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Capa do romance Destino fechado

Destino fechado

Alicia foi capturada durante sua infância e passou anos sob domínio alheio. Determinada a não aceitar esse destino cruel, ela finalmente encontra a coragem necessária para buscar socorro e planejar seu retorno ao lar. Durante essa perigosa jornada de fuga e redescoberta, a jovem enfrentará desafios intensos, mas também encontrará um amor inesperado que mudará sua vida para sempre. Uma história emocionante de superação, ação e romance.
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Capítulo 1

O conversível branco cortava a estrada em alta velocidade, a pressa em não ser pega enquanto claramente cometia um crime. A mulher de cabelos negros, tão obscuros quanto a maldade que havia dentro do seu coração, sem remorso algum dirigia aquele carro em direção a um inimigo, sentia que ao levar para o homem algo precioso como a menina de onze que também estava dentro do carro se veria completamente livre de um problema. Mesmo que não existisse problema algum.

Fez tudo exatamente calculado para que seu marido não descobrisse seus planos, e executou com perfeita maestria ao retirar a menina da casa sem que fosse percebida. Odiava olhar a menina de olhos azuis como o céu em um dia límpido, e dos cabelos dourados como o mais puro ouro. Odiava como a menina lembrava a primeira esposa do marido, e mais ainda, odiava saber que o homem, ao olhar para a filha, só conseguia se recordar da ex mulher, o verdadeiro amor de sua vida.

A mulher acreditava fielmente que sem a menina dos olhos do marido, lhe sobraria mais tempo para si, e para a criança que já estava sendo gerada em seu ventre. Ela sabia qual poderia ser o destino da criança no carro, mas não se importava, no fundo até gostava de saber que a menina sofreria. Achava que era justo por todo incômodo que sentia.

Estacionou o carro na entrada da mansão, Don Dominic, um homem cruel, chefe da família Venturi, inimigo de longa data de Otto Campbell. Um soldado revistou o carro e a guiou para dentro da casa, local em que o homem já esperava, sentado em sua cadeira de revestida de de couro, com dois seguranças altos, segurando metralhadoras.

A pequena Alicia segurou firme nas mãos da madrasta, com medo, queria chorar porque estava assustada, seu pequeno coração batia acelerado, queria ir embora dali, queria sua casa, a tia Dada, que era na verdade a governanta da casa, mas a pessoa que mais lhe dava amor depois de seu pai, e mais que tudo e todos, queria seu pai, pois sabia que com ele teria a proteção que precisava.

— Que prazer lhe receber em minha casa, Cassandra — O homem falou com soberba e um sorriso arrogante no rosto — Seu marido sabe que você pisa em solo inimigo?

Dominic é um homem muito bonito, no auge dos seus trinta e cinco anos, a barba bem feita moldando o rosto, cabelo bem cortado, a pele possuindo um tom bronzeado natural, os olhos escuros, assim como o tom do cabelo. Uma demonstração de como o diabo pode ser bonito.

— Dominic, já conversamos, temos um acordo e eu trouxe a minha parte — Cassandra respondeu segura, não se importava de estar onde estava, era fria o suficiente para não sentir nem medo — A pirralha é toda sua.

Empurrou a menina ao chão, sentindo-se aliviada de se livrar da criança, ainda sorriu ao ouvir o resmungar de dor da garota, achava que todo sofrimento era pouco para ela. A culpava por algo que definitivamente não era sua culpa. Era só uma criança que recebia amor do pai, era só uma criança que tinha perdido a mãe muito cedo. Era só uma criança e estava sendo usada como moeda de troca.

— Você é uma vadia má, é maravilhoso saber que o Otto dorme com uma cobra feito você, meu inimigo dorme com uma mulher que é pior do eu — Ele riu debochado e se levantou, indo até a mulher, que permaneceu parada. Alicia ainda estava no chão, queria se levantar e voltar para perto da Cassandra, mas estava com medo da mulher, mas estava com ainda mais medo das outras pessoas naquela sala de escritório.

— Eu sou o amor da vida dele, estou fazendo dois favores a ele — Cassandra respondeu com prepotência e sorriu — Sou a solução para todos os problemas dele.

— Ah Cassandra, você é uma vagabunda, entregando a filha do cara assim — Riu e se aproximou da mulher tocando-lhe de forma ousada, e não deixando ela se afastar — Mas sabe, eu não quero mais só a menina, se quiser sair daqui com vida, vai ter que foder comigo em cima daquela mesa enquanto meus homens assistem.

— O quê? Você enlouqueceu? — Cassandra perguntou, abalada, pela primeira vez desde o momento que saiu de casa — Não foi isso que nós acordamos, eu trazia a garota, você transferia o dinheiro e eu ia embora. É só isso e acabou.

— Não, vadia, não é assim que funciona, eu estava ali na minha cadeira te olhando e vi quanto você é uma puta gostosa, e o quanto seria gostoso foder com a mulher do Campbell, ele sempre se sentiu tão superior, mas vai ser tão gostoso saber que eu mandei a vagabunda da mulher dele de volta para casa com a buceta cheia de porra — O homem falou enfiando a mão dentro da blusa da mulher — Achou o que? Que viria aqui e agiria como uma mulher poderosa e de valor? Você é muito burra.

— Eu me recuso a fazer isso — Ela disse se afastando bruscamente, enquanto os seguranças olhavam sem expressão, Alícia estava em completo pânico, não sabia o que pensar de outro homem tocando a mulher do seu pai, não sabia o que fazer mesmo que dos seus olhos escorressem lágrimas sem qualquer controle.

— Se você sair por aquela porta sem fazer o que eu quero, você morre — Dominic falou sorrindo, sabia que a mulher não iria arriscar — Agora você vai tirar a roupa e chupar meu pau.

— Eu quero ir para casa, eu quero meu pai — Alicia falou, pela primeira vez.

— Você agora mora aqui — Dominic respondeu, se abaixando.

— Eu não quero morar aqui, eu quero meu pai — Alicia pediu, os olhos vermelhos enquanto fungava um pouco, não queria mais ficar ali vendo e ouvindo aquilo, só queria o abraço quente e confortável do seu pai.

— Mas você não vai a lugar algum — Dominic falou com um sorriso maldoso — Levem ela para a Margo, diga que depois eu vou lá dizer o que ela terá de fazer.

— Sim senhor — um dos soldados respondeu.

Caminhou até eles, pegando a menina no colo, que gritou desesperada, implorando para Cassandra a levar embora dali, a mulher apenas virou o rosto, mesmo que morresse ali, Otto também não teria mais a preciosa filha, a lembrança viva da ex. Alicia sentia tanto medo que não conseguia mais se conter, gritava, tentava escapar do homem que levava embora daquela sala, tão pequena e já sentia que nunca mais veria o pai novamente.

— E você… — Dominic falou quando a criança foi completamente retirada da sala de reuniões — Espero que já esteja sem roupa.

— Estou tirando — Cassandra respondeu ao se dar por vencida.

Dominic sentou em uma poltrona que havia no canto da sala e ficou observando a mulher tirar cada peça de roupa, sorriu de canto, talvez um dia fosse necessário mostrar o vídeo que era feito pelas câmeras que haviam pela sala colocadas especialmente para esse momento que foi pensado e calculado. Além de estar completamente satisfeito em foder a mulher de seu inimigo.

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