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Capa do romance Dangerous Connectiion

Dangerous Connectiion

Andrew quer dominar o crime no Canadá, enquanto Victoria busca vingar a morte do pai. Unidos pelo ódio ao mesmo inimigo, ela se infiltra no território dele sob um disfarce. O que Andrew via como um encontro casual vira uma caçada quando ele descobre um rival americano em suas terras. Presos em uma armadilha, a hostilidade cede à aliança. Contudo, Andrew ignora que a mulher em sua cama e o mafioso que ele persegue são, na verdade, a mesma pessoa.
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Capítulo 3

Andrew pov's

SEMANAS ANTES I

— Já podem entrar Andrew.— Charles diz pela escuta.

— Ok, estão todos prontos?— pergunto ao Ryan, Chris e Jasper.

— Sim.— eles respondem.

— Sigam como o planejado, e ouçam o que Charles disser.— repito mais uma vez, olhando nos olhos de cada um por baixo daquela máscara preta.

— Agora.— ele nos passa o sinal e assim entramos pela abertura de vidro, que forma uma pirâmide bem em cima do banco, da minha pequena cidade natal; BrantFord, aqui no Canadá. Não deveria fazer isso, mas, grana é grana e não caio fora quando o assunto é sobre. Jasper desce pela corda devagar, em seguida Ryan e eu fazemos o mesmo e assim que pisamos no chão, corremos sem muito alarde até o interior do banco. O local era pequeno mas era bem protegido, abrimos uma porta que daria no final do corredor e topamos com um dos seguranças de olhos fechados... Ficamos em silêncio por meros segundos, até ouvir ele gemer alto. O cara estava se punhetando na sala em que deveria fazer a porra da guarda. Caímos na gargalhada na hora e o segurança caiu da cadeira ao nos notar ali. Ele tentou ajeitar as calças, mas Ry deu um tiro certeiro em sua testa com rapidez, e o cara ficou estirado com o pau duro para fora.

— Punheteiro do caralho!— murmurei e Charles perguntou o que houve, Ryan disse que depois contava o ocorrido para ele.

Faltava apenas um corredor para chegarmos ao cofre do banco, então aceleramos nossos passos. Minha equipe e eu precisávamos desse assalto enquanto a maldita segurança temporária do Banco de Vancouver, não saísse da área. Hoje não seria o melhor roubo que faríamos, mas também não seria o pior, meio que seria o bastante para cada um levar em torno de cinco milhões e trezentos mil, mais ou menos nessa faixa.

— Andrew, me passa a senha!— disse Ryan e lhe entreguei o papel para ele e aguardamos durante três minutos, até ouvir o click de algo sendo destravado, olhamos um para o outro e sorrimos, já comemorando. Chris foi o primeiro a entrar no local, em seguida Ryan e eu, Jas foi último porque estava com os sacos dentro de sua mochila.

— Galera, vocês tem exatos cinco minutos, então agilizem.— Charles falou pela escuta.

— Pode deixar Anders!— falou Chris.

Rapidamente abrimos as gavetas com o cartão de acesso único o qual só o gerente tinha, e que foi clonado graças ao Chris. Nós nos dividimos dentro do pequeno recinto e fomos colocando o máximo possível de grana dentro dos sacos, até joias foram pegas, relógios caros e em especial uma tela que parecia ser das antigas... aquilo daria uma boa grana se vendido no mercado negro porque não tinha o certificado dela ali no meio dos outros pertences.

— Menos de dois minutos. Saiam daí agora!— Charles nos alertou.

