
EVITANDO O AMOR
Capítulo 3
NARRAÇÃO LEANDRO
Chego à festa da editora e vejo Helen. Ela sorri toda dada para mim e me arrependo muito de ter comido ela semana passada. Não estou mais suportando esse sorriso e suas investidas. Ainda não sei como fiz uma merda dessa, já que é responsável pela publicação do meu livro e não misturo trabalho com prazer.
- Leandro...
Sussurra meu nome tentando ser sexy e tenho vontade de rir.
- Helen...
Beija meu rosto.
- Seu livro esta sendo um sucesso.
- Que bom!!!!
- Ainda quero conhecer esse homem romântico que escreve lindas histórias de amor.
Começo a rir alto e me olha sem entender.
- Não misture as coisas, Helen. O fato de escrever romances, não me torna um romântico.
Me aproximo dela.
- Acho que já sabe o tipo de homem que sou.
Pisco e a vejo ficar vermelha.
- Sou o tipo que apenas dá prazer. Meus envolvimentos com mulheres são sem qualquer interesse, além de sexual.
Espero que tenha entendido o recado. Sinto um toque em meu ombro, me viro e abraço Pedro.
- Como vai amigo?
- Bem...
Helen sorri para nós dois.
- Vou dar uma volta na festa.
Passa por Pedro se esfregando nele. Quando ela se afasta, começo a rir.
- Filho da mãe! Você esta comendo a Helen.
- Ainda não.
Responde rindo.
- Estou esperando o cheiro do seu pau sair dela.
Minha risada é tão alta que todos me olham.
- Vai demorar pra sair dela viu. Ainda quer mais.
- Por isso ainda não peguei. Não sou o tipo de uma noite só como certas pessoas.
- Isso foi indireta?
- Foi uma direta, Leandro.
Reviro os olhos.
- Não sou homem de uma mulher só. O mundo esta aí e quero provar todas que eu puder.
- Ainda não entendo como pode escrever livros tão bons de romance.
Me inclino pra ele e sussurro.
- Isso atrai mulher. Elas acham que eu sou o cara ideal.
- Ai você vai e mostra que é o maior safado da terra.
- Bem assim!
- Não tem medo delas te odiarem?
- Não! Nunca repito figurinha e sabe disso.
- Qualquer dia vai encontrar alguém tão filha da puta quanto você.
- Acho difícil de acontecer.
- Um dia uma mulher te amarra.
- Pedro, não sou homem para essas coisas.
Ele olha em volta rindo.
- Vamos fazer uma aposta?
- Aposta?
- Sim! Se gaba de que todas as mulheres se apaixonam por você.
- É o meu carma.
Seus olhos continuam percorrendo a festa.
- Tenho uma amiga que nunca se apaixona.
- Isso é impossível.
Ele olha pra mim.
- Se fizer ela se apaixonar por você, deixo publicar seu livro de suspense policial.
- Esta falando sério?
- Sim...
Pedro não aceitava de forma alguma minha saída do setor de romances e agora é minha chance de publicar algo que gosto.
- Aceito.
Abre um enorme sorriso e aí tem coisa!
- Ela é horrível, né?!?!?
Aponta com a cabeça para a entrada da festa.
- Aquele é seu alvo.
Olho e tem duas mulheres, uma loira e uma morena. Espero que seja a morena, ela é linda.
- Qual das duas?
- Quero você longe da Eloisa.
Olho pra ele e o vejo.
- Você gosta dela.
- Nada de tentar alguma coisa com ela.
- A minha é a loira ou a morena?
- Morena.
- Isso!!!!
Bato em seu ombro.
- Se prepare meu amigo. Vou deixa-la de quatro por mim, com o poder da minha varinha.
Ele começa a rir alto.
- Boa sorte com a Danielle.
Passo um tempo na festa observando a morena. Ela já bebeu algumas taças de vinhos. Parece procurando algo em meio a algumas pessoas. É hora de me ver. Me aproximo com calma e continua procurando algo. Antes que consiga puxar conversa, ela se desequilibra. Merda!!!! Seguro-a em meus braços para não cair.
- Acho que alguém bebeu vinho demais.
Me olha e suspira. É assim que tudo começa. Quando encaro seus olhos, me seguro para não suspirar também. Nunca vi um azul tão lindo assim. Seu cabelo longo até a cintura, muito liso e escuros, contrasta com sua pele branca.
- Obrigada!
Agradece se soltando dos meus braços. Sem que perceba, observo seu corpo. Vai ser divertido brincar com ela. Danielle tem um corpo lindo, bem trabalhado, só preciso saber se trabalha bem no sexo, também.
- Não foi à bebida que quase me derrubou.
- Então foi o que?
- Foi à merda do salto extremamente alto que estou usando.
Percorro novamente com os olhos seu corpo e paro em seus pés. O salto realmente é bem alto, mas a deixa bem sexy.
- Gosto de salto alto.
- Você é!?!?!
- Leandro Reis.
Estico minha mão.
