se o que sentem é forte o bastante para um novo recomeço.
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Capítulo 1

⚠ Atenção ⚠

Possíveis erros gramaticais. Ainda não fiz uma revisão aprofundada.

Conteúdo 🔞

2009

Olhei pela quinta vez seguida para Brandon, mas ele não esboçou nenhuma expressão. Eu realmente não sei o que vim fazer neste lugar. Brandon me prometeu diversão, porém não cheguei a acreditar, em nenhum momento, que ele queria me levar numa boate. E ainda na boate que ela vem com as amigas. Eu realmente não deveria me preocupar com isso, mas não consigo entender qual o problema. Quer dizer, eu sou… ou eu acho.

— Brandon — finalmente disse —, eu vou embora. Minha cabeça está doendo. — Minha cabeça realmente está doendo, mas graças ao barulho. Hoje não é o dia ideal para sair. E ainda mais quando as consequências podem ser muitas.

Brandon olhou para mim com um semblante tristonho. Prometi a ele, desde a semana passada, que viria na festa de sua irmã, Tiffany.

— Pensei que você quisesse, olha, se não quer ficar, pode ir. Já falei para Tiffany que seria uma má ideia. — Eu o olhei atônito. Somos melhores amigos desde a infância, mas isso não é o problema. O meu problema se chama Margot Clarke, e em segundo lugar, Tiffany Kim — além disso, você precisa saber que ela gosta de você. — Ele disse. Tiffany nunca esteve na minha mira. Apesar de sempre estarmos juntos, desde o primeiro ano do ensino médio. Namoramos por dois anos, mas nunca me senti realmente em uma relação. Ela é linda, sexy, mas depois que acabamos o ensino médio, terminamos tudo e, até mesmo nossa amizade. Já por outro lado, Margot conseguiu infernizar a minha vida desde o momento em que coloquei os olhos nela. Nascemos no mesmo hospital, no mesmo dia, com duas mães que eram como irmãs e crescemos juntos. Eu sempre soube, e acho que não é o álcool quem fala, que fui apaixonado por ela. — Ela só vai pirar. Um pouco… talvez te estrangular.

Sorri de canto e passei o braço ao redor do pescoço dele. Andamos, eu cambaleando sobre meus pés, até a pista de dança, e vi ela, Margot, dançando livremente. Os cabelos ondulados castanhos desenhavam o rosto perfeito, os olhos azuis brilhantes ardiam como brilho do sol. Eu sempre disse que seus olhos eram lindos, mas como uma amiga ela nunca levava muito a sério.

— Ei… Brandon… o que você acha? Ela serve? — Eu disse, virando o rosto na direção dele — a Margot…

— Não. Ela é sua amiga. Amigas não valem para a aposta. O Javier deixou isso claro. — Franzi o cenho e me lancei em alguém. Meu corpo desequilibrou, quando percebi, simplesmente notei mãos me impulsionando. Brandon me pegou pelo colarinho e puxou. Me equilibrei com dificuldade e soltei um rugido. Agarrei o ombro dele com força e deitei a testa no peito de Brandon. — Você está mal. Precisa ir para casa mesmo. Isso não vai ajudar você em nada. Vai complicar tudo ainda mais. — Cerrei a mandíbula e levantei os olhos. Droga! Ele está certo. Ela nunca iria querer alguém igual a mim. Todos os dias Margot recebe inúmeras cantadas baratas. Talvez se derrete com algumas, talvez se irrita com outras. E qual das opções me encaixo?

Nenhuma.

Por vinte anos eu acreditei que nós seríamos perfeitos um para o outro, mas agora não passa de uma paixonite. Talvez por eu sentir algo por ela eu nunca vá conseguir realmente dizer que realmente gosto… meus pensamentos pesam em minha mente. Bebo mais um gole de cerveja e percebo minha visão turva.

— Olha, acho mesmo que o melhor que você pode fazer é ir embora. Eu pego um táxi para você.

Assinto com a cabeça e olho para o outro lado, querendo fugir da visão de Margot. A música estrondosa estoura ao meu redor num ritmo frenético. De repente percebo que alguém me pegou pelo braço e me puxou em sua direção. Eu viro e me deparo com Margot, o sorriso iluminando todo o rosto.

