Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Então Eu Quero Te Esquecer

Então Eu Quero Te Esquecer

No segundo livro da série Clichês, Clara e Valentin nutrem uma rivalidade intensa e mútua. No entanto, o destino os força a conviver além do ambiente profissional quando seus melhores amigos iniciam um relacionamento. Em meio a discussões e provocações constantes, surge uma tensão inesperada. Resta saber se esse sentimento resultará em paixão ou na destruição total. É uma história sobre como o amor pode nos prender, mas também nos libertar.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Nunca precisei de ninguém me dizer que eu era bonito, inteligente, roludo e bom de cama. Eu não precisava que me falassem o que eu já sabia.

As pessoas não gostam de gente que se acha! Pois eu digo que as pessoas não gostam de gente que nãos são e se acham. Eu era tudo aquilo, não tinha porque falsa modéstia.

Por isso que eu, Valentin Romano Sánchez, nos meus plenos trinta e quatro anos não entendia porque minha mente vira e mexe vinha o flash que eu tive naquela manhã em meu escritório. A boceta de Clara.

Não me sentia atraído por Clara! Não mesmo. Ela era literalmente a junção do que eu não achava atraente em uma mulher, nem agora nem nunca!

Primeiro porque gostava de loiras e ela tinha o cabelo preto escuro, depois eu gostava de mulheres gostosas, e digamos que Clara era gordinha demais para se encaixar naquele meu padrão e terceiro que eu gostava de garotas submissas e aquela menina parecia ser tudo, menos isso! Vivia com o nariz para cima e de todas as mulheres que trabalhavam ali ela nunca tinha medo de me olhar nos olhos.

Por isso voltávamos ao questionamento inicial, porque diabos desde que Clara se abaixou frente a minha mesa e vislumbrei sua boceta rosa por meros segundos que a cada maldita vagina que eu enfiava o meu pau nunca parecia ser o suficiente? Eu estava curioso demais para ver por inteiro e sentir a xota daquela insuportável? O pior é que eu sabia que ela não tinha feito de propósito! Logo depois de desviar os olhos da boceta encontrei seu rosto concentrado nos papéis do chão em uma carranca enquanto resmungava baixinho distraída.

Jonas tinha razão, Clara amava vestir roupas coladas ao seu corpo, e muitos dos seus vestidos não deixavam nada para imaginação alheia, (não a minha) de que por baixo não tinha uma calcinha sequer.

Há alguns dias tínhamos tido nosso embate no elevador, desde então nos ignorávamos, mas hoje era um dia fodido dos quais ela estava usando um vestido preto que ia até os joelhos e pelo que eu imaginava nenhuma peça intima. Aquela garota tinha que ter noção de onde estávamos! Para piorar mais ainda estava passando pela sala dos estagiários e a escutei discutindo com Patrícia (a gostosa que estava louca para dar para mim) e ao ser rechaçada Clara rebateu dizendo que eu não fazia o tipo dela e que a loira deveria procurar outro cara para ela usar como ofensa dizendo que nunca teria interesse nela! Vejam só que absurdo! Era impossível ela ter dito a verdade porque eu fazia o tipo de todas!

Carregado de indignação tinha passado o dia estressado! Tudo piorou ainda mais quando a noite tentando me divertir no aniversário da noiva do meu melhor amigo meus olhos bateram sobre aquela maldita dando um show na pista. Ela usava um vestido bem mais curto que os habituais, o cabelo negro brilhava na pouca luz enquanto rebolava sem cerimônia até o chão! Se ela estava sem calcinha de novo muitas pessoas estavam vendo o que não deviam!

Quis ir até lá e a sair puxando até a saída, porque apostaria um dedo que não existia homem ali que mesmo intimamente imaginou comendo ela ou a amiga que a acompanhava, ou melhor ainda, as duas juntas. Mas eu não tinha nada com ela e nunca teria, nunca tinha dado cena de ciúme na vida e Clara não seria a primeira.

Segurei a raiva e elas sumiram no rumo que era o banheiro, quase cuspi a bebida quando as vi voltando e dois caras as cercando. Por sorte Gustavo foi mais rápido e andou até a amiga dela. Ele a conhecia?

Descobri que Clara era melhor amiga da garota que Boaz tinha atropelado há alguns dias e que agora Gustavo estava comendo e pelo jeito apaixonando na menina que se chamava Ísis.

