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Capa do romance Então, prenda-me se for capaz

Então, prenda-me se for capaz

Eliza, noiva de um engenheiro, muda-se para São Paulo após conseguir um emprego. No novo prédio, ela conhece Christian Bonatti, um chef italiano gentil, e Tyler, um atraente americano. Ambos disputam seu coração, ignorando seu compromisso. Ao se envolver com Bonatti, Eliza descobre um mundo de desejos intensos e desconhecidos. Ela mergulha em uma relação de submissão e sadomasoquismo, explorando uma conexão carnal profunda que desafia tudo o que já viveu antes.
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Capítulo 2

Eliza acordou feliz e disposta naquela manhã ensolarada de Fortaleza, estava desempregada e não poderia fazer muito a respeito, a não ser esperar alguma empresa sortear seu currículo e ligar, enquanto isto, iria curtir uma praia. Por um momento desejou que o noivo estivesse ali, seria uma delícia fazer amor antes de mergulhar e tomar um sol para marcar aquela pele branca, porém, nem sempre se pode ter tudo de uma única vez.

“Aquele corpo, nossa, eu desistiria da praia para ficar o dia nesse quarto com ele, que homem incrível, como o amo e o desejo. Nossa.”, Eliza pensava escolhendo o biquíni. “Isso é falta do que fazer, meu Deus, que pensamentos...estive com ele anteontem... tocando naquele...”, e foi interrompida de completar o pensamento pois o celular tocava na mesinha ao lado da cama. Ela olhou a tela do dispositivo móvel e viu que o DDD era de São Paulo e região metropolitana.

Eliza atendeu a ligação e, nas primeiras conversas o coração já se alegrava vitorioso. A jovem ouvia atentamente a voz suave de mulher no outro lado da linha convocando-a para uma entrevista de emprego.

— Senhorita Eliza, sou Joana, secretária da Real Engenharia, estou ligando para dizer que seu currículo foi analisado e selecionado para uma seleção concorrendo a uma vaga de emprego nessa empresa, posso marcar uma entrevista para amanhã? Será on-line para agilizar as coisas, se você for selecionada já começa a trabalhar na próxima segunda feira. Seu currículo é admirável, meus parabéns.

— Obrigada, me sinto lisonjeada. Segunda feira?

— Tem algum problema para você?

— Bem, eu estou em outra cidade, portanto, receio que precisarei de um tempo até chegar em São Paulo.

— Não se preocupe, veremos isto amanhã, de qualquer forma, vá logo arrumando as malas. Amanhã a espero às nove horas, irei enviar as instruções... — E a voz no outro lado continuou a falar sobre os passos a serem seguidos para a entrevista.

A jovem engenheira ficou tão saltitante que mal conseguia controlar sua ansiedade naquele momento. A sensação de voltar à ativa a deixava animada, finalmente poderia novamente lutar por uma carreira de sucesso. A praia teria que esperar.

Eliza foi pega de surpresa, não esperava que uma empresa de São Paulo fosse entrar em contato para uma entrevista, especialmente a Real Engenharia que tinha nome em outros países. Ela cadastrou o currículo em um site, porém, foi apenas por curiosidade, sem muitas expectativas, mas agora, como a oportunidade apareceu, ela agarraria e não a deixaria escapar, afinal um bom emprego anda em escassez no Brasil diante de tanta concorrência no mercado. Embora não quisesse se engrandecer, Eliza sabia do seu potencial, admirava muito sua inteligência e estava convencida de que era merecedora do futuro cargo naquela empresa concorrida. O universo estava a seu favor e ela era grata.

Embora sua competência profissional excelente, não foi o suficiente para salva-la de ser desligada do antigo trabalho quando uma crise se instalou meses antes. A jovem de 25 anos trabalhava há três anos na Elétrica Capital. Foi o primeiro emprego logo que terminou a faculdade, o que a manteve no mestrado sem pedir dinheiro aos pais. Não ganhava para se tornar uma milionária, mas dava para bancar os caprichos e viver uma vida confortável. Eliza tinha um desejo em tornar-se uma CEO em uma multinacional, mas era um sonho apenas, que havia sido interrompido quando perdeu o emprego.

A jovem engenheira se sentia bem e feliz com a vida, tinha um namorado bonito e inteligente, a vida sexual era regada de muito amor e desejo com Ruan Juarez de 28 anos, um jovem engenheiro civil, que trabalhava em uma das maiores empresa de engenharia de Fortaleza. Naquele primeiro momento Eliza não falou para o namorado sobre a atual situação, pretendia contar logo após ser definitivamente contratada, o que não demorou a acontecer.

No dia seguinte Eliza acordou cedo para aguardar o horário da entrevista, levantou-se da cama as sete horas, usava uma camisola branca transparente que evidenciava todas as curvas do corpo esbelto. Deixou a delicada roupa cair no chão ao lado da cama e, entrou no banheiro, a água fria na pele a despertava para o belo dia. Uma sensação de calmaria tomou conta de seu corpo, inspirar aquele cheiro de sabonete pela manhã era embriagante, um dos cheiros favoritos de Eliza nas primeiras horas do dia, um cheiro de frescor, de higiene.

