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Capa do romance Forçada a se casar com um lobisomem

Forçada a se casar com um lobisomem

Canary vive cercada por lobisomens, mas anseia pela liberdade em um refúgio lendário sem feras. Sua vida muda drasticamente quando o alfa local a obriga a um casamento forçado. No altar, um licano conhecido surge para resgatá-la, levando-a para suas terras. Contudo, a jovem logo percebe que apenas trocou de dono, tornando-se prisioneira de seu salvador. Enquanto luta para escapar, ela nota que sentimentos inesperados pelo seu carcereiro começam a florescer.
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Capítulo 3

Canary tenta fugir, ou se desvencilhar do alfa. Mas ele a prende com força, em volta de seus braços enquanto seus licanos rugem para ela. Ele segura seu queixo e fala:

-- você acha mesmo que vai escapar de mim, assim? -- ele ri de forma irónica. -- magrela e fraca como você é! Não me leve a mal, eu gosto de ser desafiado Canary! Mas... Tudo tem um limite e está na hora de irmos para casa. -- ele a segura com ainda mais força, mas ela consegue lhe dar um tapa bem forte no rosto e se afastar dele.

Os licanos vão para cima dela com extrema velocidade, mas Kyra ergue a mão, ordenando que parem. Canary se mantém firme.

-- eu não irei com você a lugar algum! Não sou sua esposa, ou seja lá o que você pensa que eu sou! Eu não queria me casar com você! E nunca faria tal coisa! Nem mesmo se eu estivesse louca! -- ela grita em seu rosto.

Kyra abre um sorriso assustador e se aproxima dela novamente, fazendo Canary se encolher.

-- eu não gosto de repetir as coisas que digo, Canary. -- as garras de suas mãos cresceram assustadoramente. Canary se encolheu.

-- eu disse que você vem comigo, e você vem! Sua puta! Quer ser tratada como a vadia da sua mãe era tratada? pois bem. -- Kyra a pegou pela cintura, prendeu seus braços para trás e a obrigou a andar.

Seu corpo inteiro arrepiou de medo, Kyra era um monstro.

-- você não tem o cheiro, dele o que significa que ele não tocou em você. Que bom... Esse privilégio é meu.-- ele disse ao seu ouvido, fazendo o estômago dela se revirar.

Então eles começaram a seguir viagem, e Canary não podia fazer nada a não ser andar. 

                        ****

O dia já estava quase raiando, Canary sentia uma vontade imensa de correr. Só de pensar que seria obrigada a ficar com aquele maldito, sua pele congelava.

Eles já estavam próximos da fronteira da aldeia dele, quando ela sentiu algo. Ela não sabia o que era. Sua pele ferveu, como um pressentimento. Mas ela nunca havia sentido aquilo, parecia... Que algo estava se aproximando.

-- continue andando! -- Kyra gritou para ela. A fazendo voltar a andar.

Ela continuou sentindo, enquanto eles desciam uma ribanceira. E então, sua nuca arrepiou e logo em seguida ela ouviu um uivo assustador. Nervosa ela olhou para trás, e Kyra já estava em sua forma bestial.

De repente o licano de pelugem vermelha pulou em cima dele, o jogando para longe. Vahem.

Os licanos todos correram em direção ao seu alfa, Canary só via sangue e ouvia seus gritos.

Kyra pulou em cima de Vahem, enquanto ele tentava se desvencilhar.

Ela sentiu um impulso em seu corpo, algo que a ordenava ir na direção dele.

Mas ela negou esse impulso e saiu correndo em direção a floresta, ela não iria virar a prisioneira de nenhum dos dois.

Ela continua descendo mas ouvia os gritos, e por um momento ela parou e olhou para trás.

-- Vahem... -- ela sussurrou tremendo. Seu sangue gelou.

Mas ela se forçou a correr, enquanto ouvia os gritos.

Mas Então ela sentiu uma pontada em sua cabeça, uma pontada estranha. E  ela caiu ladeira abaixo e ao chegar no chão, algo dentro dela despertou, ela não sabia o que. Ela rugiu como uma besta, como um licano. Seus olhos ficaram vermelhos como sangue.

seu impulso foi de correr de volta para Vahem, por algum motivo. Mas ela se manteve no chão.

-- Canary... -- ela ouviu sua voz atrás dela.

Rapidamente ela olhou para trás, e Vahem estava ali.

Estava nu e muito machucado.

-- v-vamos, Canary. -- ele lhe estendeu a mão.

