
DUOLOGIA POR TEU AMOR
Capítulo 3
Minutos depois estava pronta e indo ao encontro de Blair que havia chegado e me aguardava apoiado no seu carro na rua ao lado da calçada, seu sorriso era branco e brilhante, combinando com sua pele morena queimada do sol e vários músculos ocupando seu corpo, talvez por ser do time de lacrosse ganhou tão coisa. - Uau, Scarlet! Você tá gostosa! - ele diz num elogio que realmente me fez questionar se eu estaria tão desesperada para essa noite..Sério?! Eu esperava que ele dissesse algo melhor como "linda", mas me contentei com aquele elogio totalmente tosco.
Minha amiga estendeu seu celular para tirar uma foto nossa, afinal aquele momento precisava ser registrado já que era o meu primeiro baile, e tinha muita esperança de não ser o último se algo desse errado. Não sou inocente, e sabia perfeitamente que Blair também iria querer tirar minha virgindade naquela noite, mas sinceramente? Eu ignorava, já estava na hora, afinal em breve completaria meus dezoito anos e a impressão que tinha ultimamente era que se não agarrasse as mínimas oportunidades que surgiam, ou provavelmente meu pai me faria morrer virgem, até mesmo poderia me trancar em um convento. Às vezes tenho a impressão de que era isso que ele queria fazer se pudesse, mas infelizmente os conventos hoje em dia não aceitam mais garotas levadas à força para se tornarem freiras e meu pai sabe que definitivamente não tenho vocação para isso... que pena para sua frustração.
- Obrigado por me convidar para acompanhar você ao baile. - falou para Blair.
- De nada, gata! - ele diz num tom convencido.
Realmente estou muito desesperada, ou simplesmente inexperiente demais para caras como Blair, nunca fui garota de contos de fada, na verdade, sou prática e não gosto de enrolação. Assim que chegamos no salão principal da escola onde acontece o baile, meu par me leva até um grupo de garotos e garotas, e me apresenta, me sentir especial naquele momento, mas nada que meus olhos observadores não detectassem os revirar de olhos de algumas garotas recalcadas.
- Aceita uma bebida? - Blair perguntou.
- Claro, aceito sim. - respondi e logo ele foi buscar para mim um pouco de ponche batizado, um clichê dos bailes.
Ainda tenho dezessete anos, menor demais para bebidas alcoólicas, mas devido à tensão da noite resolvi aceitar para relaxar um pouco mesmo sabendo que isso é errado. Fiquei me perguntando como os professores não desconfiavam desses ocorridos nos bailes, ou talvez ambos estão cansados de todos os anos fazer parte dessas festas que nem mesmo fingiam que não viam, até porque eles um dia já foram jovens e isso não importava. A música que tocava era agitada e eu senti que estava ficando mais "animadinha" pelo efeito do álcool, a festa estava muito bonita, com diversas garotas bem vestidas, mas não senti-me inferior porque o vestido que eu estava usando também era de arrasar.
- Podemos dançar um pouco? - pedi.
- Claro, gata. - Blair respondeu me pegando pelo braço e levando para a pista de dança.
A primeira música era agitada e divertida, me senti importante porque Blair estava dando total atenção para mim, seu sorriso é muito bonito e contagiante, estava feliz porque tudo dava certo e satisfeita comigo mesma. De repente a música mudou para uma melodia mais suave e senti as mãos dele me envolvendo pela cintura enquanto seu corpo encostou no meu, seus lábios também rapidamente se uniu aos meus enquanto ele iniciou um beijo voraz colocando a língua na minha boca que eu retribuía acompanhando os seus movimentos, ainda que sentisse como se ele me babasse toda. Não me importava, pois sabia que era assim mesmo e, porque eu estava com um dos caras mais populares e bonitos da escola.
Blair terminou o beijo com um selinho nos meus lábios e logo depois começou a sussurrar no meu ouvido. - O que acha de irmos a um lugar mais reservado? - perguntou.
Senti um arrepio percorrendo meu corpo, parecia cedo demais, mal havíamos chegado na festa. - Não acha um pouco cedo, ainda nem aproveitamos a festa? - falei inocentemente.
- É apenas um baile, não tem muita coisa para aproveitar aqui... podemos aproveitar muito mais só nós dois. - sua voz num tom safado me indicava seus planos enquanto suas mãos faziam carícias na minha cintura.
