
Helena e o Delegado
Capítulo 3
Capítulo 3
Helena Thompson
Que dia louco, justo no dia da minha formatura, depois de eu ter me esforçado tanto, vem esses bandidos e tentam me sequestrar. Ainda que bem Victor apareceu, se não aquele delegado ia me segurar lá até nem sei que horas.
Estamos a caminho de casa.
- O que foi enxerida. O gato comeu sua língua? - Victor indaga com uma mão no volante.
- Não, estava pensando que se você não aparecesse, aquele delegado ia me segurar até não sei quando, você acredita que ele não queria me deixar ir embora...-Falei cruzando os braços me sentindo brava.
- Helena, Helena...-Ele fala arrastando meu nome. - Em vez de você ficar com raiva dos bandidos, você fica com raiva do delegado! Em vez de reclamar do homem você deveria estar agradecendo a ele, sabia que sozinho ele te salvou daqueles três. E se ele não te deixou sair sozinha é porque é de praxe os familiares acompanharem as vítimas na saída. E você não estava bem também fisicamente ele não podia te liberar, aliás, vou te deixar no salão e só saio de lá quando chegar um segurança.
-Segurança? -Murmuro querendo ouvir novamente. - Você acha que vou andar com seguranças agora?
- Hoje vai! -Victor bate com a mão no volante. -Amanhã vemos o que vamos fazer.
- Mas eu preciso de um banho. -Falo cruzando os braços. - E depois não quero ir a minha festa de formatura com seguranças, o Felipe pode me proteger.
- Ok, te deixo em casa, eu aguardo você tomar banho e o segurança chegar e depois te levo para o salão de beleza. - Victor fala mais calmo. - Ou melhor, peço para o salão vir até você.
Não falei nada, aliás eu estava cansada demais para ficar discutindo sobre isso.
Chegamos em casa. Essa era a casa que meus pais ficavam quando estavam na capital, mas como eles estavam ficando mais na fazenda eu praticamente morava sozinha aqui, eu e os empregados.
Fui direto tomar um banho. Liguei a banheira, coloquei meus sais preferido, liguei uma música ambiente, tirei a roupa e entrei na banheira.
Eu tinha que relaxar, dentro de algumas horas eu me formaria e tinha que estar bem descansada.
Comecei a pensar nas cenas que vi no armazém do cais. Ou melhor de quando alguém me pegou por trás na universidade quando me afastei dos meus colegas para ir ao banheiro.
Só lembro de colocarem um pano na minha boca e nariz e depois eu desmaiei. Provavelmente havia alguma droga ali.
E depois quando acordei no galpão e vi o delegado dar com a arma na cabeça daquele nojento. Nossa Victor tem razão mesmo, tenho que agradecer ao delegado Evans por isso.
Ou melhor não vou agradecer nada! Ele estava se achando porque conseguiu capturar os bandidos sozinho. O homem irritante! Ainda gritou comigo! Grosso!
Me acompanhe em https://www.instagram.com/lilly.bardo para ficar por dentro dos novos livros.
Você pode gostar





