
Então Eu Quero Te Esquecer
Capítulo 3
Eu queria dar um tapa no rosto dele, depois puxar pela gravata e lamber o pescoço, sentia por seu olhar que ele esperava que eu o interrompesse, mas eu não era tão hipócrita, seus dedos já estavam dentro de mim, tive tempo para me empurrá-lo e ir embora. Mas não o fiz.
— No que está pensando, Clara? — Sua voz baixa e rouca atingiu meus ouvidos de novo depois que não respondi sua afronta. Ergui os olhos do seu pescoço encontrando os dele uma mistura de zombaria e ansiedade.
— Você também disse que eu não fazia seu tipo.
— É porque não faz. — O insolente falou e meu ódio aumentou ainda mais se encontrando com a sensação boa dele me comendo devagarzinho com os dedos.
— Então estamos quites, nem você o meu! — Rebati e ele aumentou as investidas. Deixei meu corpo cair para trás contra a parede me curvando para lhe dar mais acesso, os gemidos doloridos escaparam da minha boca e a raiva por deixar que meu corpo reagisse daquela maneira me encheu. Queria estapear, mas acima disso queria que ele continuasse até me fazer gozar. O desejo forte estava se concentrando no meu ventre em sensações deliciosas a cada resvalar que seu polegar dava em meu clitóris enquanto metia sem dó e eu rebolava contra.
Mordi os lábios forte tentando sem sucesso abafar as lamurias. Olhei seu rosto e vi o quão concentrado ele estava com as sobrancelhas juntas encarando o ponto que suas mãos sumiam em meu vestido.
— Inferno, você está tão molhada. — Seus olhos se fecharam e ele pareceu lutar uma batalha consigo mesmo, assim como eu estava a pouco quando ele me enjaulou em seus braços.
Sem abrir os olhos Valentin tirou os dedos de dentro e pressionou a testa na minha respirando pesado, um engolindo a respiração do outro, eu lamentando em silêncio ele ter parado.
Tremi toda sentindo abandono pelo afastamento, me segurei para não implorar que voltasse, olhei para baixo e vi a ereção gigante marcando no tecido da sua calça. Com um movimento rápido Valentin puxou minhas coxas com força jogando meu corpo sobre a mesa abarrotada pelos papéis que havia me mandado organizar e abriu minhas pernas na sua frente lambendo aqueles lábios perfeitos quando bateu os olhos na minha boceta piscando de vontade.
Um gemido saiu quando os dedos voltaram escorregando por minha virilha até mergulharem dentro de mim novamente.
Desprezava aquele idiota com todas minhas forças, mas meu corpo ali me traía, porque odiava ter que admitir o quão bom ele era naquilo. A pegada de homem que estava acostumado a conseguir tudo o que queria, e pelo jeito o que ele queria naquele momento era eu.
Entrou e saiu tantas vezes que me sentia lânguida quando esfregando meu grelo em círculos me fez pender a cabeça para trás. Para fechar ainda mais a humilhação eu soltei um sussurro implorando: — Aí... por favor, sim! Sim!
Foi a deixa para seu completo deleite. Valentin sorriu de lado e parou de mexer. Me apoiei nos cotovelos sentindo o orgasmo que se aproximava a todo vapor ficando para trás abandonando. Mas não ia deixar mesmo. Sentei o agarrando pela gola da sua camisa colei minha boca contra a sua com força.
Valentin tinha a boca perfeita, ele parecia conhecer cada ângulo e movimento certo. Mordi seu lábio inferior e chupei enquanto minhas mãos iam para seus ombros o livrando do blazer caro.
— Você quem começou, agora trate terminar! — Exigi e um grunhido saiu da sua boca no segundo que suas mãos grandes deslizavam por minhas costelas até o seio. Os segurou por baixo e apertou os mamilos endurecidos.
— Tira essa merda que você chama de vestido ou vou rasgar.
Encarei seu rosto bruto e o ar selvagem de quem faria mesmo o que dizia. Puxei a peça pela barra a deixando de lado. Valentin engoliu seco e olhou meu corpo por uns segundos antes que suas mãos enormes e ásperas voltassem para meus seios apertando e beliscando os mamilos nus, ao invés de reclamar pressionei o corpo contra suas palmas querendo tudo que ele pudesse me dar. Rosnou e apertou ainda mais os dedos.
— Você é uma putinha provocadora, Clara. — Ronronou na minha orelha e me apressei com os dedos no cós da sua calça descendo o zíper tirando suas calças e cueca para apertar forte seu pau na mão.
Arregalei os olhos ao sentir ele pulsar e me afastei para encarar tudo aquilo que eu segurava.
— O que foi? — Sussurrou entre os dentes cerrados enquanto as mãos passeavam por todo meu corpo me apertando com força.
— Nem pensar que isso vai caber. — Soltei sem pensar sentindo que por mais embriagada de luxúria que eu estivesse a rola imensa de Valentin iria me arrombar.
