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Capa do romance Entre Duas Vidas

Entre Duas Vidas

Aos 22 anos, uma jovem decide leiloar sua virgindade em busca de independência financeira. Com um perfil indomável de Brat e Prey, ela desafia limites, mas encontra dois dominadores distintos: um que exige obediência absoluta e outro que instiga seus instintos. Durante o leilão, um homem de terno cinza a marca com uma coleira de couro, forçando-a a se ajoelhar e confrontar sua resistência interna. Entre punições e prazer, ela descobre o peso da submissão.
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Capítulo 2

Helena POV

Mais um movimento arriscado por minha parte, já que simplesmente ninguém poderia dar lance, mas bem, ou era tudo ou nada e neste caso estou apostando todas as minhas fichas para atingir o valor necessário para conseguir abrir minha empresa e pagar a taxa do leilão. Mas é claro que para isso eu também tinha colocado algo a mais, um pequeno espetáculo.

Logo os lances começaram, nada muito grande ainda, mas tinha bastante gente interessada, pelo menos para atingir o primeiro nivel e quando isso aconteceu, fiz uma breve reverência a todos, como uma perfeita Lady, abaixando meu joelho e colocando as mãos ao redor da capa e puxando levemente para os lados, então por dentro mesmo puxei as cordas e deixei o tecido da capa cair lentamente e revelando o primeiro vestido. Escutei vários suspiros e alguns comentários de aprovação.

Os lances começaram a subir mais rápido desta vez e logo chegou no ponto em que este primeiro vestido sairia, puxei o ziper que tinha do lado. Os lances haviam parado e só recomeçariam quando eu tirasse o vestido, o fiz lentamente até revelar o terceiro vestido e deixar mais espaço para imaginação.

Quando os lances recomeçaram e um homem entrou em cena, ele tem pele negra, está vestido com um terno cinza risca de giz, na mão dele estava uma coleira em couro negra, com um padrão intricado que lembravam escamas. Ele se aproximou e então colocou a coleira ao redor do meu pescoço.

A partir de agora eu precisaria lutar contra tudo o que faz eu ser eu, que é me submeter a outra pessoa, fosse homem ou mulher, abaixei o olhar e respirei lentamente. Não foi preciso uma ordem em voz alta, apenas um leve puxão para baixo e eu sabia que precisava me ajoelhar.

Foi o que fiz, com calma, ou pelo menos com a calma que eu consegui reunir, fechei os olhos ao sentir a mão dele acariciando minha cabeça como se eu fosse um animal de estimação. Eu queria gritar para ele parar, queria segurar a mão dele e jogá-lo no chão, mas não era esse o jogo que estava fazendo. Ainda assim tenho certeza que parte da minha briga interna deve ter transparecido porque escutei alguns comentários sobre o assunto.

Muitas pessoas estavam bem satisfeitas com toda a cena que se desenrolava, afinal mostrava que eu realmente estava disposta a fazer o que estava no contrato.

Fechei os olhos e abaixei a cabeça, continuando a escutar os lances subirem cada vez mais agora e logo senti a mão daquele homem no meu pescoço enquanto ele começava a tirar o vestido mais justo para revelar o corpete que havia por baixo. Não vou dizer que aquela cena também não estava me deixando ex.citada, era algo diferente das vezes em que já tinha saído com outros caras, isso era mais maduro, mais sensual.

Finalmente estava apenas com o corpete e aquele homem puxou minha coleira de leve para cima e eu me ergui, mantendo a cabeça baixa.

“Gire.”

O tom de ordem fez um arrepio percorrer a minha espinha e mordi a lingua para não xingar e fiz o que ele tinha ordenado, girei lentamente, para mostrar cada parte do meu corpo para a plateia. Só isso já fazia eu me sentir humilhada, nunca fui alguém de aceitar ordens de outras pessoas, sempre lutei pelo meu lugar de igual para igual e agora estou aqui fazendo esse papel de submissa.

Pelo menos tudo isso estava dando resultados, porque os lances já tinham ultrapassado o que eu havia estipulado para ter todas as peças removidas, mas o homem ao meu lado sabia o que estava fazendo, pois ele não tinha pressa, passava a mão pelos meus ombros, pelas curvas dos se.ios, pela cintura, tocando a parte interna da minha coxa, me fazendo abrir mais as pernas. Ele sabia bem como expor meu corpo e era isso que eu precisava, chamar a atenção para o que eu estava vendendo.

“Tire o corpete.”

A voz dele ecoou um pouco mais alta, respirei fundo, céus! Eu queria falar: “Não!” Mas eu não podia e estremeci e por ter demorado ele puxou meus cabelos com força, pelo movimento repentino soltei um gemido baixo de dor e escutei vários suspiros de prazer.

“Eu mandei você se despir!”

A voz dele soou e indicava que estava ficando impaciente, eu havia escolhido ele justamente porque ele odiava ser desobedecido e gostava de punir suas subs.Um acordo mutuo.

Levei a mão aos fios que prendiam o corpete na parte da frente e comecei a soltar os laços, lentamente, sem sentir que ele soltava o aperto nos meus cabelos, na verdade senti até mesmo vários fios começarem a serem arrancados. Quando finalmente terminei de despir o corpete ele soltou meus cabelos para que eu também tirasse minha calcinha e foi o que fiz, e desta vez foi ele quem me girou, enquanto estava praticamente nua e exposta para os olhares daqueles que estavam comprando.

Minha respiração estava acelerada, meu coração batia muito rapidamente, posso sentir algumas gotas de suor escorrer pelo meu corpo, uma mistura entre vergonha e prazer. Sim, não posso negar que ficar em posição como essa está me deixando molhada e sei que as pessoas conseguem perceber isso. Era diferente saber que existiam pessoas, homens ou mulheres, que poderiam me dominar, que realmente poderiam me fazer abaixar a cabeça.

Sei que isso aqui é porque eu quero, porque estou disposta a me submeter, mas minha mente está me levando a imaginar o que aconteceria depois desses cinco dias, se eu encontraria alguém que poderia fazer isso sem eu estar disposta e eu acreditava que sim e isso, isso estava me tirando o fôlego.

Senti minha coleira sendo puxada para baixo e desta vez me ajoelhei, juntando os tornezelos atrás, colocando minha bun.da em cima deles, posicionando minhas mãos em cima das minhas coxas, viradas para baixo e a cabeça baixa. O que mostrava que eu tinha conhecimento sobre aquele tipo de vida.

Respirei fundo e fechei os olhos, sentindo a mão daquele homem sobre minha cabeça novamente, fazendo cafuné e estremeci, pensando em quem seria meu “dono” pelos próximos cinco dias.

Não esqueci de prestar atenção aos lances e estou bem feliz pelos valores que estava alcançando, posso dizer que sou boa no que faço? Eu sei onde quero chegar e sei que este é um dos caminhos mais fáceis e bem, toda a cena que programei era justamente para aumentar mais e mais a vontade de me comprarem e me terem e estou alcançando esse objetivo.

“Mais algum lance?” A voz feminina que anunciava os lances perguntou. “Mais alguém?” Ela perguntou mais uma. "O último lance do código AXY! Dole uma! Dole duas! Dole três! Vendida!”

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