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Capa do romance Elo Mortal

Elo Mortal

Superar um passado traumático é o objetivo de Neelam, mas sua busca por recomeço é interrompida por um perseguidor implacável. Esse admirador secreto impõe regras fatais: ela não deve se envolver com ninguém. Ao desafiar as ordens, Neelam desencadeia uma tragédia que fere uma pessoa próxima. Agora, ela está presa em um jogo sádico e precisa desmascarar o culpado antes que o próximo alvo seja atingido nesta tensa prequela de Inconsequentes.
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Capítulo 2

Killian colocou uma pasta diante de Neelam e disse-lhe:

— Essa é a lista de ausências do Duke. Convença-o a assinar? Devo te alertar, porém, que não será nada fácil convencê-lo a assinar, devido a seu comportamento hostil, mas este será seu desafio… Se aceitar, claro.

— Eu não sei se deveria me aproximar do namorado da maluca da sua irmã. Eu só arranjaria mais problemas. — Falou Neelam.

— Ele não é namorado da minha irmã. — Disse Killian rindo.

— Mas ela disse… — Falou Neelam confusa.

— Ela ACHA que tem qualquer coisa com ele, mas é só na cabeça dela. — Disse Killian

— Quando tenho de trazer essa lista de volta? — Perguntou Neelam.

Killian sorriu, feliz por ela ter aceito.

† † †

Duke estava deitado em um banco no pátio, ouvindo música pelo seu Walkman. Neelam parou e se perguntou como se aproximaria dele sem aborrecê-lo. Ele não parecia nada simpático! Mesmo assim, ela precisava reunir coragem e falar com ele. Ela respirou fundo e foi até onde o ruivo estava. Duke levou quase cinco minutos para perceber a presença dela, e quando isso aconteceu, ele sentou-se no banco e puxou seus fones.

— Qual é gatinha? — Disse Duke a olhando dos pés a cabeça com malícia.

— Você é Duke, certo? — Perguntou ela, nervosa.

— É da polícia? — Ele brincou.

— Não. Eu… Esquece! — Falou ela se virando para ir embora.

— Espera? — Disse ele a pegando pelo pulso com firmeza.

Neelam virou-se e encarou a mão dele em seu pulso.

— Qual o seu nome? — Ele soltou o pulso dela.

— É da polícia? — Ela devolveu.

Duke riu.

— Neelam. — Ela respondeu

— Sei… E como posso ajudar você? — Disse Duke.

— Poderia assinar sua lista de ausência? — Disse Neelam.

— Deixe-me ver isso? — Disse Duke levantando-se do banco.

Neelam entregou a folha a ele. Duke olhou a folha e a devolveu a Neelam, dizendo-lhe:

— Foi aquele idiota quem te mandou me entregar isso?

— Killian. — Disse Neelam o corrigindo.

— Pois diga a ele para enfiar essa folha no… Bolso. Não vou assinar isso nem morto! — Disse Duke deliberado.

— Por favor? Se você não assinar, Killian vai acabar comigo! — Falou Neelam.

— E eu com isso? — Disse Duke dando de ombros.

— Por favor, faço o que você quiser. — Falou Neelam, mas se arrependeu daquelas palavras quando o ruivo exibiu um sorriso malicioso.

— O que eu quiser? — Disse Duke interessado.

— O que você quiser… Desde que não seja nada indecente. — Falou Neelam.

— Então… Acho que já sei o que vou pedir. — Ele sussurrou no ouvido dela, a deixando arrepiada.

† † †

— Aqui está a folha de ausência do Duke. — Disse Neelam devolvendo a pasta a Killian.

— Então você desistiu? — Disse Killian, visivelmente desapontado.

— Por favor, dê uma olhada nisso? — Pediu Neelam sorrindo.

Killian olhou a folha e espantado, disse:

— Não pode ser! Como conseguiu persuadi-lo a assinar essa folha?

— Eu conversei com ele e expliquei a ele qual era a importância desse documento. E ele entendeu e assinou. — Falou Neelam.

Killian riu, incrédulo.

— Sei… Só pela bondade do coração que ele não tem? Duke jamais assinaria essa folha tão facilmente. Eu o conheço bem. Da última vez, tivemos uma discussão feia e mesmo assim, ele se recusou a assinar essa folha. Me diga, o que foi que ele pediu em troca de assinar esses papéis? — Disse Killian.

