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Capa do romance Contrato Sob Ameaça

Contrato Sob Ameaça

Maggie carrega as cicatrizes de um passado traumático, mas um inesperado contrato de casamento surge em seu caminho. Agora, ela enfrenta um dilema: será este acordo uma chance real para a felicidade ou apenas mais uma ameaça em sua vida conturbada? Entre superações e novos sentimentos, a protagonista precisa decidir se permite que a dor antiga dite seu futuro. Acompanhe uma narrativa intensa sobre vulnerabilidade e as reviravoltas do amor moderno.
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Capítulo 3

CAPÍTULO 3

O Desenho

Narrado por Maggie

"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer"

— Olhem só quem ela é? Onde anda a tua amiga sebosa?

— Daisy, deixa-me em paz, eu não quero chatices para o meu lado. Faz de conta que eu nem existo.

— E como eu posso fazer isso, se tu cheiras tão mal e és tão sebosa, feia e gorda? Ah, Maggie, não dá para tu passares despercebida, és tão horrível e asquerosa, que a minha vontade é sempre te tratar mal.

As outras duas riem a bom rir.

Ela olha para o que eu estou a fazer.

— Que merda é essa que estás para aí a fazer, sua frustrada? — ela pergunta e vai go espreitando.

— Nada, não estou a fazer nada. — tento esconder o papel, mas ela é mais rápida e tira-o das minhas mãos.

Ela o coloca no ar.

— Olhem só meninas, ela está a desenhar, mas que falhada, meu deus. Que merda é esta que estás a desenhar, Maggie sebosa?

— Daisy dá-me isso! — tento tirar o desenho da mão dela, mas ela empurra-me e eu caio no chão.

Jennifer olha para o desenho e fala.

— É um vestido.

— Queres ser o quê Maggie falhada? Estilista? Nem nos teus melhores sonhos, tu não vais ser ninguém, o máximo que vais ser é uma empregada reles, talvez vás limpar as minhas sanitas lá da minha casa! Que acham meninas?

Elas riem.

Daisy rasga a minha folha em 3 pedaços, fica com um pedaço e dá os outros dois a suas cadelinhas amestradas e elas três rasgam os pedaços em bocados pequeninos e os mandam para cima de mim.

— Falhada.

— Sebosa.

— Gorda.

Dizem isto ao sair da sala, onde eu estava sossegada.

Estou cansada delas.

Coragem

Narrado por Ethan

"Uma mentira pode salvar o teu presente, mas condena o teu futuro"

Vejo ela entrar no corredor do leite.

Sem pensar muito, vou ter com ela.

— Olá, Maggie! — digo ao chegar perto dela.

Ela olha para trás e olha à sua volta para ver se eu estou a falar mesmo com ela.

— Desculpa, estás a falar comigo? — ela pergunta surpresa.

— Acho que não está aqui mais ninguém! — digo sorrindo para ela olhando ao nosso redor.

Ela franze o seu olhar desconfiada.

— E porque estás a falar comigo?

— E porque não? Há algum problema?

— Não sei, diz-me tu.

— Caramba, Maggie, só estou a tentar ser simpático.

— Eu não preciso que sejam simpáticos comigo, só preciso que não dêem por mim sequer.

Ela começa a andar no sentido contrário ao meu.

Dou uma corrida e chego rápido perto dela.

— Qual é o problema, Maggie, eu não te quero fazer mal nenhum, por favor.

Ela me encara.

— Não querem fazer mal nenhum, mas acabam por fazer e muito.

— Quem te faz mal? — pergunto curioso.

Ela me olha com espanto.

— Tu estás de brincadeira, só pode!

— Juro que não estou.

E realmente não sei do que ela está a falar.

— A namorada do teu irmão e as suas duas amigas que não a largam, todos fecham os olhos ao que elas fazem, mas todo o mundo sabe.

Eu estranho o que ela está a dizer.

