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Capa do romance Desejo Proibido (até onde você iria por alguém?)

Desejo Proibido (até onde você iria por alguém?)

Claire vive um dilema perigoso com Matthew, um criminoso letal. Entre o risco de morte e a submissão, ela se vê presa a uma paixão destrutiva que desafia seus princípios. Embora deseje retornar à família, o amor pelo perigo a consome. Cansada de distorcer seus valores para defender um homem que mata por diversão, Claire o confronta. Em um embate emocional, a tensão entre o fogo e a gasolina explode, revelando que o sentimento é tão inevitável quanto fatal.
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Capítulo 1

Claire Moore

Eu não poderia dizer que toda segunda-feira era maravilhosa, porque não era. Acordar cedo nunca foi algo que gostei, principalmente no começo da semana, sempre é a mesma rotina; acordar cedo e ir para a escola. Acredite, quando você tem que 19 anos a única coisa que você quer fazer é dormir a manhã toda e de noite talvez uma baladinha com os amigos. Mas como perdi um ano da escola, tenho sido obrigada a terminar os estudos o quanto antes.

O trajeto para a escola não era tão longe, só havia que andar cinco quarteirões. Eu já estava na metade do caminho, mas algo dentro de mim dizia que não era para mim ter saído de casa. A rua estava silenciosa e esquisito, parecia aqueles filmes de terror. O dia tinha amanhecido nublado, o céu tinha uma cor cinza escuro. Não havia nenhum carro, nenhuma loja aberta ou algo do tipo. Eu não tive medo de passar naquela rua porque era tão comum pra mim, eu sempre ia por esse mesmo caminho.

Eu já estava perto da escola, só havia mais algumas ruas. Caminhei pelo a rua estreita em passos lentos, eu estava com preguiça. Quando chego perto do fim da rua, um carro preto para bem na minha frente. Naquele momento eu pensei que era algo normal, que era apenas alguns moleques tentando ganhar atenção, mas eu estava errada. Naquele momento eu já estava morta a muito tempo, só não sabia. Eu fiquei sem reação no começo, mas então eu fiz o que sempre faço quando alguém me intimida: eu abaixo a cabeça e ando olhando para meus pés.

O barulho da porta se abrindo me fez levantar a cabeça e ver o que era – ou quem era – dentro do carro saiu dois homens altos e muito forte, pareciam “gigantes”, um com os cabelos negros e o outro branco com madeixas castanhas. Eles tinham um ar de caras malvados. Dei passos largos e mais rápido, eu queria ir para longe deles. Eu estava com medo, confesso.

— Ei gatinha, espera aí. – um deles me chamou, apenas ignorei e continuei a andar mais rápido. Até que mãos fortes seguraram minha cintura e com isso me puxaram e eu fiquei com as costas colada em seu corpo. Ah não! Uma de suas mãos foram para meu braço e segurou firme.

— Me solta, agora! – me debati sobre seus braços, mas era inútil. Ele era mais forte que eu, muita mais.

— Calma gatinha. Vamos só aproveitar um pouco desse seu corpinho delicioso, antes de leva-la para o chefe. – disse.

O quê? Eu não vou para lugar nenhum. Eu havia puxado meu braço com toda a força que eu tinha. Maldita hora em que eu não fiz algum treinamento de autoproteção, se eu pelo o menos tivesse feito alguma única aula, com certeza eu não estaria aqui sendo segurada por esse pervertido. Tem tantas mulheres dispostas a fazer sexo seja por dinheiro ou não, mas esses homens malditos, as vezes preferem o mais díficil apenas para o seu auto prazer. Todo homem é desse jeito?

— Eu estou a um segundo de quebrar o que você tem no meio de suas pernas, então vou repetir mais uma vez. Me solta. – ele deu uma risada sádica e apertou mais ainda meu braço e me puxou para junto do seu corpo.

— Ele pode até quebrar. Sabe porquê? Porque depois do que eu vou fazer com você, ele não vai aguentar. Eu vou te foder com tanta força até você perder seus sentidos.

— Tudo bem. Daqui a quinze minutos de nunca você me foder.

— A ironia não lhe caia bem. – ele começou a dar alguns beijos molhados pelo o meu pescoço. Que Nojento! Eu não conseguir esperar mais nenhum segundo e dei um chute no meio de suas pernas. Ele caiu gemendo de dor, tempo o suficiente para mim sair correndo.

— Vadia. Caio ela fugiu. – grunhiu. Comecei a correr mais rápido possível, eu já estava chegando perto de uma rua mais movimentada até que sinto mãos me agarrando, dessa vez mais forte.

— Me solta, por favor. – eu implorei. Ele deu uma risada irritante e continuou me levando a força até o carro.

— Seu desgraçado... me solta. – gritei me debatendo. Suas mãos percorreram o caminho das minhas coxas, lagrimas desciam sobre meu rosto. Era incrível como as coisas aconteciam comigo.

— Eu prometo não contar a ninguém, vocês nunca mais vão me ver. Por favor, me solta. — minha voz saiu tremula, as lagrimas desciam sem parar. Naquele momento eu estava sentindo nojo de mim mesma, aquelas mãos nojentas no meu corpo. Eu fechei meus olhos, talvez assim eu não visse aquela barbaridade que iam fazer comigo, mas com certeza eu sentiria. Fiquei com tanto medo que por um momento achei que fosse desmaiar, fui sentindo todo o meu corpo amolecer.

— Soltem ela. – alguém gritou, sua voz era incrivelmente rouca. Eu implorei para os ceús que fosse alguém que pudesse me ajudar. Por favor seja a polícia, nunca pedi tanto por algo. Meus olhos abriram com um pouco de dificuldade, acho que estão vermelhos de tanto chorar. Quando meus olhos estavam abertos por inteiro, eu o vi. Um homem olhou para mim com seus olhos azuis hipnotizantes, deduzi que não fosse a polícia porque não estava fardado, mas talvez ele me ajudasse. Eu não tinha certeza, ultimamente a única certeza que eu tinha, era que eu não deveria ter saído de casa. Para mim não era algo comum ser abordada por pervertidos no meio da rua.

Quando me dou conta, estou sozinha e finalmente sem ninguém me segurando. Meus olhos percorreram o local, os três estavam brigando, sequencias de socos e chutes sem parar. Eu fiquei ali olhando por um tempo, minhas pernas não obedeciam meus comandos. Porra, simplesmente eu poderia sair correndo, nunca mais eu iria os vê-los.

— Entra no carro. Agora! – gritou o cara que tinha acabado de chegar. Eu não sei porquê, mas eu entrei sem questionar. É algo sobrenatural, eu fiz o que ele mandou sem nem ao menos saber seu nome. Será que foi apenas me instinto de sobrevivência? Ou sua voz rouca?  Ah aquela voz me fez arrepiar por inteira, ele me deixou sem ar com apenas quatro palavras. E seus olhos azuis?

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