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Capa do romance Escrito nas estrela

Escrito nas estrela

Ana carrega as cicatrizes de um passado cruel, tendo fugido de casa após ser abusada pelo padrasto e desacreditada pela própria mãe. Seu caminho cruza o de Rennã, um homem de hábitos libertinos que esconde o trauma de ter flagrado a namorada com o próprio pai. Marcados por traições profundas, esses dois destinos feridos se entrelaçam. Juntos, eles decidem enfrentar a dor, permitindo-se viver uma paixão intensa capaz de curar as marcas do ontem.
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Capítulo 3

Assim que chegamos na balada não precisamos ficar na fila, pois uns dos seguranças era o ficante da clara e nos deixou entrar.

- vamos encher a cara Ana, que pena que não irei pegar ninguém.

- não se preocupe com isso clara, irei lhe fazer companhia, também não irei pegar ninguém hoje.

- não diga isso Ana, o que tem de homem gostoso aqui, pelo menos uns beijinhos você tem que dá.

- não sabia que você era tão safada assim clara.

- aí Ana oque eu mas queria era tá beijando esses gostosos aqui, mas não posso, então deixo pra você.

- quem mandou está pegando o segurança né amiga rsrs

- oque eu posso fazer se ele é bom de cama e me leva a loucura Ana!.

- me poupe dos detalhes, agora vamos encher a cara.

Com o decorrer da festa, senti como se alguém estivesse me olhando, olhei para todos os lados mas não vi ninguém, talvez eu esteja ficando paranóica.

- oi gatinha, quer dançar.

Olho para o lado e vejo um homem de cabelos pretos, olhos verdes, e aposto que por debaixo das roupas esconde um corpo de da inveja.

Mas como dançar não arranca pedaço, porque não!

-claro.

- é isso aí amiga, pega esse gostoso.

Percebi que Carla já está ficando um pouco bêbada, mas como já passa de uma da manhã, o segurança que Carla está ficando trocou de turno, então agora ele está tentando a convencer de parar de beber.

Quando já estou na pista de dança, a sensação de está sendo vigiada vem com tudo novamente.

- algum problema bela?

- não, está tudo bem.

Assim que nos aproximamos começou a tocar uma música bem lenta, então tive que dançar junto do bonitão.

- como você se chama? Não posso passar o resto da noite chamando você de bela né!

- eu me chamo Ana e você?

- bonito nome, eu me chamo Rodolfo. Você tem namorado Ana?

- não e você tem?

- por enquanto não, mas quem sabe uma certa pessoa não me faça mudar de ideia.

- então essa pessoa deve ser muito especial, para fazer você deixar essa vida de farra.

- pelo pouco que pude ver, eu acho que sim.

Rodolfo vai se aproximando da minha boca, até que ele é puxando por alguém. E só vejo ele no chão com a mão no nariz.

Rennã

Assim que entrei na balada uma morena se aproximou de mim e como eu vim aqui para me divertir resolvi aproveitar.

Quando já estamos nos beijando, alguém passou por perto e senti um cheiro muito familiar, interrompi o beijo e foi aí que vi Ana.

Pensamento: " então esse era o tal compromisso, sair sozinha para se divertir, poderia ter me convidado, mas não."

Com o passar da noite não tirei o meu olhar dela, até me subir um ódio assim que vi o Rodolfo chamando ela pra dançar. Rodolfo é um ex amigo meu, ele gostava da minha ex noiva, mas ela acabou preferindo ficar comigo. Mas eu nunca soube o porquê dele ter se afastado de mim, até descobrir que ele também gostava dela , mas isso não vem ao caso.

Até a parte de vê eles dançando tudo bem, mas assim que vi ele se aproximando para beija-la, perco totalmente os sentidos e parto pra cima dele, não suportei vê ele tentando beija-la.

O Rodolfo se levantou do chão e assim que me viu deu um sorriso sínico.

- oi rennã, quanto tempo.

- vocês se conhecem?

- claro Ana, ele roubou de mim a mulher que eu amava, mas no final acabou sendo trocado.

Acabei o acertando de novo, mas dessa vez ele tentou revidar , mas Ana entrou no meio.

- parem com isso vocês dois, parecem duas crianças. O que você está fazendo aqui rennã?

- que eu saiba a balada não é sua , então eu posso está aqui também.

- sei que a balada não é minha, mas você não tem o direito de chegar batendo nas pessoas sem elas terem feito nada.

- ele iria lhe beijar e eu não permito isso

- primeiramente se ele quisesse me beijar e eu estivesse a fim iria beijar também e você não tem nada haver com a minha vida para ficar se intrometendo nela

- você realmente iria deixar ele lhe beijar?

- sim, mas parabéns, você acabou de atrapalhar a minha noite.

Sei que não foi certo o que eu fiz, mas na hora não pensei direito, mas também não iria deixar ela sair por aí beijando quem quer que fosse.

Rennã não tinha o direito de sair por aí batendo nas pessoas, claro que eu não iria deixar o Rodolfo me beijar, mas mesmo assim a vida é minha e ele não pode fazer isso.

Deixei ele e o Rodolfo na vista de dança se encarando e fui para perto da Carla.

- Ana, irei levá-la pra casa , ela já passou da conta hoje.

- tudo bem a minha noite acabou por hoje.

- quer carona?

- não, tudo bem eu pego um táxi.

- então tá certo, cuidado.

Assim que ele saiu com a Carla eu pedi um táxi que daqui a dez minutos estaria chegando.

- você namora com o rennã?

Tomei um baita de um susto assim que escutei uma voz atrás de mim.

- que susto Rodolfo, quer me matar do coração?

- desculpe, não era a minha intenção, mas você não respondeu a minha pergunta.

- pode repetir por favor..

- Você namora ou não com o rennã!

- não, eu não namoro com ele, nos não temos nada . Mas o porquê da pergunta?

-Só pra saber, assim eu poderei investir na minha garota especial. Quer carona pra casa?

- não precisa, já chamei um táxi.

- então irei ficar com você até ele chegar.

Ficamos um tempo conversando, até que o táxi chegou.

- tchau Rodolfo, obrigada pela companhia e desculpe por hoje. Cuide bem dos machucados.

- tudo bem, cuidarei direitinho deles, tchau.

Entrei dentro do táxi e fui para casa, agora só quero tomar um banho e ir dormir.

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