Capa do romance Então, prenda-me se for capaz

Então, prenda-me se for capaz

8.2 / 10.0
Em Então, prenda-me se for capaz, Eliza inicia um emprego em São Paulo e conhece Christian Bonatti e Tyler. Neste romance modern, a noiva descobre o sadomasoquismo e a submissão. Leia livros online grátis e acompanhe essa descoberta de desejos nesta instigante web novel.
Resumo de Então, prenda-me se for capaz
Eliza, noiva de um engenheiro, muda-se para São Paulo após conseguir um emprego. No novo prédio, ela conhece Christian Bonatti, um chef italiano gentil, e Tyler, um atraente americano. Ambos disputam seu coração, ignorando seu compromisso. Ao se envolver com Bonatti, Eliza descobre um mundo de desejos intensos e desconhecidos. Ela mergulha em uma relação de submissão e sadomasoquismo, explorando uma conexão carnal profunda que desafia tudo o que já viveu antes.
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Então, prenda-me se for capaz Capítulo 1

— Temos um acordo, se você descumprir receberá severas punições, entendeu querida?

Ela leu baixinho que o som quase não alcança seu ouvido. Sorriu. As punições eram excitantes e ela gostava. Não respondeu a mensagem, abriu uma outra conversa com um documento do trabalho e concentrou-se nele.

Estava no térreo, não via a hora de entrar eu sua residência.

Quando o elevador estava quase fechando, uma mão foi colocada entre a porta fazendo-o abrir. Entraram duas pessoas, um homem bonito, jovem e alto, juntamente com uma mulher atrapalhada cheia de sacolas de supermercado empurrando um carrinho de bebê. O homem ajudou a mulher entrar com sua bagagem e, ela o agradeceu sorridente.

Ao adentrar o elevador, o homem bonito, educadamente deu boa noite para as pessoas que ali já se encontravam e, elas o responderam de volta em um uníssono:

— Boa noite.

O homem encostou-se a esquerda na parede de aço e ficou em silencio assim como todos ali também permaneceram mudos, incluindo o bebê que, dormia feito um anjo, ele observou.

“Meio anjo, meio demônia, uma junção perfeita”, formulou mentalmente olhando para a jovem de cabelos escuros que estava no fundo a direita.

No elevador haviam cinco pessoas, uma delas era uma jovem vestida em uma blusa social azul com a barra metida por dentro da saia alfaiataria preta. Ela era estonteantemente linda. Havia ainda um senhor na casa dos 65 anos de idade, além da mãe e o bebê que entraram junto com o homem bonito, este, trajando elegantemente um terno preto.

Encostada na parede do elevador a jovem de blusa azul estava séria mexendo no celular, concentrada demais para ouvir o que a outra mulher e o idoso ao seu lado conversavam. O homem de terno preto apenas a fitava sem piscar pensando: “Como é bonita, eu poderia arrancar-lhe a roupa aqui mesmo e a possuir! Droga, mas que pensamento?”. E a moça contraiu o cenho fazendo um vinco na testa, mordeu os lábios inferiores como que para aliviar alguma tensão sobre algo que a perturbava, digitou no algo smartfone e finalmente ergueu-se inspirando fundo, meteu o celular na bolsa e alinhou as costas estufando o peito fazendo a blusa subir. Ela, portanto, levou as pontas dos dedos até a altura da cintura e puxou a blusa para baixo, na volta carregou rápido com as mãos, os seios que, se movimentaram debaixo da seda azul. O homem a olhava mordiscando e lambendo os lábios, tentando mudar os pensamentos libidinosos.

O elevador parou no quarto andar e a senhora com o carrinho saiu. Próximo ao quinto andar a moça encaminhou-se para a porta dizendo para o homem na terceira idade:

— Tenha uma boa noite, senhor Arthur. — E, para o homem bonito piscou sorrindo provocante falando: — Boa noite para você também. — E saiu do elevador.

A jovem retirou a chave da bolsa e encaminhou-se para a porta de seu apartamento, o scarpin maltratava seus pés delicados.

— Odeio esse salto idiota, não vou usá-lo nunca mais. — Mentiu mais uma vez.

Deu a volta na fechadura e sentiu que alguém se aproximava atrás de si, mas antes que pudesse se virar completamente, uma mão entrelaçou-se em seu pescoço enquanto a outra apertava-lhe os seios macios e desciam para o meio das pernas.

— Chiii, quietinha, não resisti esses lindos seios no elevador, fez para me provocar foi? Agora termina de abrir a porta, rápido, antes que alguém apareça.

Imediatamente o corpo da bela jovem foi invadido por uma adrenalina enlouquecedora, especialmente na região interna da coxa, que logo contraiu-se. Era a quarta vez naquele mês que ela era surpreendida por aquele homem que lhe provocava os mais libertinos desejos carnais que um ser humano pode ter. Para manter o charme que gostava, fazendo-se de difícil, ela falou tentando manter um tom de autoridade em um sussurro baixinho que queria dizer “Continue”:

— Me solta cretino, acha que pode pegar meu pescoço e...

— Quer mais apertado, hum? Eu aperto! — Ele provocou enquanto sua saliência crescia dentro da calça social.

Ela gostava, ele mais ainda. A pulsação entre a região intima aumentou e uma descarga elétrica percorreu seu corpo inteiro.

A porta foi aberta, para em seguida ser fechada após o casal entrar rapidamente sem que a mulher tivesse a chance para livrar-se do homem que a segurava firmemente. Ela não queria livrar-se dele.