Claro! Para ele era apenas um baile, provavelmente já havia ido a outros antes, mas para mim era o meu primeiro, e por isso eu queria saber tudo o que acontecia em um evento como aquele, mas não queria deixá-lo chateado e parecer infantil dizendo que preferia ficar, haveria outros bailes que eu poderia aproveitar, ou era o que imaginava.
- Está bem. - disse num suspiro e Blair me pegou pela mão e foi me levando até o seu carro.
Abriu a porta do banco de trás, o que estranhei. - Não existe lugar mais tranquilo para nós dois do que o meu carro, podemos ouvir um bom som e o banco de trás é bem espaçoso. - ele falou e eu entrei fazendo o que ele queria.
Uma vez que eu estava dentro do veículo, Blair trancou as portas e retirou uma garrafinha do terno que estava usando, o recipiente continha mais bebida alcoólica. - Aqui, Jack Daniels, você vai gostar. - ele disse me oferecendo a garrafinha.
Peguei e tomei um gole sabendo que iria precisar, já estava me sentindo tonta pela falta de costume com a bebida, misturado vodca com o whiskey agora, assim minhas pernas já estavam moles. Passei a garrafa de volta para ele que virou de uma vez, não nego que fiquei impressionada com a maneira como ele bebia, mas ele já estava acostumado, ao ligar o som do carro colocou um hip hop que eu não conhecia, não sabia que ele gostava desse tipo de música e sinceramente não me concentrei muito na letra para dizer qual era, já que no segundo seguinte Blair debruçava-se sobre mim e começava a me beijar novamente.
- Nossa Scarlet, você está muito gostosa! - ele disse enquanto descia os beijos pelo meu pescoço, dando alguns chupões ali.
Fiquei preocupada com medo de que meu pai ou meu irmão vissem aquilo, então o empurrei um pouco. - Espera, assim não, não posso chegar em casa com marcas. - expliquei.
- Relaxa, gata... nada de marcas, então. - ele disse e fiquei mais aliviada.
Ele apalpou meus seios por cima do bojo do vestido, primeiro com suas mãos, e isso gostei porque essa era uma área do meu corpo naturalmente sensível. Eu sentia muito prazer quando Blair tocava em meus seios e um calor me consumia entre as coxas, um gemido escapou dos meus lábios quando ele levou um de meus seios para a sua boca, onde nem mesmo havia notado que ele tinha abridor o fecho por trás do meu vestido, expondo meus seios, sugando-o devagar, enquanto chupava meus seios uma de suas espertas mãos levantava meu vestido e eu o sentia acariciando minhas coxas até a direção onde estava minha calcinha. Sua ereção já pressionava contra o meu corpo enquanto seus dedos chegavam minha calcinha para o lado, tentei fechar as pernas, mas não adiantou, ele pressionou o meio das minhas coxas diretamente na minha boceta sentindo que eu estava úmida, ele pressionou um dedo dentro de mim e acabei sentindo uma dor, porque afinal de contas sou virgem, e ele não é nada gentil com os toques.
- Você nunca fez sexo? - ele me perguntou surpreso.
- Não. - respondi envergonhada.
- Não se preocupe, eu vou ser bem carinhoso com você. - ele disse acariciando meu rosto enquanto me olhava nos olhos e isso me relaxou, ele estava tentando ser fofo, então me senti mais tranquila.
Assenti com a cabeça e logo ele voltava a me beijar enquanto abria o zíper da própria calça, não quis tocá-lo com medo de me assustar e acabar desistindo, pois nunca havia visto apresentada a um pênis pessoalmente, pelo menos não o de um homem adulto, pois os únicos que presenciei foi dos meus primos quando crianças ao observar as mães darem banho neles. Senti Blair deslizando minha calcinha pelas minhas pernas, ainda bem que eu tinha me depilado bem antes de sair de casa, Susy costumava dizer termos que andar preparadas para tudo, de repente ele se afastou de mim tirando um preservativo do bolso, fiquei feliz por ele ter se lembrado disso já que eu odiaria ficar grávida precocemente, sem contar que meus pais piraram se isso acontecesse antes de eu me formar.
Esperei que ele colocasse o preservativo e logo em seguida ele me deitava no banco de seu carro e subia em cima de mim, e me penetrando num único golpe, senti uma dor diferente, ardendo-me por dentro, mas ao menos ele cumpriu sua palavra e foi devagar até eu me acostumar com ele dentro de mim. Depois de alguns minutos começou a se movimentar, a sensação era estranha e o ritmo foi aumentando, finalmente agora eu não era mais virgem apesar do sexo ser bem diferente do que eu imaginava. Ele foi acelerando até um momento em que se enterrou ainda mais fundo dentro de mim e depois saiu ofegante, foi aí que soube que ele havia gozado, enquanto eu nem mesmo gemer.
