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Capa do romance Império da Máfia: Trigêmeos

Império da Máfia: Trigêmeos

Os irmãos McRoyt dominam o submundo do crime até que reviravoltas abalam sua estabilidade. Phillip enfrenta o desafio de se transformar para conquistar um grande amor. Enquanto isso, Jordan busca um parceiro leal que aceite sua rotina implacável para expandir o império. Já Carl, movido por uma ganância obsessiva, acredita ter perdido sua amada devido às próprias ambições. Em meio à ação e ao romance, os trigêmeos lutam para manter o poder e seus desejos.
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Capítulo 2

No centro da cidade de Dublin, Phillip discutia com seu irmão Jordan.

- Eu já te falei, cara! Não quero mais fazer parte desse negócio de assassinato de aluguel! - Phillip não entendia Jordan, parecia que o homem sentia prazer em matar as outras pessoas.

- É como os negócios funcionam! - Jordan falou rangendo os dentes.

- Que negócios, o que?! O pai já estava querendo parar com essa parte antes de morrer. - Phillip tenta trazer seu irmão de volta à sanidade. Ficar matando pessoas a esmo não daria em boa coisa, até seu pai que era um sádico já tinha percebido isso.

- Não tem mais discussão. Já aceitei o negócio. E não será você que apertará o gatilho, pode dormir tranquilo. - Jordan falava parecendo desdenhar do irmão.

- Não dá pra falar com você. Faça como quiser! - Saiu do escritório de fachada que tinham, entrou em sua Lamborghini Huracán Avio prateada e saiu dali cantando pneu, seguiu rumo a boate da qual era sócio, com seu amigo Levi Di Santi. Precisava relaxar, e somente lá encontrava paz, bebidas e mulheres à vontade.

Estava prestes a chegar na boate, ainda meio irritado e distraído, quando percebeu uma moça atravessando a rua a sua frente. Ele freou o mais rápido que pôde, mas deu tempo de ver que os olhos assustados da moça se arregalaram, antes de ser jogada longe, pelo carro.

- Droga! Droga!

Phillip desceu do carro correndo indo de encontro a moça estatelada no chão. Ao se aproximar viu que ela estava com os olhos abertos, piscando lentamente, como se tentasse entender o que aconteceu. E que olhos eram aqueles?! Verdes como uma pedra de jade, contrastando com a pele branca, coberta por sardas e cabelos laranjas. Era linda como uma sereia. Se agachou ao lado dela, averiguando se estava machucada.

- Meu Deus! Me perdoa, eu não a vi atravessando a rua… - Tocou em seu braço e ela estava gelada. - Moça? Moça…

Vendo que ela não respondia, se desesperou. Pegou-a nos braços, erguendo-a facilmente, o corpo da jovem estava mole, e sua cabeça pendeu para trás, o fazendo praguejar mentalmente. Correu de volta ao carro, depositando-a no banco traseiro e indo em direção à boate.

- Levi! Levi! - Entra gritando na boate ainda vazia. Encontra alguns caras que trabalham de segurança e esbraveja, enquanto carrega a moça nos braços. - Onde está o Levi?

- Lá atrás senhor…

Phillip mal ouve o que dizem, correndo para os fundos da boate. Abre a porta do escritório do amigo com um chute, fazendo-o se assustar e sacar a arma. Mas ao ver o amigo com uma garota nos braços, franze o cenho e guarda a arma.

- Mas que porra é essa?

- Atropelei-a agora, vindo pra cá… - Phillip fala ofegante, deitando-a no sofá do escritório.

- E porque não a levou para o hospital? - Levi está incrédulo com o amigo levando a moça para dentro do escritório da boate.

Phillip se ajoelhou ao lado dela, e abriu as pálpebras agora fechadas. - Ligue para o nosso médico de confiança.

Levi urrou de bravo. - Está louco? George já disse que não queria mais se envolver em nossos negócios… - Mas foi interrompido por Phillip fora de si.

- Como vou levar a garota ao hospital? Tá maluco? Já basta as confusões que Carl me faz, agora eu também!? - Passa as mãos nos cabelos curtos. - Liga pro George, diz que não tem a ver com os negócios, é coisa pessoal, ele não vai se recusar.

Phillip sabe que o médico tem muita sujeira por baixo do tapete. Foi fiel a eles muitos anos, mas agora, está ficando velho e quer dar uma de correto e não trabalhar mais com criminosos. Bufou se agachando ao lado da moça novamente. - Porque não olha para onde atravessa, menina? - Fala enquanto checa o pulso dela.

Enquanto aguardava o médico chegar, que como ele pensou, não se recusou a ir atendê-los, observava a jovem garota desacordada. Ela parecia jovem, com seus 20 anos, talvez. Tinha cabelos laranjas, com tons dourados, sardinhas que se concentravam na altura do nariz e respingavam por todo o rosto. Seus cílios, também laranjas, eram longos, dando um ar de inocência a ela. Ela estava vestida com uma calça jeans azul desbotada, uma blusa branca com pequenas florzinhas decorando, fina e de manga longa. Usava um tênis em tom bege delicado. Phillip se esqueceu que ela estava ali por conta de um acidente e parou-se a imaginar, qual seria o seu nome, para onde estava indo, e como seria o gosto daqueles lábios rosados. Sobressaltou-se com a entrada espalhafatosa de George.

- Eu espero mesmo que não seja alguém baleado. - Esbravejava enquanto era conduzido por Levi, até onde encontravam-se Phillip e a jovem garota.

- O que vocês fizeram? - O médico empalidece ao ver a garota desmaiada.

