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Capa do romance Grávida do pai do meu ex-noivo

Grávida do pai do meu ex-noivo

Na véspera do casamento, Liv Bennett flagra o noivo, Aaron, com a meia-irmã. Desolada, ela busca refúgio no álcool e vive uma noite intensa com um desconhecido. O choque vem depois: o homem é Kaelon Blackwood, o bilionário pai de seu ex. A situação escala quando Liv se descobre grávida dele, mergulhando em um escândalo familiar. Agora, ela deve decidir se foge desse amor proibido ou se enfrenta o poder dos Blackwood para trilhar seu próprio destino.
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Capítulo 2

Quando seus lábios colidiram com os meus, eu fiquei atordoado. Eu não esperava por isso, ainda mais vindo dela, a mulher que eu havia acabado de encontrar no telhado, gritando como se o mundo estivesse desabando.

Fiquei ali, paralisado por um momento, sentindo suas mãos agarrarem minha gola e me puxarem para mais perto. Senti o álcool nos seus lábios, amargo e forte, mas por trás disso... havia algo mais.

Me afastei e disse: "Seja lá o que te fez ficar assim, não vale a pena. Depois desta noite, confie em mim, você se sentirá melhor."

Eu não ia deixar alguém tirar a própria vida no meu hotel e, pior, no dia do casamento do meu filho.

Ela sorriu, mas não disse nada, apenas se inclinou novamente e continuou a me beijar, num beijo que foi o mais estimulante que já ganhei em muito tempo.

Eu sabia que deveria afastá-la. Droga, eu queria afastá-la, mas algo na forma como ela me beijava — o desespero, a emoção crua — mexeu com algo profundo dentro de mim.

Eu não beijava alguém assim há anos. Décadas, até. Não era só luxúria, mas algo mais, algo que eu não conseguia identificar.

Eu deveria estar no casamento do meu filho, não me envolvendo numa loucura no telhado com uma mulher qualquer. A festa estava acontecendo lá embaixo, e eu acabara de chegar de uma longa e exaustiva viagem de negócios.

Minha assistente cuidou da maior parte dos preparativos do casamento enquanto eu estava fora. Eu havia trocado algumas mensagens com Aaron, mas as coisas estavam agitadas e eu ainda nem havia conhecido a noiva.

Bom, pelo menos não pessoalmente.

Eu confiava em Aaron — ele era inteligente, responsável e independente —, mas, ainda assim, uma parte de mim se sentia culpada por não estar mais presente.

"Apareça no casamento. Não precisa ir à festa", ele havia dito esta manhã.

Então, tive que vir imediatamente.

Minha mente estava um pouco confusa por causa dos drinques que tomei na minha suíte antes de ser distraído pelos gritos vindos do telhado.

E agora, aqui estava eu, envolvido em algo que não conseguia explicar. Seus lábios se moviam contra os meus, famintos e desesperados, e Deus me ajude, pois eu não me afastei. Pelo contrário, a beijei de volta. Por razões que eu não conseguia entender, achei o gosto dela bom demais para resistir.

Seu corpo estava pressionado contra o meu, macio e quente, e por uma fração de segundo, me deixei levar por isso. Minha mente ficou em branco, o barulho do mundo lá embaixo desaparecendo em nada além do som das nossas respirações ofegantes e da sensação dos seus lábios nos meus.

Mas então, a realidade me atingiu.

O que diabos está fazendo, Kaelon?

Interrompi o beijo, me afastando bruscamente. "Espere... o que está fazendo?" Minha voz estava rouca, áspera pela súbita onda de emoções.

Ela piscou para mim, seus olhos vidrados e as pupilas dilatadas pelo álcool e pelas lágrimas. Seus lábios estavam ligeiramente entreabertos, inchados pelo beijo, e por um momento, pude ver a dor por trás da sua expressão selvagem. Ela estava sofrendo. Muito.

"Por favor... só me deixe te sentir. Preciso esquecer, mesmo que seja só por um momento", ela sussurrou, sua voz trêmula.

Suas palavras me atingiram como uma faca. Eu deveria ter ido embora, dito a ela que isso não era certo, que ela não precisava disso, que eu não era a pessoa que ela precisava. Mas a maneira como ela me olhava, implorando e vulnerável, me causou algo.

Algo que eu não sentia há muito tempo. Ela não estava apenas procurando uma fuga física, mas tentando afogar sua dor em algo, em alguém. Senti meu lobo se agitar com a vontade repentina de satisfazer sua necessidade.

"Quem... quem é você?", perguntei, minha voz mal passando de um sussurro. A pergunta pairava entre nós, pesada, enquanto eu a encarava.

Ela soltou uma risada suave, embora não houvesse humor nela. "Isso importa? Sou só uma ninguém. Apenas... mais uma garota tentando esquecer."

A dor na sua voz me atingiu em cheio. Ela estava perdida e quebrada e, embora eu não soubesse sua história, pude perceber que ela estava à beira de algo sombrio.

Meu instinto era ir embora e dizer a ela que precisava voltar para dentro e ficar sóbria, mas quando ela olhou para mim com seus olhos cheios de lágrimas, algo dentro de mim se rompeu.

Contra meu bom senso, me inclinei, segurando seu rosto suavemente com uma mão. "Isso não vai resolver nada", murmurei, mas, mesmo dizendo isso, senti minha determinação se esvair.

"Eu sei, mas... não me importo com isso agora", ela disse, sua voz quase inaudível.

Antes que eu pudesse impedi-la, ela me beijou novamente, desta vez com mais força, suas mãos se enroscando na minha camisa. E, droga, eu a beijei de volta, como não beijava ninguém há anos, como se ela fosse a única coisa que importava no mundo.

Eu deveria tê-la afastado, eu sabia disso. Eu não era um garoto imprudente que agia por impulso, mas, por alguma razão, com essa mulher, eu sentia que estava perdendo todo o meu controle.

Eu sabia que deveria ter parado antes que as coisas saíssem do controle, mas não parei.

E quando ela sussurrou: "Por favor... preciso disso", algo dentro de mim se rompeu completamente.

A puxei para mais perto, minhas mãos encontrando sua cintura, suas curvas e seu calor, pressionados contra os meus.

Sua respiração ficou ofegante quando aprofundei o beijo, meus dedos se entrelaçando nos seus cabelos. Ela se derreteu contra mim, seu corpo flexível e seus lábios famintos, como se ela estivesse sedenta por algo que não conseguia identificar.

Eu nem percebi que havíamos nos movido até minhas costas baterem na porta da suíte do telhado. Suas mãos tatearam a maçaneta e, antes que eu percebesse, já estávamos lá dentro, com a porta se fechando atrás de nós.

Interrompi o beijo por um segundo, ofegante enquanto a encarava. Seu rosto estava corado, seus olhos brilhando com algo selvagem e perigoso.

"Tem certeza? Porque depois que fizermos isso, não haverá volta", perguntei, minha voz baixa e rouca.

Ela acenou com a cabeça, mordendo o lábio, e essa foi a única resposta que eu precisava.

Seus dedos puxaram minha camisa, a tirando da minha calça e, em questão de segundos, ela estava no chão, esquecida.

"Sim, por favor. Preciso que você me faça gritar seu nome", ela implorou com os olhos fechados e os lábios cerrados.

Abri um sorriso, sabendo que eu faria exatamente isso.

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