Fechamos os sacos e saímos correndo pelos fundos. Jasper havia deixado um carro velho parado ali dando a entender que lata velha tinha morrido, para enganar os tiras caso algo saísse do controle. Em menos de um minuto todos os sacos estavam dentro do carro e, Jas saiu com a lata velha dali. Já os rapazes e eu, fomos para a van que Charles estava e saímos dali sem comentar nada, quando paramos no sinal, começamos rir e comemorar, afinal, tudo havia dado certo e com toda certeza iríamos comemorar ainda está noite, com certeza iríamos. Todos nós, nos encontramos no galpão que também tínhamos por aqui pelas redondezas, ao norte da cidade. Ali era um lugar praticamente vazio e o matagal ajudava no disfarce do galpão, onde era uma antiga cabana velha e abandona, deixamos o lugar com a imagem um pouco detonado para passar despercebido, afinal, não queríamos intrusos em nosso local de trabalho, não é mesmo? Guardamos todo o dinheiro do roubo em um quase porão improvisado e saímos do local rapidamente, porque ainda iríamos trocar de roupa e curtir numa boate, e claro, comer algumas putas. Afinal, merecíamos uma ou duas boas fodas, como prêmio do roubo lacrador da noite [...] Os garotos e já nos encontrávamos na área vip da boate. Cada um com duas ou três vadias. Eu havia acabado de foder uma no banheiro e logo pegaria mais outra. Charles estava tão louco que estava fodendo uma japa na nossa frente, esse viado do caralho fez isso só para poder pirraçar com a gente e juro que ele vai pagar por isso, pois irei comer três de uma vez com ele assistindo, amarrado numa cadeira para não fugir.

— Andrew caralho! O Jensen está aqui!— levantei num pulo quando Jasper disse.

— O que aquele filho da puta faz aqui?— perguntei irritado pra caralho.

— Eu não sei te responder mas, ele vem vindo direto pra cá.— virei para trás no mesmo instante e o otário do Jensen, se aproximava com aquela postura superior dele.

Como se esse merda fosse alguma coisa.

— Ora, ora se não é o ladrãozinho de banco e seus servos.— disse ele rindo. Revirei os olhos e cruzei os braços.

— O que você faz aqui Jensen? Pelo o que eu saiba, esse não é o tipo de lugar que você goste muito de frequentar...— sorri de lado, ao notar que ele se lembrou do ocorrido de alguns anos atrás.

— Não quero confusão Andrew, só vim lhe trazer um convite. Fomos até o seu galpão em Vancouver e estava tudo destruído, e lá era o seu ponto de negócio. Então me lembrei que você sempre vinha em BrantFord.— Jensen falou sério, e logo estendeu a mão com um envelope preto.

— Que droga de convite é esse?— perguntei ao pegar o envelope da mão dele.

— Uma reunião, na verdade está mais para uma festa. Todos chefes reunidos, para socializar com um novo traficante que vai chegar na área e...— o interrompo.

— Como assim novo traficante? Que porra é esta?— pergunto irritado. Como eu não fiquei sabendo daquilo antes?

— É o chefão de Atlanta, o maior. Ele está indo para Vancouver, por que pretende crescer o império dele por esses lados também. Entrou em contato com os empresários, e logo estará por aqui., disseram que o cara é muito foda.— diz ele e respiro fundo.

Mais um querendo invadir meu lugar.

Que porra!

— Quando vai ser essa festa?— digo muito mais irritado que antes.

— Daqui duas semanas, o endereço é só olhar. Agora se me der licença, tenho mais alguns comunicados para distribuir aos outros.— diz ele e vira para sair dali.

— Droga! Chris, trate de descobrir quem é o infeliz que está vindo pra cá, vamos todos pra casa agora.— falo guardando o convite, mas levanto a cabeça assim que me chamam.

— Reid?— encaro Jensen.

— O que você quer agora caralho!?— digo exaltado.

— Não é para fazer nenhuma besteira. Ordens são ordens e não trate de desobedece-las. Saiba que você tem apoio, mas caso faça algo, perde todos eles. Apenas pense nisso.— ele diz e sai de vez.

Eu balanço a cabeça e sorrio.

— Quem disse que eu tenho que seguir regras, de um bando de pau no cu?— falei sorrindo e os caras riram.

— Andrew? O que pensa em fazer?— pergunta Ryan.

— Ainda não sei Ry, mas aqui esse cara não manda. Vancouver é minha, é nossa e nenhum americano cuzão vai mandar naquela porra e isso eu garanto.— falei ao beber o restante da vodca, para sair logo daquele maldito daquele lugar.

Esse cara não vai mandar em porra nenhuma aqui, ou eu não me chamo Andrew Reid Murphy.

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