Ela quis resistir, ela conseguiria fugir dele se quisesse. Mas algo não deixou, ela segurou sua mão e o seguiu.

-- quando me transformar, monte em minhas costas está bem? -- ela assentiu.

Mesmo muito machucado, ele se transformou.

E quando ela montou nele, e eles começaram a correr pela floresta, algo dentro dela agradeceu pela vida do rouge.

                     ****

Após correrem um pouco, ele já estava exausto e perdendo a velocidade.

Mas ela notou que eles já estavam chegando na aldeia, logo muitos licanos correram na direção deles.

Ela estava desmontando do rouge, quando sentiu uma dor lancinante no braço esquerdo. Ela não sabia o era, parecia fogo queimando sua pele.

Os licanos levaram ela e  Vahem para dentro, mas a dor continuava.

Eles puseram Vahem na sala principal de seu casarão e o vestiram.

Ela lentamente foi atrás dele.

-- ele... Vai ficar bem? -- ela questionou a um de seus licanos. Ele a encarou desconfiado.

-- talvez, ele ficou muito ferido nessa batalha! Por sua causa. -- ela se encolheu levemente, ainda segurando seu braço esquerdo que doía muito.

Lentamente ela se aproximou de onde ele estava sentado, seu corpo estava cheio de sangue.

Ela não entendia porque ele havia arriscado sua vida daquela maneira, e... Por ela.

Ela chegou bem perto dele.

-- obrigada... Vahem. -- ela não sabia se ele ouvia, e então logo se afastou.

Mas então ele puxou sua mão a trazendo para perto dele, lhe envolvendo em seus braços em... Um abraço.

Ela não sabia como reagir, o corpo dele estava quente e ele estava... Tremendo?

-- não sabe o que eu senti quando vi que havia desaparecido, Canary. -- ele falou em seu ouvido. Ela sentiu o sangue ferver novamente.

-- só de imaginar o que aquele maldito teria feito com você... -- ela sentiu sua pele ficar tensa. -- eu... Eu não sei o que teria feito.

Ela sentiu ódio em sua voz, ainda sem saber muito o que fazer, ela pôs as mãos em volta de sua nuca e retribuiu  seu abraço.

Ela não sabia o que aquilo significava.

-- eu estou bem, estou aqui... Obrigada! Novamente. -- ela o ouviu rir. 

Quando ela estava prestes a falar algo, seu braço ardeu como brasa. Ela se afastou dele sentindo aquela maldita dor.

-- O QUE HOUVE? -- ele se pôs de pé, mesmo ferido.

Ela caiu de joelhos suando e sentindo aquela maldita dor, ela olhou para seu braço e estava aparecendo um... Símbolo. Ela gritou apavorada.

Vahem se aproximou, mas ela se afastou, a dor era terrível. mas então... Passou como se nunca tivesse acontecido.

Tremendo ela encarou seu braço e havia um maldito símbolo ali, era uma meia lua.

-- que merda é essa? -- ela questionou sem voz.

Vehem a encarou e ele estava pálido.

-- QUE MERDA É ESSA, VAHEM? -- ele se abaixou lentamente, se ajoelhando na frente dela.

Seus braços estavam cobertos com uma camisa branca, lentamente ele ergueu a manga da camisa. Revelando a mesma lua em seu braço.

Canary sentiu o corpo tremer.

-- o... o que é isso? -- mas ele se manteve quieto.

-- me responde! É... É algum tipo de maldição eu... Eu...

-- não é uma maldição Canary. -- ele disse abaixando a cabeça.

-- então... Então o que é isso merda?

-- é um símbolo de união licana. -- Canary ficou pálida de imediato..

-- o que?

-- é um símbolo de união carnal, entre um licano e outro! As luas em nossos braços... Se completam. -- ela começou a rir desesperada e sem reação, seu coração estava a mil.

-- não... Não... Isso não é possível, porque eu não sou uma licano. -- Vahem ficou quieto.

-- eu não sou!

-- tem certeza disso Canary?

-- o que você quer dizer com isso? -- seus olhos encheram de lágrimas.

-- minha mãe... Ela... Ela era humana, isso não faz sentido isso...

-- sua mãe sim, mas seu pai... Era um alfa, Canary. -- seu corpo inteiro paralisou.

-- o que torna você, uma híbrida! Você é metade humana e metade licano Canary. E é... Minha Lua. -- ela não sabia o que dizer, seu mundo inteiro desabou naquele momento. Tudo ficou escuro, e então... Ela apagou.

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