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Capa do romance Desejo Proibido (até onde você iria por alguém?)

Desejo Proibido (até onde você iria por alguém?)

Claire vive um dilema perigoso com Matthew, um criminoso letal. Entre o risco de morte e a submissão, ela se vê presa a uma paixão destrutiva que desafia seus princípios. Embora deseje retornar à família, o amor pelo perigo a consome. Cansada de distorcer seus valores para defender um homem que mata por diversão, Claire o confronta. Em um embate emocional, a tensão entre o fogo e a gasolina explode, revelando que o sentimento é tão inevitável quanto fatal.
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Capítulo 3

Claire Moore

Fiquei deitada por alguns minutos naquela cama, pensando no que aconteceu em menos de 24 horas. Por favor, alguém pode me dizer o que está acontecendo com minha vida? Minha mãe deve ter chamado toda a polícia da região, ela deve estar chorando e se perguntando por que não voltei pra casa. E não é só ela que procura uma resposta. Com muita relutância, eu caminhei para o banheiro. Na tentativa de não só limpar meu corpo, mas também minha mente. As coisas não estão muito claras, talvez um banho ajude. É o que eu espero.

— Você ainda estar viva? — pergunta Archie, batendo na porta.

— Estou, mas tenho um problema. Eu vou te que vesti a mesma roupa. Não achei nenhuma que sirva em mim.

— Você pode usar alguma camiseta minha. Não precisa se preocupar, só tem você e eu aqui. — respondeu do outro lado da porta.

Mas esse é o problema. Ele é homem.

— Tudo bem. — aceitei com relutância. Não havia escolha. Era isso ou andava nua. Ou com a mesma roupa, mas isso seria o mesmo que não ter tomado banho. E tudo o que eu queria era me livrar daquela roupa, tirar o cheio daqueles homens que me machucaram.

— Eu vou fazer algo para comer. Desça em 5 minutos ou eu venho te buscar, independentemente de como você esteja: com roupa ou sem roupa. Fui claro?

— Bastante. — continuo. — Estarei lá em baixo em menos de cinco minutos.

— Boa garota.

Ele não falou mais, então deduzi que já havia ido embora. Olhei as roupas do armário e peguei uma blusa branca acompanhada de uma cueca. Isso é muito estranho, devo admitir. Desci até a sala, com as mãos nas minhas pernas descobertas.

— Não precisa ter vergonha. — falou Archie.

— Diz isso porque não é você que está quase nua.

— Se for assim posso tirar a camisa. — propôs.

— Não. — quase gritei.

— Estou brincando. Venha, vamos comer.

Caminhamos até a cozinha, sentei-me na cadeira a sua frente. Havia algumas omeletes, pão, frutas e suco de laranja. Meu estomago roncou quando viu toda a comida na mesa, fazia horas que eu não colocava nada na boca. Coloquei suco no copo, peguei um pão e comecei a comer. Archie ficava me observando comer.

— Para de me observar. — reclamei com ele.

— O que? Eu nunca vi uma mulher comendo tanto assim. — respondeu rindo.

— Então você viu poucas mulheres comendo, não posso fazer nada a respeito...

Sou interrompida com o barulho da janela quebrando.

— Se abaixe. — ordenou Archie.

— O que está acontecendo?

— AGORA. — gritou, me empurrando para de baixo da mesa. Archie sacou sua arma e caminhou para fora da cozinha enquanto atirava em direção a janela. Eu me encolhia a cada vez que eu escutava um tiro. Tiros e mais tiros eram disparados, parecia que não ia acabar nem tão cedo. Até que pararam de atirar. Não havia mais um som, apenas o suco derramando pelo o chão.

— Claire, apareça querida. — me encolhi o máximo que pude. Não era a voz de Archie. Abaixei minha cabeça e pude ver os sapatos de alguém caminhando pela a cozinha.

— Eu sei que você estar aqui, vamos apareça. — pediu de novo.

Lagrimas desciam pelo o meu rosto, eu não sabia o que fazer.

Eu estava com medo.

Sozinha.

Estava assustada, o que ia acontecer comigo agora?

Ninguém mais falou, não escutei mais nenhum barulho de passos. Engatinho lentamente pelo o chão, sai debaixo da mesa. Me levantei om dificuldade, olhei para o chão e vi vidros por todo lado.

— Achei você. — sussurrou no meu ouvido. Me viro bruscamente e o olho. Ele tem um sorriso de lado e seu rosto estar sujo de sangue.

— Q-quem é você? — falei com dificuldade.

— Eu vim te buscar e dessa vez você não vai conseguir fugir.

Eu não conseguir pensar em mais nada, a não ser correr. Corro para o quarto, sem me importa com os cacos de vidros machucando meus pés. Não me atrevo a olhar para atrás, mas escuto o barulho de seus sapatos contra o piso. Consigo ser mais rápida que ele e entro dentro do quarto. Fecho a porta rapidamente e corro para a cama, me encolhendo na ponta inferior; do lado da parede. Estou sentada na cama olhando para a porta, pensando que a qualquer momento ele pode entrar.

— É melhor abrir essa merda de porta. — grita com raiva.

Permaneço em silencio, não consigo respirar direito.

— Eu avisei.

O barulho do seu corpo contra a porta ecoa pelo o quarto, a porta cai no chão e vejo ele apontando uma arma para mim. Fecho meus olhos com medo. Não consigo mais controlar minha lagrimas. E deveria? Estou preste a morrer, como eu deveria reagir a isso?

Sinto suas mãos pegando na minha cintura e me levantando da cama, fazendo me ficar em pé de frente para ele.

— Eu não fiz nada. Por favor, deixe-me ir pra casa. Eu prometo não contar a ninguém. — imploro, ainda com os olhos fechados.

— Eu sei, querida. — ele passa a arma pelo o meu rosto, ela está quente. — Mas não posso deixar você ir.

— Por que? — criei coragem para abrir meu olhos e o encarar.

— Eu tive esse trabalho todo para nada? Não, claro que não. Você agora será minha. — ele sussurra perto do meu ouvido. — De todas as formas que eu quiser.

— O que quer dizer com isso?

— Quero dizer que tudo que eu quiser, você me dar. Se eu quiser te bater, você me deixa te bater. — bati minha mão em sua cara com toda a força que tive.

— Eu não sou uma vadia.

Ele respira fundo e aponta a arma para minha cabeça. Fecho meus olhos esperando ele disparar, mas nada acontece. Abri os olhos e ele sorriu olhando minha expressão de surpresa.

— Por que não me matou?

— Não irei matar uma pessoa que tive tanto trabalho para ter. — ele aponta a arma para a parede e atira. — Mas não pense que isso me possibilita de a qualquer momento eu pegar essa arma e te matar.

Ele desliza a arma pela a minha coxa descoberta e a pressiona depois de alguns segundos. A arma está quente, grito com a dor insuportável.

— Por favor, pare. — imploro, chorando.

— Isso é para você aprender a não me desafiar mais. — ele aperta mais um pouco e depois tira.

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