
Depois de separa (continuação correta)
Capítulo 2
O dia começou nublado, ainda na cama Gisela consultou o clima pelo celular, ela custava acreditar no que havia acontecido e apesar do comentário infeliz no final, tudo havia sido inesperado e delicioso. Quando foram casados os dois não passavam muitos dias sem se amar, tanto que, para ela, o divórcio havia sido algo confuso, porque nada parecia faltar para ele. Mas do jeito que eles haviam “se pegado", ah não acontecia a tempos.
O cheiro de Maurici parecia impregnado nela, com um sorriso bobo de canto preparou o café da manhã e organizou a rotina do filho, apesar de bem pequeno ele já frequentava uma creche afinal de contas a mãe precisava trabalhar. Gisela trabalhava no setor de reclamações de uma grande empresa, sua carga horária era curta, o que facilitava no cotidiano com o filho, mas o trabalho era horrível, maçante e porque não dizer frustrante. Além do mais, com uma carga horária reduzida, o salário foi reduzido também e, como o ex-marido atrasava em enviar a pensão, as contas foram se acumulando e o sofrimento, que no início era pelo término do relacionamento, ganhou proporções maiores com o acúmulo de dívidas.
Gisela espantou os pensamentos preocupantes da mente, com medo de atrair ainda mais problemas, subiu em um salto e foi viver seu dia. Entre suspiros cheios de lembranças trabalhou no automático. Após o almoço, foi fazer seu treino na academia e depois buscou Noah na escolinha. Ela não tinha parado para pensar e nem pesar a noite passada, sua mente estava dominada pelas lembranças daquele encontro. A verdade é que intimamente Gisela ainda tinha esperanças de recuperar seu casamento, Maurici era seu grande amor da adolescência e mesmo com o passar dos anos a paixão não tinha diminuído. É claro que agora tinha uma carga de decepção, mas o que ela sentia era grande demais e facilmente poderia perdoá-lo. Não que essa seja a melhor decisão, mas a ânsia por ter a família reunida era maior que o orgulho por ter sido abandonada.
Com o filho no colo, já com a chave do portão na mão Gisela foi interrompida com o gritinho de uma vizinha;
- Minha filha do céu, ficou sabendo que a Lurdinha faleceu?
Gisela foi surpreendida, Lurdinha era uma jovem de 42 anos de idade
-Faleceu do quê?
A senhora se aproximou e cobriu um pouco a boca, como se quisesse contar um segredo.
-Parece que foi um infarto, achei tão estranho... moça de tudo.
-Nossa que coisa triste.
Gisela comentou enquanto segurava o menino a bolsa dele, a dela e algumas sacolas do mercado.
- O pior é o Senhor Tércio, 84 anos, sem família e essa moça já trabalhava para ele há anos!
Parecendo preocupada Dona Helena, a vizinha, continuava com a conversa sem perceber o quanto Gisela estava desajeitada segurando o menino e as coisas.
-Como ele vai contratar alguém a essa altura da vida? É até perigoso né? E ele parece ser muito bem de situação...
- Então dona Helena, difícil mesmo toda essa situação... bom, vou entrar e depois conversamos mais. Preciso trocar o Noah.
Gisela se viu forçada a interromper, aquela conversa levaria horas caso não desse um jeito de entrar. A verdade é que ela queria tomar um banho, provavelmente Maurici não apareceria aquela noite, ainda mais depois de tudo o que tinha acontecido, porém ela achou melhor estar preparada.
Trocou o menino e o colocou no cercadinho para brincar, ele era um bom menino, parecia sentir o que a mãe estava passado e se comportava para aliviar tanta tensão. Pelo menos essa, era a impressão. Depois foi para o banheiro, pronta para um ritual, que ela amava: o banho. Girou o registro e deixou a água cair em seu rosto, pensou em se tocar para tentar reviver um pouco do que havia sentido na noite anterior, mas, abandonou essa ideia porque não era seu próprio toque que ela queria, ah ela queria sentir ele... ficou um pouco constrangida e com raiva de si mesma por ainda desejar aquele homem.
Enquanto lavava os longos cabelos, se surpreendeu pensando e imaginando ele ali. Foi inevitável, escorregou as mãos pelos seios e desceu até sua intimidade na tentativa de reproduzir um pouco do que estava imaginando. Suspirou profundamente enquanto sentia seu próprio corpo, porém seus devaneios foram interrompidos com um barulho de porta batendo. Sentiu um frio na espinha e desligou o chuveiro, seria possível que não tivesse passado a chave na porta? Não poderia simplesmente se trancar no banheiro porque o pequeno Noah estava na sala, vestiu-se com um roupão atoalhado branco que sempre ficava dependurado no banheiro e foi verificar, meio receosa foi passo a passo até a sala, de onde havia vindo o barulho.
Não havia dado tempo de se secar e saiu pela casa deixando um rastro de pegadas molhadas, ao chegar na sala se deparou com um homem de estatura mediana, corpo em forma, cabelos castanhos e um par de olhos azuis, era ele.
-Meu Deus, que susto! Como entrou aqui? A porta não estava trancada?
Ele sorriu, de um jeito que só os canalhas conseguem.
-Estava no banho? Nossa me desculpe, te atrapalhei?
Sem dar explicações ele se aproximou e a pegou no colo, isso nunca tinha acontecido, nem no dia do casamento. Ela não conseguiu responder, e nem poderia, pois ele já lhe meteu a língua em sua boca. O roupão pareceu colaborar com a situação pois, uma das mangas estava caída o que acabou deixando os seios à mostra, aproveitando esse deslize ele aproveitou para passar a língua ali também. Ela achou que ele a levaria para a cama e repetiriam a noite anterior, no entanto ele parecia ainda mais louco, levou-a para o banheiro.
- Vou te ajudar com o banho, eu não podia ter atrapalhado.
Ela não respondeu, ficou com medo de dizer algo errado... ela só queria mais. Apenas sorriu, consentindo. Ele a colocou debaixo do chuveiro deixando a porta do box aberta, ele queria vê-la enquanto ainda tirava a roupa. Gisela começou a se tocar, deixando Maurici inflamado passava uma das mãos nas suas partes íntimas e a outra ela começou a massagear atrás. Maurici enlouqueceu, ele ainda não tinha a possuído na parte de trás, entrou no banho com ela, abraçou seu corpo molhado, apertou suas nádegas e a levantou. O beijo dele era delicioso, e os dois se beijavam como nos primeiros encontros, depois ele desceu e caiu de boca em sua intimidade, enquanto a beijava ela delirava e tentava aproveitar o máximo daquele momento. Beijava com um beijo quente e faminto e com as mãos abria suas nádegas e massageava o ânus como quem procura um tesouro. Gisela era muito apaixonada, sentia-se desmanchando de tanto prazer. Logo ele levantou e a penetrou, acalmando um pouco o anseio que ela parecia sentir, depois de perceber que ela estava regozijando, ele a beijou e a virou de costas. Estava disposto a conseguir seu “tesouro”, ainda sobre êxtase ela permitiu a penetração anal. Apesar do desconforto e de sentir uma dor latejante, ela se entregou. Agora sim ela era totalmente dele, ele havia a possuído por inteiro. Enquanto Maurici se ajeitava, massageava a vagina de sua parceira, o que fazia ela sentir-se mais relaxada. Aos poucos a dor foi passando e ela parecia gostar do que estava acontecendo, a água escorria pelos corpos que já não parecia mais dois e sim um só.
Depois ela continuou no banho e ele foi se trocar, não disseram uma palavra.
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