Após o banho tomado, a mulher vestiu uma blusa branca e uma calça jeans, prendeu os cabelos deixando apenas duas mechas escuras descendo nos dois lados do rosto até a altura do pescoço. Tomou o café, escovou os dentes e usou um batom nude para esconder a palidez do rosto na frente da câmera para a entrevista, que por sua vez correu bem.

Eliza precisava estar em São Paulo em quatro dias, levar todas as documentações exigidas pela empresa e começar a trabalhar na quarta-feira. A primeira coisa que Eliza fez após encerrar a entrevista foi correr atrás dos documentos e passagens, além de arrumar as malas. Quando o relógio bateu meia noite, a engenheira deixou-se cair na cama e dormiu exausta.

O despertador soou as seis e meia da manhã despertando Eliza de uma noite de sono pesado. Naquele sábado ela havia planejado muitas coisas antes da viagem, e, uma delas era fazer um jantar de despedida para Ruan, dizer que estava empregada e no dia seguinte estaria se mudando para São Paulo. Ele ficaria feliz por ela, e provavelmente iria se mudar para lá com ela, talvez até conseguisse um emprego na mesma empresa. Naquela manhã Eliza ligou para a amiga que morava em São Paulo e disse que estava indo a trabalho.

— Ohh, puta merda, não brinca Liz, você pode ficar em minha casa, tenho um quarto vago.

— Não vou lhe incomodar, ficarei em um hotel até alugar um apartamento.

— De jeito nenhum, você ficará comigo aqui, quando eu cansar da tua carinha linda te boto para fora.

— Tudo bem, por uns dias apenas.

— Você vem quando?

— Segunda-feira, vou deixar minha chave com o Ruan, depois verei o que faço com o apartamento, vou alugar provavelmente, depois de fazer minha mudança.

O dia foi exaustivo, mas às dezenove horas Ruan estava batendo na porta do apartamento. Eliza atendeu toda contente abraçado e beijando ardentemente Ruan nos lábios.

— Vem cá minha linda, eu estava louco de saudades, mas essa semana foi uma loucura no trabalho. — Ruan falou suspendendo Eliza no ar em um abraço devorador. — Você está maravilhosa e cheirosa, fez tudo isso para mim? Eu adorei.

— Quis surpreender meu noivo mais lindo dessa cidade, afinal ele merece um capricho da minha parte de vez em quando.

— Ahh, como amo você Eli, agora vamos nos atualizar né, afinal já faz uma semana? — E os beijos iniciaram-se.

Eliza usava um vestido preto sensual, um batom vermelho e cabelo solto que iam dar em cima do ombro. Estavam na sala, um espaço pequeno, porém decorado com bom gosto. O apartamento era decorado todo em vintage, deixando o local charmoso e divertido, bonito de se apreciar.

Conduzindo-o em direção a cozinha aos beijos, Eliza impediu que Ruan levantasse todo o seu vestido que já se encontrava na cintura, enquanto a mão boba subia e descia freneticamente.

— Ruan, primeiro o jantar, depois a sobremesa.

— Prefiro iniciar pela sobremesa.

— Não tive tempo para cozinhar, mas encomendei uma comidinha deliciosa, você irá adorar. — E abriu a uma bandeja exibindo um Kafka de dar água na boca.

— Nossa, vamos começar pelo prato principal, quem é seu MasterChef? Isso parece delicioso. — Comentou Ruan destampando mais duas bandejas.

— É o meu vizinho de cima, vou sentir saudade do senhor Fernando, é um excelente cozinheiro.

— Vai sentir saudades? Não entendi Eli...

— Ahh, sim. Sente-se, precisamos conversar. — Enquanto jantavam, Eliza deu a notícia. — Enviei uns currículos para umas empresas, e uma delas entrou em contato comigo me oferecendo um emprego na minha área.

— Que incrível Eli, isso é perfeito.

— Então eu terei que viajar.

— Trabalhar viajando, é exaustivo meu amor.

— Na verdade, eu irei viajar para outro estado Ruan. A empresa que me contratou é de São Paulo, terei que morar fora por tempo indeterminado, irei na segunda feira, fico realmente triste por ter que ir de repente, nós temos uma vida aqui há três anos, tudo aconteceu de repente e nem consegui processar tudo isso ainda.

— Eli, e nós? Você vai assim, simplesmente? Porque não falou comigo antes? Poderíamos ter conversado sobre a situação, teríamos achado uma alternativa. Sim, com certeza teríamos! Nós vamos casar no ano que vem, não era esse o combinado? Como vai ficar tudo isso? Ahh Eli, eu não sei o que pensar, você não poderia esperar... — Ruan ficou inconformado com a notícia, ficar sem Eliza era viver na amargura, ele a amava imensamente e agora o destino a levaria para longe. Era injusto!

— Ahh Ruan, eu sei meu amor, isso me deixa desconsolada, mas o que eu poderia fazer? Eu preciso trabalhar.

