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Capa do romance Laços Proibidos ( LGBT+)

Laços Proibidos ( LGBT+)

O fuzileiro Hunter encara uma missão crítica: resgatar Liak de uma base inimiga para interrogatório. Após sua equipe ser dizimada em combate, ele se torna o único sobrevivente responsável por escoltar o prisioneiro. Durante a perigosa jornada de fuga, Hunter precisa proteger Liak de ameaças constantes. No entanto, a convivência forçada desperta uma conexão profunda e inesperada, criando um laço proibido que desafia o dever militar do soldado.
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Capítulo 2

Dou a volta e vou até seus pés que estão amarrados pendurados nessa espécie de mesa ou cadeira, não entendo bem. Corto a correia que os prende com minha faca, me levanto  e fico olhando, seu corpo nu, mas o que raios estavam fazendo com esse homem aqui? 

Corto então as duas correias que prendiam suas costas e o faço se erguer. Ele cambaleia, parece sem forças e suas mãos estão algemadas, melhor deixar ele assim, ainda é um prisioneiro para nós também. 

Quando fica totalmente de pé, ele me olha assustado, sai se encostando a parede atrás dele e me olha com medo dizendo alguma coisa com seu rosto ainda mais assustado. Eu aponto minha arma por não esperar ele fazer isso. Ele olha pra arma em minha mão e se encolhe dizendo alguma coisa. 

Eu ergo minhas mãos no ar e mostro que não vou atirar, ele fica me olhando e eu peço silêncio mais uma vez, dizendo que pode ter mais soldados vindo pra cá. Não sei bem se ele me entende, mas pelo menos fica quieto. 

Só então desço meus olhos e vejo mais abaixo em seu corpo, seu pênis preso por alguma coisa metálica, algo parecido com um objeto de castidade daqueles usados em ritos de sadomasoquismo. 

Mas que porra estava acontecendo aqui? 

Eu pego um cobertor que vejo ali perto e me aproximo dele mesmo que ele pareça um animal arisco com minha aproximação e digo: 

__Temos que sair daqui. 

Coloco o cobertor sob suas costas olhando em seus olhos com a arma em minha mão no ar e ele permite que eu faça isso. Cubro seu corpo agora. Eu digo mais uma vez:

__Temos que sair daqui. 

Ele não se move e eu digo:

__Vamos!

Ele se assusta e eu me canso disso, aponto a arma e faço ele se mexer. 

Estamos do lado de fora, andamos por cantos mais escondidos, não quero ser metralhado como meus companheiros. Noto a chegada de mais alguns soldados inimigos e arrasto o prisioneiro  para um canto escondido comigo. Ficamos assim uns segundos, ele geme baixo e eu coloco a mão em sua boca. 

Ainda bem que ele está com esse cobertor em volta do seu corpo, seria estranho estar perto de um cara nu assim. Mas não é o momento para pensar sobre isso. O carro com os soldados segue adiante e percebo que é melhor achar um canto para nos escondermos por hora. 

Andamos um pouco, já está escurecendo e avisto uma espécie de casa e quando entramos vejo que se parece uma pequena escola abandonada, ainda perto da base inimiga. O prisioneiro está perdendo suas forças e eu tenho que segurar seu braço em torno do meu ombro para que ele entre e eu o coloco sobre um colchão velho de um antigo dormitório. 

Ainda posso ver as luzes dos carros rondando o local, melhor ficarmos escondidos aqui em silêncio até eu conseguir entrar em contato com a nossa base para organizarem nosso resgate. 

 Tento comunicação com meu rádio e infelizmente não consigo obter sinal nem reposta. 

Olho para o prisioneiro ali deitado, ele treme e murmura algumas palavras que não consigo entender. Me aproximo e coloco minha mão em sua testa. Com essa febre ele não durará muito tempo. 

Algum tempo depois e não vejo mais as luzes dos carros, olho mais uma vez para o russo e sua febre ainda parece continuar igual. Merda, esse cara vai morrer aqui assim e ele é a prioridade da nossa missão, não importava quem perdesse a vida. Preciso fazer alguma coisa.

...

Estou no laboratório mais uma vez, tento comunicação com o rádio de Henderson, consigo pelo menos avisar que estou com o prisioneiro e preciso de resgate, mas não obtenho resposta, mesmo tentando diversas vezes, espero que eles tenham captado o sinal e me ouvido. 

Ando mais um pouco e vejo o quarto onde seria a prisão do prisioneiro pelo que percebo, encontro umas roupas e mais um cobertor. Abro um pequeno armário no banheiro e encontro uns pequenos frascos com um líquido amarelo dentro. Está naquele idioma falado pelos soldados e só consigo entender a palavra  calafrios, coloco na minha mochila e volto novamente para o laboratório. 

Vejo uma pasta, abro e vejo a foto do prisioneiro, Liak Vassilieve. Pego isso e também um laptop que vejo que ainda tem carga e levo comigo para o nosso atual abrigo. 

Assim que chego, checo os sinais vitais do prisioneiro e vejo que estão fracos. Pego a pasta e ligo o laptop para ver se consigo encontrar alguma coisa relevante que possa me ajudar por hora. Na pasta consigo ler alguma coisas, algo sobre experiências com um remédio em teste. Efeitos colaterais dentre eles febre e calafrios. Checo o indicado para conter isso em casos graves e vejo a foto do frasco que peguei naquele banheiro. 

O laptop está ligado e vejo algumas pastas na área de trabalho. O nome do prisioneiro em algumas delas. Abro uma pasta de número 1 e há vários vídeos, aperto o play do primeiro. Consta ser de três meses atrás, época em que ele foi dado como desaparecido por conta de um sequestro.  

No vídeo ele está nu, parece mais saudável do que aparenta agora, está em uma mesa amarrado e um médico com uma seringa, aplica algo em seu braço. Minutos depois ele está excitado e se contorce na mesa ignorado por toda a equipe presente. Isso segue até o fim do vídeo e vejo que alguns seguintes são umas horas mais tarde no mesmo dia e novamente lhe aplicam mais algumas vezes no braço  o mesmo líquido de antes. 

Ele continua excitado, uma mulher de jaleco branco vem até o médico que o observa e conversa em um idioma que não compreendo. Ela passa a mão no pênis do prisioneiro e ele se contorce na mesa. Ela sai. O vídeo continua até o final com foco no prisioneiro que tem expressões nítidas de dor.

Uns vídeos mais a frente a mulher de jaleco branco faz novamente o que fez antes com a mão e depois dá um tapa em seu pênis fazendo ele gozar no mesmo instante. Até fico meio desconcertado vendo isso. Eles riem de alguma coisa e injetam mais líquido em sua veia. 

Nos próximos vídeos os vejo colocando aquele dispositivo em seu pênis. Isso deve doer, o pênis dele precisa caber em um dispositivo várias vezes menor que o seu tamanho. Então eles apenas lhe aplicam mais doses na veia e agora seu pênis fica preso e ele se contorce mais ainda. 

Salto algumas pastas e já vejo os soldados o violando como vi hoje mais cedo, mas são de dois meses atrás. Ele vem passando por isso desde que o trouxeram pra cá.

Eu nunca fui me de me assustar com a barbaridade humana, ainda mais depois de tudo que já vi, mas confesso que isso me deixou um pouco abalado. 

Dou pausa no vídeo e vou até ele. A febre ainda é alta. Retiro as coisas da mochila, pego os frascos, abro um e coloco na boca dele que parece desmaiado e ainda muito quente. Espero que isso funcione.

Ele engole o líquido com um pouco de dificuldade e eu coloco mais um cobertor sobre ele na esperança que ele escape.

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