— Ethan… — Brandon diz atrás de mim. Eu prometi a mim mesmo que iria tentar me afastar dela, e prometi a ele que iria tentar fazer isso. É impossível. Eu a adoro, mas meu coração não consegue ouvir mais um " Você é o melhor amigo do mundo" eu não quero apenas abraçá-la e sentir o calor de seu corpo. Quero ela para mim, por inteiro. É pedir demais? Todos os apaixonados sofrem? — É melhor irmos logo.

— Aonde você vai? A Tiffany vai ficar uma fera! — Ela disse, passando uma mecha de cabelo curto atrás da orelha. Eu sorri e empurrei Brandon. Percebi que ele me olhou feio, ergueu os braços e balançou a cabeça.

— Faça o que achar melhor, então! — ele apontou o dedo e depois se afastou, mesclando-se à multidão. Brandon é meu melhor amigo, mas ele nunca sabe quando deve ou não parar de me proteger.

— Do que estavam falando? Por que ele saiu tão bravo? — Ela perguntou, as sobrancelhas se contraindo. Me angulo um pouco para baixo, minha coluna se esticando até meu rosto quase tocar o de Margot.

— Brandon é temperamental. — Disse. Ela sorriu e continuou com a mão sobre o meu pulso. Meu coração disparou, e eu estou pronto para beijá-la. Eu quero fazer isso, mas não consigo. — Margot… eu… — eu comecei a dizer, mas de repente ela me puxou e nos esgueiramos por entre as pessoas. Sou espremido no mar e condensado. Por fim, quando consegui sair ileso, ela me puxou, colando meu corpo no seu. Respirei profundamente e pigarreei.

— Aqui é mais espaçoso… — Ela disse. Sorrio, e então, Margot coloca os braços ao redor do meu pescoço. Olho ao redor e comparado a alguns minutos atrás, quando estava sendo esmagado, percebo que é realmente mais espaçoso. Estamos no canto da boate. As luzes coloridas iluminando os olhos ardentes de Margot. Menti ao dizer que ela é apenas linda. Ela é perfeita. Margot aproxima-se de mim e descansa o rosto no meu peito. Eu não sou inseguro, mas não me reconheço quando estou perto dela.

— Margot… — eu digo, ela apenas faz um som com a boca — qual seria a sua reação se eu dissesse que vou sair do país? Digo… sair de perto de você… — tomei coragem. Eu nunca achei que iria ter coragem de perguntar isso. Eu jurei que sempre estaríamos juntos, e agora digo que vou sair do país. Iríamos fazer a Hudson juntos, como o planejado, mas quanto mais longe, melhor vou me sentir.

Ela me olhou com algo que nunca vi antes. Tristeza. Vi tristeza por trás de seus olhos.

— Por que faria isso? — Ela perguntou. Franzi o cenho e notei que ela tirou as mãos do meu pescoço. — Pensei que ia fazer a Hudson comigo. — O que dizer para alguém que você ama que não suporta mais estar ao seu lado? Eu não queria desistir de nós dois, mas depois da aposta que fiz com Brandon e os outros, o que ela iria pensar de mim? E pior: qual seria a relação dela quando descobrisse que fui eu quem mandei uma carta, me declarando? — Nós planejamos tudo…

Nossa vida inteira sempre estivemos a ponto disso. Por mais que brigássemos, por mais que uníssemos, por mais que nos adorássemos. Eu sempre seria só Ethan Fitz. E eu estou cansado de ser apenas isso.

Tirei as mãos da cintura de Margot e dei um passo para trás.

— Desculpa — disse. — É complicado. Eu não consigo dizer isso… — Está entalado em minha garganta durante anos. Sempre estive a um passo de dizer que era apaixonado por ela, que sempre fui suscetível aos seus charmes e encanto, que sempre quis ser dela. — Eu não consigo dizer que…

De repente sinto um impulso, alguém se chocou contra mim e a única coisa que consigo ver são os olhos cristalinos de Margot.

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