Capa do romance Entre rosas e Ceo's - vol 1

Entre rosas e Ceo's - vol 1

9.6 / 10.0
Melissa Palácio vive um martírio familiar até ser expulsa de casa sem nada. À beira da morte sob a chuva, ela é resgatada por Noah Avelar, o empresário implacável que a comprou para quitar uma dívida de jogo de seu padrasto. Presa a um casamento por conveniência com o homem que mais detesta, Melissa enfrenta provações intensas. Entre traumas e vinganças, resta saber se o desejo desse CEO frio se transformará em amor. Atenção: a obra contém temas sensíveis.

Entre rosas e Ceo's - vol 1 Capítulo 1

A tarde escaldante prenunciava a tempestade que viria mais tarde, o céu cinzento nublava os pensamentos de Melissa Palácio que limpava a casa quando sua mãe entrou debochando de sua aparência masculina, comparando-a negativamente a sua irmã Mariah. Por mais que fosse frequente, sempre machucava de um modo diferente e ela se perguntava por que a mãe a odiava tanto, de modo que seu maior divertimento era diminuí-la.

Mariah descia as escadas desfilando, exibindo seu vestido de casamento e sua mãe fingia estar emocionada entre risos, era como se Melissa fosse invisível para elas. Sentindo as lágrimas prestes a brotar, nossa cinderela baixou a cabeça e continuou limpando, engolido o choro.

— Mamãe você não acha que precisa de ajuste na cintura? indagou Mariah com um giro pela sala. Falta só mais uns dias.

— Não querida. está perfeito! Respondeu a mãe segurando suas mãos e levando-a até o sofá pisoteando onde Melissa havia limpado.

— Mamãe não quero esse espantalho no meu casamento, dizia Mariah apontando para Melissa.

— Ela não irá querida! Melissa é a vergonha dessa família. Sussurrou a mãe fingindo decepção e recebendo aplausos da futura noiva.

As duas continuaram decidindo os detalhes do casamento por horas. Melissa que habitava um cubículo minúsculo que não passava de um quartinho para material de limpeza, encolhia-se no canto da parede aos prantos.

Melissa nunca soube o que era presente, nunca se quer recebeu um feliz aniversário, sua mãe sempre falava dela como a ruína dos Palácio. Ia pra escola com roupas surradas que sua mãe comprava por centavos no Bazar da Rua 15 de Novembro, pois Mariah não a considerava digna de usar seus trapos. O que ela mais amava era seu cabelo, era longo, liso e negro diferente dos de Mariah que eram loiros e lembravam palha desbotada. Quando sua mãe percebeu os elogios dos vizinhos, cortou eles, mal cabia atrás da orelha e quando questionada Mariana falava que cortou os cabelos da filha porque não aguentava mais tanto piolho. O que fez com que Melissa fosse ainda mais evitada na escola. Para Melissa ir a escola era pior do que ficar em casa.

A noite chegava, Melissa não conseguiu descer para comer. Estava se sentindo desolada e queria evitar ao máximo a presença do padrasto que sempre bebia e lhe insultava, principalmente quando voltava do Hall, um clube vip de apostadores, onde ele ia pra perder o pouco que ganhava vendendo imóveis o mês inteiro. Entretanto, não conseguia evitar ouvir a gritaria por volta das 20:00 horas;

— Aquele maldito Noah Avelar, me venceu nas cartas, levou tudo que eu tinha. Ele me disse que se ganhasse dele, perdoaria minhas dívidas passadas e daria 1 milhão de dólares por cada As que eu jogasse, mas se eu perdesse a minha filha mais velha seria dele como pagamento, aquele moleque maldito já tinha o jogo ganho quando fez a proposta. Melissa irá com ele ainda hoje.

— Como você teve coragem João Pedro? E agora quem vai limpar essa casa, lavar roupas, a louça? Gritava Mariana lhe dando tapas.

— Meu Deus, o que eu fiz de mal? Questionava a menina entre soluços. Melissa sequer podia acreditar no que ouvira e pior como sua mãe a resumia em uma simples empregada doméstica.

Sem ser notada Melissa pulou a janela e dirigiu-se a pracinha, a acalmava observar os pombos vindo até ela pelas migalhas de pão que lhes oferecia. Ela chorou por horas imaginando qual seria o velho que colocaria as mãos nela. Se antes ela pensava não haver maneira de sofrer mais, descobriu que havia.

Era mais de uma hora da madrugada quando ela voltou para casa, imaginava que sequer sentiriam sua falta, a rua deserta pouco a assustava, entretanto surpreendeu-se ao chegar a sua residência e encontrar um bilhete que lhe tirou o chão:

— Melissa já fizemos muito te criando, infelizmente temos que ir para o exterior imediatamente, o noivo de Mariah decidiu que o casamento será em sua terra natal repentinamente, há muito o que fazer. Possivelmente não regressaremos mais ao Brasil, por favor desocupe seu quarto ainda hoje, pois amanha cedo os novos inquilinos virão. — Ah, já ia esquecendo! você é responsabilidade de Noah Avelar, se tiver sorte ele pode mudar esse seu jeito ruim. Acho que te mimamos demais! — Cuide-se!

