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Capa do romance IVAN CZAR: O início da vingança SÉRIE LEI & VINGANÇA LIVRO 3

IVAN CZAR: O início da vingança SÉRIE LEI & VINGANÇA LIVRO 3

Ivan era um jovem lutador e bom filho quando um sequestro mudou seu destino aos 21 anos. Forçado a realizar missões perigosas em troca de uma liberdade ilusória para si e sua mãe, ele viveu sob ameaças constantes. Agora, com a situação fora de controle, Ivan precisa assumir o comando de um império criminoso. Determinado a salvar sua mãe, ele mergulha na violência, disposto a derramar o sangue necessário para vencer uma guerra que parecia perdida.
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Capítulo 2

A viagem foi deveras cansativa, algo que não passaria em dois dias de sono, mas não me importo em saber que neste mesmo momento minha mãe estaria voltando para casa da mesma situação ou até pior. Tomei um último táxi até um bairro mais tranquilo em Nova York que eu pudesse pagar algumas diárias ou até mesmo comprar um pequeno apartamento que um dia pudesse trazer minha mãe comigo.

Abri a porta do pequeno apartamento onde me hospedaria bem no momento que meu celular tocou, deixei a mala de pano escuro no chão atendendo a chamada, mas depois pensei que seria melhor manter ela nos ombros já que logo entraria na casa.

— Oi meu amor! Chegou bem? Você comeu o lanche que fiz? Viu se precisar de analgésicos, deixei algumas cartelas para você no bolso menor e…

— Calma mãe! Estou bem. Já sou um homem feito, não precisa ficar preocupado comigo.

— Onde já se viu? Uma mãe não tem preocupação com o filho que está longe. Me preocupo sim! — comecei a rir de seu arsenal de mãe magoada.

— Estou bem mãe. Obrigado. E adorei o sanduíche de frango com ketchup. — me vi obrigado a responder se quisesse livrar o peso nas costas, as alças da mala já estavam marcando minha pele.

— Que bom amor, agora você conseguiu a casa que queria?

— Não. Mas consegui um apartamento legal. — puxei as chaves do bolso encaixando uma específica sobre a fechadura.

— Queria que a senhora estivesse comigo.

— Eu sei querido! Eu também, mas sabe que não gosto muito do movimento da cidade grande. Minha…

— Labirintite ataca, eu sei. — terminei a frase sabendo que seus problemas com barulhos eram constantes quando era pequeno. Apenas gostava de assistir desenhos com o volume alto, mas acabava afetando ela.

— Promete que vai se cuidar da mãe? Que se precisar, vai vir para mim cuidar de você? Não precisaria sair para trabalhar, aqui eu consigo um bom emprego com mais facilidade.

— Não , quero cuidar da casa. É a única coisa que tenho de seu pai. Mas prometo me cuidar.

— Está bem minha mãe, preciso entrar em casa para poder descansar, fique bem, ok? — ela concorda desligando a chamada após nos despedimos, então virei a chave entrando no cômodo que parecia ser uma sala com apenas um sofá vermelho já gasto. Mandei mais um pouco para conhecer a casa, então vi uma cozinha simples com um fogão, uma mesa com cadeiras de ferro, a pia de mármore e o armário. Voltei para a sala e passei pela porta que seria o quarto, lá tinha uma cama simples e um guarda roupa pequeno, uma cômoda e ao lado dela uma porta para o banheiro.

Deixei minhas coisas na cama e decidi tomar um banho para poder descansar.

***

E então fechei os olhos, imaginando ela no meio da multidão de pessoas, gritando e torcendo por mim. Minha guerreira, a mulher da minha vida…

O suor brotando de minha testa, a energia fluindo em cada célula de meu ser e a crescente vontade de se vencer, eram combustíveis que me mantinham de pé. Foram três Rounds de cinco minutos e me sentia cada vez mais vivo, meu primeiro adversário da noite estava nocauteado em meus pés, era ágil na astúcia, porém menos resistente. Ao contrário do último homem ao qual enfrentaria, um lutador de garra como a mim, em seus olhos o fogo ardia com as chamas da vitória, algo que ambos os dois desejamos.

— É o Invicto… James Lobo! — o locutor anuncia e o campeão da casa tem sua entrada triunfante. Passando pelo meio de seus torcedores, acontecendo algo que nunca haviam visto, eles abaixavam a cabeça reverenciando o que deveria ser apenas um homem simples.

— Se minha mãe estivesse aqui, gritaria que isto é um absurdo. — pensei soltando o ar de forma desdenhosa enquanto o homem de barba, olhos escuros flamejantes e algumas tatuagens pelo corpo andava até o tatame.

Seu corpo apresentava músculos mais desenhados, ele é maior o que possivelmente o tornaria mais lento, porém com movimentos firmes que precisarei tomar muito cuidado.

