
Helena e o Delegado
Capítulo 2
Capítulo 2
Álvaro Evans
Peguei a ficha médica dela, olhei o nome: Helena.
Eu já tinha ouvido esse nome, só não me lembro onde.
- Ela não disse o sobrenome? Localizaram algum parente?
- Ela só disse que o nome dela é Helena.... Mas a médica da ambulância disse que ela é filha do seu James Thompson, que a conhece do hospital.- Marco passa a ficha da moça.
- Então façam contato com a família. Me aproximei mais de onde ela estava sentada recebendo os cuidados médicos.
A médica disse que ela teria que ficar em recuperação.
De repente ela se levantou e tentou sair
.
- Eu não posso ficar aqui, já estou bem, hoje é a minha formatura! Tenho que me arrumar e ir para cerimônia.
- Ela passou a mão nas roupas e foi sacudindo a poeira por ter encostado no chão.
- Olá me chamo Álvaro Evans, sou o delegado responsável pela investigação. - Tive que intervir.- Olha só moça, daqui você não sai até chegar um familiar para lhe acompanhar!
- Mas hoje é minha formatura! Você não pode me segurar aqui, já disse que estou bem! - Ela esbravejou.
- E EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU DEIXAR VOCÊ SAIR SOZINHA DAQUI! Tive que levantar a voz para ver se ela me entendia. - Estamos tentando contato com seu pai, o seu nome é Helena Thompson, confere? - Falei mais baixo.
- Isso. - Ela baixou o olhar, acho que viu que o momento não era para discursão. - Mas será que podia ligar para meu irmão vir me buscar....
- Qual é o nome do seu irmão? Indago mais calmo agora.
- Victor Thompson.
Era só o que me faltava mesmo, quanto mais eu fujo dessa família, mas eles me perseguem. Ao ouvir aquele nome relembrei da história com Fernanda que se tornou minha noiva por um tempo e depois me largou para voltar com Victor.
Voltei para o galpão, o pessoal da perícia estava examinado.
- Alguma pista Antunes?- Pergunto para o perito da polícia.
- O de sempre, digitais.... Recolhemos as armas, os caras não eram daqui, vieram de longe para fazer esse serviço. Você conhece a vítima? -Me questiona apertando os óculos no rosto.
- A vítima não, mas conheço a família. Deve ser por dinheiro, afinal ela é uma das herdeiras do império Thompson.
Não deu nem vinte minutos e Victor estacionou seu Rolls Royce preto na frente da ambulância.
Vi de longe quando a moça loira abraçou Victor.
Dei um tempo para eles conversarem. E voltei para o galpão. Marco se aproximou e disse que Victor queria falar comigo.
Me aproximei, e vi que ele deixou a irmã sentada perto da ambulância.
- Olá Álvaro! O que você já sabe? -Victor me questiona com sua arrogância habitual.
- Olá Victor, o que sabemos até o momento é que eram três homens, mas eles seguiam ordem, não eram daqui. Um deles morreu e os outros estão sendo interrogados neste momento na delegacia. Assim que terminar irei para lá. Mas provavelmente o motivo era resgate.
- Também pensei isso.
- Você sabe se ela tem alguma rixa com alguém? Aliás vamos ter que colher o depoimento dela.
- Não, quer dizer acho que não. Minha irmã é estudante de medicina, vive enfiada dentro dos livros.... Você disse que vai ter que colher o depoimento dela? Tem que ser hoje?
- Sim, tem que ser hoje que a memórias estão frescas na cabeça dela ainda, mas podemos pegar um primeiro depoimento aqui mesmo se vocês concordarem e se for preciso ela vai até a delegacia.
- Obrigado! É que hoje ela tem a formatura dela. Sabe a menina estudou sete anos seguidos esperando por esse momento e quando chega uns babacas estragam tudo!
- Pois é, é complicado, vou pegar o gravador e já vou lá tomar o depoimento.
Vi que Victor falou com ela. Então fui até o carro e peguei o gravador.
Fiz as perguntas de praxe e como eu havia pensado ela não lembrava de nada, afinal foi drogada já de início.
- Ok, então senhorita Thompson, está liberada. -Desligo o gravador. - Se precisar averiguar algumas informações lhe chamaremos na delegacia.
- Álvaro, obrigado mais uma vez, se você não tivesse aparecido, sabe se lá o que tinha acontecido, não quero nem pensar. - Victor agradece e aproveito o momento afinal Victor sempre foi famoso por ser frio e hostil.
Mas acho que o casamento com Fernanda está lhe fazendo bem.
Estava me despedindo de Victor quando um barulho de carro conversível cantando pneu no asfalto nos chamou a atenção.
Dele desceu um rapaz alto, cabelos castanhos claros, com uma tatuagem no antebraço que não consegui identificar e com cara de esnobe e correu em direção de Helena. Ela foi de encontro ao rapaz e o abraçou. Eu e Victor ficamos mais afastados.
-Quem é esse?
Victor virou os olhos.
-Esse é o namoradinho. -A última palavra ele fala torcendo a boca.
-Você o conhece?- Digo vagarosamente.
- Não muito, eles estudam na mesma faculdade, se conheceram lá. - Ele dá de ombros como se não
importasse muito.
- Ok. Só vou te pedir para ficar de olho, afinal o mandante do sequestro ainda está solto e pode tentar algo.
- Claro, pode deixar que vou chamar um pessoal para fazer a segurança dela. - Ele assente com a cabeça.
Me despedi, afinal o caso já estava encaminhado e eu queria me arrumar para aproveitar a festa.
Vi que Helena não foi com o namorado, entrou no carro de Victor e foram embora
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