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Capa do romance GAME OVER em CARUARAS // Conto Bradockiano //

GAME OVER em CARUARAS // Conto Bradockiano //

No agreste de um Pernambuco cyberpunk, Caruaras torna-se o palco de um inverno nuclear e da iminente Terceira Guerra Mundial. Sob um governo digital autoritário e pandemias infinitas, duas entidades tecnológicas disputam o destino de um bebê híbrido, gerado pela primeira ginoide grávida. Entre gangues e o mercado negro de membros mecânicos, a magia e as máquinas colidem em cinco contos interligados, revelando um cenário onde profecias e golpes virtuais definem o fim da humanidade.
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Capítulo 3

- Merda. (...) - exclama Líbio.

- A Gangue dos Patins. - dispara Darck Araújo.

- Como foi? - pergunta mais uma vez Líbio.

- Ela tava dormindo... Perto de um ponto de ônibus voador e aí então veio alguém de patins e tocou gasolina e riscou um fósforo. Aí já viu né? - disse Ciço indagando.

- Fogo na bichinha da poetisa. - comenta Fennaco imaginando aquela agonizante cena.

- Queimou oitenta por cento do seu corpinho lá.

Disse o irmão de Ciça lamentando.

- Merda! - exclama novamente Líbio também se lamentando.

- A máquina de cirurgia do hospital de robôs disse que ela continua queimando apesar do atendimento e remédios, curativos. - retruca Fennaco.

- Eita! (...) - Exclama outra vez Líbio.

- Já tinha Amputado os dois braços. - disse Ciço com a vista para o chão.

- Oxe! Melhor que a santinha Jaci tenha levado ela “mermo”. - comenta Darck Araújo.

- Pois é... - concorda Fennaco.

Já na outra extremidade da Capital do cyberagreste... Além do Rio, (oleoduto) Ipojuca:

Alto da Banana Artificial:

"Já vai 'pra' quatro meses essa gravidez, vou ter que falar "pra" meu homem, mas tenho medo 'mermo' assim".

Pensa simulando um claro sentimento de angústia.

- Macabel? - indaga sua companheira conjugal.

- Oi. - responde Calisteu teclando em seu telemóvel com criptografia quântica.

- Tenho uma coisa 'pra' te dizer. - disse Janaína um pouco desconfiada e receosa Janaína.

"Vixe Maria!".

Pensa Calisteu.

- Tô grávida! (...) - dispara a ginoide.

- Eita! (...) Exclama sentindo seu coração palpitar.

"Vou ser pai".

Pensa Macabel se tremendo nas bases.

- Danada você heim? (...) Indaga/comentando.

- Por que? Você não gostou da notícia que vai ser pai? - indaga lhe fitando os olhos.

- Lógico que sim! Filho é filho... Apesar da surpresa. Mas gostei sim! Mas é que...

- Hum... Quer eu seja mãe solo é? Criar sozinha esse filho ou filha. - exclama aquela pessoa eletrônica cortando a frase do seu parceiro/companheiro.

"Queria um menino, até já tenho um nome, mas se vier uma menina também será bem vinda".

Pensa Janaína alisando seu ventre com órgãos híbridos e impressos em '3D' sob pele tipo pêssego/ciliconada.

Estava a gerar um bebê/boneco ‘hi-tech’, (de três meses de gestação) sob a lua sintética do país do meio, (República Popular da China) que estava com problemas técnicos e não ligara há cerca de três noites eternas de inverno nuclear.

Ah! Caruaras negra, vampira e assombrada.

Relatos de relatos de ataques astrais e aparições de velhas almas penadas/amaldiçoadas, (...) Assassinadas sobre o chão rachado/asfalto derretido/esburacado, máscaras usadas 'KN-95', jogadas/abandonadas/esquecidas e sujas de óleo velho e sangue coagulado.

***

Avenida Rio Branco, outrora Rua da Matriz e pré historicamente; Rua Angolinha, (onde aportavam os homens, mulheres, jovens e crianças afrodescendentes escravizados.

"Essa noite tá estranha... Além desse maldito inverno nuclear, acho que 'tamo' vivendo uma inversão dos polos magnéticos da terra...".

Pensa o comissário Lacerda lembrando-se daquele certo documentário que havia assistido, (...). Fitara o firmamento da "cyberprincesinha" do agreste.

"Tá tudo cinza nesse céu de minha santinha Jaci da Conceição".

Pensa Cachorrão colocando para dentro da blusa preta o seu distintivo da Polícia Cívil.

