Capa do romance ILHA ERHA

ILHA ERHA

8.0 / 10.0
Em ILHA ERHA, o que seria um verão de lazer se torna uma perigosa busca por respostas. Este mystery focado em jovens adultos explora segredos sombrios escondidos na costa. Acompanhe esta adventure e descubra fatos perturbadores nesta fiction fantasy romance books disponível online.
Resumo de ILHA ERHA
O que deveria ser apenas um verão relaxante em busca de lazer transforma-se em um desafio complexo para um grupo de adolescentes. Na enigmática Ilha ERHA, as férias dão lugar a uma trama repleta de segredos que despertam uma curiosidade profunda e geram um desconforto inevitável. Mergulhe nesta jornada de mistério e aventura escrita por Mérito Dark e James Nungo, onde cada descoberta revela fatos perturbadores escondidos sob o sol tropical.
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ILHA ERHA Capítulo 1

– Mas que semestre chato!!! – Berrou Marx na esperança de iniciar mais uma daquelas conversas irresistíveis de final de prova.

A Escola Elementar Tários era palco de incontestável euforia e ansiedade frenética de adolescentes que se sentiam oprimidos pelas infinitas perguntas em provas finais e excitados com a ideia de se livrar de mais uma vida perdida numa carteira, afinal de contas se aproximavam as férias de verão. Faltavam apenas três provas para encerrar romances, iniciar novos amores semestrais, fazer novas amizades cuja efemeridade atinge a velocidade Mac 05, enfim, faltavam apenas três provas para ir de férias e perder metade da adolescência em memórias que não seriam lembradas, mas isso se mostraria terrivelmente errado.

– A prova de hoje foi um saco, quem precisa dessecar sapos para passar de ano? Basta um pouco de sensualidade e popularidade para se formar. – Reafirmou Marx em jeito de protesto ao silêncio desinteressado do seu fiel cachorrinho, como ela mesma o via, Mack, que mais se mostrava absorto nas possibilidades da próxima prova do que nas abobrinhas de uma patricinha, como ele mesmo a via, que apenas quer ser popular.

– Que pirralha mais narcisista.- Mack pensou.

O Mack via a Marx como um diamante, literalmente, precioso, mas sem consciência. Para ele Marx era uma patricinha de riqueza que chegava a ser sufocante, porém, a estupidez dela superava até a imobilidade das pedras, o que era muito conveniente para ele e para os seus projectos bilionários, embora ele mesmo não pudesse sequer pagar um corte decente de cabelo.

– Não reclames Marx, faltam apenas três provas para você sufocar em tecidos italianos e se afogar em banhos de spa. – Tais palavras saíram com um misto de disfemismo e despercebida malícia.

– Falou o génio sempre esforçado. – O sarcasmo de Marx era reflexo do desmedido desprezo por Mack, que para ela, nada mais era senão um cachorrinho inteligente, sempre disposto a fazer-lhe os trabalhos de casa na esperança de ganhar um beijo, simplesmente um sapo que nunca encontrará sua princesa.

Mack e Marx tinham a amizade mais tóxica que se podia imaginar, simplesmente odiavam-se, nenhum dos dois suportava o outro, mas para eles, estar juntos era um sacrífico confortável, um sacrifício não tão grande se comparado aos dos filmes de terror onde pessoas tem mortes bastante ritualistas e grotescas, concordavam os dois em pensamento.

– Mack, Mack, Mack!!! O que tanto te distrai no seu mudinho do tamanho de nada?

– Nada luxuoso o suficiente para você entender patri… princesa.

– Seu… – Marx se conteve por um instante, depois preferiu continuar sua caminhada sozinha, abandonando Mack numa pequena ruela que daria logo à sua casa.

Marx continuou até que se deparou com gente da sua laia, suas melhores amigas Fly e Vinia, aquele encontro não era exatamente fortuito, ele servia de momento para o planejamento das tão ansiadas férias de verão, das quais participariam as três, romanticamente acompanhadas pelos seus cavaleiros brancos e esbeltos, ou simplesmente babacas, com certeza Mack os descreveria assim.

– Vamos meninas, precisamos pensar logo no que faremos. – Vinia iniciou a conversa.