Phillip já estava no limite com aquele velho. - Cala a boca e vá ver se ela está bem. - Ele o agarra pelo braço e o joga em direção a garota. - Não fizemos nada! Não que seja da sua conta.

O médico o encarou com uma carranca. - Porque ela desmaiou?

- Atropelei-a. - Passa as mãos no rosto, cansado. - Mas foi sem querer! - Ele se apressa em dizer, antes que o “senhor correto” pensasse besteiras.

Phillip observa de perto o médico medindo os sinais vitais da moça, e examinando-a para ver se não tinha nenhuma fratura ou sangramento interno.

- Tudo certo, vou lhe dar uma dose de adrenalina, para acordar, deve ter desmaiado pelo susto. - O médico falava para Phillip que agradecia aos céus, por isso.

Phillip observou a garota aos poucos movimentar os olhos, e por fim abri-los. E mais uma vez teve um choque, com aquele verde profundo que se focou nele..

- Você está bem? - Perguntou enquanto a fitava curioso.

- Onde estou? - Ela pergunta com a voz baixa, tentando sentar-se no sofá.

- Está na minha boate, eu te atropelei… - Phillip maneou a cabeça. - Não vi você começar a atravessar a rua.

- Que horas são? - Ela pergunta levantando a mão e levando a cabeça.

- 19 horas.

A garota arregalou os olhos. - Meu Deus! Estou atrasada!

- Calma, você acabou de acordar, precisa ficar de repouso por algum tempo. - O médico tenta impedí-la, e vira-se para Phillip. - Aqui está o encaminhamento, para ela fazer alguns exames, para confirmar que está tudo certo.

Phillip pega o papel da mão do homem e o dispensa. - Passe no balcão, Levi vai lhe pagar.

O médico assente e se retira.

- Eu preciso avisar onde estou. - Ela olha para os lados. - Cadê minha bolsa?

Phillip não faz ideia de bolsa, apenas a pegou depressa e saiu sem ver se ficara algo no chão, no local do acidente.

- Não vi sua bolsa. - Responde sem desviar os olhos da pequena garota.

Ela o olha horrorizada. - Como não viu? Meus documentos, tudo está lá! - Seu rosto começou a ficar vermelho. - Onde você me atropelou?

- Você não se lembra? - Ele franziu o cenho, a vendo se concentrar e então responder.

- Mais ou menos…

- Foi a duas quadras daqui, próximo ao shopping Jervis. - Ele fala devagar, apreciando os olhos grandes que o encaram.

- Ah, sim… - Ela leva a mão à cabeça novamente.

- Está com dor? Precisa de algo?

- Um pouco de dor de cabeça. - Ela fecha os olhos um momento. - Pode me emprestar um telefone? Para eu ligar para o meu pai vir me buscar.

Phillip travou os maxilares, não poderia mandar o pai de uma garota desconhecida, buscá-la em uma boate de striper. Por certo o homem entenderia tudo errado.

- Se quiser posso levá-la. Eu sou o responsável, por ter te atropelado.

- Ah… - Ela o olha desconfiada, dando-se conta que está sozinha com um estranho em um lugar que não faz a mínima ideia de onde seja. - Qual o seu nome? - Ela pergunta franzindo as sobrancelhas.

- Phillip. - Respondeu, deixando de fora seu sobrenome, McRoyt. Muitos conheciam-os apenas por esse nome. O que não era bom. - E o seu?

- Amélia Byrne. - Ela responde o encarando bem dentro dos olhos, fazendo com que ficasse meio desconcertado. O que era raro de acontecer.

- Qual a sua idade? - Perguntou sentando-se ao lado dela. Agora acordada e conversando, parecia ainda mais jovem que antes. Os grandes olhos e a voz suave, diziam que ela poderia ter menos de 18 anos, e se esse fosse o caso, precisava levá-la para casa imediatamente.

- Tenho 23 anos, e você? - Ela ergue uma sobrancelha, como se isso não tivesse a menor relevância na situação.

Phillip estreita os olhos e se aproxima dela, que se afasta arregalando mais os olhos. - Não parece ter 23.

- Mas tenho, se minha bolsa estivesse aqui te mostrava a minha identidade. - Ela bufa. - Todo mundo diz que pareço ser mais nova. Sempre dizem que um dia vou agradecer por isso. Mas esse dia ainda não chegou. - Ela cruza os braços e o encara com uma cara emburrada, que ele não poderia descrever de outra forma, senão, fofa. - Me leva pra casa então, por favor? Meu pai deve estar em reunião ainda esse horário, assim não o atrapalharei.

Phillip ainda desconfiava se ela teria mesmo 23 anos, mas de qualquer forma, não tinha porque duvidar. Sendo assim, não precisava levá-la tão depressa, poderiam conversar, se conhecer um pouco melhor.

- O que foi? - Foi tirado de seus pensamentos pela voz baixa e suave, demonstrando irritação. - Porque está me olhando desse jeito?

- Me desculpe, me distraí. Você tem belos olhos. - Diz ainda fitando-a com intensidade.

- Pelo menos alguma coisa bonita, né. - Ela revira os olhos e ele ergue as sobrancelhas surpreso.

- Você inteira é linda… - Fala meio receoso, não sabia quem ela era, nem se deveria querer levá-la para cama.

- Ah pára de deboche comigo. Vamos, estou toda dolorida. - Ela se levanta levando a mão nas costas.

Phillip franze mais ainda o cenho, mas concorda. Já tinha feito muito por hoje, atropelando-a, e ela parecia realmente cansada e dolorida, não teria chance nenhuma com ela, assim.

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