
Forçada a Casar com Chefe da Máfia Assassino
Capítulo 3
Ponto de Vista da Risa
Por sorte, era só meu irmão. Ele sempre se preocupa comigo. Fui dormir.
Acordei com o toque irritante do celular.
Olhei quem era: Clara, minha amiga.
Atendi animada: "Oi, amiga, tudo bem?"
"Garota. tô te ligando há meia hora!"
"Calma! Por que o estresse? E por que me chama tão cedo?"
"Cedo?? Sua preguiçosa, olha a hora direito."
Vi o relógio: 12h30. Droga.
"Desculpa. Tá, e aí, o que foi?"
"Burra, você bateu a cabeça?", ela perguntou.
"Não, amiga."
"Então que dia é hoje? Você esqueceu? (ela começou a chorar) A gente combinou de sair juntas!"
"Não se preocupa, chego em meia hora."
Desliguei antes que ela respondesse.
Sei que ela vai gritar como se fosse o fim do mundo. Ela me ligou mais cinco vezes - não atendi.
Fiquei pronta em 15 minutos.
O celular tocou de novo. Era meu secretário. Eu tinha esquecido uma reunião importante.
Como de costume, pedi que ele a acompanhasse em meu nome, alegando um "trabalho urgente". Quem quase sempre vai às reuniões é ele - ou, às vezes, eu mesma.
Saí do quarto e vi meu irmão mais velho, Robin, olhando para o telefone.
"O que foi, irmão?"
"Você sabe o que aconteceu nesse dia.", disse com uma expressão triste.
Que dia era mesmo? Será que tô com a cabeça cheia?, pensei.
De repente, lembrei.
"Sei sim. E o que seu humor tem a ver com isso?", perguntei.
"Você sabe que ainda não superei ela."
Que irmão mais sentimental.
"Não se preocupa, ela volta para você."
Ele não respondeu, continuou olhando para a tela.
Saí e fui até um apartamento. Entrei com minha chave reserva.
Clara estava encolhida no sofá, com cara de poucos amigos, segurando um pacote enorme de pipoca e assistindo TV.
Cheguei perto: "Ah, amiga querida, senti tanto sua falta!"
"Se sentia, por que não veio antes?"
"Na próxima, a gente se vê mais. Bora às compras agora?"
"Sim!!", ela exclamou.
Começamos a conversar sobre qualquer coisa. Fomos às compras, depois a um restaurante, ao teatro. e, finalmente, chegamos a um bar.
Fiquei animadíssima.
Mas não podia entrar - sou menor de idade. Com ajuda da minha secretária, consegui uma identidade falsa.
Já a Clara, com seus 19 anos, não precisava.
A gente estuda na mesma série. Fiquei feliz da vida.
Sou a mais nova a terminar a escola antes do tempo, mas prefiro não chamar atenção. Meu pai exige que eu me forme aos 20 anos.
Começamos a beber e dançar. Somos amigas desde criança.
Ela é a única amiga com quem meus pais me deixam passar a noite fora.
Depois de muita diversão, voltamos para o apartamento dela e dormimos na mesma cama.
Na manhã seguinte, acordei cedo: 6h.
Tentei acordar a Clara. Ela disse que não ia a lugar nenhum - estava com uma dor de cabeça daquelas.
Então, saí.
Enquanto pedalava, vi um gatinho machucado tentando sair da rua.
Parei a bicicleta perto de uma loja e fui até ele.
De perto, notei que ele se arrastava com dificuldade. Como era bem cedo, quase não tinha gente na rua.
Peguei o gatinho no colo e fiz carinho.
"Miauu!!", ele sibilou.
De repente, ouvi uma buzina estridente.
Virei para a rua.
Um carro vinha em minha direção - em velocidade descontrolada!
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