Capa do romance Encontrei o Amor - Livro 01

Encontrei o Amor - Livro 01

8.2 / 10.0
Um CEO de origem humilde superou tudo para erguer sua empresa, mas novas batalhas surgem em seu caminho. Ao conhecer uma arquiteta talentosa que sobreviveu a traições, uma conexão imediata nasce. O que começa como amizade e trabalho logo vira uma paixão avassaladora. No entanto, para viverem esse amor e realizarem seus sonhos, eles precisarão enfrentar a ganância e a inveja de inimigos cruéis. Será que o sentimento deles é forte o bastante para vencer?

Encontrei o Amor - Livro 01 Capítulo 1

O amor é construído nos sonhos e concretizado no amor.

Chico Xavier!

Capítulo 01

Neal Sullyvan

Boston, Anos atrás.

— Damon, informe a tia Elizabeth que estou me mudando, arrumei um lugar que posso pagar e que fica próximo do meu trabalho — Digo e não espero pela resposta do mauricinho do meu primo e saio, batendo a porta, seguindo meu caminho.

Não sou nenhum ingrato, só que você não faz ideia do que tive que suportar nesses seis meses em que apenas dormi nessa casa, mas espera que vou te contar.

Quando vim morar aqui em Boston eu já estava bem perto de completar meus dezoito anos, só faltavam mais seis meses e na semana passada, mais precisamente dia 27 de outubro, tornei-me um homem adulto e hoje eu me presenteei, enfim, aluguei o meu cantinho. Mais um sonho realizado. Só assim eu vou poder enfim ter sossego para poder estudar e conseguir concluir minha faculdade.

Meu nome é Neal Farrell Sullyvan, tenho hoje dezoito anos e, a pouco mais de seis meses, fui aceito na Universidade de Harvard onde estou cursando engenharia civil.

Com muito esforço e determinação consegui uma bolsa de estudos que está me proporcionado a realização desse sonho, mas para isso eu preciso estudar muito, pois se eu não obtiver notas excepcionais, correrei o risco de perder tudo que tanto lutei para conseguir. Ser aceito em Harvard é mais do que um dia eu pude sonhar, pois sei que aqui só entram os melhores.

Sou o filho mais velho de um casal simples, porém batalhador. Minha mãe é enfermeira e o meu pai é motorista particular e, mesmo vivendo no aperto, enfrentando dias bons e dias difíceis, eles nunca deixaram nada nos faltar. Mas mesmo assim, mesmo nunca antes tendo passado fome ou qualquer outra necessidade, quero poder dar uma vida melhor para ambos, assim como também, quero dá uma vida melhor para meus irmãos.

Meu irmão Erick, tem apenas quinze anos e já sonha com o dia em que ele próprio estiver indo para faculdade, já minha irmã Bianca, essa tem apenas treze anos, ainda é nossa menininha e tenho uma forte impressão que nunca deixará de ser.

Sai da minha cidade, deixando lá a minha família, mas com fé e força de vontade eu sei que vou conseguir conquistar meus objetivos, que é um dia ser um grande engenheiro. Quero poder construir, não só os meus, como também os sonhos, de muitas pessoas. Não quero construir apenas prédios grandes e luxuosos, quero também tornar possível o sonho de muitas pessoas simples, como meus pais, como eu e meus irmãos. Quero poder realizar o sonho dessas pessoas tão simples, e batalhadoras, que sonham em um dia ter sua casa própria.

Para seguir o meu sonho também deixei para trás minha namorada. Não sei se vamos conseguir levar nosso relacionamento em frente morando tão longe um do outro, afinal somos jovens e um relacionamento a distância para dois jovens não sei se é o mais prudente. Porém de minha parte, honrarei esse compromisso, pois amo a Thaís e, apesar de algumas vezes, ela me irritar com sua ideia estapafúrdia como a de que deveríamos ter nos casados antes que eu viesse para Boston, confesso que não sei o porquê ela acha que um casamento possa mudar alguma coisa. Como se para eu honrar o meu compromisso com ela, precisasse estar casado.

Eu a amo e a respeito, não preciso me casar para poder ser fiel, tenho um compromisso com ela e assim manterei. Minha estadia em Boston é apenas para meus estudos e não para curtição e Thaís precisa compreender isso e aprender a confiar em mim assim como eu confio nela, pois isso sim é importante. Confiança.

Ela cisma em dizer que eu a estou enrolando, me veio com chantagem dizendo que já namoramos a dois anos e que está na hora de darmos o próximo passo, chegando a me insultar dizendo que eu não quero me casar porque não a amo, o que me irrita muito, pois eu a amo sim, mas com essas brigas e com a distância, não sei se nosso amor será forte o bastante para suportar.

O amor é como uma planta. Ele precisa ser regado e cuidado. Precisa de confiança assim como a planta precisa do sol. Eu estou tentando, só espero que ela também faça o mesmo.

Sorrio lembrando do que Erick disse quando lhe contei sobre essa exigência da Thaís.

"Vai ver irmão, a água oxigenada que ela tanto usa nos cabelos, danificou o cérebro dela".

Meu irmão não perde uma oportunidade. Não sei o porquê e ele não faz questão de esconder que não suporta a Thaís.

Só que às vezes chego a pensar que ela não pensa direito, afinal, como eu poderia me casar aos dezessete anos, sem ter uma profissão, sem ter um emprego?