Observei meu amigo a abordá-las e sem nenhuma novidade vi que se negou a aproximar quando me viu no camarote, trocou algumas palavras com a amiga e deu as costas seguindo na direção oposto rebolando aquele traseiro imenso para longe das minhas vistas.

Quem ela achava que era? Vai tarde já minha filha!

Puto dentro das minhas calças decidi que Clara não era importante, nunca foi e nunca será, queria mais é que ela se fodesse! Me arranjei com duas loiras gostosas e as levei para casa.

A tragédia veio quando nós três peladões dentro da minha piscina começamos a festa. Uma se dedicava na minha boca enquanto a outra pegava meu pau na mão e puta que pariu... nada aconteceu.

— Alô! — Boaz falou aparentemente de péssimo humor como eu.

— Aconteceu uma tragédia, cara!

— Por aqui também.

— Como por aí também? O que foi? Perguntei em alerta terminando de enrolar uma toalha na cintura depois de dispensar as duas gostosas (na verdade elas que quiseram ir depois do que aconteceu, ou melhor, não aconteceu.)

Boaz abriu o jogo sobre ter mentido que era solteiro e que tinha transado com Ísis por horas depois de ir confrontá-la sobre Gustavo, isso tudo antes de todos nós nos encontrarmos por acaso naquela boate.

— Mas vou dar meu jeito, nada com o que se preocupar. — Tentou se auto afirmar.

— Me preocupo sim cara, acho que você deve resolver isso logo. Seja qual for sua decisão eu te apoio, tu sabes!

— Eu sei Tin, obrigado. E então qual o seu problema?

— Eu tô doente Boaz! Provavelmente perto da morte!

— O quê? Como assim? Que loucura é essa?

— Essa é a única explicação para eu ter acabado de expulsar as duas mulheres da minha casa porque eu não dei no coro Boaz! Broxa! Puta que pariu eu estou morrendo irmão! Será que é o que? Câncer?

— Talvez. — Boaz desenrolou começando a gargalhar.

— Filho da puta você está rindo de quê? Acabou de dizer que só tá ficando duro imaginando a outra.

— Exatamente seu idiota. — Meu amigo cessou a risada antes de proferir palavras que acabariam com minha vida. — Descubra qual a garota que faz o seu pau ficar duro só de imaginar, porque provavelmente é ela que está provocando isso.

— Não tem garota nenhuma!

— Sei...

— É sério, você me conhece cara! Eu nunca trepo mais de uma vez.

— Bom, se não está fixado numa boceta então procure um médico... ou tente de outro jeito né, tem muito ativo por aí, é só ficar de quatro e mandar ver.

— Vai tomar no cú, Boaz!

— Eu não, você quem vai ter de tomar se continuar broxando é o único jeito de mandar ver. — A conversa foi interrompida quando desliguei na cara daquele desgraçado.

Tenso andei para o meu quarto tentando pensar numa solução. Pelado sobre meus lençóis encarei meu pau mole e quase chorei. Segurei o infeliz na mão e apertei a rola preguiçosa. — Desgraçado, o que está acontecendo com você, cara?

“— Descubra qual a garota que faz o seu pau ficar duro só de imaginar, porque provavelmente é ela. ”

A imagem da boceta de Clara veio a minha mente e como um feitiço meu pau acordou começando a dar sinais de ficar duro na hora. Mas que desgraça? Aquela filha da puta só podia ter me rogado praga.

Com medo de que nunca mais ficasse duro eu me rendi ao fato de bater uma punheta imaginando aquela maga de uma figa. Clara ia ver só comigo, eu ia pegar dela o que eu queria dando uma bela surra de pau que ela merecia.

— Yanna! — Chamei minha assessora pelo viva- voz. — Peça a estagiária Clara Maria para vir a meu gabinete, uns dos processos que ela me trouxe outro dia está errado! — Menti na cara dura.

Dez minutos depois as batidas na porta me deixaram em alerta, mas ver Mauro entrando no meu escritório me deixou totalmente possesso!

— Doutor, está tendo problemas com os processos?

— Se não me engano eu mandei chamar a Clara.

— Ela pediu que eu mesmo viesse porque fui quem os separou, e se tem erros...

