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Capa do romance Grávida e Abandonada

Grávida e Abandonada

Faltando um mês para o casamento, meu noivo Marcos revelou que sua ex, Isabella, esperava um filho seu. Ao me descartar para assumir essa responsabilidade, ele não acreditou quando confessei que também estava grávida. Entre risadas frias, chamou minha gestação de farsa e traição. Humilhada e sofrendo a dor física de perder meu bebê enquanto ele me acusava de atuar, decidi partir. Deixo para trás o homem que me destruiu para recomeçar longe desse pesadelo.
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Capítulo 3

Sofia tentou se levantar, a voz presa na garganta, ela queria gritar, dizer a ele que o exame estava em sua bolsa, a prova de que não estava mentindo.

"Marcos, espere," ela conseguiu dizer, a voz fraca.

Mas antes que pudesse continuar, a porta se abriu e Isabella entrou, um sorriso vitorioso mal disfarçado em seu rosto.

"Querido, você está demorando," ela disse, a voz melosa, ignorando completamente a presença de Sofia, "Eu não estou me sentindo bem, preciso que você me leve para casa."

Ela se agarrou ao braço de Marcos, o corpo frágil encostado nele, desempenhando o papel de uma mulher grávida e vulnerável com perfeição.

Isabella olhou para Sofia, que ainda estava curvada de dor, e um brilho de malícia passou por seus olhos.

"Ah, Sofia, você ainda está aqui?" ela disse, a voz falsamente simpática, "Marcos me contou sobre... a sua situação, sinto muito que você tenha precisado inventar uma mentira tão desesperada."

A audácia dela era inacreditável, ela estava ali, na frente de Sofia, distorcendo a verdade, pintando-a como a mentirosa.

Sofia olhou para Marcos, esperando, rezando para que ele visse através da farsa, para que ele a defendesse.

Mas Marcos apenas apertou o braço de Isabella de forma protetora.

"Vamos, Bella," ele disse suavemente para a ex-namorada, "Vou te levar para casa, você precisa descansar."

Ele não dirigiu uma única palavra a Sofia, seu silêncio era uma condenação, uma escolha clara, ele escolheu acreditar na mentira de Isabella em vez da verdade de sua noiva.

A dor no abdômen de Sofia se intensificou, uma cólica aguda que a fez gemer.

"Eu preciso ir ao hospital," ela sussurrou, mais para si mesma do que para eles.

Isabella ouviu.

"Ah, querido, a mãe do Marcos nos convidou para jantar hoje à noite," ela disse rapidamente, mudando de assunto, "Ela está tão animada para ser avó, não podemos decepcioná-la."

Marcos hesitou por um momento, olhando para Sofia.

"Sofia, você deveria ir também," ele disse, a voz desprovida de emoção, "É melhor esclarecermos tudo com a minha família de uma vez."

A ideia de ir a um jantar de família naquele estado era um pesadelo, mas uma parte dela, uma pequena e tola parte, ainda esperava que a verdade pudesse prevalecer, que se ela enfrentasse a família dele, eles poderiam ver a verdade.

Ela concordou com um aceno de cabeça, sentindo-se como uma prisioneira sendo levada para sua própria execução.

O jantar foi uma tortura, Sofia sentou-se à mesa, a comida intocada em seu prato, o estômago revirado, as cólicas indo e vindo em ondas.

Isabella era o centro das atenções, ela reclamava de náuseas matinais, de desejos estranhos, e a mãe de Marcos a atendia com uma devoção cega, servindo-lhe chá, afagando suas costas, tratando-a como a futura mãe do seu neto.

Marcos sentou-se ao lado dela, o braço possessivamente em volta de sua cadeira, os olhos cheios de uma ternura que ele não mostrava a Sofia há meses.

Ninguém parecia notar o rosto pálido de Sofia, o suor frio em sua testa, a maneira como ela se encolhia de dor a cada poucos minutos, ela era invisível, uma espectadora silenciosa de sua própria humilhação.

De repente, um dos criados tropeçou ao servir a sopa, e o prato quente voou na direção de Marcos.

Em um movimento rápido e dramático, Isabella se jogou na frente dele.

"Marcos, cuidado!" ela gritou.

A sopa quente espirrou em suas costas, e ela soltou um grito de dor, o som agudo e exagerado.

Marcos reagiu instantaneamente, ele empurrou a cadeira para trás com um barulho alto e correu para o lado de Isabella.

"Bella! Você está bem?" ele perguntou, a voz cheia de pânico.

No processo de se levantar, ele esbarrou com força em Sofia, que estava sentada ao seu lado, o impacto a derrubou da cadeira, e ela caiu no chão com um baque surdo, o quadril batendo dolorosamente contra o piso de mármore.

Ele nem percebeu, seus olhos, sua atenção, seu mundo inteiro estavam focados em Isabella.

Ele a pegou no colo com cuidado, como se ela fosse feita de porcelana, e a carregou para fora da sala de jantar, gritando por um médico.

Sofia ficou no chão, a dor em seu quadril se juntando à dor em seu abdômen, uma agonia dupla que a deixou sem fôlego.

Enquanto ela estava ali, caída e esquecida, as palavras de Marcos ecoaram em sua mente, a promessa que ele fez quando a pediu em casamento: "Eu sempre vou te proteger, Sofia, você nunca estará sozinha."

A ironia era tão amarga que quase a fez rir, ele não apenas a deixou sozinha, ele a empurrou para o abismo.

Ela se levantou lentamente, cada movimento uma tortura, e mancou para fora da sala, ninguém a ajudou, ninguém perguntou se ela estava bem.

No banheiro, ela levantou o vestido e viu o hematoma se formando em seu quadril, roxo e feio.

Ela limpou o rosto com água fria, olhando para a estranha pálida e de olhos vazios no espelho.

O corpo dela doía, mas era a dor em seu coração que era insuportável, uma ferida aberta e sangrando que parecia que nunca iria cicatrizar.

Ela estava sozinha, completamente sozinha.

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