— Maggie, eu acho que tu estás equivocada, porque nunca ouvi falar em tal coisa na escola. A Daisy é uma garota cheia de manias e as amigas dela são a mesma porra, mas não há boatos de elas te fazerem mal.

— Fazem a mim e à minha amiga, Lou. Se não sabem é porque tudo é mais fácil quando não queremos saber. Fechamos os olhos para não nos metermos e é mais fácil encobrir a covardia.

Ela sai em passo apressado e eu fico com cara de babaca no meio do corredor do leite.

Será que a Daisy, a Jennifer e a Sarah andam a fazer bullying com a Maggie e as amigas?

Se elas o têm feito, têm feito muito bem.

Quer dizer, eu também não ligo muito e muito menos dou atenção ao que elas fazem e dizem.

São três completas parvas, não gosto nada delas.

Vejo a Maggie a se afastar rápido.

Suspiro frustrado.

Tenho uma paixão secreta pela Maggie e nunca tive coragem de chegar assim tão perto, mas hoje ganhei coragem e cheguei, mas também ela logo me afastou.

Ela é bonita, só esconde toda a sua beleza e não faço a mínima ideia porquê.

Ethan Smith

Narrado por Maggie

"A gente não desiste do que quer, a gente desiste do que dói"

Mas que merda deu ao Ethan para vir falar comigo? De certeza que era para me vir gozar, mas preferiu vir com aquela conversa para boi dormir. Realmente tenho que aturar cada coisa.

Ethan é o irmão mais velho do Ryan, tem 17 anos, apenas um ano a mais do que o Ryan, que tem 16 anos.

Ethan apesar de ser um cara bonito, vistoso e boa onda, não gosta de dar nas vistas como o irmão. Gosta mais de estar na dele, não sente necessidade de ser tão popular como o Ryan.

Ryan é o capitão da equipa de futebol americano aqui da escola, o Ethan não joga sequer futebol, já ouvi dizer que gosta mesmo é de surf.

Mas acaba por ser impossível não olhar para ele mais que uma vez, porque ele é mesmo bonito.

As garotas fazem de tudo para chamar a atenção dele.

Mas não percebo porque ele veio falar comigo, ele não parecia vir com más intenções, mas sei lá! Já estou habituada que as pessoas se aproximem de mim apenas para se aproveitarem da minha boa vontade.

Sou uma estúpida, isso sim.

Mas o que ele acabou por falar, acaba por ter a sua lógica.

Aquelas três piranhas, realmente nunca fazem a merda à frente das outras pessoas, é sempre quando eu estou sozinha ou com a Lou, mais nada.

Elas são umas falsas, elas fazem tudo escondido, embora eu ache que muitos sabem, mas não querem saber, não se querem meter.

É como eu digo, é mais fácil fechar os olhos e fingir que não vê.

Apanhadas

Narrado por Maggie

"A mentira coloca em dúvida todas as verdades"

— Achas que isso vai dar certo? — pergunto angustiada.

— Se é como tu dizes e não sabem, pois vão saber hoje mesmo, para não dizer que não sabem e elas são umas santas.

Vamos até à casa de banho e não demora muito para elas aparecerem.

— Meu Deus! — Daisy coloca os dedos no nariz mal entra e nos vê. — Eu vi logo que aqui tinha fedor.

— Aposto que vem de ti, Maggie sebosa — Sarah fala me rondando e mexendo nas pontas do meu cabelo

— Ou então desta tua amiga! — Jennifer diz olhando para a Lou.

— Se calhar vem da tua boca! — Lou retruca, como sempre.

Jennifer faz uma careta.

— És mesmo muito nojenta, acho que ela precisa de uma lição, Daisy, o que achas? — ela pergunta à sua dona.

— É, acho que tens toda a razão.

Empurra-me e eu mais uma vez caio no chão.

Lou vem para me defender, mas a Sarah e a Jennifer a agarram pelos braços.

