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Capa do romance Herdeiro Alfa: Caminhos Predestinados

Herdeiro Alfa: Caminhos Predestinados

Hannah é uma jovem reservada que esconde uma loba interior vibrante enquanto luta contra o medo de falhar. Sua vida se transforma ao conhecer Dominik, o herdeiro alfa que enxerga sua verdadeira força. Embora um amor profundo floresça, a jovem teme a rejeição de seu companheiro. Entre mistérios e magia, o casal enfrenta ameaças externas e segredos sombrios que testam seu vínculo. Nessa jornada de autodescoberta, a confiança será o único caminho para a sobrevivência.
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Capítulo 2

Hannah Mond.

Apenas sorri, não sei o que dizer, nem o que fazer. Depois disso caminhei para fora de casa, ouvindo meu pai conversar com o guarda, mas na verdade eu não estava entendendo o assunto. Minhas mãos já estavam suando, sim estou muito nervosa. Gosto da minha vida, meu pai é um dos sentinelas da matilha, vivemos em terras abençoadas pela ‘mãe,’ colhemos quase tudo por aqui. Minha mãe é uma excelente historiadora, ela sabe sobre tudo. E todos. Tenho aulas com ela e adivinha? Também sei um pouco sobre nossa origem, não tudo, mas estou no caminho. Eu amo a floresta negra, sou apaixonada pela Alemanha, não quero que minha vida mude. Eu gosto de como está.

— Eu precisava estar em casa para ver minha menina encontrando seu companheiro! — meus pés pararam abruptamente, quando ouvi a voz do meu pai. Levantei minha cabeça lentamente para o lado, ao ver ele também sorrindo como minha mãe. — Peguei folga hoje.

— Tenho mesmo que ir? — minha voz saiu baixa...

Dei um passo para trás, quando seus olhos reluziram azul carmesim, nunca entendi por que das cores diferentes, o da minha mãe são verdes esmeraldas. Na verdade, nossa matilha se aplica a ter olhos extremamente pretos, e as cores que diferenciariam os olhos dos humanos, tipo verdes, azuis e mais uma infinidade de cores são associados aos nossos lobos, mais talvez mil vezes mais brilhantes e intensos. Qualquer um poderia ver de longe a aproximação dos nossos lobos. Já que todo mundo tem um padrão de cor de olhos. Sem exceções.

— Um lobo sem um companheiro, não é um lobo. — Arautos o lobo do meu pai, quebrou meus pensamentos novamente.

Ele é um pouco mais rígido do que o meu pai. E a parte dos lobos ansiar um pelo outro, talvez o deixe um pouco mais irritado.

— Vamos lá Hannah! Estaremos aqui ainda. — Foi a vês de papai sorrir.

— A gente dá conta do gostoso que a ‘mãe’ nos emparelhar! — Ayla falou animadamente em minha mente.

— Fale isso por você! — respondi ela apenas. Forcei um sorriso para o meu pai e falei. — Tá bom pai, eu já vou então.

Acho que esse medo poderia ser algum aviso, eu definitivamente deveria ter me escondido ou sei lá. O rapaz abriu a porta do automóvel, enquanto apenas o cumprimentei entrando rapidamente, talvez se eu tivesse ido, ele não teria vindo me buscar, que vergonha.

Enquanto o carro começou a seguir o seu caminho, olhei pela janela, já são quase meia noite, eles poderiam ter perdido meu registro né, já fui tão ridicularizada na escola, não quero ir nesse evento, conhecer alguém que talvez nem me aceite.

— Não diga isso Hannah. — Ayla se aproximou enquanto falava com um suspiro pesado. — Nosso companheiro vai ser bom com a gente, eu sinto isso. — Havia empolgação em sua voz.

— Não tenho tanta certeza Ayla, todos os machos esperam uma fêmea ativa, bonita, com um corpo padrão, e eu sou só eu, sabe? Odeio atenção...

— Para com isso Hannah, não fique se rebaixando pelas coisas que aquele traste lhe falou no passado. — Ayla rugiu — Somos nós, somos únicas e nosso companheiro ficará satisfeito quanto a isso.

Respirei fundo, refletindo nas palavras da minha loba, enquanto observo a natureza passando rápido pela janela do carro. Me vi limpando algumas lágrimas das minhas bochechas, eu realmente estou com medo. Não quero ser rejeitada, não pelo meu companheiro de vida, não quero que ele olhe para mim e diga aquelas barbaridades que muitas ouviram ao longo da nossa geração.

Só tenho dois amigos desde que me entendo por gente, minha melhor amiga e o companheiro dela, pensando bem eu tinha três, mas ele partiu me odiando e até hoje não sei o motivo. Odeio festas ou interações onde há mais de três pessoas em uma sala, minhas mãos suam, me imaginam em uma sala de aula, irônico né? Meus pensamentos foram cortados pelas densas árvores da floresta negra ao longo do nosso percurso, a imagem delas alcançou minha visão, seguidas por uma neblina que cobria vagamente o chão. Esse ar de mistério e solidão, eu adoro.

Minha vontade era de descer e correr sem rumo por elas, correr o mais longe de qualquer coisa que pudesse me machucar.

Mas eu não posso! Está noite para todas as garotas é uma espécie de lei na nossa matilha. Temos que estar presente e se não estivermos, alguém vem nos buscar. E nos levam assim contra nossa vontade, não sei porque essa obsessão por pares.

Quando o carro parou, o guarda ia abrir a porta para mim, mas eu saí primeiro e ele apenas assentiu, juntando suas mãos na frente do seu corpo. Eu queria correr para trás, quando vi a imensidão daquele salão. Ayla me ajudou a ter coragem para caminhar.

Só pelo fato de saber que vai ter tantas pessoas lá dentro e que algumas delas vão me ver entrar, minhas pernas ameaçaram a querer travar.

— Vamos Hannah. Eu sei que, ele está lá dentro — Ayla falou com um rodopio de alegria — Vamos... Vamos!

Eu nem sei do que ela está falando, eu não estou sentindo nada. O barulho da música lenta fez meu corpo sentir um frio imenso, minhas mãos estão trêmulas e suando frio, minhas pernas não querem mais me obedecer... E justo agora a intensidade da Ayla está me confundindo. Ouvir ela dizer várias vezes que ele está aqui. Me faz querer voltar para trás correndo.

Mas com um impulso da minha loba, avancei e entrei no salão prendendo a minha respiração... Várias mesas lindamente decoradas, não é um local exagerado, nossos alfas são bem centrados e rígidos, não há bagunça na nossa matilha, o que é bom. A decoração das mesas é feita romanticamente, com tecidos brancos, rosas, tem até mesmo o cheiro de rosas vermelhas irradiando por esse lugar, a música lenta e os casais dançando no centro do salão, com uma iluminação baixa, nos faz pensar que estamos em um conto de fadas. Essa é a melhor parte, vivo na melhor era do nosso Alfa. Respirei fundo ao perceber que ainda estou parada na entrada. Meus olhos percorreram rapidamente por todo o local, mas pararam em uma mesa.

A mesa dos alfas...

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