– Simples Vinia, vamos comprar roupas novas, ficar chapadas e namorar muito, o de sempre. –Marx falou com tanta sabedoria que parecia um ancião explicando as tradições aos mais leigos.

– Vamos fazer algo diferente este ano, chega de spas, discotecas e shoppings. Façamos algo mais perigoso, mais excitante, algo completamente fora do normal.

– Virou agente de turismo Fly? – A ironia chegava a ser poética, Fly odiava viagens.

– Não teve graça Vinia, apenas quero me libertar um pouco esse ano, sair do clichê, experimentar umas bizarrices. – Essas palavras pareciam pré-cognitivas.

– E o que você sugere Fly? – Perguntou Marx interessada.

– Sei lá, florestas, grutas, praias desertas, ilhas, coisas do gênero.

– Aposto que a Marx vai levar um monte de sapato alto para escalar uma montanha. – Vinia proferiu tais palavras em jeito de piada, ela mesma não se absteve de rir.

– Ha,ha, ha!! A Vinia sempre engraçada, que bom que sua casa fica logo depois da esquina. Vejo você amanhã comediante. – despediu-se Marx de Vinia, mais por se cansar das suas piadas do que por ela já estar perto de casa.

Apenas Marx e Fly continuavam sua caminhada. Depois de despedir-se de Vinia, as duas optaram por fazer uma pequena pausa no Gentle Garson para tomar um lanchinho e aprofundar mais os seus planos.

As duas pediram sumo de uvas e bolinhos de soja. Era tradição da Gentle Garson deixar mensagens de sorte nos seus bolinhos de soja, o que era um grande atrativo aos clientes, que passaram a chamar os bolinhos de bolinhos da sorte certa, para os clientes, aquelas mensagens eram o mais próximos de uma previsão futurista certeira, bom, claro que para outros, aquilo não passava de uma estratégia criativa de marketing, e para outros, pura estupidez.

Ao abrir o seu bolinho, Marx encontrou um papel cilindricamente enrolado e cuidadosamente ocultado no bolinho. Ao desenrola-lo, eis que encontrou as seguintes palavras:

A morte é tão isolada quanto uma ilha – ela logo concluiu que o Chef do Gentle Garson era mesmo estúpido.

Fly, ao abrir o seu bolinho, deparou-se com a mensagem: bebei deste sangue; inconsciente as duas concordaram em fazer pouco caso das mensagens e voltaram-se ao que realmente importava.

– Faltam ainda três provas para fechar o semestre. – As palavras de Fly foram completamente desprezadas pela amiga.

– Quem se importa? Faltam dois dias para o início da diversão. – Para Marx as férias eram tudo que importava.

– Nem todas tem um nerd babando e resolvendo as provas por elas.

– O Mack é realmente um bom cachorrinho, com certeza ele já tem algo pronto para mim amanhã.

– Que inveja tenho de você Marx, queria eu ter um idiota feito ele babando e estudando por mim.

– Deixe disso. Fale com os meninos para prepararem tudo que sairemos logo depois da prova.

– E o Mack, ele irá connosco?

– Deixe de ser tonta garota! Não precisamos de um burro de carga, ele ficará aqui se divertindo com os amiguinhos do esgoto.

– O Mack é bem estranho, não é? Uma vez encontrei um álbum de fotos na mesa dele, estava completamente empoeirado e não tinha absolutamente foto alguma, mas as vezes ele olhava para o álbum e sorria ou chorava, como se estivesse vendo fotos nostálgicas.

– Haff!!! Basta Fly, falar do Mack só me deixa com o estômago embrulhado.

– Você não acha estranho ele nunca ter apresentado um parente nas reuniões dos pais e tutores? Com que ele vive, onde está a família dele?

– Alô!!! As nossas férias, esse é o assunto pontual aqui, além do mais não é como se me importasse com aquele pedaço de lixo, apenas ando com ele porque ele é um bom cachorrinho, estou apenas o mantendo na coleira.

– Claro Marx, claro.

A conversa ficou um pouco estranha, falar tanto de Mack deixou Marx incomodada, ela, por um momento, sentiu o ar rarefeito e agressivo aos pulmões, mas com certeza era coisa da cabeça dela, assim Marx pensou.

Continua…

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#Dark & #James_Nungo agradecemos.

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