
Essa ainda é minha ex-esposa submissa?!
Capítulo 3
Emily, ladeada por executivos seniores, dirigiu-se ao elevador. Virando-se para o vice-presidente, ela perguntou: "Alguns ainda estão ausentes?"
"Sim." Caleb Reynolds, o vice-presidente, aproximou-se rapidamente. Sua postura era respeitosa, mas sua voz carregava um toque de informalidade. "Kyson e sua coorte parecem inclinados a desafiá-la."
"É mesmo?" O rosto de Emily permaneceu impassível, sua aura inconfundivelmente fria. "Os tempos mudaram. É desconcertante que meus tios se recusem a reconhecer isso."
Na sala de conferências, Kyson Morris e cinco diretores estavam esparramados em suas cadeiras, de pernas cruzadas, saboreando seu café tranquilamente. Eles pareciam indiferentes, mas, por baixo da superfície, a tensão se formava.
"Por que ele ainda não chegou?" Kyson, ocupando a cadeira do presidente, expressou sua impaciência, com as feições contraídas. Virando-se para sua secretária, ele ordenou: "Descubra o que o está atrasando."
"Kyson, não se preocupe. Ele virá mais cedo ou mais tarde. É típico de um novo líder querer se impor assim," comentou Logan Morris. Seu traje especial conferia-lhe uma presença quase sobrenatural.
Kyson respondeu com um aceno de cabeça desdenhoso. "Os jovens de hoje não têm credibilidade. Diremos o que pensamos quando chegar a hora. Afinal, o Grupo Morris pertence à nossa família, e minha palavra é a final aqui."
Enquanto planejavam sua estratégia para se impor sobre o novo acionista majoritário, a conversa foi interrompida. Uma secretária entrou correndo, com a pele pálida de preocupação.
"Senhor, houve uma mudança. O novo CEO convocou a equipe de gestão para outra sala de reuniões. A reunião deles está quase no fim..." disse ela.
"O que você disse?" A calma dos executivos experientes se despedaçou. Levantando-se indignados, eles bateram na mesa com raiva. "Dedicamos anos ao Grupo Morris, e agora estamos sendo escanteados por esse novato!"
Que audácia!
A secretária, com a pele pálida como cera, hesitou antes de conseguir dizer: "Na verdade... O novo CEO é uma mulher."
A revelação pegou Kyson e os outros de surpresa. "Uma mulher?"
Quando Emily encerrou a reunião, Kyson e Logan, seguidos por sua comitiva, invadiram a sala, visivelmente furiosos. No entanto, a raiva deles rapidamente se transformou em choque ao verem Emily. "Emily? Como pode ser você?"
Nem Kyson nem Logan esperavam por essa reviravolta. A pessoa que havia soprado nova vida no Grupo Morris e garantido uma participação de 51% era, na verdade, sua sobrinha!
Ela não tinha sido dada como morta?
Emily, a antiga herdeira do Grupo Morris, fora dada como morta há três anos em um trágico acidente de montanhismo, tendo caído de um penhasco e seu corpo nunca encontrado. Após a perda, seus tios, Kyson e Logan, a velaram em um funeral luxuoso, assumindo em seguida o controle do Grupo Morris e herdando os bens de Emily. O fato de ela poder reaparecer milagrosamente estava além de suas mais loucas imaginações.
Emily deleitou-se com o espanto deles, sentada confortavelmente em sua cadeira. Ela disse casualmente: "Tios, eu voltei dos mortos. Chocante, não é?"
Suas palavras sozinhas foram suficientes para mudar a atmosfera. Os rostos de Kyson e Logan se transformaram de alegria, e eles se aproximaram ansiosamente para abraçá-la.
"Emily, é um milagre você estar viva. Seus pais ficariam tão aliviados em saber disso..."
Afastando a cadeira para trás para evitá-los, a expressão de Emily endureceu com uma carranca. Ela encontrou o olhar deles com um distanciamento frio. "Tenho certeza de que ficariam," respondeu ela, com a voz carregada de uma calma gélida.
Kyson e Logan, pegos de surpresa pela sua frieza, ficaram sem palavras.
Emily não estava ali para trocar gentilezas. Ela se dirigiu aos executivos reunidos, que observavam a cena com emoções mistas. "Todos vocês estão no Grupo Morris há anos e estão familiarizados com meus métodos. Estou aqui para proteger e elevar o legado que meus pais deixaram. Podem contar com isso. Concentre-se em suas responsabilidades. Não sou mesquinha. Seus esforços serão reconhecidos e recompensados."
Enquanto isso, na cidade de Vilgate, Braiden havia buscado Natalia no hospital. No caminho de volta para casa, ele estava em seu celular, repreendendo: "Você não conseguiu encontrar nenhum vestígio? O que exatamente você tem feito?"
O assistente do outro lado da linha estava visivelmente ansioso. Apesar de uma busca minuciosa em imagens de vigilância que abrangiam centenas de quilômetros e do emprego de inúmeras táticas, Emily havia desaparecido sem deixar rastros.
Ele conseguiu dizer: "Emily de fato vem de uma pequena vila em Ontmore, e seus pais faleceram devido a uma doença."
Braiden, batucando os dedos ritmicamente no joelho, começou a relaxar. Talvez ele estivesse pensando demais.
Natalia, sentada ao lado dele, soltou um suspiro pensativo. "A senhorita Green vem de origens tão humildes, mas foi embora sem reivindicar nada. Ela é realmente única. Você não concorda, Braiden?"
Ao ouvir isso, Braiden franziu a testa. Lembrando-se da mulher reservada e quieta, ele se perguntou se ela pretendia deixar uma impressão de singularidade.
"Senhor, organizei uma equipe de busca em Ontmore. É possível que ela tenha voltado às suas raízes," disse o assistente.
"Não precisa," respondeu Braiden, em tom indiferente. "Estamos divorciados agora. Não há razão para manter qualquer vínculo. Já que ela escolheu esse caminho, então que seja."
"Entendido. Mas há mais uma coisa — e é sobre negócios!" Sentindo a impaciência crescente de seu chefe, o assistente rapidamente enfatizou a natureza comercial de sua próxima atualização.
"Vá em frente," disse Braiden.
"É sobre a família Morris em Merden. Há poucos dias, o esquivo comprador do Grupo Morris apareceu. Segundo os relatos, Emily Morris está de volta."
A sobrancelha de Braiden se arqueou em surpresa. Emily Morris? Ela não deveria ter morrido há três anos?
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