— Eu não consigo parar de me surpreender com vocês mamãe! Sussurrou Melissa enquanto adentrava o apartamento vazio e juntava seus poucos pertences em uma mala de mão, preparando-se pra fugir antes que o seu dono viesse buscá-la para usá-la do modo que julgasse melhor. Ela olhou em volta esperando sentir alguma coisa mas era inútil pensar que algum dia foi feliz ali.

Fechou a porta de seu quartinho e saiu, mais de 1 hora da madrugada, sem destino, sem dignidade alguma e sozinha, se quer, refletia sobre os perigos de sua caminhada noturna. Não haviam movimento nas ruas, nem conversas, somente barulho do vento açoitando as árvores e do arrastar de seus chinelos de dormir na avenida. Ela se sentou no banco da praça e começou a respirar o cheiro de chuva.

— Clássico. Como nos filmes tinha que ter chuva! Você é patética Melissa. Rindo da sua própria desgraça. Decidiu voltar para o apartamento e esperar que amanhecesse para ir embora. — Sabe por um momento pensei que fosse meus pés pesando, mas é só meu coração mesmo. Sussurrou para si mesma. a chuva estava cada vez mais forte, os pingos de água doíam em seu rosto. mas ela estava imóvel. Era o choque de realidade. — Ele veio mesmo, repetia olhando para o BMW estacionado à sua frente. Suas pernas vacilaram sua vista escureceu e o chão sumiu, quando Melissa olhou para o idoso que descia do veículo. Naquele mesmo momento ela desmaiou, só conseguia ouvir alguém perguntando se ela estava bem.

— Escuta! a menos que você faça parte da liga da justiça e saia para combater o crime a essa hora seria possível justificar tamanha loucura. Um homem com tom de deboche a repreendia enquanto o médico a examinava.

— Quem é você por acaso e por qual motivo eu estou vestida assim? Falou Melissa assustada, ao notar que só trajava uma camisa masculina de mangas longas.

— Hermes, guie o Doutor Fonseca até a saída. Sussurrou o homem com tom de voz imperativo.

— Sim Senhor! E com passos medidos e formais o idoso retirou-se do quarto.

— Se eu estiver certo você é Melissa Palácio, correto?

— Sim. Sussurrou Melissa virando-se na cama de modo que não tivesse que encarar a figura a sua frente. Seria ele, aquele que a comprou? sua cabeça zumbia como se tivesse um relógio cuco na cabeça.

— Sou Noah. Noah Avelar. Sua família se quer pensou duas vezes antes de te vender para mim, mas, isso não vem ao caso agora. — Precisa comer, o Dr. Fonseca veio a essa hora porque eu implorei, não espere que eu faça isso futuramente. Eu nem sei o que teria ocorrido se alguém com más intenções tivesse te encontrado desmaiada. Seja menos inconsequente.

— Tanto faz. — Em um só dia eu fui humilhada, vendida, expulsa de casa e percebi que nunca fui amada. Então a julgar pelas suas roupas, esse apartamento e o seu mordomo particular, não pense que pode me advertir. Você não passa de um riquinho mimado e idiota, um playboyzinho de merda que sempre teve tudo.

— Melissa, não pense que pode agir como se tivesse vontade própria, vire-se! Salvei sua vida no mínimo fale comigo olhando nos meus olhos. — Não se esqueça que você é minha.

— Não pense que vou facilitar pra você. Respondeu a menina soluçando, se você me forçar eu mato você lentamente enquanto dorme.

— Você ameaça todo mundo que conhece garota? Noah pronunciou em tom de divertimento e apontou para a bandeja. — Coma.

— Hermes? Trouxe a muda de roupa que eu pedi?

— Sim senhor. E trouxe um pijama para a senhora.

— Isso me faz pensar em que foi que me trocou? Questiona Melissa indignada, mas presumindo que foi Noah já que ele está sem a camisa e ela vestida em uma camisa masculina.

— Um mal necessário. Eu troquei. Preferia pegar uma pneumonia e me dar mais trabalho? — Vou tomar banho no banheiro lá de baixo, use o desse quarto e tome banho. falou Noah jogando o pijama rosa bebê sobre a cama e duas pantufas de coelhinho.

— Que sujeito prepotente. Sussurrou. era melhor obedecer, Noah não parecia muito, do tipo que se pode contrariar. À contra gosto, Melissa marchou até o banheiro e enquanto a àgua caía se permitiu relaxar, pelo menos ele não era o velho. Era o homem mais sedutor que havia visto, do tipo capa de Revista da Forbes, daqueles que mandam e não costumam ouvir nãos.

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