- Danielle Amaral.
Vejo Helen me chamar para começar a autografar meus livros.
- Preciso ir! Foi um prazer.
- O prazer foi todo meu.
Me afasto dela e sigo até Helen. Primeiro o trabalho e depois o prazer.
*****************
Durante toda a festa ficamos próximos. Algumas vezes trocamos olhares, mas ainda não é a hora de me aproximar. Pego mais um copo de whisky.
- Preciso ir! Boa noite a todos.
Quase deixo o copo cair. Danielle não pode ir agora. Se despede de algumas pessoas, mas não chega até mim. Vejo-a indo embora e entrego meu copo ao Pedro.
- É hora do ataque.
Pisco pra ele e ando atrás dela. Paro na porta ao vê-la conversando com alguém. Observo-a brava com a pessoa e parece que não vai ter quem a busque na festa. Parece que o fofo Leandro vai ter que leva-la para casa. Se vira e me vê encostado na porta. Desliga o celular, irritada.
- Oi!
- Oi!
- Não pude deixar de ouvir.
- Pois é! Um amigo ficou de me pegar aqui no evento, mas parece que esqueceu.
Ainda bem que ela tem um amigo de merda.
- Se quiser eu te dou uma carona.
- Não precisa! Pego um taxi.
- Eu te levo, mora aqui perto?
- Uns dez minutos.
Preciso ficar com ela cinco minutos sozinho para começar meu plano para fazê-la se apaixonar por mim.
- Te levo.
- Tem certeza? Não quero causar problemas para você.
Tem um brilho estranho no olhar. Por que será que nunca se apaixonou?
Será que gosta de mulher e o Pedro me tacou pra ela sabendo disso? Se fez isso eu mato ele.
- Seria um prazer.
- Tudo bem!
Seguimos para o meu carro e olho novamente seu corpo. Será uma pena se esse corpo lindo gostar de mulher. Entramos no carro.
- Podemos ir?
- Sim...
Em pouco tempo estamos em frente ao seu prédio. Danielle solta o cinto e se vira pra mim.
- Obrigada pela carona!
- De nada!
Poderia beija-la no carro e ver como reage.
- Quer subir para uma bebida?
Isso é melhor que um beijo. Talvez eu possa me dar bem essa noite e ela também. Se toca-la direito com a minha varinha, com toda a certeza do mundo vai se apaixonar.
- Quero.
Parece surpresa com minha resposta. Será que perguntou por educação? Cacete, ela gosta de mulher.
- Quer?!?!?
- Sim... eu quero.
- Certo!
Saímos do carro e seguimos para a portaria do prédio. Passamos pela portaria e o porteiro sorri demais pra ela. Será que ele esta feliz em vê-la com um homem? Entramos no elevador em silêncio. Aperta o botão do andar dela e o elevador sobe. Preciso descobrir se gosta de homem. O elevador chega ao andar e as portas dele se abrem. Saímos do elevador e seguimos pelo corredor. Danielle abre a porta do apartamento e me da passagem para entrar. Entro e a espero fechar a porta. Só tem um jeito de saber se gosta de homem.
Assim que se vira, empurro seu corpo com o meu e avanço em sua boca. Sua boca é deliciosa. Minhas mãos começam a trabalhar em seu corpo e ela geme. Isso é bom, mas não significa que goste de homens. Mulheres também sabem dar uns pega. Preciso ouvi-la gemer enquanto estou dentro dela. Solta tudo que segurava e agarra meu cabelo com força. Agora sou eu que solto um gemido na boca dela. Gosto quando agarram meu cabelo assim. Isso mostra tesão. Seu beijo começa a ficar forte e intenso. Chegou a hora de ver do que ela gosta.
- Seu quarto?
- Fim do corredor.
Diz ofegante e agarro sua bunda, erguendo-a pra mim. Enquanto caminho pelo corredor, ela rebola e me beija com fome. Entro no quarto dela e a jogo na cama. Enquanto tiro minha camisa, puxa o vestido pelo seu corpo e joga longe. Caralho!!!! Que corpo é esse!?!?!? Esta só de calcinha me olhando. Morde o lábio e meu membro esta desesperado para sair dessa calça. Tiro meus sapatos e a calça, ficando apenas de cueca. Me ajoelho entre suas pernas e me deito sobre ela.
Começo a beija-la novamente e ela se esfrega em mim. Beijo seu pescoço e vou para baixo em seus seios. Seu mamilo está duro e o chupo com vontade. Se contorce e geme de prazer. Nem fodendo gosta de mulher. Desço pela sua barriga e chego em sua calcinha. Beijo seu sexo sobre o tecido fino. Puxo a calcinha pelas suas pernas e ela me olha cheia de desejo. Seu lindo sexo depilado surge e já sinto vontade de prova-lo. Olho pra ela e passo minha língua nos lábios. Vou me inclinando para chupa-la.
- Salsichinha... salsichinha... salsichinha.
Olho pra ela sem entender nada, que respira fundo.
- Salsichinha.
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