
Forçada a Casar com Chefe da Máfia Assassino
Capítulo 2
Saí da universidade no meu Maybach Exelero - sou completamente apaixonada por carros e motos. Ao chegar em casa, encontrei meu irmão mais velho voltando do trabalho. Ele me viu e soltou: "Ah, minha irmã está radiante. Acho que mais um 'relacionamento' chegou ao fim."
Ri e respondi: "Nem era um relacionamento de verdade, irmão."
"Só você sabe o que é verdadeiro e o que não é", ele imitou meu tom. E continuou: "Tenho certeza que um dia a conta chega para você também."
"Não se preocupe, não pretendo me envolver com ninguém. Nem agora, nem no futuro. Mas se quiser uma namorada, posso arrumar uma para você."
Ele confessou: "Melhor não. Você ia estragar tudo, eu ficaria deprimido de novo. Dispenso."
Fiquei em silêncio.
Ao entrarmos, vim minha madrasta. "Como foi o dia de vocês?", perguntou.
"Normal", respondi.
E segui direto para o meu quarto.
Não, minha mãe biológica não morreu. Está viva, morando com o amante.
Por causa do meu pai, Ian, minha mãe Maeve nos deixou. Meu pai a ama desde a infância - até hoje. Eles eram amigos de infância. Minha mãe nunca o amou, mas minha tia Hazel sempre amou o Ian. Meu pai sabia que ela gostava de outro.
Meu pai sempre foi egoísta quando o assunto era amor. Quando descobriu que ela amava outro homem, ameaçou o cara para que se afastasse, obrigando-o a dizer a ela que não sentia nada.
Aos poucos, minha mãe esqueceu essa pessoa e acabou se casando com meu pai.
Quando eu tinha dois anos, de algum modo ela descobriu a verdade. E o principal: foi minha tia quem a ajudou a entender por que ele a tinha deixado.
Mas não odeio minha tia por ter destruído o casamento dos meus pais. Sei que todo mundo fica egoísta quando se trata desse tal "amor".
A partir daquele dia, as brigas eram constantes. A casa nunca mais foi a mesma.
Meu pai aceitou o divórcio quando percebeu que ela não seria feliz com ele. Ele queria vê-la feliz - mesmo sem ele.
Mas nunca conseguiu superá-la.
Quando eu tinha cinco anos, ele se casou de novo. com minha tia. A irmã gêmea da minha mãe.
Sim, minha madrasta é minha tia.
Ela nunca nos tratou mal - a mim e ao meu irmão. Nos ama como se fôssemos seus. Tiveram uma filha juntos, que hoje deve ter uns 15 anos.
Ela me odeia. É o oposto da mãe. Brigava comigo por qualquer coisa.
Eu sempre deixava passar. por ser mais nova.
Abri a mochila para fazer a lição de casa.
Assim que terminei (era chato pra caramba), desci as escadas. Minha tia disse: "Vem jantar."
"Como no quarto, tia." Ela aceitou.
Antes de eu entrar, ela perguntou: "Amanhã é sábado. Que tal irmos às compras?"
"Podemos domingo? Tenho um trabalho importante." Passávamos pouco tempo juntas, mesmo vivendo na mesma casa.
"Tudo bem."
Se minha meia-irmã estivesse ali, a casa estaria dividida. Ela não suporta ver a mãe falando comigo.
Foi por isso que minha tia a colocou num colégio interno.
Pelo menos assim temos paz.
Jantei no quarto e depois mergulhei nos meus quadrinhos. Adoro desenhar.
Foi por isso que, aos 15 anos, criei minha própria empresa. Sim, havia um motivo.
Como sempre ajudei meu irmão e meu pai nos negócios, aprendi um pouco sobre gestão.
No mundo profissional, uso o nome "Lisa". Detesto aparecer.
Com o sucesso dos meus quadrinhos, expandi a empresa para além das HQs, entrando na mídia e no entretenimento.
Em alguns meses, já estava entre as dez maiores do ramo.
A empresa tem dois anos agora. Dois anos, e já conquistou seu espaço.
Ninguém da minha família sabe. Só meu secretário e um amigo conhecem minha verdadeira identidade.
Quando terminei, eram 23h. Odeio dormir cedo, então resolvi dar uma volta de moto.
Abri a janela do quarto, olhei ao redor e desci silenciosamente.
Voltei da mesma forma, pela janela.
Quem inventou essas regras?
Devo xingar meu avô - foi ele que criou todas essas regras absurdas.
Na minha família, as mulheres são cheias de regras. Se descobrissem que saí de noite, me trancariam por uma semana.
De repente, a luz do quarto se acendeu.
Será que me pegaram?
Você pode gostar





