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Capa do romance I LOVE YOU.( Romance gay) LIVRO 2

I LOVE YOU.( Romance gay) LIVRO 2

Nesta sequência intensa, Klaus decide enfrentar o silêncio de Alex ao declarar abertamente o seu amor. Diante da resistência de Alex, que se vê como alguém permanentemente marcado e quebrado pelo passado, Klaus não recua. Ele revela que também carrega suas próprias feridas, argumentando que a dor mútua não é um obstáculo, mas um elo entre eles. Em meio ao perigoso cenário da máfia, os dois buscam redenção e conexão através de suas vulnerabilidades.
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Capítulo 2

Alex Carter.

Acordo com o despertador tocando, solto um gemido frustrado com isso. Mal fechei os olhos e já está tocando, esse caralho. — Sento na cama e me espreguiço e olho para o relógio, vendo que são seis e meia da manhã.

Bocejo e saio da cama, indo até o banheiro tomar um longo banho pra despertar. — Jogo as minhas roupas no cesto de roupas sujas e entro de baixo do chuveiro.

Agora que os chefes são pais, eles me deixaram tomando conta da máfia. Eu que resolvo tudo agora, é como se eu fosse o líder nessa merda. Se eu soubesse que ser líder seria assim, nem teria aceitado, é muito cansativo. Agora entendo que o chefe Damon dizia, que trabalhar é uma merda.

Tudo sobra pra mim, eu tenho que ficar de olho em tudo. Ordenar quem vai, quem vem, tudo isso está me deixando louco. — Desligo o chuveiro e saio do box, aproximo da pia e pego a minha escova de dentes.

A minha casa precisa de uma grande limpeza, eu mal tenho tempo. Eu vim chegar em casa de três e meia da manhã e mal tenho um sono regulado como antes. — Sinto que a qualquer momento eu fosse explodir, e o pior disso tudo, a porra da minha menstruação está chegando, ver se pode um caralho disso.

Ter um órgão feminino é tão chato, mais eu entendo as mulheres, quando reclamam das dores menstruais. — Saio do banheiro e vou até o guarda-roupa, pego uma calça jeans preta e uma camisa preta também, junto com uma jaqueta de couro preta.

Vou de luto nessa merda.

Pego meu celular e saio do quarto, vejo que tinha ligações perdidas do Heitor. Solto um suspiro, sinto que já vem merda por aí.

Retorno a ligação pra ele.

— Alex?

Bufo.

— Não, aqui é a alma dele, quer deixar alguma mensagem?

Escuto ele bufar do outro lado da linha.

— Nem a essa hora da manhã, tu não deixa de ser sarcástico.

— É um dom. Agora fala o que tu quer.

Ele solta um suspiro.

— Acho que fiz merda.

Pelo amor de Deus, quero paciência.

— O que tu fez caralho de asa?

Pergunto irritado.

— Lembra que nós estávamos precisando de alguém pra contratar pessoas, pra ficarem de guarda nas boates, nos cassinos..

Corto ele.

— Fala de uma vez caralho, o que buceta tu fez?

Eu realmente estou ficando de TPM.

— Eu contratei um garoto....

Solto um suspiro.

— Hum?

— E ele contratou só estupradores e pedófilos.

— Vai tomar no cu, vai se foder... Que caralho!!

Acabo xingando em português.

— O que?

Respiro fundo várias vezes.

— Irei reportar as coisas para os chefes e depois eu chego aí.

— Tudo bem... Eu sinto muito, Alex.

— O que passou, passou.

Desligo na cara dele.

Respiro fundo várias vezes, tentando me acalmar. Nego com a cabeça e sigo até a cozinha, tem muitos pratos sujos pra lavar. E eu nem tenho nenhum tempo pra isso. — Tomo o café da manhã bem rápido, porque quero resolver logo essa merda, que o garoto fez. Eu só espero que os chefes não me mande matar o Heitor, porque querendo ou não, ele tem me ajudado em algumas coisas.

Saio de casa e entro no meu novo carro. Porque o meu antigo estava todo cheio de sangue do cara que matei. Então tive que queimar para não ter nenhuma evidência.