— Nós vamos nos casar, eu posso assumir as responsabilidades financeiras, você fica até conseguir um emprego aqui no estado, você é incrível, tenho certeza que logo uma empresa irá contrata-la.

— Já fazem seis meses, não posso esperar mais, vamos dar um jeito, você pode conseguir um emprego em São Paulo, é mais viável no seu caso.

— Talvez você tenha razão, mas há um porém, minha mãe quer que eu assuma a gerencia geral dos Hotéis, e você pode imaginar como é trabalhoso, certamente largarei meu trabalho como engenheiro. Eu tentei recusar, mas ela não me deu alternativa, minha irmã embora mais velha, resolveu abandonar o barco, está em Paris trabalhando não sei em que, só tem eu, não posso abandonar meus pais agora, eles precisam de mim.

— E eu preciso de você.

— Eu sei, eu sei Eli, ahh Deus, vamos resolver isso.

Os pais de Ruan tinham uma rede de Hotéis na cidade, um dos melhores para se hospedar, o rapaz era o segundo filho, mas, como a irmã mais velha não estava disponível, ele iria assumir a gerência, o patrimônio da família era responsabilidade dele agora. Eliza sofria muito, mas acreditava que algo pudesse ser feito. Dizem que quando o amor é verdadeiro resiste a distância e ao tempo, então ela faria um esforço para dar certo mesmo a distância. Ela amava Ruan como nunca amou alguém na vida toda, se conheciam há quatro anos, o casamento seria marcado para o ano seguinte, mas agora, o primeiro passo era resolver o problema do novo emprego.

— Tenho certeza que iremos dar um jeito nisso, só preciso focar na situação presente, nada vai mudar entre nós amor, são só alguns quilômetros. — Eliza falava para Ruan.

Ela sabia que tinha como noivo um dos homens mais cobiçado da cidade. Ele era inteligente, educado, gentil, carinhoso e rico, um dos herdeiros mais gato e comentado na alta sociedade. Quando estavam juntos em público, via os olhares das mulheres de cobiça para Ruan e os de inveja para ela. Muitas tentaram seduzir Ruan, mas falharam. Ele só tinha olhos para Eliza.

Em ocasiões onde Eliza não estava, as garotas chamavam os amigos deles e pediam para apresenta-las ao belo Ruan Juarez. Ele as conhecia, mas em poucos minutos de conversa deixava claro que tinha namorada.

Certa vez uma jornalista em busca de conteúdo, foi a um evento onde Ruan estaria, levou duas amigas que homem algum diria não, mesmo que fosse por alguns minutos de aventura. Após algum tempo de conversa com uma das moças flertava descaradamente com ele:

— Comprei recentemente uma casa, e quero reformá-la por completo, há alguns problemas com fiação também e...

Ruan disse educadamente alto o suficiente para mais de uma pessoa além da jornalista ouvir:

— É mesmo? Posso falar com algum engenheiro para avaliar para você, e posso lhe apresentar minha noiva Eliza, ela é uma profissional competente, tenho certeza que resolverá o seu problema com a fiação. Ela ainda pode lhe dar umas dicas de decoração...

A jornalista contentou-se em escrever uma matéria dizendo Ruan Juarez é o milionário mais lindo, elegante e fiel de Fortaleza, um verdadeiro príncipe que não cede a encantos de outras mulheres que não a sua amada noiva Eliza Matos, também engenheira. Eliza odiava publicidade, mas gostou de ler, Fiel e amada noiva.

O jantar terminou e os dois tomaram algumas cervejas, nada podia ser feito, depois que Eliza tomava uma decisão, ninguém a dissuadia do contrário por nada nesse mundo, e Ruan sabia disto, portanto, era inútil espernear.

— Já que não temos muito tempo, vem cá, vamos aproveitar essas últimas horas, porque só poderei visitar você em quinze dias. — Ruan falou carregando Eliza no colo e beijando-a enquanto caminhava para a porta do quarto.

O vestido da morena foi arrancado, deixando aquele lindo corpo apenas com uma minúscula calcinha rendada preta sobre aquela pele macia. Ruan acariciou as rosadas aréolas de Eliza, levou a boca até um dos biquinhos rosados e chupou. Eliza olhava no fundo dos olhos verdes daquele moreno lindo de um e oitenta metros de altura enquanto envolvia as mãos nos cabelos ondulados e fatos, segurou firme e o fez descer mais até o meio de suas pernas já úmidas.

Como todas as vezes que faziam amor, era sempre de tirar o fôlego. Ruan adorava cada movimento que Eliza fazia, ela sempre o surpreendia. A beleza daquela mulher o deixava encantado a cada dia, ele sentia-se o cara mais sortudo do mundo em ter Eliza como noiva e futura esposa. Agora que estavam deitados e exaustos, Ruan olhava como a noiva parecia frágil, como que se precisasse ser protegida, uma delicadeza pairava sobre cada centímetro daquele corpo, era linda, tão perfeita. A luz foi apagada, Eliza deitou-se sobre o braço forte do namorado e dormiu.

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