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Capa do romance Crise no casamento: o amor é uma armadilha?

Crise no casamento: o amor é uma armadilha?

Leona amou Elmer desde a juventude, mas sua irmã adotiva, Aurora, roubou sua família e o homem que desejava. Ao tentar reconquistá-lo na vida adulta, Leona é rejeitada com desprezo por Elmer, que prefere Aurora. Após jurar nunca desistir dele, ela some misteriosamente por cinco anos. Assombrado por lembranças e arrependimentos, Elmer vive no escuro até que Leona ressurge drasticamente mudada, trazendo consigo um menino e segredos do passado.
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Capítulo 2

Assim que o médico terminou de falar, as lágrimas brotaram nos olhos de Aurora Barnes. Seus longos cílios tremeram e ela abaixou a cabeça com culpa.

"Elmer, nosso bebê... nosso bebê quase..."

Ela soluçou ao chorar e não conseguiu terminar suas palavras.

Elmer ficou chocado.

Aurora estava grávida? Como isso poderia ter acontecido?

Eles nunca haviam dormido juntos.

Afinal de contas, Aurora tinha uma cardiopatia congênita.

Então, eles nunca fizeram sexo juntos, porque ele tinha medo que pudesse agravar seu problema de saúde de alguma maneira.

A expressão no rosto de Elmer mostrava que ele estava cheio de dúvidas. Depois de refletir por um instante, ele perguntou: "Quando isso aconteceu? Por que você não me contou antes?"

Percebendo que ele havia ficado aborrecido e também desconfiado, Aurora ficou um pouco nervosa.

Ela limpou as lágrimas no seu rosto e forçou um sorriso, dizendo: "Você não se lembra daquela vez que ficou bêbado na minha casa? Bem, naquela noite, nós..."

Aurora deliberadamente não terminou sua frase e virou o rosto timidamente.

"Eu não fazia ideia que teria tanta sorte de engravidar logo na primeira vez que fizemos sexo..."

Ao ver o doce sorriso no seu rosto, Elmer não duvidou mais dela.

Ele supôs que o álcool havia causado sua perda de memória daquela noite.

Mas a principal preocupação dele era referente à saúde debilitada de Aurora. Ela não tinha condições físicas para carregar e dar à luz um bebê.

Elmer deu um leve suspiro. "Aurora, você ainda não se recuperou. O bebê só vai agravar ainda mais sua situação."

Ele pegou a mão dela e falou em voz baixa: "Acho que será melhor se você fizer um aborto."

"O quê?! Eu não tenho intenção nenhuma de fazer um aborto!"

Aurora puxou sua mão e olhou incrédula para Elmer.

Mas, imediatamente depois, seu coração disparou em arrependimento. Ela percebeu que havia exagerado demais na sua reação.

Com um olhar aparente de pena no seu rosto, ela se jogou nos braços de Elmer e começou a chorar.

"Eu sei que minha saúde está debilitada ainda. Você nem tem coragem de ficar comigo quando está sóbrio com medo de me machucar. Mas, esta pode ser uma oportunidade única. Não consigo nem imaginar a possibilidade de matar nosso bebê."

Ela olhou para Elmer com os olhos marejados, esforçando-se para que escorresse uma lágrima ou duas pelo seu rosto. Elmer não pôde deixar de sentir pena dela.

"Eu sei que você e Leona são casados. Não estou te dizendo que quero que você a abandone. Eu só quero dar à luz seu bebê, mesmo que isso signifique que terei que criá-lo sozinha. E se por acaso eu morrer primeiro, pelo menos você ainda terá alguém para confiar e chamar de família."

Ela olhou para ele com os olhos cheios de expectativa.

"Pare de falar desse jeito, como se fosse morrer em breve. Não posso nem pensar em vê-la se machucar por causa disso", disse Elmer com uma expressão séria.

Aurora negou com a cabeça, demonstrando determinação. "Estou disposta a fazer qualquer coisa para dar à luz nosso filho. Mesmo que isso signifique arriscar minha vida, eu quero ter um filho seu!"

Elmer não queria mais ter que falar sobre esse assunto com ela, então ajudou-a a se deitar e, mudando de assunto, disse baixinho: "Você deve estar muito cansada. Descanse um pouco agora."

Temendo que seu estresse emocional piorasse sua condição, Elmer a persuadiu gentilmente e a fez dormir antes de deixar o hospital.

Quando ele saiu, já era madrugada.

Leona não conseguiu pregar os olhos a noite toda.

Quando Elmer chegou em casa, ele encontrou sua esposa sentada distraída no sofá.

A luz fraca entrava pela janela, iluminando vagamente seu rosto cansado.

Elmer ficou inexplicavelmente irritado ao vê-la acordada. Ele disse com uma voz fria: "Por que você não está na cama ainda? O que está fazendo sentada aqui?"

Cerrando os punhos, Leona olhou para ele e disse com raiva: "Eu estava esperando você voltar..."

Ela imaginou que, se Elmer tivesse algum tempo livre, ele voltaria para casa para ficar com ela, pois afinal de contas, havia sido seu aniversário.

Como esperado, ele finalmente apareceu em casa. Pelo menos, Elmer pertenceria a ela, mesmo que por apenas algumas horas.

Leona colocou o cabelo bagunçado atrás das orelhas e sorriu para ele, tentando esconder bem o cansaço.

Entretanto, os cantos dos seus olhos ainda estavam visivelmente vermelhos por ter chorado tanto.