— Onde tu pensas que vais, nojentinha? — Jennifer fala apertando o braço da minha amiga.

— Solta-me sua louca. — ela grita irritada.

Daisy vira-se para mim e me dá um estalo.

Eu coloco de imediato a mão na minha cara espantada com a sua atitude.

— Olhem aqui suas mal cheirosas, suas nojentas, suas porcas, eu não as quero aqui nesta casa de banho, porque senão cheiram muito mal, por causa de vocês, suas badalhocas. — ela diz aquilo cheia de raiva.

— Tu és muito louca sua desgraçada. — Lou diz com raiva.

— MAS QUE MERDA SE PASSA AQUI, DAISY? — Ryan diz ao entrar na casa de banho.

As cadelinhas amestradas deixam de imediato a Lou que vem no meu encalço e a Daisy se assusta.

— Foram elas que se meteram connosco. — ela tenta se defender.

— Não foi isso que eu vi, Daisy, tu estás maluca? — ele ralha com ela.

— Não fales comigo assim à frente desta ralé, Ryan.

Ele revira os olhos.

— Que mania da superioridade, Daisy, por favor. Vamos embora.

Ela hesita.

— Agora, Daisy.

Ela sai em passo pesado e a bufar irritada.

— Meninas!

Ele chama as outras duas doidas e elas saem de imediato.

Ryan chega perto de nós, mas olha diretamente para mim.

— Estás bem? — ele pergunta calmo.

Eu que entretanto já estou de pé, ajeito os meus óculos.

— S, sim, es… estou. — estou a gaguejar.

Ai que vergonha, pareço uma parva.

— Ótimo, desculpem a Daisy, ela às vezes ultrapassa os limites.

— Às vezes? — Lou fala irritada. — A tua namorada é doida isso sim e não nos deixa em paz, maluca.

Ele encurta o seu olhar.

Desgraça, ele é mesmo bonito, assim tão perto é ainda mais.

— Mas eu não sabia que ela fazia estas coisas, desconfiava, mas não tinha a certeza.

— Parece ser o seu hobby favorito, nos chatear. — eu digo um pouco envergonhada.

— Eu vou falar com ela, ok meninas?

Lou encolhe os ombros e eu não digo nada.

Ele sai da casa de banho, mas não sem antes olhar bem dentro dos meus olhos, me fazendo arrepiar a espinha.

Caramba, que olhar tão penetrante.

— Estás bem? — a minha amiga pergunta preocupada, depois de ele sair.

— Estou, vamos embora.

Saímos cá fora.

— Deu certo não deu? — Ben pergunta mal saímos cá para fora.

— Sim, Ben, muito obrigada pela tua ajuda. — agradeço.

Benjamim Cooper é da nossa sala e é nosso amigo, pedimos para ele ir chamar o Ryan e o trazer até aqui a casa de banho, para ele ver com os seus próprios olhos o que a namorada apronta connosco.

Ben é um garoto muito sensível, um garoto bonito e delicado, só eu e a Lou sabemos a sua verdadeira orientação sexual, ele gosta de garotos, mas esconde isso de todo o mundo e tenta ser o que todos querem que seja, um garanhão de meninas, ele tenta ser assim, para o aceitarem, porque se alguém desconfiar, ele vira rapidamente motivo de chacota.

As pessoas conseguem ser muito cruéis, com todos os outros que são diferentes, que fogem ao estereótipo que a sociedade acha normal.

Que sabem eles o que é normal ou não, as pessoas são más e pronto.

Vou até ao meu cacifo para guardar uns livros e ir buscar outros, mas mal fecho a porta do meu cacifo, dou um salto de susto, ao ver ali a doida da Daisy com cara de louca.

— Tu vais-me pagar bem caro sua sebosa de merda, vais só ver.

Ela sai andando pelo corredor fora.

— Maluca de merda. — falo para mim mesma.

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