****

Desço do carro e dígito a senha e antro na casa. Eu me sinto muito sortudo em saber que eles confiam em mim, para me dá a senha. — Assim que abro a porta, sou atingido por um travesseiro.

— Ainda diz que é líder da máfia, tão distraído. — Bufo.

— Enzo, vai ver se eu tô na esquina, vai. — Digo irritado.

— Hum, tá de TPM é? — Pergunta sendo debochado.

Oh, se essa criança soubesse como é eu na TPM, nem queria falar comigo.

— Me esquece, onde está os chefes? — Questiono.

— Pegando a mamãe. — Arregalo os olhos.

— O-O que? — Ele revira os olhos.

Essa criança é chata, meu irmão.

— Sabe como é, o Klaus tá no quarto se quiser ver ele. — Sinto meu rosto esquentar um pouquinho.

— Cala a boca, sua criança endemoniada. — Ele revira os olhos.

— Alex!! — Tomo um susto e me viro, vendo o Tom descendo a escada. — Não chame meu filho assim, seu idiota.

— Não tenho culpa, se a criança puxou ao senhor Damon. — Ele revira os olhos.

— Eles estão lá em cima. — Sorrio e subo as escadas.

Eu e o Tom temos uma grande amizade, eu não trocaria isso por nada nesse mundo. — Dobro a esquerda e acabo batendo no Klaus.

— Desculpa. — Deitamos juntos, logo caímos da risada por isso.

— Essa foi boa. — Ele diz rindo.

Como esse garoto é lindo. Eu nunca pensei que iria gostar de alguém, mesmo não sendo recíproco.

— Sim, foi. Se machucou? — Pergunto preocupado em machuca-lo.

— Não e você? — Pergunta me olhando fixamente.

— Não... Eu tô bem. — Digo um pouco envergonhado.

— Que bom, fico aliviado em saber que não se machucou. — Ficamos nos encarando, eu não conseguia desviar o meu olhar dele.

Ele se tornou um homem tão lindo. Porra, eu realmente estou apaixonado pelo filho dos meus chefes.

Escutamos um pigarro.

— Se não estivermos atrapalhando aí, Alex, poderia entrar? — Tomamos um susto.

— A-Ah..  C-Certo, chefe. — Digo todo nervoso.

Klaus também ficou nervoso.

— Vou ver como a mãe está. — Rapidamente some da nossa vista.

Entro no escritório deles e o senhor Lúcifer, está sentado em sua mesa. O senhor Damon fecha a porta atrás de mim e logo segue pro lado do seu irmão.

— O que vamos ouvir hoje? — O senhor Lúcifer pergunta.

— As coisas estão indo bem, senhor. As drogas que o senhor Christopher pediu, já foi entregue ontem a noite.

— Algum policial? — O senhor Damon pergunta.

Dou um sorriso de lado.

— Alguns, não precisam se preocuparem, meus senhores. Tudo foi resolvido. — Eles dão sorrisos maliciosos.

— Creio que se livraram dos corpos? — Lúcifer pergunta.

— Nenhum corpo, senhor. — Eles acenam. — Ah, as novas armas chegaram também.

— Então você enviou algumas mulheres pro Japão? — Aceno.

— Aquelas que quiseram ir, eu disse que o chefe da máfia japonesa, queria algumas mulheres, pra... Serem prostitutas deles. Algumas aceitaram de boa, eu avisei também que se algo acontecer, nós não podemos fazer nada.

— E o que elas disseram? — Damon questiona sério.

— Que não tinha problema nenhum. — Os dois suspiram.

— Acho que não vai ter nenhum problema, eles nos conhece o suficiente pra saber que não gostamos que machuquem as garotas. Se eles fizerem isso, não vamos mais ter nenhum acordo. — Lúcifer diz sério.

— Sim, senhor. 

— Mais alguma coisa pra dizer?

Será que devo dizer sobre o que aconteceu? Eu posso resolver isso.

— Bom..  — Os dois novamente suspiram juntos.

— Só resolva isso, Alex. Pode ir.

— Sim, senhor.

Saio do escritório e solto um longo suspiro. A única coisa que eu mais quero agora, é dormir. — Desço as escadas e vou na cozinha, vendo o Tom cozinhando.

— Alex, é impressão minha ou você está mais irritado que o normal? — Ele me conhece tão bem.

