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Em um Acordo

Após a trágica perda de seus pais, Narin, de apenas 17 anos, enfrenta um destino incerto. Seu tio Murat, em vez de assumir sua guarda, decide entregá-la aos cuidados dos Korkmaz, uma influente e rica família. Sem alternativas, a jovem se vê forçada a morar em uma nova realidade, onde precisa seguir regras rígidas. Lá, ela conhece Ömer, o herdeiro playboy de 25 anos. Entre conflitos e desafios, Narin tenta sobreviver a essa difícil convivência imposta.
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Capítulo 3

Narin e Zeynep voltam para a aula, no final da manhã elas voltam a se encontrar, ficam conversando sentadas em um banco dentro do campus, quando são surpreendidas por Ömer.

- Vamos para casa, anda, logo não tenho tempo a perder com você. - Ömer chama Narin de forma rude.

- Zeynep, eu preciso ir, amanhã conversamos, tchau. - Narin se despede da amiga com vergonha da forma que Ömer falou com ela.

- Tchau, Narin - Zeynep se despede franzindo a testa com o comportamento de Ömer.

Ömer sai na frente e Narin o segue, quando entra no carro Ömer vira para Narin e diz.

- Olha aqui sua fedelha, nunca mais saia do carro daquele jeito, eu não quero ter problema com meu pai por sua causa. Você me entendeu? - Ömer pergunta com um olhar severo para Narin.

- Olha aqui seu imbecil se você continuar me tratando assim, eu vou fugir. - Narin ameaça Ömer colocando o dedo no rosto dele

- Sério? Vamos lhe encontrar facilmente. - As palavras de Ömer saem em tom de deboche.

- Quando for encontrada eu digo que foi você que me deixou no meio da rua para eu ir embora. - Narin desafia Ömer.

- Não se atreva a fazer isso. - Ömer fica aterrorizado com as palavras de Narin.

- Então pare de me tratar mal, eu também não quero estar em sua casa, muito menos perto de você. - As palavras de Narin sai em tom de desprezo.

- Tudo bem, vamos fazer um acordo, eu lhe dou um pouco de liberdade e você faz meu pai acreditar que estou cuidando muito bem de você, combinado? - Ömer pergunta estendendo a mão para Narin apertar.

- Combinado. - Narin aceita apertando a mão de Ömer.

- Então, vamos começar por hoje...

- O que tem hoje? - Narin pergunta interrompendo Ömer.

- Eu vou sair com uns amigos e você irá fazer um trabalho da faculdade com aquela sua amiga. - Ömer propõe a Narin uma forma de enganar o pai.

- Mas seu pai disse que não posso ir para outro lugar além da faculdade! - Narin exclama confusa.

- Mas, se eu te levar tudo bem para ele. - Ömer informa com um sorriso maroto.

- Eu entendi, será ótimo, quero mesmo sair um pouco daquela casa e ficar com a Zeynep. - Narin confessa sentindo um alívio.

- Então, liga e diz que está indo para casa dela. - Ömer pede freneticamente.

- Vou ligar para minha mãe e avisar a ela, agora tem uma coisa, você só sairá da casa dessa Zeynep quando eu for lhe buscar, entendido!? - As palavras de Ömer sai com um tom de ordem.

- Tudo bem. - Narin concorda sem dar importância ao tom de voz de Ömer.

Ömer e Narin seguem com seu plano, no final da tarde, Ömer leva Narin para casa de Zeynep.

- Oi amiga, o que aconteceu, como deixaram você vir aqui? - Zeynep pergunta surpresa e ouve Narin contar o plano dela e de Ömer.

- Então, vocês ficaram amigos? - As palavras de Zeynep soam maliciosamente.

- Não exatamente, mas ele me deu uma trégua para sair com os amigos dele. - Narin explica o motivo da trégua.

- Agora, você não falou que ele era tão gato. - Zeynep questiona, franzindo o nariz.

- Bonito, mas insuportável. - Narin retruca revirando os olhos.

Horas mais tarde...

Ömer percebe que já é tarde, precisa levar Narin para casa, então ele decide ligar para ela.

- Atende o telefone fedelha. - Ömer resmunga nervoso.

Narin e Zeynep acabaram adormecendo, Ömer não vê outra alternativa a não ser bater na porta da casa de Zeynep.

- Quem é você e o que quer a está hora na minha porta? - O pai de Zeynep fica desconfiado ao vê Ömer.

- Desculpe senhor, mas eu vim buscar a Narin, meus pais não permitem que ela durma fora de casa. - Ömer justifica o motivo de está lá aquela hora.

- Querido quem é? - A voz da mãe da Zeynep é ouvida por Ömer do lado de fora da casa.

- Um rapaz veio buscar a Narin, vai chamar ela. - O pai de Zeynep pede ainda encarando Ömer desconfiado.