Ela quer guerra? Medir forças comigo? Pois teria!

— Na verdade eu quero que ela venha porque quero pedir um favor.

— Favor? — Mauro me olhou sem entender.

— Sim Maurinho, quero pedir para Clara me auxiliar aqui por um tempo. Veja só toda essa papelada... Yanna é minha assessora, mas não está conseguindo sozinha, visando o número de estagiários que temos aqui pensei que não atrapalharia eu a trazer para cá.

— Bom, se o senhor acha que ela consegue e sendo só por um tempo eu não vejo problema, por mim tudo bem.

— Que ótimo! Então peça que ela venha até aqui e eu farei a proposta.

Mas quinze minutos se passaram. Não houve batidas na porta. Ela simplesmente entrou com os olhos nublados e o rosto que mostrava estar de péssimo humor. Aposto que estava de ressaca por ontem.

— Pois não, doutor Romano?

— Clara, arrume suas coisas, preciso que você fique uns dias me ajudando por aqui, você vai ocupar a mesa lá fora ao lado de Yanna.

— Eu o que? — Questionou abismada.

— É surda? Pegue seus pertences em sua mesa e os traga para cá, preciso que me ajude a colocar uns processos em ordem.

— Perdão, doutor Romano, mas não tenho essa função.

— Mauro já concordou, Clara, você tem que vir.

— Mas...

— Clara Maria, não quero perguntas, preciso que comece a organizar aqueles papéis ali para mim. — Apontei para a mesa onde ela tinha deixado cair tudo quando me trouxe aqueles documentos noutro dia.

— Ok.

— Ótimo. — Falei encarando sua boca carnuda. — E por favor, mude também o jeito que vem vestida para o trabalho, isso é um Tribunal não uma festa.

— O que tem minhas roupas?

— Como o que tem com suas roupas, isso aqui não é um desfile!

— Mas eu não estou desfilando.

— Não é o que parece.

— Meu Deus, porque você implica com tudo que eu faço? Aliás, me trouxe para sua sala para me atazanar ainda mais? Esse é o seu plano? Infernizar a minha vida diabo?

Ela me chamou do que eu ouvi? Porra, de diabo é foda!

— Eu te trouxe para separar papéis porque você é tão incompetente lá fora que talvez separar por ordem alfabética você seja boa!

— Se sou incompetente porque não chama outra pessoa?

— Clara! Não quero ouvir mais nada! Vá pegar suas coisas e amanhã apareça com roupas decentes!

— Eu não vou mudar minhas roupas, você é o único que as acha indecentes, pelo amor de Deus, você acha que manda em mim?

— Eu mando enquanto estivermos aqui dentro sua atrevida! — Falei a encurralando na parede sentindo meu pau endurecer rápido ficando duro feito pedra. Quando mirei a cor dos lábios da boca percebi que eram da mesma cor dos lábios da boceta, foi meu fim. Eu não estava doente e nem broxa, só precisava comer aquela infeliz.

— Não manda não! Não sou sua funcionária!

— Você está sem calcinha?

— O que?

— Ouviu bem, está sem calcinha como aquele dia? Aliás não precisa responder vou conferir por mim mesmo.

Clara falhou as pernas e os olhos aumentaram quando enfiei uma mão por baixo da barra do vestido e cobri o meio das suas pernas em cheio descobrindo o que já sabia. Nenhuma merda de calcinha. Inferno!

— Você além de muito malcriada é uma safada. — Proferi com a boca colada em sua bochecha enquanto espalmava a mão livre em seu ventre depois no seu quadril afundando na carne macia para só depois se juntar a minha outra mão embaixo do seu vestido. Abaixei a cabeça para encontrar seus olhos que me observavam atentamente.

Podia ver seu peito subindo e descendo num ritmo frenético, esperei que ela me interrompesse, mas assim como eu ela parecia estar com muitas sensações para digerir.

Com a mão ainda em concha encontrei o caminho entre sua fenda penetrando fundo no canal apertado dela com o médio e anelar começando um vai e vem gostoso sentindo sua lubrificação aumentar ficando molhada a ponto de começar a fazer barulho.

— O que você... está... fazendo...Valentin? — Gaguejou e eu me odiei por amar meu nome em seus lábios.