— TPM. — Digo e ms sento na cadeira, apoiando meus cotovelos no balcão.

Ele se vira pra mim.

— É ruim? — Aceno.

— Ter um órgão feminino, eu posso menstruar, sinto dores de cólica. Isso é muito chato, logo hoje, quando eu estou assim, só aparece problema.

Ele me serve um copo de suco.

— Obrigado. — Dou um gole e suspiro. — Tão bom.

— Eu sempre me perguntei, mas, quem sabe mais sabe sobre. — Ele aponta pra minhas pernas.

— Você, os chefes e a Jéssica. Somente vocês, eu não quero que ninguém mais saiba. — Ele acena.

— Tudo bem, enfim. O aniversário do Enzo tá chegando, você vai vim, né?

— Provavelmente, se não acontecer algo importante. Porque só tem eu, pra resolver as coisas, e tem gente que gosta de fazer tudo errado.

— Tá difícil pra você né?

— Muito. Agora que eu estou sendo o responsável na máfia, tenho que resolver tudo e ainda por cima, reportar tudo o que aconteceu pra eles. Mal tenho vida, minha casa parece um lixo.

— Se quiser, eu falo com eles pra ti dá um alguns dias de folga. — Nego.

— Não, tudo bem. Eu vou resolver a merda que o Heitor fez e dormir um pouco.

— Você realmente precisa, sua cara está de morto. — Bufo.

Sinto algo atingindo minha cabeça.

— Aí!

— Ainda diz que é responsável. — Olho feio pro Enzo, que acabou de entrar na cozinha.

— Eu não disse que teu filho parece um endemoniado.

— Para de chamar meu filho assim. E Enzo, pare de ficar jogando as coisas no Alex.

— É divertido, mãe. Ele nunca tá atendo a nada, como se diz ser responsável, se não consegue se defender.

Respira, Alex. Respira, não mata, é só uma criança endemoniada.

— Porque eu me sinto bem aqui, Enzo. Aí eu abaixo a minha guarda, mais a partir do momento que saio daqui, fico atento a tudo.

— Hum, sei. Muitos dizem isso. — Ele sai da cozinha.

— Teu filho tem problema na moral, Tom. Ele é debochado, sarcástico e um pestinha. O mesmo não deveria está na aula?

O Tom solta um suspiro e volta a cozinhar.

— Ele tá suspenso por pregar uma pegadinha com o diretor. — Seguro a risada.

— Qual foi a pegadinha dessa vez?

— O diretor tem medo de cobras, ele encheu a sala do diretor de cobras não venenosas.

Não consigo segura a risada mais e acabo gargalhando.

— Isso não tem graça, Alex. O pobre homem foi parar no hospital.

— Quando digo que seu filho é endemoniado, você não acredita. — Ele me olha feio. — Enfim, tenho que ir, trabalho né chama.

— Toma cuidado.

— Pode deixar. — Ia saindo da cozinha, mais lembre de um fato interessante. — Tom?

— Sim? — Ele me olha.

— Quem vai vim no aniversário do Enzo? Porque o que eu saiba, ninguém gosta dele.

— Vai ser só a família, Alex. — Diz irritado, acabo rindo.

— Certo.

Saio da cozinha e vejo o Klaus saindo da biblioteca, ele me olha.

— Já vai? — Pergunta se aproximando, engulo seco por isso.

— Sim, sabe como é, o trabalho me chama. — Ele dá um sorriso.

Puta merda, sorriso lindo.

— Sei. — Mordo os lábios nervoso.

— Você não deveria está na faculdade? — Pergunto.

— Não teve aula hoje, só amanhã.

— Ah sim.

E novamente ficamos nos encarando, vejo seu olhar descer para a minha boca.

Caralho!!!!

— Se os senhores acabaram de se comerem com os olhos, quero assistir meu desenho em paz. — Tomamos um susto com a voz do Enzo.

— Não estávamos se comendo com os olhos. — Ditamos uníssono.

— Aham, e eu sou um alienígena. — Esse demônio.

— Vou indo.

Rapidamente saio da casa deles e entro no meu carro.

— Para de bater assim coração!!! — Rosno irritado.

Eu o que eu fiz pra merecer isso.

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