
Essa ainda é minha ex-esposa submissa?!
Capítulo 2
Emily fez uma pausa por um momento para se recompor e então ligou o laptop. Com toques rápidos no teclado, ela navegou pelo sistema de vigilância, apagando meticulosamente cada vestígio de sua presença.
Ela havia chegado com seu passado envolto em mistério e pretendia desaparecer da mesma forma.
"Senhor, a senhorita Green acaba de sair!"
Na manhã seguinte, Braiden recebeu a atualização e voltou do hospital para a mansão.
Ao entrar no quarto, ele foi recebido pelo aroma familiar e refrescante de rosas, uma fragrância distintamente de Emily.
Ele raramente se aventurava no quarto principal, um espaço que Emily se dera ao trabalho de personalizar. Diferente do resto da casa, este quarto irradiava calor e conforto, marcado por lençóis amarelo-claros e uma aparência geral arrumada que era a sua quintessência.
No entanto, Braiden não parou para absorver a atmosfera. Ele foi direto para a mesa de cabeceira.
Ali, encontrou os papéis do divórcio, já assinados por Emily, ao lado do cheque intacto de 10 milhões de dólares que ele havia preparado para ela.
Então, um delicado selo em forma de rosa chamou sua atenção, com seu nome elegantemente inscrito na base. As pétalas de uma rosa branca estavam esculpidas com tal precisão que pareciam ganhar vida, um testemunho da habilidade do artesão. Ele não pôde deixar de tocá-lo, maravilhando-se com a sensação do jade de alta qualidade, cuja superfície fria e límpida era suave contra sua pele. De forma única, o jade exibia estrias vermelhas que se acumulavam na base, imitando o desabrochar de uma rosa vermelha iluminada pelo sol. Era encantador e belo.
Ele sabia da predileção de Emily por rosas. Havia um jardim inteiro delas no quintal, mas ele nunca pensou em presenteá-la com uma única rosa.
Debaixo do selo, havia uma carta. Ele a pegou, desdobrando-a para revelar uma mensagem escrita com sua caligrafia elegante. "Feliz terceiro aniversário. Braiden, adeus."
As palavras o atingiram, especialmente quando seu olhar caiu sobre o calendário ao lado da cama. Dez de abril era o aniversário de casamento deles. Três anos se passaram num piscar de olhos.
Segurando a peça de jade requintada, ele ficou perdido em pensamentos, imaginando como Emily havia conseguido um presente tão caro.
Apesar de ele lhe fornecer uma generosa quantia mensal, ela raramente usava o dinheiro. Suas necessidades básicas de alimentação e vestuário eram bem atendidas, deixando-a com poucas despesas.
Enquanto Braiden ouvia o relatório de seu assistente, um olhar contemplativo cruzou seu rosto. "Descubra para onde ela foi," ele instruiu em voz baixa. "Fique de olho em suas atividades recentes. Se isso for um esquema de um rival, garanta que ela seja trazida de volta."
A história de Emily ser uma órfã do interior poderia ser verdade?
***
Três dias depois, em Merden.
A sede do Grupo Morris, aninhada no Edifício Crest, fervilhava de atividade. Os funcionários se apressavam enquanto a alta administração se reunia no saguão, antecipando ansiosamente a chegada de seu novo CEO.
Apenas dois dias antes, o Grupo Morris, à beira da falência após uma queda dramática no mercado de ações, viu-se inesperadamente resgatado. Uma figura misteriosa interveio para comprar a empresa com um prêmio, garantindo que os funcionários mantivessem seus empregos. Mas os funcionários agora sentiam uma nova onda de incerteza.
"Quem poderia ser nosso novo CEO? Homem ou mulher? Alguma ideia sobre seu histórico?" perguntou um dos funcionários.
"Até o alto escalão está no escuro sobre nosso novo CEO. É tudo muito secreto. Estou na esperança de que um CEO bonitão venha nos resgatar."
"Imagina se acabássemos com uma chefe mulher," disse outro.
"Cai na real. Quais são as chances? Seria mais fácil desejar que a filha falecida da família Morris ressuscitasse."
De repente, alguém disse em voz alta: "O novo CEO chegou! Silêncio!"
O ar no saguão adensou-se com a expectativa, enquanto todos os olhos se fixavam na entrada. Um elegante Rolls-Royce preto parou, e o próprio vice-presidente se adiantou para abrir a porta do carro.
Saindo do veículo estava uma mulher.
Seus saltos altos pretos tocaram o chão primeiro, revelando uma figura de cabelo curto e bem arrumado, vestida com um impecável terno branco. Ela se ergueu em toda a sua altura, e sua maquiagem refinada acentuava seus traços marcantes.
Para os executivos seniores que dedicaram quase uma década ao Grupo Morris, seu rosto era inconfundivelmente familiar. Eles ofegaram em descrença coletiva. "S-Senhorita Morris..."
De pé na entrada, Emily os cumprimentou com um sorriso, seus lábios vermelhos se abrindo para dizer: "Olá, há quanto tempo."
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