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Capa do romance Jogos adultos

Jogos adultos

Layla luta para salvar sua carreira no escritório Metcalf & Matthews enquanto lida com o complexo caso Gandini. Após superar um histórico de depressão e internação, ela busca estabilidade, mas enfrenta a hostilidade de Jeremy Olson, um colega que cobiça sua vaga. Com o apoio de sua amiga Melanie, Layla precisa encontrar uma solução jurídica impossível para um cliente difícil, protegendo seu emprego e sua nova vida enquanto tenta superar as marcas de seu passado conturbado.
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Capítulo 2

Franzi a testa ainda incrédula. Quem era aquela mulher que estava na minha f rente e o que ela tinha f eito com minha amiga? Custava-me crer que Melanie era uma pervertida sexual ou que aceitaria f azer sexo com várias pessoas, sem um relacionamento estável, sem romance. — Mas Melanie… isso é puro sexo, somente. Qual é a graça nisso; aliás isso não é ilegal? — Claro que não é ilegal. — Ela torceu os lábios e pediu mais drinques. — Todos os membros são adultos; sexo consentido é sempre lí cito. E você não está enxergando a pintura toda, Layla. Nós​mulheres​passamos​séculos​oprimidas​e​presas​a relacionamentos que nunca nos levaram a lugar nenhum; f omos submetidas à vontade do homem e da sociedade por tanto tempo! Ser senhora da própria sexualidade é espetacular, f azer a mesma coisa que os homens f azeme f antasiaro mesmo que eles f antasiam é muito bom. Além de nos deixar satisf eitas e relaxadas e menos ansiosas para, quem sabe, conseguir realmente um romance que valha à pena. Aquilo tudo poderia f azer sentido, mas minha cabeça estava cheia de imagens de pessoas nuas se tocando e se beijando, como uma verdadeira orgia Romana. A ideia de sexo livre de preconceitos era interessante do jeito que era - uma ideia. Imaginar-me f azendo aquilo com vários homens dif erentese talvez ao mesmo tempo não parecia nada atraente. — Não sei se vejo da mesma f orma que você. — Admiti. — Tenho uma visão mais mul herzi nhade um relacionamento sexual, então, acho que não vou ter interesse na sua of erta de conhecer esse clube. — E eu vou insistir, porque você vai comigo nem que seja uma noite. Não precisa f azernada, só conhecer o lugar e ver se alguém te interessa, se alguém te atrai. Existem homens lindos, quase divinos, que f requentam o clube. E alguns deles são capazes de te levar à loucura em minutos! — Com quantos deles você já… — Nem terminei a f rase.Minha expressão era de desgosto. — Seis, no total, e recomendo quatro deles com certeza. Ataquei o drinque assim que ele chegou. Precisava de muito álcool para engolir aquela conversa, que a cada palavra me chocava ainda mais. Esperava outra coisa de Melanie; conhecí amo-nos há um ano e nunca tinha imaginado aquela f acetada minha amiga. Na clí nica de reabilitação havia alguns viciados em sexo e sempre imaginei que aqueles f ossemos únicos capazes de se relacionarem daquela f ormalibertina. Porque era um ví ci ,oum tipo de doença que precisava ser tratada. Porque nossa sociedade sempre prezou pela monogamia e pela valorização da f amí lia, coisas do tipo. E eu estava f alando um monte de baboseiras. Minha f amí liaera o exemplo oposto daquilo que não valia à pena ser valorizado. Minha doença tinha razão de ser, considerando tudo que vivi em minha inf ância. Talvez, e apenas cogitava aquilo porque estava bebendo de estômago vazio, Melanie tivesse razão e aquele comportamento f osse libertador. — Vou considerar f azer uma visita. — Aceitei. — Mas só isso, uma visita. Não pretendo sair de lá com três caras a tiracolo, sim? — Perf eito! Vamos marcar um dia desses! — Melanie bateu palmas de alegria com minha concordância, com muito mais expectativas sobre aquela visita ao clube de sexo do que eu mesma. Não daria mais para tirar aquelas imagens pervertidas da cabeça, então a melhor coisa a se f azer era beber bastante para acordar de ressaca no dia seguinte. Olhei-me no espelho várias vezes, querendo conf irmar se eu estava suf icientemente atraente. Como toda mulher, antes de sair, eu gostava de garantir que me destacaria das demais com quem encontrasse. Meu cabelo curto estava penteado delicadamente para detrás das orelhas, dando aquele ar f ormal e vi ntageà moldura de meu rosto. Talvez eu devesse mudar de cor e me tornar loira novamente, mas aquele tom castanho avermelhado tinha mais a ver com meu ego advogada. O batom vermelho ainda me conf undiaum pouco; não sabia se combinava com vermelho na boca. Mas era tão sensual e f azia com que a brancura de minha pele se acentuasse. Eu parecia gostar bastante de vermelho; não sabia exatamente por que rejeitava aquela ideia. Combinei de encontrar-me com Melanie no caf éem f rente ao tal clube. Ela me deu o endereço, eu já sabia onde era. Jamais imaginaria que aquele lugar f osse um bar onde as pessoas se encontravam para f azer sexo sem compromisso, sexo promí scuo. Aquela ideia eu também rejeitava. Depois que minha amiga chegou, agradeci secretamente por ser vaidosa. Melanie estava linda em um vestido azul marinho bastante sensual, com decotes que exibiam parcialmente seus seios volumosos, saltos e o cabelo longo preso em um coque elegante. Parecia pronta para ir a uma grande f esta. Fazí amos​uma​bonita​dupla​de​mulheres​jovens,​não comprometidas e prontas para uma noite de caçada. Entrar no clube seria impossí vel para mim. Havia uma mulher loira, de aproximadamente quarenta anos, vestindo terninho, que carregava uma prancheta cheia de nomes. Apenas quem estava na lista tinha acesso à casa. Exclusivo, lembro-me de Melanie dizer. Ela, no entanto, teve acesso garantido imediatamente. A mulher lhe sorriu e me encarou por breves segundos, enquanto nos permitia entrar.