Do lado de dentro do apartamento, o homem encostou-a na parede ainda segurando-a pelo pescoço, só que agora pela frente, a mão ágil já entrava por baixo da saia afastando-lhe a calcinha para o lado. A linda morena olhava no fundo dos olhos escuros daquele homem que a masturbava e a deixava com as pernas bambas, “Gostoso, ohh isso, continue”, fechava os olhos e entre abria a boca com a respiração ofegante. Puxou-o para mais próximo de seu corpo envolvendo as mãos pelo pescoço para beija-lo em seguida.

— Você é uma delícia, mas não deveria ter me pego de surpresa na porta do meu apartamento, eu disse que apenas mais tarde...

— Eu não pude resistir você tão gostosa naquele elevador, se você visse o que eu vejo, você me entenderia Eliza, sabes que é uma delícia, não sabe? — Ele perguntou com a voz rouca e provocante ao ouvido de Eliza.

Ela não poderia dizer não a aquele homem, era impossível.

— Qualquer dia vamos ser surpreendidos, e a culpa será sua, meu amor. — Ela gemeu mais do que falou.

— Francamente, eu não ligo minha querida, você se importa? — Ele lhe sussurrava roucamente mordiscando aqueles lábios bonitos.

O homem continuava a toca-la, as investidas eram mais frenéticas e os dedos deslizavam cada vez mais para dentro da umidade macia.

— Ahh, eu... — A jovem murmurou baixinho.

— O que? Fale minha vadiazinha. — Ele disse aumentando o ritmo lá em baixo.

— Eu, ahh....eu vou...

E o moreno sedutor retirou a mão de baixo da saia de Eliza, os dedos estavam melados, ele levou-os até a própria boca e chupou-os para em seguida beija-la na boca. Um dos maiores prazeres daquele homem, era, negar o orgasmo a Eliza, isso a deixava enlouquecida, fazendo-a correr feito uma cadelinha rastejante e obediente aos pés dele. Ele adorava vê-la implorar por mais.

— Eu vou para minha casa, tomar um banho e desço com o jantar, não se atreva a cozinhar, seria desperdício de ingredientes.

— Não cozinho tão ruim assim. — Ela riu.

— Também não cozinha bem. — E ele gargalhou beijando-a e segurando-a pela cintura encaminhando-se para a porta e saindo elegantemente do apartamento.

Eliza atravessou a sala e encaminhou-se cheia de tesão para o quarto, tirou a roupa e entrou no banheiro para se renovar daquele longo dia e se preparar para o homem delicioso que lhe causara aquela vibração frenética que sentia por todo o corpo naquele instante. A vagina molhava, e não era pela água que caia em seu corpo. Ao sair do banho, Eliza avaliou as possibilidades de roupas para usar posteriormente, pegou um vestido branco, mas desistiu. Após olhar várias peças, resolveu usar um vestidinho longo listado bem simples. Seria inútil se arrumar para aquele homem desmanchar a produção toda em questão de segundos e, ela estava cansada de um dia exaustivo. A beleza natural bastaria.

Embora não fosse caprichar no visual, iria usar e preparar alguns acessórios interessantes que seriam úteis para mais tarde. Abriu uma gaveta e retirou de dentro uma algema com corrente que terminava com uma coleira acoplada, fora presente do seu belo vizinho que a abordara na porta, era uma de suas favoritas, pois, ela também tinha outros modelos de algemas. A lingerie escolhida resumia-se em uma minúscula renda talhada em formato de calcinha, de modo a combinar a peça, usou um soutien da mesma cor em renda, porém, com detalhes azul turquesa.

— Ele vai gostar dessa.

A vida sexual de Eliza Mattos sempre fora satisfatória, no entanto, houve uma reviravolta quando a jovem conheceu o vizinho que morava no mesmo prédio. Toda vez que Eliza pensava nele, o coração acelerava-se, o estomago contraia-se e as pernas fraquejavam, tudo que ele fazia era excitante, viver com aquele homem era como descer uma montanha russa e, ela adorava a sensação.

Uma batida na porta fez Eliza olhar para o relógio no pulso, já se passavam das vinte e meia, o tempo passou-se tão depressa que ela mal notara. Só então observou que o estômago roncava de fome. Correu para atender a porta, o homem do elevador entrava com um suporte para panelas em cada uma das mãos. Ele entrou e foi direto para a cozinha, a mesa estava arrumada com o bom gosto para decoração que só Eliza possuía. As cores combinavam entre verde, branco e marrom. A especialidade da noite para aquela refeição combinava uma Bruschetta como entrada e, um Carpaccio como prato principal. Para acompanhar, Eliza tirou da geladeira um vinho tinto que ganhara dois meses antes. O jantar foi uma maravilha, como sobremesa comeram um mouse feito por Eliza, que embora não mandasse bem na cozinha, nas sobremesas ela improvisava muito bem.

— E então, o que achou da sobremesa? — Ela quis saber.

— Devo admitir, com as sobremesas você me impressiona Liz. — Ele elogiou com sinceridade terminando de devorar o Mousse de pêssego, manga e maracujá.

— YouTube tem suas utilidades... Só para saber, o meu chefinho quer algo mais? — Eliza perguntou lambendo os lábios que ainda estavam com o gosto do mousse.

— Um pouco mais de vinho seria excelente para começarmos a noite.

— Vou pegar mais uma garrafa. — E virou abrindo a geladeira pegando o vinho tinto. Enquanto abria a garrafa o telefone tocou. E continuou a tocar incansavelmente.

— É o seu! Não vai atender? — Ele indagou.

— Claro. — E Eliza pegou o celular que estava na ponta da mesa. — Alô?

— Eli, querida, sou eu, Ruan, você está muito ocupada agora, está podendo falar meu amor? Estou próximo ao seu prédio, pensei em passar aí agora para conversarmos — A voz ecoou naquela sala silenciosa. Embora não estivesse ligado na viva voz, o volume era alto o suficiente para todos ouvirem.

“Droga”.

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