— Ah vai sim. — Forçou meu corpo cair de volta na mesa e numa rapidez absurda sacou um preservativo do bolso da calça o deslizando pela ereção, antes que eu contestasse de novo seu tamanho avantajado ele segurou com uma mão meus calcanhares os erguendo e o pau na outra, dando um passo mergulhando fundo dentro de mim.
Fiquei perplexa com o grito alto que eu dei e o tapa estalado que recebi na bunda, a sensação de que estava recebendo algo maior do que podia era melhor do que qualquer coisa que eu imaginei.
— Se não quer que ninguém saiba o que está acontecendo aqui, se contenha, safada! — Batendo os quadris contra minhas coxas indo cada metida mais fundo, grunhi com ódio por ter cedido aquilo e ódio de ser incapaz de o mandar parar. — Nunca foi fodida assim, Clara? Aposto que não, você não seria assim se fosse fodida direito, não é?
— Já tive melhores. — Foi a única provocação que meu cérebro conseguiu raciocinar. Ele riu uma risada debochada como se soubesse que eu estava mentindo.
Na verdade, não era tão grande a mentira, gostava de transar e era boa nisso, por ser livre eu as vezes tinha sorte de gozar gostoso, as vezes não. Com ele especificamente tinha tido sorte, Valentin sabia o que fazia e eu estava cada vez mais perto de um orgasmo.
Saiu de dentro de mim quando eu estava prestes a gozar e por um instante achei que me deixaria ali daquele jeito só para me humilhar ainda mais do que já tinha feito. Mas então agarrou meus braços e me puxou para fora da mesa me roubando um beijo.
— Pede para eu te deixar gozar, Clara. — Valentin piscou uma vez os olhos escuros e sombrios.
O tom de voz parecia mais uma pergunta. Mas a sombra de sorriso em seu lábio me fazia lembrar de quem ele era realmente, o descarado devasso que falava mal de mim sempre que tinha oportunidade. Por isso olhando em seus olhos pronunciei: — Nem pensar.
O sorriso desdenhoso apareceu de novo e quis meter uma joelhada no meio das suas pernas, Valentin era um convencido de merda, mas olhando-o aqui na minha frente desgrenhado ainda vestido só com as calças arreadas nas coxas e com aquele pau de chocolate enorme, tinha que admitir que ele podia ser.
— Só se pedir que eu te dou, Clara.
— Valentin, já que vai ficar nessa eu vou me vestir. — Segurei o vestido entre os dedos e a próxima coisa que senti foi ter o tronco curvado sobre a mesa, meu rosto pousou na madeira fria enquanto meus peitos prensaram em uma pilha de documentos.
— Afasta as pernas, porra. — Mandou e eu as separei sem hesitar, empinei a bunda e ele puxou meu quadril para trás entrando em mim me arrancando um arquejo. — Você é uma safada, Clara. Olha só como arrebita esse rabo querendo tomar pau. — Murmurou tomando minha orelha entre os dentes enquanto aumentava suas estocadas. — Que boceta gostosa, bem do jeito que eu imaginei.
— Cala a boca, Valentin, só faz e fica calado, porra! — Pedi desesperada sentindo o orgasmo dando as caras de novo, e ao contrário do que tinha acabado de dizer suas palavras sujas estavam me levando a loucura. Ao que parece ele sabia disso e mordeu minha orelha, firmou uma de suas pernas sobre o móvel tornando o ângulo mais estreito do que já era arrancando suspiros de nós dois.
— Caralho que isso! — O som abafado saiu de sua garganta e eu comecei a latejar por dentro contraindo involuntariamente a boceta. — Se ficar fazendo isso eu vou gozar, Clara!
— Não consigo controlar. Deus do céu. — Chorei quando deslizou a mão que apertava meu seio pelo meu corpo até o meio das minhas pernas, esfregou repetidas vezes meu clitóris inchado exercendo ali a pressão e ritmo perfeito.
Podia sentir seu sorriso em minha nuca quando ele mordeu no segundo que um dos espasmos dentro de mim tão fundos que não tinha outro fim, comecei a gozar. O fogo e o tremor se espalhou por todo corpo, empurrei contra deixando o orgasmo me tomar de cheio. Quando acabou, Valentin espalhou beijos em minhas costas e saiu de dentro de mim me virando deixando beijos lentos em meu pescoço, queixo e lábios. Afundei minhas mãos em seu cabelo baixinho e apertei sua nuca com força esperando tirar alguma reação dele que parecia sempre impenetrável.
Pressionando a ereção na minha barriga beijou minha boca e grunhiu se afastando e descartando a camisinha.
— Agora é sua vez. — Sussurrou contra minha boca e eu o agarrei começando a mexer.
Valentin era um homem esculpido, o pau pesado, grosso e longo, cheio de veias, me dava água na boca definitivamente e minha vontade era livrá-lo de todas aquelas roupas para vislumbrar seu corpo inteiro. Chutaria vinte e dois ou mais centímetros de rola grossa entrando e saindo, eu devia estar sem fundo, tinha certeza que nunca mais olharia para outras rolas sem julgá-las antes.