Eu poderia viver como muitas pessoas, trabalhar por um salário, construir minha família e viver pagando hoje o que comeu ontem. Só que esse não sou eu. Não tenho nada contra quem decide, ou, por ironia do destino acaba vivendo assim, o que é o caso dos meus pais. Só que eu quero mais. Eu tenho um sonho e por ele eu vou seguir em frente. Só se eu fosse louco largaria tudo que tanto ralei para conseguir. E louco eu te garanto, eu não sou. Sei muito bem o que quero e o que preciso para crescer na vida, e casar neste momento, não é uma delas.

Se eu pretendo me casar um dia? Com toda certeza, sim. Quando eu estiver formado e estiver de fato trabalhando, sendo capaz de cumprir com as obrigações de um dono de casa. um chefe de família.

Com muito sacrifício, trabalhando nas minhas horas vagas, ainda quando estava em Seattle, aproveitando os trabalhos temporários que vez ou outro surge na cidade e muitas vezes sendo servente de pedreiro nos finais de semana, consegui juntar um dinheirinho para poder me manter aqui em Boston pois não vou pedir a meus pais. Sempre procurei trabalhar e ter meu dinheirinho para quando quisesse comprar um sorvete ou até mesmo uma roupa para usar. Imaginava que precisava ter algum dinheiro de reserva enquanto tentava conseguir algum emprego para que eu pudesse pagar meu cantinho e minha alimentação, afinal, não dá para contar com a sorte nunca e, o que eu trouxe não era muito, logo iria acabar se não começasse a repor.

Meus pais, não tem o suficiente nem para eles e meus irmãos, muito menos para me mandar, apesar de saber que eles arrumam se acaso eu chegasse a precisar o que farei o impossível para não acontecer.

Quando recebi a carta dizendo que eu tinha sido aceito em Harvard cheguei a pensar em não aceitar pensando justamente nessas dificuldades, minha aceitação foi tardia pois foi uma das últimas universidades que me inscrevi o que me fez perder o lugar em um dos alojamentos da faculdade, mas minha mãe não me deixou desistir e para isso, ligou para tia Elizabeth, sua irmã, pedindo-lhe para que eu morasse com ela durante meu tempo na faculdade, uma situação que não deixou ninguém feliz.

Minha tia é um ser esnobe e arrogante demais. Não consegue ser generosa nem mesmo para ajudar um sobrinho, mas mesmo sem vontade, disse sim.

Eu não pretendia ficar em sua casa por muito tempo e por isso fiz de tudo para juntar o máximo de dinheiro possível antes de me mudar, esse foi mais um motivo para fazer tantos bicos e trabalhar feito um louco, pois assim que a oportunidade aparecesse de eu poder pagar um lugar não muito caro onde eu pudesse me manter, de sua casa eu logo sairia sem nem olhar para trás.

Assim que cheguei a Boston fui logo conhecer a Universidade e também procurar saber sobre vagas de empregos nas redondezas, o que uma semana depois, graças ao meu bom Deus eu consegui um emprego de garçom em um dos restaurantes bem próximo a faculdade, trabalhando durante o dia com um horário corrido o que me deixa tempo para estudar e a noite eu vou para faculdade.

Decidi que precisava juntar alguma quantia antes de me mudar e além do mais, nenhum dos lugares encontrados para aluguel coincidia com o que eu poderia pagar, por isso tive que suportar alguns meses a mais do que pretendia vivendo naquela casa.

No período em que fiquei na minha tia eu apenas dormia, passava todo o tempo livre estudando em alguma biblioteca ou na própria Universidade já que estudar em casa era praticamente impossível.

Comer em sua casa, era coisa rara pois nunca tinha comida para mim e assim foi durante o tempo que morei lá do qual ao meu ver foi um tempo muito longo. Ainda não consigo entender o porquê dela falar para minha mãe que eu poderia ficar em sua casa, se ia me tratar como a um leproso.

Muitas vezes cheguei da faculdade com vontade de fazer um lanche, mas acabava indo para cama só na vontade, pois isso sempre esteve fora de cogitação já que eu fazia de tudo para evitar gastar alguma coisa daquela casa. Eu nunca falei nada para meus pais e nem vou falar pois quero muito concluir minha faculdade a qual estou apenas começando. Então eu sempre procurei me alimentar pela rua ou no restaurante onde conseguir trabalho.

Foram os piores seis meses da minha vida, até que consegui alugar meu cantinho.

É apenas uma quitinete que ficou vaga e como Deus é maravilhoso tive muita sorte pois fica bem próximo do meu trabalho, além de estar dentro das minhas condições. Não pensei duas vezes antes de fechar o contrato com o proprietário e enfim poder me mudar. Já sabia como era o lugar pois um outro rapaz que também trabalha comigo mora em uma outra kitchenette que fica no andar de baixo.

O aluguel é bem em conta e, o lugar já estava tudo pronto com um sofá cama e uma pequena estante onde logo pensei nos meus livros, além de uma cômoda onde poderia guardar minhas roupas melhor do que na minha mala, na cozinha tem armários, fogão e uma geladeira, a lavanderia fica no andar de baixo onde todos os inquilinos podem usar, já o banheiro, não é tão grande, mas é o suficiente o que para mim já era o bastante. Só em não ouvir mais todos os dias minha tia chorando mísera querendo dinheiro para ajudar nas despesas como se passasse fome a qual eu fingia não ouvir já que nem um prato de comida ela me dava em troca, eu disse para mim mesmo que ali era meu paraíso.

E assim eu fiz.

Foi a melhor sensação da minha vida.

Liberdade, paz e sossego.

"Nota"

Essa é uma história de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, lugares e acontecimentos reais, são mera coincidência.

No livro você irá encontrar, cenas de violência, palavras chulas, cenas de sexo e até um pouco do sobrenatural.

Obrigada por está aqui, tenha uma boa leitura e espero que goste.

Beijos Ney!

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