A mãe de Zeynep vai até o quarto e volta com Narin.

- Muito obrigado senhora. - Ömer agradece e pega Narin pelo braço e leva para o carro.

- Você demorou. - Narin fala ainda sonolenta.

- E você não atendeu a porcaria do celular, eu estou a mais de uma hora tentando falar com você. - Ömer fala ligando o carro e sai cantando pneus

- Meu celular está ruim, ele tem descarregado muito rápido. - As palavras de Narin sai arrastada por conta do sono.

Ömer e Narin chegam em casa e tentam entrar sem serem vistos, mas são pegos.

- Onde diabos você estava com essa menina até esta hora? - Sra Gonul pergunta furiosa com o filho.

- Sra Gonul eu acabei adormecendo na casa da Zeynep e meu celular descarregou, o Ömer tentou falar comigo e não conseguiu. - Narin se justifica tentando proteger Ömer.

- Olha aqui Narin, isso não irá acontecer mais, quando você precisar fazer algo da faculdade, essa sua colega virá aqui, se Ekin ficar sabendo estou acabada, vá para seu quarto. - Sra Gonul repreende Narin olhando para Ömer ainda desconfiada.

Narin segue para seu quarto e Ömer tenta fazer o mesmo.

- Você não, vamos conversar. - Sra Gonul diz e pega Ömer pelo braço e o leva até o escritório.

- Agora mãe!? - Ömer resmunga frustrado.

- Sim, agora, você acha que sou boba, daqui estou sentindo o cheiro de álcool, você deixou a menina na casa da colega e foi para suas farras. - Sra Gonul repreende Ömer trazendo à tona o plano dele.

- Maldição mãe já basta o papai me controlar. - Ömer protesta coçando a cabeça.

- Você esqueceu que esta garota é uma bomba relógio em nossas mãos? Você esqueceu também que é por sua causa que estamos nessa situação? Filho você está vivendo sua vida como se nada tivesse acontecido. - Sra Gonul tenta trazer Ömer para a realidade

- E o que a senhora quer que eu faça, vou deixar de viver!? - As palavras de Ömer saem em tom de revolta.

- A sua função é proteger ela, e não a colocar em perigo. - Sra Gonul pressionou os lábios antes de continuar. - O tio dela ligou hoje e falou com seu pai, depois Ekin ficou muito nervoso. - Sra Gonul informa com as mãos na cabeça.

- Nós já estamos cumprindo o acordo, o que ele quer mais!? - As palavras de Ömer é de revolta.

- Eu não sei, seu pai não quis falar sobre o assunto, agora vá dormir, não faça mais isso. - Sra Gonul pede com um semblante preocupado.

Ömer vai em direção as escadas e para.

- Mãe, a senhora acha que ele está nos vigiando? - Ömer pergunta se sentindo derrotado.

- É possível. - Sra Gonul pondera um pouco e responde e acena com a cabeça.

Ömer vai para o quarto, fica pensando como se livrar daquele problema. Na manhã seguinte, Ömer leva Narin para a faculdade, e depois vai para sua faculdade, antes do horário do almoço ele passa no shopping e no final da manhã vai buscar Narin, quando ela entra no carro ele entrega uma sacola a ela.

- Toma, isso é para você. - Ömer fala colocando a sacola no colo de Narin.

- O que é? - Narin pergunta abrindo a sacola. - Eu não acredito, um celular novo, muito obrigada!! - Narin agradece com um largo sorriso nos lábios.

- Isso é para nosso plano funcionar direito. - Ömer informa revirando os olhos.

- Mas a culpa não foi só minha, você também chegou tarde. - Narin se defende admirando o celular.

Os dias passam e Ömer sempre criava oportunidades para sair e deixar Narin em um lugar seguro, geralmente na casa da Zeynep. Narin passou a fazer novos colegas e entre eles está um garoto chamado Boran. Narin, Zeynep e Boran ficam sempre juntos, mas Zeynep está em semana de provas, está estudando muito e sem tempo para os amigos. A companhia de Narin neste período é Boran. Em um dia, Ömer chega para buscar Narin, e vê Boran com o braço envolta do ombro de Narin, Ömer vai até eles furioso.

- É assim que você está estudando Narin? - Ömer pergunta com raiva do que vê.

- Oi Ömer, este é... - Narin não consegue terminar a frase.

- Não me importa quem ele é, você não está aqui para ficar de papo com garotos, mas sim para estudar, e você seu imbecil fique longe dela. - Ömer diz cheio de ódio, pega Narin pelo braço e sai arrastando.

- Ömer, o que você pensa que está fazendo, ele é meu colega!? - Narin protesta em vão.

- Você não tem permissão para ter um colega homem. - Ömer lembra a Narin as regras que o pai dele impôs.

Ao entrar no carro Narin fica fuzilando Ömer com os olhos com muita raiva do comportamento dele.

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