- Isso foi o máximo, como está se sentindo? - ele perguntou me entregando lenços de papel para eu me limpar.
- Bem. - respondi enquanto ajeitava meu vestido e colocava de volta minha calcinha após limpar a pequena quantia de sangue que ocorreu.
Perceber ter sangrado pouco, pesquisei muito sobre isso, e lê também muito sobre o assunto, e assim não criei tanta expectativa em relação a uma primeira vez no sexo. O conceito de virgindade é construído pela sociedade, baseado em critérios tanto biológicos quanto socioculturais, e assim varia grandemente entre as culturas, além de ter sido modificado ao longo do tempo por questões políticas e religiosas. O que é a virgindade? Quando se diz: Essa mulher não é mais virgem! Do que estamos falando realmente? A experiência sexual, da informação sexual, da pureza, do hímen? Todos esses pontos são vagos e nos levam a pensar, o que de fato significa ser virgem. O hímen, por exemplo, é uma membrana que outros mamíferos do sexo feminino têm, mas que é tão delicado que pode ser rompido com algum impacto na água, ou na equitação, ou mesmo não ser rompido, mesmo que tenha feito sexo com penetração. É justo então, com as mulheres, colocar o hímen como um "selo" de virgindade? A própria ciência se questionou por muito tempo sobre a utilidade biológica do hímen. Há uma corrente que defende que ele existe para auxiliar aos cuidados íntimos em relação à entrada de bactérias, e existem cientistas que não consideram a utilidade do hímen. De qualquer maneira, existem diferentes tipos de hímen, inclusive o complacente, com maior elasticidade e pode nem se romper.
E até existem mulheres que nascem sem o hímen. Portanto, não jogue a essa delicada membrana a responsabilidade do desvendamento sexual, ao longo dos anos, a virgindade foi apresentada como uma qualidade feminina, dizia que a "moça virgem" que se guardava ao marido deveria sangrar na noite de núpcias, confirmando assim sua pureza. A questão é: mesmo a mulher sendo "virgem" pode ser que não ocorra sangramento! Essa não é uma regra geral. Por isso voltamos à pergunta: É justo atribuir à mulher um "selo" de pureza? A virgindade é uma questão muito subjetiva e não deve ser atrelada a uma membrana, nem a um possível sangramento. Do que adianta uma definição entre "virgens" e "não virgens" para algo tão maior e complexo, qual é cada uma de nós?! Por essa razão, responder que estou bem para Blair, e menos constrangedor, do que realmente declarar que foi muito ruim, sendo a primeira descoberta da minha vida onde perdi minha virgindade, não em um quarto de hotel com ações românticas com velas aromáticas e um ambiente perfeito como toda garota sonha, ou simplesmente imagina, mas sim no banco de trás de um carro, para uma lembrança no futuro seguida com um maldito arrependimento.
Assim que sair do carro ajeitou meu vestido e parei para dar uma olhada no meu reflexo pelo vidro do espelho na lateral esquerda, meu cabelo estava bagunçado pela primeira vez em um estado pós-foda, minha maquiagem um pouco borrada e a roupa estava um pouco amassada, mas nada que eu não pudesse dar um jeitinho, embora o sexo não tenha sido lá tão grande coisa eu estava feliz por perder a virgindade ainda que não fosse da forma que eu estava esperando com mais intensidade e entregar, mesmo inexperiente nessa área, ainda sentia que o sexo ainda que pela primeira vez podia ser mais. Fiquei um pouco decepcionada com Blair, um garoto tão popular e desejado entre as garotas do colégio deveria ter no mínimo uma boa desenvoltura na hora do sexo, mas parece que ele não teve boas experiências, ou simplesmente e ruim demais no quesito agradar uma garota, mas quero ficar com a dúvida do que ele não pode fazer com a tensão do nosso primeiro encontro. Mal sabia eu que minha noite estava prestes a se tornar um pesadelo pior do que uma transar sem graça, quando de repente notei através do reflexo da janela do carro que meu pai e meu irmão estavam a poucos passos de mim, meu pai em sua plena fúria me fuzilava com seu olhar gélido, e eu reconhecia muito bem aquele olhar, mesmo através do espelho sabia que estava numa grande encrenca.
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