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Capa do romance Justiça e amor

Justiça e amor

Ariela Sartori sempre enfrentou dificuldades, mas sua rotina vira um caos após ser atropelada pelo influente promotor Dominic Lacerda. O incidente gera um vínculo inesperado, transformando o atrito inicial em um apoio mútuo profundo. Contudo, o casal deve unir forças contra dramas familiares e barreiras profissionais que ameaçam sua união. Juntos, eles provam que a felicidade exige coragem para superar desafios, celebrando o poder do amor e os laços da família.
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Capítulo 2

Observo silenciosamente enquanto minha mãe chega em casa todos os dias com comida e roupas novas para ela e minha irmã. Estava sendo daquela maneira há uma semana. Era como se eu não existisse, como se ela tivesse esquecido de mim completamente.

Eu me sinto magoada e traída. Por que ela está agindo assim? Por que ela não está compartilhando comigo as coisas boas que conseguiu? Eu me pergunto se ela ainda está zangada comigo devido às coisas que ela disse anteriormente.

Tento conversar com ela, mas ela me responde de forma fria e curta, sem demonstrar interesse em conversar comigo.

Eu me sinto cada vez mais isolada e sozinha. Eu não entendo por que minha mãe está agindo assim, e isso me faz sentir rejeitada e desvalorizada.

Eu não deixarei que a atitude da minha mãe me derrube. Sou forte e independente, e eu posso encontrar uma maneira de superar essa situação difícil. Continuo procurando emprego e trabalhando duro para ajudar minha família, mesmo que minha mãe pareça não se importar comigo.

Eu não vou deixar que a falta de reconhecimento me impeça de seguir em frente. Sou determinada e perseverante, e eu encontrarei uma maneira de sair dessa situação difícil, mesmo que eu tenha que fazer isso sozinha.

Respiro fundo antes de falar com minha mãe novamente:

— Mãe, eu queria te perguntar, de onde você está conseguindo todas essas coisas? Eu percebi que você tem trazido muita comida e roupas novas ultimamente.

Minha mãe responde com uma rispidez:

— Isso não é da sua conta, Ariela. Eu não tenho que prestar contas para você sobre a minha vida!

Eu me sinto frustrada com a resposta dela, e insisto:

— Eu só estou preocupada, mãe. Quero saber de onde vem todo esse dinheiro, porque eu sei que você não trabalha.

Minha mãe fica em silêncio por alguns segundos, antes de responder com uma voz dura:

— Eu não tenho que dar satisfações para você. Sou a mãe aqui, e você é a filha. Então, eu sugiro que você se preocupe com as suas próprias coisas e deixe as minhas em paz!

Eu me sinto desrespeitada e subestimada pela resposta da minha mãe, e decido não insistir mais no assunto. Percebo que ela não quer compartilhar essas informações comigo, e eu tenho que respeitar a decisão dela.

Suspiro e volto a me concentrar em meus próprios objetivos e metas. Sei que tenho que continuar tentando ajudar minha família, mesmo que minha mãe não queira compartilhar suas fontes de renda comigo.

Ciana diz para mim com um tom irritado:

— Ariela, por que você está sempre incomodando a mãe com essas coisas? Ela está trazendo comida e roupas novas, isso é o que importa. Você deveria ser grata e parar de perguntar de onde vem o dinheiro!

Sim, ela trazia comida e roupas novas, porém, minha irmã esqueceu de comentar que as roupas não eram para mim.

Respiro fundo antes de responder:

— Ciana, eu só estou preocupada com a nossa mãe. Quero ter certeza de que ela está fazendo as coisas de maneira correta e legal. Eu não quero que ela se meta em problemas.

Ciana bufa impaciente e diz:

— Ariela, você sempre foi assim, muito certinha e preocupada com as coisas pequenas. No entanto, o importante é que estamos bem agora. E eu tenho orgulho da nossa mãe por estar conseguindo tudo isso.

Olho para minha irmã, sabendo que ela sempre foi mais tolerante com nossa mãe. Entendo que ela está tentando me fazer perceber as coisas de outra maneira, entretanto, eu ainda acho importante saber de onde vem todo esse dinheiro.

Suspiro e digo:

— Tudo bem, Ciana. Entendi o que você quis dizer. Eu só quero ter certeza de que estamos fazendo as coisas de maneira correta.

Ciana sorri para mim e diz:

— É isso aí, irmãzinha. Juntas somos mais fortes.

Eu observava minha irmã Ciana enquanto ela conversava com nossa mãe, Irina. Elas pareciam ter uma relação próxima e harmoniosa, o que me deixava um pouco triste. Eu sabia que Ciana era influenciada pela nossa mãe e às vezes acabava sendo maldosa comigo, mas, no fundo, eu sabia que ela era uma boa mulher.

Eu me lembrava de momentos em que Ciana me ajudou e me defendeu, mesmo quando nossa mãe estava contra mim. Ela sempre foi protetora comigo quando éramos crianças e sempre esteve ao meu lado quando eu precisava.

Decido me aproximar delas e tentar esquecer as diferenças que tínhamos. Quando me aproximo, Ciana sorri para mim. Percebo que ela parece mais feliz do que antes, e me pergunto se é por causa da nossa mãe.

Respiro fundo e digo:

— Ciana, eu sei que às vezes nós não nos damos bem, porém, quero que você saiba que eu te amo e que eu sempre estarei aqui por você!

Ciana parece surpresa com minhas palavras, mas depois sorri e me abraça.

— Eu também te amo, Ariela. E eu sei que posso contar com você sempre que eu precisar!

Sinto uma sensação de alívio e felicidade quando Ciana diz isso. Percebo que, apesar das nossas diferenças, nós ainda éramos irmãs e que sempre poderíamos contar uma com a outra.

(...)

Eu estava sentada na sala de casa, com um olhar distante e preocupado. Eu havia acabado de receber uma carta de recusa de mais uma entrevista de emprego e aquilo me deixou ainda mais desanimada. Estava desempregada há alguns meses e as coisas estavam ficando cada vez mais difíceis.

Eu me lembrava bem do motivo pelo qual eu havia perdido o meu último emprego: meu chefe havia me demitido por não ser submissa a ele. Ele havia deixado bem claro que esperava que eu cedesse aos seus desejos e transasse com ele em troca de manter meu emprego. Eu havia recusado e ele simplesmente me demitiu.

Aquela situação havia me deixado muito abalada e eu ainda estava tentando superar tudo aquilo. Eu sabia que eu havia feito a coisa certa, mas ainda assim aquilo havia me custado muito caro.

Eu sabia que conseguir um novo emprego naquela cidade, que não era tão grande, seria muito difícil. Comecei a me perguntar se havia algo errado comigo, se eu não era boa o suficiente para conseguir um trabalho.

Eu sentia uma mistura de tristeza e frustração. Eu queria poder ajudar minha mãe e minha irmã a terem uma vida melhor, mas sem um emprego estava ficando cada vez mais difícil.

Fechei os olhos e respirei fundo, tentando encontrar forças para seguir em frente. Eu sabia que precisava continuar tentando e não desistir. Eu sabia que uma hora as coisas iriam melhorar.

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