Capa do romance Eu Não Sou Seu Capacho

Eu Não Sou Seu Capacho

9.4 / 10.0
Em Eu Não Sou Seu Capacho, a Alfa Isla Hawke enfrenta traições pelo trono enquanto firma um pacto com o ambicioso Levi Darnell. Nesta romance novel de werewolf, uma aliança de poder vira uma paixão perigosa. Leia livros online grátis e descubra se o desejo destruirá o destino deles.
Resumo de Eu Não Sou Seu Capacho
Isla Hawke assumiu o trono de sua mãe, mas governar como Alfa exige enfrentar traições constantes. Levi Darnell, um lobo ambicioso, propõe uma aliança estratégica focada apenas no poder, proibindo qualquer envolvimento emocional. No entanto, a química entre eles desafia o acordo, transformando o pacto em uma paixão letal. Em meio a conspirações e inimigos implacáveis, o casal deve decidir se o amor vale o risco de perderem seus domínios e a própria vida.
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Eu Não Sou Seu Capacho Capítulo 1

O vento rugia como uma besta selvagem, cortante e feroz. Isla Hawke olhava, incapaz de desviar os olhos, para o corpo de sua mãe estendido no chão encharcado de sangue. Cada batida de seu coração parecia um eco distante, como se ela já não fizesse parte deste mundo. O vento uivava e a lua cheia iluminava a cena com uma luz pálida, banhando a clareira onde a matilha desmoronava. Havia gritos, choques de aço, o estalar de ossos, mas nada disso chegava a Isla. Tudo se desvanecia, como se o próprio mundo tivesse parado naquele exato instante.

A grande líder da matilha, a mãe de Isla, havia caído de forma violenta e traiçoeira. A lâmina de uma espada, antes conhecida como a de um aliado próximo, a atravessara sem piedade. A surpresa e a brutalidade do ataque abalaram os alicerces de Isla, que permaneceu ali, paralisada por um instante que parecia eterno. Como isso era possível? Ela não conseguia compreender o que estava acontecendo. Sua mãe, a mulher que guiara a matilha com força e determinação, já não respirava.

- Mãe! - gritou Isla, a voz quebrada, o grito de desespero rasgando sua garganta.

Mas sua mãe não respondeu. E nunca responderia.

Seu olhar se voltou para o céu, buscando respostas na lua cheia, procurando um sinal de que tudo aquilo era apenas um pesadelo. Mas não havia nada. Apenas a tempestade que avançava com fúria e os ecos da batalha que ainda retumbavam ao seu redor. A matilha havia sido atacada por um inimigo interno, e o traidor já havia conseguido o impensável. Isla estava sozinha.

- Isla! - uma voz familiar a tirou de seu abismo mental. Era seu irmão Jasper, correndo em sua direção com o rosto pálido e os olhos cheios de medo. Ao lado dele, alguns guerreiros da matilha ainda tentavam se manter de pé, lutando para defender o que restava de seu lar.

Isla, ainda ajoelhada ao lado do cadáver de sua mãe, ergueu o rosto, sua expressão uma máscara de dor e confusão. Ela não sabia o que fazer, se devia chorar, gritar ou simplesmente se render. A responsabilidade de liderar a matilha pesava sobre ela como um fardo que nunca pedira. Mas a vida não esperava que alguém estivesse pronto. A vida simplesmente lhe dera esse peso, e agora ela deveria carregá-lo.

- O que vamos fazer, Isla? - perguntou Jasper, a voz tensa. Parecia querer que a irmã tomasse a decisão, mas ela estava perdida demais em sua dor para responder.

Isla se levantou lentamente, sentindo o peso da morte de sua mãe se apoderar de seu corpo. Seus joelhos estavam fracos, mas ela sabia que não podia ficar ali. Não podia se permitir cair. A matilha não permitiria.

- Precisamos agir rápido, Isla - insistiu Jasper, quase desesperado.

Isla olhou para o irmão. O caos os rodeava, a matilha estava à beira da aniquilação. O que ela faria? Ela não estava pronta para ser líder, mas a morte de sua mãe não lhe deixara opções. Como poderia liderar os seus se nem mesmo conseguia aceitar sua própria situação?

De repente, um ruído interrompeu seus pensamentos. Isla ergueu o olhar e, ao longe, na escuridão, viu uma figura masculina que se aproximava lentamente, como se deslizasse entre as sombras. A presença daquela figura era poderosa e inquietante. Era Levi Darnell.

O lobisomem conhecido por suas ambições, desejo de poder e sede pelo trono. Seu nome havia circulado em sussurros na matilha, mas até agora ele não havia feito nenhum movimento significativo em sua busca. No entanto, naquele momento, Isla não pôde evitar sentir que a situação tomava um rumo ainda mais perigoso.

Levi parou a poucos passos dela, observando-a em silêncio. Seu olhar frio e calculista não demonstrava compaixão nem surpresa diante do ocorrido. Em seus olhos, Isla pôde ver algo mais: uma avaliação precisa da situação, como se ele estivesse calculando as probabilidades de obter o que queria.

- Sinto muito - disse Levi finalmente, mas sua voz carecia de calor. Era mais uma formalidade do que um verdadeiro lamento.

Isla o fitou intensamente, o rosto marcado pela angústia e raiva contida.

- Sente muito? - repetiu ela com desdém, levantando-se completamente agora, sem desviar o olhar. - Minha mãe está morta, Levi. E o que você faz aqui? A que veio?

Levi não se perturbou, mantendo o olhar fixo nela, como se estivesse medindo algo além de sua dor.

- Não sou seu inimigo, Isla. Pelo menos, não ainda. - Seu tom era calmo, sereno, quase perturbador. - Mas é claro que agora você está no comando. E não posso negar que isso é... interessante.

Isla franziu a testa, desconcertada pela frieza de suas palavras.

- Interessante? - repetiu, incapaz de esconder o sarcasmo. - E o que você quer de mim, Levi?

O lobisomem deu um passo à frente, mantendo a compostura.

- Nada ainda. Mas é claro que a matilha precisa de um líder. E eu tenho meus próprios interesses. - Seu sorriso era tênue, mas seus olhos brilhavam com uma ambição impossível de disfarçar.

Isla sentiu um arrepio na pele. Algo em Levi a incomodava, mas ela também o compreendia: ele era um homem que, como ela, queria poder. A diferença era que ele não o disfarçava.

A tensão entre os dois era palpável. Isla sabia que, naquele momento, precisava tomar decisões que poderiam mudar tudo. O futuro da matilha - e o seu próprio - dependia do que acontecesse a seguir.

- Farei o que minha mãe teria feito - respondeu ela, sem hesitar, embora a verdade lhe soubesse amarga. - Farei o que for necessário.

Jasper observou sua irmã, e um brilho de dúvida cruzou seu rosto. Mas ele não disse mais nada.

Levi, por sua vez, assentiu lentamente, como se tudo fizesse parte de um jogo maior.

O trono da alcateia não era apenas um símbolo. Era um campo de batalha, e a guerra acabara de começar.

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