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Capa do romance Em um Acordo

Em um Acordo

Após a trágica perda de seus pais, Narin, de apenas 17 anos, enfrenta um destino incerto. Seu tio Murat, em vez de assumir sua guarda, decide entregá-la aos cuidados dos Korkmaz, uma influente e rica família. Sem alternativas, a jovem se vê forçada a morar em uma nova realidade, onde precisa seguir regras rígidas. Lá, ela conhece Ömer, o herdeiro playboy de 25 anos. Entre conflitos e desafios, Narin tenta sobreviver a essa difícil convivência imposta.
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Capítulo 2

Ao entrar no quarto, Narin fica mais impressionada. O quarto é muito bonito, bem decorado com uma cama de casal, deixando Narin envergonhada com tanto luxo.

- Sra. Gonul, não precisar me dar um quarto como este, posso dormir em um quarto mais simples. – Narin diz um pouco envergonhada.

- Não querida, não pode, seu quarto é este se acostume. - Sra. Gonul diz com um sorriso cordial.

Alguém bate à porta e Sr Ekin que decide conversar com Narin.

- Entre. - Sra. Gonul autoriza a entrada.

- Gonul, vamos logo deixar a Narin a par das regras da casa. – As palavras do Sr Ekin sai em um tom severo.

- Ekin, não é melhor deixá-la se instalar primeiro? – Sra. Gonul tenta impedir o marido.

- Não, eu não quero ter problema futuro. – Sr Ekin insiste em advertir Narin.

  Narin ficou sem entender do que eles estão faltando, mas não se atreveu a dizer nada.

- Olha Narin, o Ömer a levará para a faculdade todos os dias e tratar você de volta para casa. – As palavras do Sr Ekin saem como uma ordem.

- Não é necessário, eu posso ir de ônibus, não me importo. – Narin tente impor sua vontade.

- De forma nenhuma, não tem autorização para sair só, ter amizade com garotos, nem ir a outro lugar além da faculdade, você irá para a faculdade e voltará para casa, não irá para nenhum outro lugar, estamos entendidos. – O tom na voz do Sr Ekin sai com de um ditador.

- Por que, série uma prisioneira? - Narin pergunta com lágrimas nos olhos.

- Não é isso filha, é só para sua segurança. - Sra. Gonul acalma Narin.

- As regras são essas, eu não quero ter que me preocupar com você, outra coisa Gonul passa o número do celular de Ömer para ela. – Sr Ekin vira dando as costas para as duas.

- Ekin, por favor, você vai assustar a garota. – Sra. Gonul tenta apaziguar a atenção entre eles.

- E tem mais, o que você precisar é só falar com Ömer, ele resolverá tudo para você. – Sr Ekin diz antes de sair do quarto.

Sr Ekin sai do quarto deixando Narin sem entender o que realmente está acontecendo.

Sra. Gonul fica olhando para Narin e percebe o quanto ela está assustada com toda aquela mudança.

- Ei, não fique assim, ele tem aquela cara feia, mas não é tão ruim assim, vamos descer para jantar. - Sra. Gonul tranquiliza Narin a conduz para fora do quarto.

   Elas chegaram na sala de jantar e Narin não sabe onde deve sentar, fica de pé com vergonha do Sr Ekin.

- Não vai sentar, garota? - Ömer pergunta com um tom de provocação.

- Ömer, o nome dela e Narin, você sabe muito bem, então a chame pelo nome certo! – Sra. Gonul exclama olhando feio para o filho.

- Tudo bem Sra. Gonul, eu não me importo. – Narin exclama revirando os olhos.

- Sente filha. - Sra. Gonul conduz Narin para sentar ao lado de Ömer, deixando Narin mais nervosa por perceber que ele não gostou dela.

Todos jantam em silêncio até que Ômer quebra o silêncio.

- Pai, amanhã tenho algo importante para fazer cedo...

- Não existe nada mais importante de agora em diante, Narin é sua prioridade. - Sr Ekin interrompe Ömer.

- Sr Ekin, não quero dar trabalho para seu filho. – Narin tenta se livrar da companhia de Ömer.

- Você agora é da família, não fala como se ele não fosse nada seu. – Sr Ekin diz sem desviar os olhos de seu prato.

- Desculpe Sr Ekin, eu sei que agora somos irmãos, mas...

- KKKk irmãos. - Ömer ri de Narin, deixando o pai irritado

- Olha aqui seu moleque... - Sr Ekin fala partido para cima do filho.

- Ekin por favor, calma, Ömer vá para seu quarto. – Sra. Gonul interfere na discussão de pai e filho.