 — É regra do clube trazer uma companhia, seja masculina ou f eminina. Servimos ou somos servidas, se me entende. — Melanie explicou em meus ouvidos. A risada dela me constrangeu. Toda aquela ideia já estava me causando náuseas, mas eu sabia que estava sendo tola. Af inal,qual era o problema em sexo casual? Mesmo que todos os meus relacionamentos f ossem casuais? Sentamos no bar daquela vez e pedimos tequila. Eu precisava de um combustí velmais pesado para começar a noite porque duvidava que conseguisse me misturar em meio àquelas pessoas sem álcool no organismo. Logo o ambiente começou a tornar-se mais agradável, à medida em que me f amiliarizeicom os espaços. Era apenas uma casa noturna comum; se eu mantivesse aquele pensamento seria mais f ácil. — Não olhe agora, mas você tem admiradores. — Minha amiga disparou assim que sentou novamente ao meu lado. Ela tinha ido ao banheiro retocar o batom e estranhamente optei por f icar ali. — Como? — Na mesa à sua esquerda, sentado sozinho e com um copo de whisky. Andrew Thorne, você está bem, menina. Virei-me discretamente para olhar, por cima do ombro, na direção indicada por Melanie. Havia um homem, que usava camisa social sem gravata e jeans escuros, bebericando alguma coisa marrom. Ele era bonito, talvez não o tipo que me chamasse atenção imediata. Eu não era a maior admiradora dos homens loiros, apesar daquele ter um charme dif erente. — O que te f azpensar que ele está me admirando? — Era uma pergunta válida, já que não vi nenhum indicador de que ele prestava atenção em mim. — Ele f icoute secando quando me af astei.Talvez ele pense que somos um casal, por isso está na dúvida se deve se aproximar. — Não somos um casal! — Repudiei a ideia. — Por que ele pensaria isso?

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