Lobo sobe no tatame e seus fãs começam a gritar seu nome, ele se aproximou como também fiz até onde o juiz estava, e então consegui ler seus lábios.

— Vou te derrubar, hoje, aqui. — sorri como uma forma de provocação e suas sobrancelhas se uniram. Apenas coloquei o protetor de boca e alonga os músculos dos braços e do pescoço, não estava tenso, mas queria terminar logo com a luta para poder retornar para Nova Jersey.

Ele fez o mesmo depois que viu que não levei a sério sua ameaça, mas notei um lado diferente nele, algo que nem todos demonstram apenas porque querem. Algo que me deixou muito mais confiante, seu ponto fraco no braço direito, parecia um pouco travado. Então a luta começou com Lobo avançando com força, enquanto usei de meus reflexos.

Seus socos eram fortes e potentes, e pretendia deixá-lo mais lento levando-o ao seu limite, fazendo seus músculos pesarem para poder atacar. Minha primeira investida foi em seu queixo fazendo ele dar alguns passos para trás, mantive a posição quando ele se recuperou e voltou com tudo, seu braço direito era forte, mas perfis um pouco a postura que deveria ter quando senti seu punho em um lado de minha face, meu corpo virou e então apoiei nas cordas para manter o equilíbrio, seus socos acertaram em meu rim me fazendo deitar no chão, o juiz e a multidão começou a contagem.

Então ergui meu braço direito avisando que voltaria a lutar e eles pararam com os números quase no quinto. Levantei sentindo a dor aguda no lado atingido, mas não me importei, precisava vencer, então o gongo soou fazendo Lobo sentar em seu banco e segui para o meu.

— Eu avisei. — seus lábios pronunciaram. — Ninguém tira meu posto!

Sentei lhe dando outro sorriso e balancei a cabeça negando, seus músculos ficaram tensos e seus olhos desafiadores, então ergui os meus e notei um homem me analisando da área VIP, ele parecia usar cadeira de rodas e seu olhar era estranho.

Então ouvi o gongo soar nos avisando do segundo Round. Coloquei o protetor e levantei sobre os olhares minuciosos do homem, talvez seja algum patrocinador.

Nos aproximamos e o juiz permitiu que a luta começasse, então mantive a postura firme retomando meu plano de apenas atacar no momento certo, ele investia em golpes com os joelhos para acertar no lugar que me atingiu antes para poder me derrubar novamente, mas defendi e cada vez seus movimentos estavam mais rígidos deixando brechas ao qual aproveitei.

Ajeitei a postura ao me desviar de sua direita e levei meu punho esquerdo com força total em seu queixo, Lobo recuou e em seus olhos haviam medo, surpresa pelo golpe. Então era a hora de avançar, acertei mais dois golpes em seu rosto que começou a inchar, ele apenas defende recuando enquanto minhas sequências eram rápidas, porém ele segurou meu braço quando encontrou a chance e acertou seu punho em meu estômago me fazendo afastar.

Lobo se levantou tentando se recuperar, mas caiu de joelhos e a multidão ficou surpresa. Ele parecia com a respiração ofegante, então apoiou o pé direito para se erguer e se manter na posição inicial.

Era o final do segundo Round o, então voltamos ao banco quando ouvimos o sinal tocar, ele estava com os olhos fixos em mim e vi determinação neles, um bom adversário concluí em meus pensamentos.

Peguei a garrafinha de água e tomei alguns goles, ele fez o mesmo, mas molhou um pouco o rosto. Peguei a toalha e sequei o suor que começava arder em meus olhos, levantamos e continuamos a luta.

Ele avançou de forma confiante, deixei que ele me encurralou e distribuísse seus golpes, absorvi todos me mantendo na posição defendendo o rosto enquanto seus punhos iam de encontro com meu abdômen contraído. Seus golpes diminuíram de intensidade quando vi a oportunidade e lhe golpeou de uma vez com um gancho, seu corpo caí no chão de uma vez fazendo todos ficarem em silêncio e o juiz começou a contagem, faltando dois números ele força o corpo a se levantar, mas fraqueja deixando todos surpresos.

A contagem terminar e sou nomeado o campeão pelo locutor, o homem de cadeira de rodas da área VIP não estava mais lá, de uma forma misteriosa havia sumido e as pessoas ao meu redor começaram a comemorar, mas sentia que algo estava errado, como um mal estar… Vertigem, ânsia, visão turva, aos poucos fui perdendo os sentidos, audição, procurei apoio no banco e me sentei sentindo os músculos relaxados, então fechei os olhos tendo como uma última imagem o belo sorriso de minha querida mãe dizendo que havia conseguido e que ganhamos o mundo como ela sempre fazia no final de todos os campeonatos que já participei.

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