Segurou meu pulso e cravou as unhas afim de me fazer afastar, mas o que eu fiz foi acelerar o ritmo. Clara parecia uma virgem de tão apertada. Espremia demais meus dois dedos, mas não encontrei nenhuma barreira, continuei afundando sentindo ela ficar tão encharcada que desejei mais que minha vida tirar o pau para fora e meter nela até machucar.

Nunca tinha me sentindo assim com alguém e nunca imaginaria que um dia me sentiria dessa maneira em relação a ela.

— Só estou provando um ponto... ouvi você dizer mais cedo que eu não faço o seu tipo... fugiu de mim ontem na boate quando sua amiga foi até o camarote que eu estava, mas agora está aqui com a xota babando com vontade de mim, né? Ela sequer respondeu, fulminou meu olhar com o seu e empurrou a boceta contra meus dedos, montando em minha mão.

Você pode gostar

Capa do romance A Cicatriz do Meu Ventre Vazio
8.5
Após um grave acidente, Lúcia desperta no hospital com uma dor insuportável: o seu ventre está vazio e o filho que esperava partiu. Enquanto sofre, o seu marido, Pedro, ignora as suas chamadas para consolar a meia-irmã, Sofia, que perdeu um gato. Diante da crueldade e do desprezo de Pedro, Lúcia decide pedir o divórcio. Abandonada pela família e cansada de lágrimas falsas, ela abandona tudo. Agora, a dor transforma-se numa sede implacável por justiça e vingança.
Capa do romance A Dívida do Rei da Máfia: A Fúria da Minha Família
9.5
Dante construiu um império, mas no batizado da família, descobri sua traição. Grávida, vi meu marido exibir o filho da amante como herdeiro. Humilhada e ignorada por todos, sofri com o desprezo dele, que protegeu Selena e me acusou de histeria. Após ser falsamente culpada por agredir o bebê dela, Dante me abandonou na dor. Ao acordar no hospital sob ordens de pedir perdão à rival, entendi que nossa união acabou. A esposa fiel morreu; agora, surge uma nova mulher.
Capa do romance A Noz Que Matou Meu Mundo
8.5
No aniversário de Leo, a negligência de Helena e Pedro causou a morte do menino por alergia a nozes. Em vez de luto, a protagonista enfrenta acusações cruéis da sogra e o abandono do marido. Quando Pedro pede o divórcio e tenta roubar a herança de Leo alegando instabilidade mental dela, a dor se transforma em fúria. Decidida a não ser destruída por essa família desumana, ela contrata uma advogada de elite para iniciar uma guerra judicial implacável.
Capa do romance Anjo Sombrio - Irmãos Dvorak - Livro II
9.6
Neste segundo volume dos Irmãos Dvorak, Ayla busca reconstruir sua vida após sobreviver a um relacionamento abusivo. Seu caminho cruza com o de Matteo, um homem reservado que carrega o peso de falhas passadas. Entre segredos e traumas, surge uma conexão capaz de transformar ambos. A obra mostra que o amor pode superar memórias dolorosas, oferecendo um novo sentido ao prazer. É recomendável a leitura do livro anterior para plena compreensão da trama.
Capa do romance Cinderela se Apaixonou pelo Seu Valentão
8.3
Stella vive sob o jugo de uma madrasta cruel, escondendo sua beleza com disfarces para frequentar a escola. Ela ama Tyler em segredo, embora ele seja seu valentão e deseje a popular Maxine. Tudo muda quando Stella trabalha em uma boate para pagar a cirurgia do irmão e Tyler a resgata, vendo seu verdadeiro rosto. Agora, enquanto ela tenta manter o segredo e fugir dele, o rapaz está decidido a conquistá-la, transformando o bullying em uma paixão intensa.
Capa do romance Do Hospital à Redenção: A Jornada de Ana
8.2
Ao despertar no hospital, Ana descobre que seu filho Tiago precisa de uma cirurgia cerebral vital. Contudo, seu marido Leo e a família dele negam o consentimento para a operação, temendo culpa legal pelo acidente. Sofia ainda a acusa falsamente à polícia para incriminá-la. Abandonada e bloqueada por Leo, Ana transforma seu desespero em fúria. Decidida a salvar a criança, ela jura que todos pagarão por essa traição cruel. Sua nova vida começa agora.