Arquejou entre os dentes quando meu dedo esfregou sobre sua uretra e fez a coroa da cabeça, dei-lhe um olhar devasso antes de soltar: — Vou te fazer gozar tão forte que nem vai lembrar que é o maior filho da puta, doutor Romano. — Me abaixei segurando a ereção apreciando o membro rígido moldado pelo divino brilhando de lubrificação, os testículos pesados bem depilados, lambi os lábios ansiosa antes de beijá-lo ali.
Tomei uma de suas bolas na boca e ele se retesou um pouco soltando um xingamento baixinho. Alternei entre elas as chupando firme antes de subir lambendo todo o caminho até a ponta. Esfreguei a língua no freio até que suas mãos agarrassem meu cabelo com força me afastando.
Valentin respirou fundo, segurou e bateu com o pau na minha cara antes de esfregar a ponta na minha boca. Eu fui mais rápida e engoli a ponta o deixando surpreso, depois forcei seu pau até o meu limite o sentindo encostar no fundo da garganta. Meus olhos marejaram e eu olhei para cima para que ele tivesse um a visão ampla de mim engasgada com sua rola.
Ele soltou um chiado profundo seguido de um xingamento. Cheio de tesão alisou minha bochecha e depois fechou os olhos com força puxando ar pela boca. Pela primeira vez parecia vulnerável. Em abandono deixou a cabeça tombar um pouco para trás gemendo de novo: — Que desgraça de boca maravilhosa é essa, porra?
Ele estava lindo ali exposto, os quadris se mexendo devagarzinho de encontro minha boca, os braços firmados sobre a mesa respirando pesado.
— Ah que gostoso, nunca imaginaria que você era tão boa nisso...
Foi então que verdade me tomou e me jogou de volta a quem era o homem ali na minha frente. Valentin era o maior cretino do planeta e depois de tudo que sabia que ele dizia de mim eu ainda estava de joelhos na frente dele? A fofinha aqui já tinha conseguido seu orgasmo, ele que se fodesse!
Ouvindo seu suspiro me afastei de novo ganhando sua atenção, só então me levantei. Apesar de estar desamparada pela nudez não vacilei mesmo sabendo que se suas mãos me tocassem do jeito que ele tinha mostrado fazer eu cederia. Agarrei o vestido que estava jogado ao lado de onde ele se apoiava na mesa e sem que desviássemos o olhar me enfiei dentro da peça que entrou fácil por ser de malha canelada.
Valentin estreitou os olhos quando me viu vestida e pareceu sair do transe: — O que você pensa que tá fazendo? Ajoelha agora.
— Sem chance, doutor. — Limpei ao redor da boca em provocação. — Também já provei meu ponto aqui. Vou buscar minhas coisas e já assumo minha nova função. — Falei ajeitando meu cabelo o melhor que pude e sai da sala, rezando para que ninguém tivesse escutado nós dois, e muito menos que meu estado deplorável me denunciasse.
Andei de volta para minha mesa sentindo minha boceta ainda latejando, peguei tudo que precisava no momento e andei de volta para o gabinete de Doutor Romano só parando no caminho para me limpar e recompor no banheiro. Enquanto me olhava no espelho me permiti pensar no que tinha acontecido. Tinha deixado Valentin me foder e me dar o orgasmo que admitia tristemente ter sido o melhor da minha vida? Por último o deixado na mão desejando que ficasse lá com bolas roxas e muita raiva, aquilo era para ele aprender a não me tratar como um lixo, afinal a gorda que dizia não sentir atração tinha servido muito bem agora pouco.
Tudo a fazer era fingir que nunca aconteceu seguindo em frente como tinha de ser.
Ainda estava de porta fechadas quando voltei e encontrei Yanna com o que parecia ser um caminhão de papéis.
— Ah, você chegou. — Ela sorriu simpática.
— Isso tudo é para mim?
Yanna franziu a testa e me olhou com o que eu diria ser até pena. Qualquer um ali via a perseguição que aquele filho da puta estava comigo. — Doutor Romano pediu que separasse isso por ordem alfabética e datas.
— Certo. — Concordei olhando para a porta de novo imaginando o que ele estava fazendo lá dentro. Terminando o que eu tinha começado?
— Ele saiu e pelo jeito não volta hoje..., mas por favor o mais rápido que puder? Nem eu nem você quer ele resmungando por aqui.
— Ele saiu?
— Há alguns minutos... e de péssimo humor.
— Novidade. — Me sentei na cadeira e esfreguei as mãos uma não outra.
— Pois, é. Devo confessar que no fundo estou feliz por você aqui? Estou abarrotada de trabalho, Clara, você nem imagina o quanto vai me ajudar.
— Pode contar comigo, Yanna. — Ri verdadeiramente, a garota era gentil diferentemente da maioria ali, até porque era noiva e não tinha nenhum interesse em Valentin.
— Ótimo, então vamos começar!
Quase engasguei com a água que bebia quando alguns minutos depois distraída meio aos papéis a menina me chamou dizendo: — Clara, quer chocolate? — Não esse. Meu cérebro traidor gritou.
— Hoje não, obrigada. Já comi chocolate hoje. — Ou o chocolate te comeu... e um bem grande.
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