Estavam reunidos ali... de frente a casa do bispo, (Zona Central) em baixo de uma árvore artificial; onde outrora era um cemitério.

Mais a frente... a Igreja Holográfica de Nossa Senhora das Dores, (Hoje Igreja/Catedral), antiga Igreja de duas torres demolida ainda no ano de 1964.

- Três dias e três noites de escuridão creio que já tá acontecendo. - Comenta Lourival fitando o firmamento.

- Será? (...) - indaga Afrodite também olhando para o céu cinza de Caruaras, (...).

- Minha bússola de bolso tá doída, ela tá apontando para a antártica lá no sul do globo... O certo era para apontar para o Ártico ao norte. Disse aquele certo comissário com o seu dedo indicador ereto como se quisesse sentir/medir o vento artificial daquela terra sintética. Era o comissário Dorian Lurdy.

- Até os animais tão doido, tudo migrando, tu visse a notícias da manada de elefantes híbridos lá na China? - indaga Lacerda sacando o seu antológico cantio com uísque e café sem açúcar.

- Vi sim! E as aves híbridas tão tudo perdida. - Retruca Afrodite com cabelo amarrado tipo “pito”.

- Que mundo apocalíptico. - comenta Lourival acariciando o seu cavanhaque.

- Doido o "baguio". - Retruca Afrodite Silva.

Madrugada de noite/eterna...

***

Zé ‘Oio’ de Gato no volante:

"Tô tão seco que se aparece-se alguém eu juro que parece e botava "pra" dentro só pra comer bem gostoso... Tô precisando descarregar, já não aguento mais tanta 'punheta', minhas mãos já tão criando calo".

Pensa dirigindo/pilotando seu flutuador, (‘Simca Chambord’ adaptado feito "steampunk") bem devagar, (quase pousando em baixa via aérea).

Era as imediações das ruínas negras do Estádio Luiz de Lacerda, (o Lacerdão). Campo do time virtual do Central Sport Clube. O time mais antigo da cidade inteligente de Caruaras.

- Quando um braço de pele alva surgira da sombra de uma árvore, (embutida com antena "6G" para obter mais e mais informações dos transeuntes, motoristas, catadores de lixo eletrônicos e virtuais) fizera gesto de carona:

"Que estranho tive a impressão que saiu um braço dentro da parede da garagem da C.A.D.I.S.A, que estranho será verdade a lenda urbana que minha avó contava pra mim?".

Pensa ‘Oio de Gato’ sentindo um calor de desejo e seu membro ereto.

- Nossa será uma mulher? Ou trans... Sei lá?

Se auto indaga tentando ver através do 'plastvidro' do parabrisa.

Diminuíra ainda mais a velocidade... Baixara o vidro sintético:

Uma voz feminina se fizera pronunciar com ares de extrema sedução na mesma calçada do (caruaru Diesel S.A) portão gigante da desativada loja/revendedora de caminhões.

Seu moço? Pode me dar uma Corona? - indaga aquela mulher loura, (de cabelos curtos e tinha uma das pernas mecânica) vestida de branco gelo na calada da noite eterna de inverno nuclear.

Andava com extrema elegância na esquina da Rua Visconde de Inhaúma com a Rua Barão de Porto Seguro, (a rua da agência virtual da caixa econômica federal).

- Posso sim! Mas a senhora vai 'pra' onde? - Indaga o rapaz com fome de amar nos olhos.

- Rua Goiás ali na beira da linha. - disse inclinando na porta do carro voador.

- Sei... Entra aí... - disse sem pensar muito.

- Tá!

Quando o motorista desviara um pouco de sua atenção a galega já estava dentro do flutuante.

"Nossa! Que rapidez... Nem vi quando essa mulher entrou... Que estranho, mas acho que vai valer apena".

Pensa fitando a loura por o espelho interno.

- Você tem alguém? - indaga após um curto período silêncio a galega da Cadisa.

- Porque da pergunta? - retruca o motorista também Indagando.

- Só 'pra' puxar conversa. - Justifica a loura cruzando as pernas e continua: Você acredita em Lilith? - indaga mais uma vez.

- Lilith? Sei quem é não. E sobre um alguém; tenho não, aínda, mas pretendo ter sim! - disse conduzindo em velocidade o flutuador por entre outras carros e motos voadoras em média via aérea no trânsito caótico da “cyberprincesinha” do agreste Meridional.

- Qual seu nome? Moça? - indaga outra vez.

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