Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Destino Reescrito

Destino Reescrito

Luna viveu 21 anos tentando conquistar quatro homens para voltar ao seu mundo, mas falhou. Após ser impedida de se matar por Mateus e sofrer abusos do irmão Leandro e de Ricardo, ela foi presa injustamente. Felipe tentou torná-la sua concubina, mas ela acabou nas mãos de Stella, uma rival do sistema. Ao usar veneno contra a vilã, Luna saltou de um penhasco sob os gritos dos seus algozes. De volta ao lar e curada, ela agora saboreia sua liberdade enquanto eles sofrem com a culpa.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

O ar no Pavilhão Esquecido era frio e úmido, impregnado com o cheiro de mofo que se agarrava às paredes e nunca mais saía. Eu estava de pé sobre um banquinho de madeira bamba, a corda áspera pressionando meu pescoço. Lá fora, o palácio estava em festa, com lanternas vermelhas e risadas que ecoavam à distância, celebrando a noite de festival. Mas aqui, no lugar mais desolado do palácio, não havia nada além de escuridão e um silêncio mortal. Para mim, todo aquele barulho era apenas uma zombaria.

Eu não tinha para onde ir neste mundo. Meu único desejo era voltar para casa.

"Finalmente", sussurrei para o vazio, "vou poder voltar para casa."

Passei vinte e um anos neste mundo. Vinte e um longos anos tentando completar uma única missão: fazer com que os quatro homens mais poderosos do império, os chamados "filhos do céu", se apaixonassem perdidamente por mim. Eu dei tudo de mim, usei todas as estratégias, manipulei, amei, sofri e sangrei por essa missão. Mas, no final, falhei. Falhei de forma miserável.

O sistema em minha mente, que antes me dava instruções e promessas, agora estava silencioso, exceto por uma última e fria notificação: "Falha na missão. As almas dos alvos não foram capturadas. O retorno ao mundo original está negado."

Negado. Essa palavra ecoou em minha mente como uma sentença de morte. Eu não podia aceitar. A única maneira de forçar um retorno, de ver minha família novamente, era morrer aqui. Se o sistema não me levaria de volta, então a morte o faria.

Com o coração pesado, mas com uma determinação de ferro, chutei o banquinho para longe.

A corda se apertou instantaneamente, cortando meu ar. Uma dor aguda e sufocante tomou conta de mim, e meus pulmões queimavam em busca de oxigênio. Minha visão começou a escurecer, e flashes da minha vida neste mundo passaram diante dos meus olhos como um carrossel macabro.

Vi o rosto de cada um deles. Mateus, o amigo que ajudei e que agora me desprezava. Leandro, meu irmão, que me amava mais do que tudo e agora me odiava com a mesma intensidade. Ricardo, o príncipe herdeiro que me prometeu o mundo e depois me apunhalou pelas costas. E Felipe, meu amor de infância, que trocou nossa promessa pela adoração de outra mulher.

Todos eles, em algum momento, me amaram. E agora, todos eles me odiavam. Odiaram-me a ponto de me jogarem neste buraco para apodrecer. Tudo por causa dela, Stella.

A consciência estava se esvaindo. A dor estava diminuindo, sendo substituída por uma estranha paz. Eu estava quase lá. Quase em casa.

Foi quando ouvi um som. Um grito abafado, cheio de pânico.

"Luna!"

E então, um estrondo. A porta do pavilhão foi arrombada com uma força brutal. Antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, senti um balde de água gelada ser jogado sobre mim, me encharcando e me trazendo de volta à agonia da sufocação.

Uma figura alta e sombria correu em minha direção, cortando a corda com uma adaga. Eu caí no chão, tossindo e engasgando, tentando desesperadamente encher meus pulmões com o ar mofado.

Quando minha visão finalmente focou, vi quem era. Ele usava vestes escuras de monge, e em sua mão, um rosário de contas negras era girado incessantemente. Seu rosto era bonito, mas marcado por uma frieza que congelaria o inferno. Era Mateus. O sumo sacerdote do templo imperial. O homem que eu um dia chamei de amigo.

Eu o reconheci instintivamente.

"Mateus...", minha voz saiu como um sussurro rouco.

Ele me olhou de cima a baixo, seus olhos cheios de um nojo profundo e inabalável. Um vinco de desprezo se formou entre suas sobrancelhas.

"Você não tem o direito de dizer o meu nome."

Sua voz era como gelo, cada palavra uma facada.

"Achei que você já tinha aprendido a ficar quieta neste lugar. Pelo visto, ainda gosta de fazer cena."

Ele se agachou, seu rosto a centímetros do meu.

"Mas tentar se matar? Luna, isso é baixo até mesmo para você."

Você pode gostar

Capa do romance A Companheira Muda Que O Alfa Deixou Para Morrer
8.1
Quando sua mãe é hospitalizada por causa do cão de Helena, a protagonista busca apoio em seu noivo, Caio. No entanto, ele a ignora para esquiar com a suposta melhor amiga da noiva. Enquanto o casal posta fotos românticas nas redes sociais, a mãe diabética dela morre após um choque séptico. Abandonada no luto e traída por quem mais amava, ela decide sumir da vida de Caio e planeja uma vingança implacável para destruir o mundo de quem a deixou sozinha.
Capa do romance A Guardiã do Lobo-Rei
9.1
No gélido reino de Valenor, Lyra Ainsworth é encarregada de organizar a biblioteca real de Corvenhall. Lá, ela cruza o caminho do Rei Caelan Thorne, o perigoso soberano e alfa da matilha. Enquanto Lyra investiga registros proibidos e pactos de sangue ocultos, ela descobre que sua vinda não foi acidental. Entre segredos de linhagem e o desejo crescente pelo implacável monarca, Lyra deve escolher entre fugir do lobo ou se unir ao homem que pode salvar ou destruir tudo.
Capa do romance Escolhas do Coração-A Decisão
9.7
Entre o Brasil e a Índia, Weenny vê sua realidade mudar ao cruzar o caminho de Eros. O que seria apenas uma viagem para um congresso transforma-se em um dilema real: manter sua antiga identidade ou assumir o título de Princesa Maratha ao lado do Príncipe Jagadeesh. Enquanto suas amigas enfrentam as próprias reviravoltas amorosas e desafios pessoais, Weenny precisa confrontar seus novos sonhos e descobrir onde realmente habita seu coração antes da decisão final.
Capa do romance Lavanda e a Nova Chance
8.5
Despertar com o perfume de lavanda em seu antigo quarto luxuoso parecia impossível para quem morreu amargurada aos quarenta e cinco anos. No entanto, o calendário marca 15 de outubro de 2023, a data exata em que sua carreira ruiu sob falsas acusações de heresia e traições familiares. Diante de uma segunda chance, ela não aceitará o exílio no convento nem as mentiras de sua irmã, Joana. Agora, a busca por justiça será implacável e feita por suas próprias mãos.
Capa do romance Meu Casamento, Não Com Você
9.5
Após perder a visão para salvar o noivo em uma montanha, uma mulher enfrenta o desprezo dele, que prioriza os caprichos de uma amiga e ridiculariza seu sacrifício. No dia do casamento, ele a abandona no altar para socorrer a outra. Certo do perdão dela, ele se surpreende ao descobrir que o jogo mudou. Sozinha na capela onde o acidente ocorreu, ela atende o celular apenas para avisar que a cerimônia vai começar, mas o noivo agora é um homem que realmente a valoriza.