  Ömer saiu furioso com a imposição do pai, Narin por sua vez, pede licença e vai para seu quarto completamente atordoada com a discussão. Na manhã seguinte todos tomaram o café da manhã em silêncio, Narin não se atreve nem a levantar os olhos de vergonha e se sentindo deslocada naquela família.

- Filha, você tem tudo para sua aula? – Sra. Gonul pergunta para aliviar a atenção.

- Tenho sim, senhora. – Narin responde se sentindo um peixe fora da água.

- Vamos logo, tenho que ir para minha aula também. - Ömer apressar Narin.

- Só vou pegar meus livros. - Narin vai rápido, pega seus livros e segue Ömer até seu carro.

- Quando sua aula terminar me avise para vim lhe buscar, vou lhe passar meu número. - Ömer fala sem olhar para Narin num tom áspero.

- Sra. Gonul já me passou, eu posso voltar de ônibus, você não precisa ter esse trabalho. – Narin responde irritada com o tratamento de Ömer.

- Eu não tenho escolha, meu pai fez de mim sua babá, para infernizar minha vida. – As palavras de Ömer saem entre os dentes.

  As palavras de Ömer fizeram o sangue de Narin ferver.

- Olha aqui, eu não pedi para ser adotada por sua família, então não desconte sua raiva em mim. - Narin fala cheia de ódio.

- Há resolveu mostrar quem você é, agora que meus pais não estão por perto!? – Ömer debocha de Narin.

- Não, seu idiota, os meus pais me ensinam a respeitar os mais velhos, parei esse carro agora. – Narin diz farta das atitudes de Ömer.

- Ainda não chegamos! – Ömer exclama dividindo sua atenção na estrada e em Narin.

- Se você não parar, vou abrir a porta e me jogar. – Narin diz com muita raiva de Ömer.

- Você ficou louca... – Ömer se surpreende com a atitude dela.

- PARA!! – Narin grita abrindo a porta do carro.

  Ömer parou o carro, Narin saiu, foi em direção ao ponto de ônibus.

- Que garota insuportável. - Ömer resmunga estacionando o carro e indo atrás de Narin. - Você quer por favor voltar para o carro.

  Enquanto Ömer tenta convencer Narin voltar para o carro, um ônibus parar e Narin entra para desespero de Ömer.

- Merda, essa garota vai me dar trabalho. - Ömer fala com a mão na cabeça vendo o ônibus ir embora.

   Ömer volta para o carro e segue o ônibus, quando chega na frente da faculdade, ele fica observando, Narin chega na faculdade e segue para sua aula. Ele liga o carro e segue para sua faculdade também.

Ömer está no último semestre de administração em comércio exterior, assim que terminar irá trabalhar nas empresas de importação e exportação do pai.

No intervalo das aulas, Narin encontra Zeynep, sua amiga de infância que está no segundo semestres de medicina.

- Zeynep, que bom lhe vê, eu preciso conversar com uma amiga. – Narin diz como um desabafo quando encontra a amiga.

- Narin, você desapareceu, eu fui a sua casa e não a encontrei. – Zeynep diz abraçando a amiga.

- Há Zeynep minha vida virou de cabeça para baixo, depois que perdi meus pais. - Narin diz choramingando.

- O que aconteceu, onde você está morando? – Zeynep pergunta curiosa.

- Lembra quando fui ao cartório com minha mãe e meu tio, eu pensei que só se tratava da faculdade, mas não, ela e meu tio me deram para adoção a uma família rica. – Narin conta as mudanças em sua vida.

- Não brinca!? – Zeynep exclama surpresa.

- Agora eu tenho um pai, uma mãe e um irmão que me odeia, lá eu só tenho autorização para vim a faculdade e mais a lugar nenhum, eles não me permitem nem ter amizade com garotos, não sei o que fazer. – Narin se lamente com as mãos entre os cabelos.

- Mas eles lhe tratam bem? – Zeynep pergunta preocupada.

- Tratam, quer dizer, a Sra. Gonul, ela é muito gentil, o Sr Ekin é mais sério e de poucas palavras já o Ömer é um insuportável. – Narin se queixa com a amiga.

- Esse Ömer é seu irmão adotivo? – Zeynep pergunta arqueando as sobrancelhas.

- Sim, e o pior de tudo, é ele que está responsável por mim, e além disso tudo o que eu precisar tenho que pedir a ele. – Narin diz sentindo um desespero.

- Eles não lhe deram cartão de crédito, nem dinheiro? – Zeynep pergunta incrédula.

- Não, mas eu tenho umas economias que meus pais deixaram, mas um dia vai acabar e eu vou te pedir o que precisar a ele. – Narin diz frustrada.

- Amiga, sua situação é muito complicada. - Zeynep exclama com pena da amiga.

  Narin cobre o rosto com as mãos sem saber o que fazer da vida.

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