— Como assim? Ele não pediu nada. Eu juro. — Falou Neelam tentando disfarçar seu nervosismo.

— Não. Duke não cede assim tão facilmente. — Disse Killian seguro do que dizia. — Por favor, confie em mim? Eu prometo que não vou me zangar se me disser a verdade. O que ele pediu em troca de assinar essa folha?

Neelam não poderia falar, pois jurara a Duke que não diria nada.

"Se romper o nosso trato por qualquer motivo, juro que quebro a cara do seu namoradinho de quatro olhos", ela se lembrou das palavras de Duke.

— Não precisa ter medo do Duke. Te dou a minha palavra que ele não vai te fazer mal. — Disse Killian.

Neelam precisava dizer alguma coisa, ou Killian não a deixaria em paz. Então, disse a primeira besteira que lhe veio a mente.

— Ele não pediu nada demais, só um beijo.

— Um beijo?! — Repetiu Killian e balançou a cabeça com raiva.

— Isso… Um beijo… O que tem demais? — Neelam deu de ombros.

— Mas… O que ele pensa que está fazendo? Ele não pode fazer isso! — Disse Killian. — E você, como pode se vender dessa forma? Não sente vergonha?

— Você não me deu outra escolha… — Neelam disse.

Killian deixou o grêmio, indo atrás de Duke. Neelam o seguiu.

— Por favor? Esqueça isso! O que importa é que ele assinou o papel. — Disse Neelam.

— É melhor voltar para a sala. Deixa que eu cuido disso! — Falou Killian.

— Droga! — Disse Neelam deixando de seguir Killian.

Duke conversava com Merlyn Arcangeli e Anderson Bertolini sobre as novas músicas da banda, quando Killian se aproximou e vociferou:

— Você é mesmo pior do que eu imaginava! Um sujeitinho baixo! Não tem vergonha de se aproveitar de uma garota indefesa?

— Desculpe? Está falando comigo? — Disse Duke se fazendo de bobo. — Porque se estiver, primeiro, abaixe a voz. Nem meu pai fala assim comigo. E segundo, não faço a menor ideia do que você está falando!

— Você vai negar que chantageou a aluna nova para assinar a sua folha de ausência? — Disse Killian.

"Não acredito que aquela idiota abriu a boca! Mas juro que ela me paga!", pensou Duke.

— Eu não sei do que você está falando! — Negou Duke.

— Neelam me disse que você pediu um beijo a ela em troca de assinar a folha. — Falou Killian.

— Ah, foi isso que ela te disse? — Falou Duke, rindo.

— Vai negar isso? — Disse Killian.

— Não. Eu não vou negar! — Falou Duke.

— Por que tanta coisa por causa de um beijo, cara? Até parece que você está afim dela! — Disse Anderson a Killian.

— Não se mete nisso. Não tem nada a ver com você. — Falou Killian.

— E se EU tiver afim da novata? Qual o problema? — Disse Duke.

Killian percebeu que aquela discussão não fazia sentido. Por que ele se alterara tanto por saber que Duke e Neelam se beijaram? Ele não devia se importar tanto, ainda que sentisse qualquer coisa por ela… Era uma besteira.

— É meu dever como representante da turma zelar por todos. E você não pode fazer mal a ninguém, principalmente a alguém que não pode se defender de você. — Disse Killian chateado.

— Eu acho que a Neelam é bem crescidinha. Vocês não acham, rapazes? — Disse Duke.

Merlyn deu de ombros, voltando a sua atenção a seu bloco de notas.

— Crescidinha até demais! — Falou Anderson sorrindo, malicioso.

Ao perceber que Anderson estava pensando o que não devia, Merlyn lhe deu uma cotovelada.

— Ai! — Disse Anderson com uma careta.

— Então, era só isso o que tinha para me falar? Porque se era, pode ir agora. — Falou Duke.

— Estou de olho em você. — Killian disse antes de ir embora.

— Que história é essa, Duke? — Perguntou Merlyn a Duke depois que Killian se foi.

— Nada que seja da sua conta. Onde estávamos? — Falou Duke.

— Cuidado, viu? Quem brinca com fogo se queima. — Disse Merlyn.

— Nesse caso… Eu sou o fogo. — Duke sorriu, convencido.

Merlyn balançou a cabeça e voltou a falar sobre a banda.

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