Ao ver isso, Elmer franziu a testa ainda mais. Ele desabotoou a camisa e disse com aparente impaciência: "Por que você finge ser uma pobre coitada? O que vai fazer a respeito? Vai correr para o vovô e se lamentar novamente sobre seus problemas?"

Algum tempo atrás, Elmer estava em uma reunião com um cliente quando seu avô ligou de repente, perguntando se ele não dormia em casa há alguns dias.

Seu avô também ordenou que ele fosse para casa e ficasse com Leona no seu aniversário.

Obviamente, havia sido tudo ideia de Leona!

Agora, parecia que ela estava querendo usar o mesmo subterfúgio novamente.

Leona ficou chocada. "O quê? Eu nunca falei com o vovô sobre nossos assuntos pessoais."

Embora o avô de Elmer fosse muito generoso, ela nunca havia pensado na possibilidade de pedir-lhe para forçar Elmer a tratá-la bem.

Ela simplesmente não tinha coragem de forçar Elmer a gostar dela. Ela também nunca se rebaixaria a tanto.

Contanto que pudesse ficar ao seu lado dessa maneira, ela já estava mais do que satisfeita.

"Ah, esqueça."

Elmer lançou um olhar indiferente para ela e desistiu de discutir sobre o assunto, não porque acreditava nela, mas porque não queria perder mais tempo conversando com ela.

Ele sentou-se à sua frente, pegou um documento e o entregou para ela. "Dê uma boa olhada nestes papéis. Diga-me se preciso acrescentar mais alguma coisa."

Os olhos de Leona se arregalaram ao ler as palavras em negrito no topo do documento.

Era um acordo de divórcio.

Os olhos de Leona se arregalaram ainda mais quando ela pensou nos planos de Elmer. Ela olhou para ele sem acreditar no que estava lendo. "Você quer... se divorciar de mim?"

O colarinho de Elmer estava aberto, expondo os chupões que ela havia deixado nele mais cedo, durante o sexo. Mas quando seus olhos encontraram os dele, ela só conseguia ver frieza.

"Sim."

De repente, Leona engasgou de surpresa. Ela sentiu seu coração se despedaçar em diversos pedaços.

Leona não se importava que seus pais e irmã tivessem esquecido seu aniversário. Ela esperou com ansiedade por Elmer, desejando encontrar conforto nele.

No entanto, ele só voltou para casa para fazer sexo com ela bêbado e saiu sem hesitar por causa de um telefonema de Aurora.

Ela esperou acordada por ele a noite toda, apenas para depois receber de maneira ingrata um acordo de divórcio.

Por que todos a tratavam assim com tanto desprezo?

Por que ele decidiu de forma tão cruel arrancar o coração dela do peito?

Ela estava farta desta injustiça. Ela não os deixaria conseguir o que queriam assim tão facilmente!

Os olhos de Leona de repente se iluminaram com uma determinação sem igual. Com a voz um pouco trêmula, ela disse: "Eu não concordo. Não vou me divorciar de você."

Exausto, Elmer massageou as têmporas com cansaço.

"Não só estamos perdendo nosso tempo aqui. Sua irmã está grávida."

A notícia impactou Leona como um raio caindo do céu. A voz fria de Elmer ecoou nos ouvidos de Leona enquanto ela olhava para ele chocada.

Toda a coragem que ela tinha conseguido reunir momentos atrás havia desaparecido instantaneamente.

Depois de um longo tempo, ela finalmente recobrou o juízo e perguntou: "Quando isso aconteceu?"

"Isso não é da sua conta."

"Entendo."

Leona riu com amargura, e lágrimas começaram a escorrer do seu rosto. Suas costas geralmente eretas estavam dobradas pelo sofrimento insuportável.

Desequilibrada emocionalmente para conseguir pensar direito, a mão dela de repente disparou.

Ela agarrou o acordo de divórcio na mesa de chá e o rasgou em pedaços na frente de Elmer.

Pedaços de papel branco começaram a flutuar no ar na frente deles.

Parecia haver um penhasco intransponível entre eles.

O corpo de Leona tremia, mas ela olhou desafiadoramente para Elmer.

Ela já havia suportado tanta humilhação neste casamento, mas seu marido nunca a considerou digna para ser a mãe do seu filho.

Mas agora, ele disse sem hesitação a ela que Aurora estava grávida do seu filho!

Sua irmã engravidou do bebê do seu marido! Era simplesmente ridículo demais para Leona conseguir suportar calada!

Ela parecia não passar de lixo aos olhos de todos.

Seus pais só amavam Aurora, sua filha adotiva, e seu casamento estava à beira do fracasso graças à sua irmã.

Sua vida era como uma piada sem graça!

A expressão no rosto de Elmer escureceu. Ele se levantou e olhou para ela, perguntando friamente: "Por que você fez isso?"

Leona franziu os lábios. Ele estava certo. Por que eles deveriam insistir em manter o casamento?

Afinal, ele nunca a amou de verdade.

Mas, mesmo assim, seu coração não queria assinar seu nome no maldito acordo de divórcio.

A verdade era que eles ainda estavam ligados pelo casamento, mesmo que fosse apenas no papel.

Se eles se divorciassem, cortariam os laços que tinham para sempre.

Por um momento, a atmosfera na sala ficou tensa e caiu em um silêncio mortal. Eles ficaram em silêncio pelo que pareceu uma eternidade.

De repente, o celular de Elmer começou a tocar, quebrando o silêncio ensurdecedor.

Ele atendeu o telefone.

"Elmer", a voz severa do seu avô pôde ser ouvida do outro lado da linha. "Venha com Leona aqui esta noite. Vamos jantar juntos!"

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